Preto no Branco

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Prefeitura de Senhor do Bonfim dá ordem de serviço para requalificação da Praça da Igreja em Missão do Sahy nesta segunda (31)

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Nesta segunda-feira (31), às 17h, será assinada a ordem de serviço para a requalificação da Praça da Igreja no distrito de Missão do Sahy. A obra garantirá um espaço mais moderno, seguro e adequado para o lazer e a convivência dos moradores.

O prefeito Laércio Júnior destacou a importância da obra. “Nosso compromisso é levar melhorias para todas as regiões do município. A requalificação dessa praça é um pedido antigo dos moradores e, em breve, teremos um espaço totalmente revitalizado para que as famílias possam aproveitar com mais qualidade e segurança. Estamos transformando Senhor do Bonfim com trabalho e dedicação”, afirmou o gestor.

A obra 

O projeto inclui a instalação de um parque infantil, academia a céu aberto, playground, bancos, piso intertravado, estacionamento e iluminação em LED, proporcionando mais conforto e segurança para a comunidade.

 

Ascom PMSB

Cidades brasileiras têm atos contra anistia a golpistas neste domingo

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Manifestantes se reuniram em várias cidades brasileiras, neste domingo (30), em atos contra a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe do 8 de janeiro. A maior concentração foi em São Paulo, onde os participantes pediram punição aos participantes da depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes em janeiro de 2023 e ao núcleo político da tentativa golpista, a começar pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

As manifestações foram convocadas por entidades sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), e coletivos como a Frente Brasil Popular, a Frente Povo sem Medo, o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em São Paulo, a manifestação começou na Avenida Paulista e seguiu pela Vila Mariana até o prédio do antigo Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), onde eram presos e torturados os adversários da ditadura cívico-militar instaurada em 1964.

O sentido simbólico das manifestações foi o de ressaltar a importância da defesa da democracia e lembrar como a última ditadura impedia as vozes e os atos. Para uma das participantes do ano, Lenir Correia, a anistia dos atos de 8 de janeiro viria como uma carta branca para futuras tentativas de golpe: “É contra a injustiça que estamos aqui. Ele [Bolsonaro] foi uma pessoa que agiu contra o Brasil.”

“Quebraram todo o Congresso, picharam, fizeram o que fizeram. Trata-se de defender tudo que é público, que é nosso”, completou Lenir. Para ela, este tipo de protesto é importante para aumentar o número de pessoas contra a anistia e contra atos deste tipo.

Para o manifestante Sada Shimabuko, discutir anistia agora equivale a se colocar contrário à democracia. Para Rosemeire Amadeu, que também acompanhava a manifestação, com uma anistia é questão de tempo para que surjam novas tentativas de golpe.

Também participante do ato, Emmanuel Nunes disse que é importante dar apoio para que os réus sejam julgados nas vias normais, segundo o processo legal. “Para que não haja um conflito de poderes, pois se o Legislativo vota a anistia geraria uma crise entre poderes muito grande. Então a gente tem que garantir que haja o julgamento, e é importante o recado das ruas”, concluiu.

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, o domingo foi de planfletagem e de mobilização para o ato unificado contra a anistia que ocorrerá na terça-feira (1º). Quem passou por pontos da cidade, como a Feira da Glória, na zona central da cidade, pelo Museu da República, pelo Aterro do Flamengo e Praia de Copacabana, na zona sul, por pontos do Grajaú, na zona norte da cidade, encontrou grupos com cartazes, adesivo e panfletos.

“É uma questão que envolve pessoas de direita, pessoas de centro, pessoas de esquerda, pessoas que defendem a democracia. Essa é uma pauta até suprapartidária”, defendeu Sérgio Santana, que faz parte da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia e da organização Advogadas e Advogados Públicos para a Democracia e estava na manhã deste domingo participando da ação em frente ao Museu da República, no bairro do Catete.

O grupo conversava com as pessoas e entregava materiais explicativos, que defendem que os atos orquestrados e até mesmo os planos para envenenar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva são criminosos e que aqueles que participaram de alguma forma devem ser punidos.

“Nós estamos aqui contra o golpe. Nós não queremos nem ditadura, nem tortura nunca mais. Esse é o nosso lema”, diz Regina Toscano, que também participou da ação e faz parte do Núcleo Resistência do PT.

Na terça-feira, ocorrerá o ato unificado no Rio de Janeiro.Os manifestantes caminharão do edifício que abrigou o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) até a sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A manifestação lembra também o aniversário do golpe de 1964 (31 de março), com o início da ditadura, e a busca ainda hoje pela preservação da memória, por verdade e por justiça. Segundo Sérgio Santana, o golpe de 1964 e os atos golpistas estão relacionados na medida em que atentam contra o Estado Democrático de Direito.

Vários outros atos foram registrados pelo país, porém com menor participação do que em São Paulo. Em Brasília, a manifestação aconteceu no Eixão Norte, altura das quadras blocos 106 e 107. Belo Horizonte, Fortaleza, São Luís, Belém, Recife e Curitiba foram outras capitais com mobilizações previstas para este domingo.

Agência Brasil

Mesmo com o apelo da campanha “Juazeiro Limpa”, jornalista se depara com lixo na orla da cidade e critica: “Quem frequenta a orla, quando está comendo em casa, joga no chão assim?”

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Durante um passeio pela Orla 2 de Juazeiro, no Norte da Bahia, na manhã deste domingo (30), o jornalista Glauber Dantas observou que, apesar dos esforços contínuos da prefeitura para promover a limpeza e conscientização ambiental, o espaço público ainda sofre com o acúmulo de lixo. Garrafas, restos de comida e embalagens são alguns dos detritos que poluem a área, prejudicando o ambiente e a imagem da cidade.

Demonstrando sua indignação, o jornalista questionou: “Eu queria saber se quem frequenta a orla, quando está comendo em casa, joga no chão assim (…) Em casa vocês não jogam porque aqui vocês fazem isso? Vergonha!”, protestou GD.

Juazeiro Limpa

A Prefeitura de Juazeiro tem realizado uma campanha de limpeza e conscientização, mobilizando a população em um grande mutirão para combater o problema. No entanto, a colaboração dos moradores e visitantes é essencial para garantir que a orla permaneça limpa e agradável para todos.

Lançado em março, o projeto “Juazeiro limpa” realiza uma série de ações em todo o município. Para a mobilização, mais de 140 novos trabalhadores já foram contratados, e esse número deve chegar a 250. O mutirão também mobiliza dezenas de máquinas pesadas, como um caminhão varredeira, seis retroescavadeiras, sete caminhões, três patrols e um rolo compactador, além de equipamentos como 17 novas caçambas e lixeiras. Ao todo, já são mais de R$3,8 milhões investidos em demandas reprimidas há anos.

A ampla operação de limpeza e ordenamento urbano, incluindo capina, pintura e coleta de lixo — transportado em caminhões cheios para fora da cidade — vem sendo conduzida por órgãos como a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) e o SAAE.

Para mobilizar a população, escolas municipais estão promovendo ações educativas, com apoio da Secretaria de Educação (Seduc), enquanto agentes de saúde orientam moradores sobre descarte correto de lixo e preservação ambiental, sob orientação da Secretaria de Saúde (Sesau).

Redação PNB

Juazeiro Limpa fortalece parceria com comerciantes da Orla I para aprimorar coleta de lixo

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Dando continuidade às ações do Programa Juazeiro Limpa, a Secretaria de Serviços Públicos (SESP), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), reuniu, nesta sexta-feira (28), empresários e permissionários da Orla I para discutir melhorias no descarte de resíduos. O encontro aconteceu no trecho a partir do ponto onde a avenida Adolfo Viana encontra a Orla até a Praça Jardim São Francisco, área de grande circulação e importância turística para a cidade.

O Juazeiro Limpa vai além da manutenção da limpeza urbana. O programa busca fortalecer o sentimento de pertencimento dos moradores, incentivando a conscientização sobre a preservação dos espaços públicos. Durante a reunião, os comerciantes expuseram desafios relacionados ao horário da coleta de lixo, especialmente no período noturno, e solicitaram ajustes para evitar o acúmulo de resíduos ao longo da madrugada.

O superintendente da SESP, Aislan Brito, destacou a importância do diálogo com os comerciantes para aprimorar os serviços e garantir uma cidade mais organizada. “A Orla I é um dos principais pontos turísticos e de lazer de Juazeiro. Nosso objetivo é adequar os horários de coleta e implementar melhorias para que o local permaneça limpo e atrativo para moradores e visitantes”, afirmou.

A coordenadora de Meio Ambiente da SEMA, Alice Rocha, reforçou o papel da educação ambiental no processo. “Acreditamos que a educação ambiental é uma das ferramentas mais importantes para construir uma cidade mais limpa e sustentável. Quando todos compreendem a sua responsabilidade com o espaço público, o resultado é coletivo. Com a participação de todos, conseguimos avançar de forma mais eficaz na conservação dos nossos espaços, como a Orla I”, pontuou.

Ajustes na coleta e novas medidas

Representando o setor de meio ambiente do SAAE, Taís Lima explicou que um dos problemas apontados pelos comerciantes é o descarte de resíduos no fim do expediente, geralmente após a meia-noite, quando o caminhão de coleta já passou. Além disso, foi relatado que moradores em situação de rua acabam espalhando os resíduos.

“A solução encontrada foi ajustar a coleta para que ocorra um pouco mais tarde, garantindo que o lixo não fique exposto por longos períodos. Também esclarecemos que a instalação de novas lixeiras já está prevista no plano de ação, mas reforçamos que essas estruturas são voltadas para pequenos descartes, e não para atender estabelecimentos comerciais. Além disso, discutimos a necessidade de um trabalho conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social para tratar a situação dos moradores em vulnerabilidade”, explicou Taís.

Os empresários da Orla I reafirmaram o compromisso de reforçar a parceria com o Juazeiro Limpa, adotando boas práticas para o descarte correto dos resíduos e colaborando com a manutenção da limpeza no local.

Ascom

Mulher que pichou estátua do STF deixa prisão; decisão não anula as outras acusações que ela responde

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Filmada pichando a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro, em Brasília, a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP), a saída ocorreu na noite da última sexta-feira (28).

“A Secretaria da Administração Penitenciária informa que a pessoa citada foi colocada em prisão domiciliar ontem [sexta-feira], às 20h, após a direção do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro dar cumprimento ao alvará expedido pelo Supremo Tribunal Federal”, informou a SAP em nota.

Por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, Débora teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar na sexta-feira. Ela ficou conhecida por escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante o ato golpista de 8 de janeiro de 2023.

Segundo a decisão de Moraes, a acusada cumprirá prisão domiciliar em Paulínia (SP), onde reside. Débora deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá usar redes sociais nem ter contato com outros investigados. Está também proibida de dar entrevistas para a imprensa, blogs e podcasts nacionais ou internacionais sem autorização do STF. Em caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.

Em nota, a defesa de Débora comemorou a decisão. “Durante todo o período de sua detenção, Débora esteve afastada de sua família e de seus filhos, vivendo uma situação que, na visão da defesa, foi completamente desproporcional e sem base sólida nas evidências. A decisão de sua libertação simboliza a esperança de que, mesmo em tempos difíceis, a verdade e a justiça prevalecerão”, escreveram os advogados.

Julgamento

O julgamento que vai decidir se Débora será condenada começou na semana passada, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Antes da suspensão, o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou para condenar Débora a 14 anos de prisão em regime fechado.

Em depoimento prestado no ano passado ao STF, Débora Rodrigues disse que se arrepende de ter participado dos atos e de ter pichado a estátua.

Crimes

Segundo a decisão de Moraes, ao ter cumprido mais de 25% da pena em caso de condenação, a acusada já poderia estar em progressão de regime. A decisão, no entanto, não anula as acusações a que Débora responde.

A soma para chegar à pena de 14 anos foi feita da seguinte forma:

•     Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (4 anos e 6 meses);

•     Golpe de Estado: (5 anos);

•     Associação Criminosa Armada (1 anos e 6 meses);

•     Dano Qualificado: (1 ano e 6 meses);

•     Deterioração do Patrimônio Tombado (1 ano e 6 meses);

•     Regime Fechado: Penas maiores que 8 anos começam em regime fechado.

•     Indenização de R$ 30 milhões: Todos os condenados pelo 8 de janeiro terão que pagar o valor solidariamente pelos dados causados com a depredação.

Agência Brasil

Mega-Sena: Sem acertador, prêmio acumula em R$ 45 milhões para o sorteio de terça-feira (1)

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O concurso da Mega-Sena, realizado neste sábado (29), não teve nenhum acertador das seis dezenas sorteadas. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para a próxima terça-feira (1º).Os números sorteados foram: 01 – 12 – 16 – 17 – 25 – 57.

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de terça-feira, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Redação PNB 

“Não é porque é meu, não é porque é seu, nosso conterrâneo …”, Por Zuza, professor e ativista cultural

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Existem limites que nós todos sabemos os quais não devemos ultrapassar. Talvez aqui, no Brasil, Daniel passasse impune ou despercebido, como passou aquele assassino jogador do Flamengo. Daniel foi preso e condenado num país que respeita e é célere no que diz respeito aos direitos das mulheres e de seus bens invioláveis, que são, sobretudo, seus corpos e decisões.

Se fosse no Brasil passaria despercebido, como passam tantos. Daniel é craque, pode ser um gênio do futebol, benfeitor e as outras coisas todas mais que vocês quiserem enfeitar…!

Ele está sendo “liberado”, “inocentado”, até porque ele mesmo assumiu que o ato sexual realmente aconteceu. Consensual ou não, ele se atrapalhou em depoimento ao dizer…

Então não foi nenhum faz de conta da cabeça dela. Daniel está sendo liberado, por uma corte, como muitas outras ao redor do mundo, composta por maioria de homens. Que jugaram insuficientes os relatos da vítima e, mais uma vez, como já vimos muito em nossa história, não credibilazaram, não deram importância. A voz feminina é descreditada desde a idade das trevas.

Que força a voz dessa jovem tem em comparação a projeção internacional do grande jogador Daniel Alves? Lembro-lhes, que ela, ao acusá-lo não pediu um centavo de real, euro ou dólar. Não permitiu nem a divulgação de sua imagem.

Que prejuízo ela queria dar a carreira de um quase aposentado jogador da seleção brasileira?

O mundo silencia a voz das mulheres, não é de agora, é desde o início dos tempos. ACREDITEM NO QUE DIZEM AS MULHERES! Acreditem!

Não passo pano! Mesmo sendo conterrâneo, atleta de sucesso de projeção internacional! Não passemos pano! Não podemos fazer de conta que esses “meninos” do Brasil estão por aí e podem fazer o que querem.

Nenhum título, nenhuma honraria, fortuna ou privilégios estão acima da condição de ser humano e ter/viver com dignidade.

Um corpo ou uma corpa, homem ou mulher, invadido(a) ou violado(a), menosprezado por qualquer outro ser humano, bicho da mesma espécie, tem que se revoltar mesmo diante uma situação dessas!

Me calo na defesa de Daniel, um homem hétero, rico e com um resto de prestígio na ala mais conservadora e banal da nossa sociedade. Proclamo o meu grito, mesmo que solitário, de apoio e de fazer/chegar junto à todas as mulheres que são estupradas, violentadas e mortas todos os dias no nosso País, por Danieis, Brunos, Guilhermes e tais e tais…

É isso! Há muito o que aprender com os nossos ”heróis”! Tem muito herói que tem que entender e respeitar como a vida acontece, aqui, ali, do outro lado do mundo, em qualquer lugar!

Vivemos e o quanto pudermos, conservemos a memória! Infeliz e desgraçado, um coração sem memórias!

Por Zuza, professor, cantor, produtor cultural, ativista cultural

“Metade do mundo são mulheres. A outra metade, os filhos delas”, Por Maria de Lourdes da Silva

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Metade do mundo são mulheres. A outra metade, os filhos delas -Efu Nyaki

Inicio esta reflexão sobre a Mulher do primeiro quarto de século XXI, com a frase de uma mulher africana, da Tanzânia, que vive entre nós há aproximadamente 30 anos, na capital João Pessoa, onde realiza um trabalho missionário de cura, ajuda, que inspira outras mulheres brasileiras, vivendo uma realidade onde o feminicídio cresce assustadoramente, o patriarcado impera e a misoginia é a atitude da vez! Para este mês temos tantos nomes a homenagear, que se torna quase impossível nomear a todas. Mas citarei algumas que julgo notáveis, e talvez nem tanto conhecidas.

As irmãs Mirabal, também conhecidas como As Mariposas ou As Borboletas, Pátria, Minerva e Maria Tereza, que, na República Dominicana de 1960, sob a égide da ditadura de Rafael Trujillo, lutaram e combateram ao lado de seus maridos contra a tirania e o despotismo do seu carrasco. Foram Mortas a pauladas, estavam juntas, foram vítimas de uma cruel emboscada. O carro que as conduzia, após visitas aos cônjuges na prisão, foi jogado de um barranco, simulando acidente.

Uma delas cursou Direito, mas Trujillo a impediu de exercer, por ser mulher, o dia 25 de novembro lhes honra como Dia Internacional pela Eliminação da violência contra a Mulher.

Aqui no Brasil as histórias são infindáveis, com uma mulher ou menina sendo assassinada pelo companheiro ou pela própria família a cada 10 minutos. Ressalto aqui o caso da ícone da música brasileira – Elza Soares, que quase foi linchada em sua própria casa e teve que sair do Brasil fugida da população, que atribuía o fracasso de seu marido Garrincha, a ela. A namorada do goleiro Bruno, Elisa Samudio, que foi espancada até a morte, esquartejada, uma parte dada aos cães e a outra parte enterrada na parede do sítio do mandante do assassinato, porque exigiu uma pensão de 50 mil reais para seu filho e ele só queria dar 30 mil. A tentativa de homicídio a Maria da Penha, que deu origem à Lei Maria da Penha. A Lei teve origem numa queixa que Maria da Penha fez, do Brasil, da justiça brasileira, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, na O.E.A., reclamando da postura negligente do Judiciário brasileiro diante da violência perpetrada contra a mulher no país. Após o julgamento do processo a OEA condenou o Brasil por negligência, omissão e tolerância em vista à violência doméstica, penalizando assim o Brasil com exigências que diziam respeito à proteção das mulheres e a Lei Maria da Penha é resultado dessas sanções a nível de recomendação. A Lei engloba a violência física, sexual, psicológica, patrimonial e o assédio moral.

Nosso país tem origem em fortes instituições que sustentam o modus vivendi de nossas elites, o patriarcado, o latifúndio e a escravidão, que implicam diretamente na misoginia, na pobreza e no racismo. Existe um acordo coletivo inconsciente onde os assassinatos, espancamentos, degolas, esquartejamentos, enforcamentos, de mulheres, são aceitos passivamente pela sociedade, sempre imputando à vítima a culpa de sua desgraça, seja por suas vestes, ou por seus modos, ou por sua fala (a chamada cultura do estupro) mas na verdade, todo o tempo, é porque ela é uma mulher! De parte do latifúndio, temos uma grande concentração de terras e de renda nas mãos de um mínimo de representantes, enquanto a pobreza, a fome, o analfabetismo, a falta de moradia assolam grande parte da população, incluindo mulheres e crianças negras. E a escravidão, mesmo abolida, insiste, rincões afora, em deixar suas marcas em novas formas de senzala, com novas versões de capitão do mato e feitor de escravos.

Historicamente, devo lembrar, desde o início da história da humanidade, temos sido as culpadas, as causadoras, as pecadoras. Lilith, mulher criada do barro, qual Adão, não aceitou submeter-se a ele, decidiu partir do Éden, e Adão, queixando-se dela a Deus, conseguiu transformá-la na mãe de todos os demônios. Então Deus fez Eva, não mais do barro, mas da costela de Adão, mas ela também pecou e provocou Adão a pecar, atendendo a serpente e comendo o fruto proibido. Condenada a partos dolorosos e a ganhar a vida com o suor do seu rosto. Através da figura de Eva vimos sendo vistas como pecadoras, fonte de doenças e mazelas para a humanidade.

Na Idade Antiga, as mulheres de Atenas não eram consideradas cidadãs na Democracia grega, nem elas, independente da classe social, nem as crianças, nem os pobres.

Nesse contexto pode-se lembrar da curiosa Pandora, que abriu a caixa e soltou as doenças sobre a terra, pode-se lembrar da Medusa, a linda ninfa que recebeu o castigo de ter cabelos de serpente e olhos que transformavam em pedra quem os contemplasse porque Poseidon a possuiu dentro do templo de Atena.

Então, na democracia ateniense só os homens votavam, só os homens eram cidadãos, lembrando que nós, mulheres brasileiras, só passamos a votar a partir de 1930, 41 anos depois de haver sido proclamada a República.
Não se pode esquecer de citar ainda a prima notte, costume feudal, onde o senhor feudal poderia tomar para si a noiva do servo na primeira noite, na noite de núpcias. Na Idade Média também consta que milhares de mulheres foram queimadas vivas em fogueiras da Inquisição.

Na era da revolução industrial as mulheres foram postas a trabalhar nas fábricas, elas e as crianças, porque eram mão de obra mais barata. A partir do final do século XVIII até os dias atuais, a mulher vem, enfim, levantando as trincheiras da sua luta pela liberdade, sua e da humanidade. Nos dias de hoje já temos governantes do sexo feminino, senadoras, deputadas, prefeitas, presidentas de banco, como Dilma Roussef, a quem não posso deixar de citar, a Coração Valente do Brasil.

Falar da mulher é infinito. Pincelei aqui alguns pontos para iniciar uma discussão. O último que apresento é a fala do Presidente Lula esta semana, enquanto ele estava no Japão, sobre Janja, sua esposa: A Janja foi me representando. (…) a mulher do Presidente Lula não nasceu para ser dona de casa. Ela vai estar aonde ela quiser, vai falar o que ela quiser e vai andar onde ela quiser.

 Maria de Lourdes da Silva, Filósofa, terapeuta, escritora

Morre aos 65 anos, a jornalista Kardé Mourão, ex-presidente do Sinjorba

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Morreu na noite deste sábado (29), aos 65 anos, a jornalista Kardelícia Mourão Lopes, Kardé, após meses de luta contra o câncer.

O velório acontece neste domingo (30), no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas, às 14h, na capela B, e a cerimônia de cremação está marcada para as 16h.

“Não há um jornalista, sequer, da sua geração e os que vieram depois que não tenha tido algum contato com Kardé. Era uma companheira aguerrida, mas ao mesmo tempo afável, carinhosa e acolhedora. Tinha um coração bem maior que ela, estava sempre a postos para lutar, mas também para oferecer apoio. Poucos são aqueles que passaram pela nossa vida com essa contribuição militante e humana. O desaparecimento de Kardé, precocemente, deixa em todos nós um sentimento de muita tristeza e dor. Estivemos com ela na batalha pela sua recuperação e, por algum tempo, estávamos convencidos que o pior momento tinha passado. A diretoria do Sinjorba está em choque e arrasada. Cremos que este também seja o sentimento de nossos colegas que conviveram com Kardé”, lamentou o representante do Sindicato de Jornalistas da Bahia.

Em nota, o Colegiado de Jornalismo em Multimeios da UNEB de Juazeiro manifestou “seu profundo pesar pelo falecimento da jornalista Kardé Mourão, irmã da nossa docente e amiga Verbena Mourão, que veio a óbito na noite deste sábado (29/03). Neste momento de dor, o Colegiado presta condolências a familiares e amigos por essa perda irreparável. Rogamos a Deus que conforte a todos e todas”.

Trajetória

Kardé se formou em jornalismo pela então Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, da Universidade Federal da Bahia, em 1981, e trabalhou na TV Aratu, foi assessora de imprensa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), APLB-Sindicato, do Sindicato dos Bancários e Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia (Sinposba), entre outras entidades sindicais onde trabalhou. Integrou a comissão da Fenaj que formulou o primeiro Manual de Assessoria de Imprensa do Brasil, em 1985.

Assessora de imprensa do Conselho Regional de Farmácia foi demitida durante seu mandato sindical, numa ação considerada arbitrária e ilegal pela Fenaj, que denunciou a violação de seus direitos trabalhistas e sindicais.

Ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (2004-2010), era uma das maiores referências da história do Sinjorba. Participou das diretorias da entidade entre 1998 e 2010 e, mais recentemente, de 2019 e 2025. Foi também dirigente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), cumprindo como última tarefa a participação na Comissão Nacional de Ética (2019-2022), como a conselheira mais votada pelos colegas.

Nove anos após deixar a Presidência do Sinjorba, Kardé foi a articuladora do movimento “Começar de Novo”, em 2019, que reuniu dezenas de jornalistas para promover a mobilização da categoria com vistas à revitalização do Sindicato.

 

Ativista

Era uma ativista de nossa categoria e se empenhou na luta pela democratização da comunicação no Brasil durante sua longa militância, pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e nos vários cargos que exerceu no Sinjorba e na Fenaj.

Dedicou parte considerável de sua vida à luta dos jornalistas por melhores salários, condições de trabalho, respeito e dignidade. E pagou um preço alto pela sua militância, com renúncias pessoais, inclusive do tratamento da saúde.

Redação PNB, com informações Sinjorba