Preto no Branco

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Sobradinho realiza com sucesso o Dia D da Campanha de Vacinação contra a gripe

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A Prefeitura de Sobradinho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no último sábado (10) o Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe, reafirmando seu compromisso com a saúde pública e a prevenção de doenças respiratórias, especialmente neste período que antecede o inverno. A mobilização faz parte da campanha nacional promovida pelo Ministério da Saúde.

Com o tema “O vírus muda, sua proteção deve mudar”, a campanha teve início no dia 7 de abril e segue até o dia 31 de maio e a imunização acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde do município. O Dia D foi uma grande força-tarefa para ampliar a cobertura vacinal e alcançar o maior número possível de pessoas, principalmente dos grupos prioritários.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde, foram imunizadas desde o início da campanha 2.244 pessoas.

A vacinação foi destinada a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir de 60 anos, além de puérperas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas, profissionais da segurança, população em situação de rua, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.

“O Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe reforçou nosso trabalho de ampliar o acesso da população às vacinas, especialmente dos grupos mais vulneráveis. O Prefeito Cleivynho Sampaio tem dado o suporte necessário a todas as equipes de saúde, oferecendo estrutura de qualidade, insumos, veículos para se deslocar até as residências de pacientes acamados tanto na sede quanto no interior de nossa cidade. Nosso objetivo é garantir um inverno mais seguro e tranquilo para todos os sobradinhenses,” destacou a Secretária de Saúde, Josefa Moreira.

Ascom/PMS

Ju Santos e a força do empreendedorismo feminino que transforma a vida de outras mulheres

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Há 28 anos atuando no ramo do entretenimento e da gastronomia, Ju Santos, de 45 anos, comanda o famoso ‘Boteco do Caranguejo’ na Vila Bossa Nova, localizado na Orla 2 de Juazeiro, Norte da Bahia. Ela mantém uma equipe eminentemente formada por mulheres – das garçonetes às cozinheiras e gerente, sendo a maioria mães solo e chefes de família. Uma atitude empreendedora que serve para mostrar a garra de mulheres guerreiras em busca de realizarem seus sonhos. Ju Santos conta que começou a trabalhar cedo. Ainda com 17 participou de uma seletiva de vaga de emprego no setor administrativo e de recepção do extinto São Francisco Country Club, onde iniciou sua vida profissional e nunca mais parou.

“Logo depois consegui outro trabalho e mantinha uma jornada dupla, pois gerenciava a Pizzaria Francesco inicialmente em Petrolina e depois em Juazeiro. Minha carteira foi assinada nas duas empresas já que eu podia manter os dois empregos sem prejuízo. Depois que o Country fechou, fiquei apenas na Francesco, mas algum tempo depois pensei em abrir meu próprio negócio”, explica Ju.

Casada com o educador físico e professor Regivaldo Alves, eles foram influenciados no pioneirismo da comercialização de caranguejos e outros frutos do mar em Juazeiro pelo Cabo Régis, sogro de Ju, de onde também veio a inspiração para batizar o nome do primeiro empreendimento como Boteco do Caranguejo. Fundado em 2016, a primeira sede foi na Rua Tiradentes, bairro Santo Antônio. O restaurante começou atendendo os amigos mais próximos do casal até ganhar fama e surgir a necessidade de abrir em um espaço maior. A oportunidade surgiu em 2019 com a inauguração da Vila Bossa Nova na requalificação da Orla 2 de Juazeiro e recuperação dos casarios da antiga Franave, transformado em Centro Gastronômico.

 

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A inauguração ocorreu com sucesso em dezembro daquele ano, mas logo veio o maior revés dessa trajetória empreendedora quando a OMS decretou pandemia de Covid-19 em escala global. Porém, assim como muitos outros empresários, Ju e Régis conseguiram assegurar os pilares do Boteco e destes 8 anos de criação, estão há 5 anos na Orla 2 funcionando com uma equipe composta por 22 funcionários permanentes com salários fixos mais os 10% da taxa de serviço, alimentação e transporte. O empreendimento conta ainda com mais oito funcionários diaristas. Não deixando de ressaltar que todas as garçonetes e cozinheiras são mães-solo e chefes de família.

“Eu vivo deste empreendimento, do qual posso ajudar minha família a exemplo de minha irmã, tia e sobrinhas que trabalham no Boteco. As outras mulheres também vivem daqui e muitas delas já adquiriram casa e transporte próprios. Posso dizer que sou uma mulher vitoriosa. Foi uma caminhada muito difícil, com vários percalços e muito trabalho, mas agradeço a Deus por tudo que conquistei e por poder contribuir na transformação das vidas de tantas famílias através dessas guerreiras que estão ao nosso lado”, relata Ju com orgulho.

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Essa transformação que Ju fala trouxe à vida de muitas mulheres que fazem parte do Boteco Caranguejo o conhecimento da palavra muito em uso que é o ‘Empoderamento’. E o que há de melhor nessa palavra que exala tanta força é que significa “passar a ter domínio sobre a sua própria vida, ser capaz de tomar decisões sobre o que lhe diz respeito” – e isso pôde ser oportunizado por Ju Santos.

Nada mais representativo para mostrar a importância do empreendedorismo de Ju Santos do que contar pelo menos uma das muitas histórias que ela ajudou a construir. Com 50 anos de idade, Eva Duarte é um exemplo para muitas outras mulheres. Criada na comunidade de Alto das Queimadas, no distrito de Juremal, zona rural de Juazeiro, ela só cursou até o ensino médio, passou por um casamento onde sofria violência doméstica, mas conseguiu seguir a vida após a separação e, como trabalhadora rural na colheita de uva, sustentou como mãe solo seus dois filhos que hoje têm 30 e 22 anos.

“Fiquei desempregada e uma amiga me indicou ao que hoje considero a maior oportunidade que tive para mudar a minha vida e a de meus filhos. Uma amiga me indicou para uma vaga de garçonete no restaurante Boteco do Caranguejo e, mesmo sem nenhuma experiência, fui atrás. Enfrentei muitas dificuldades no início, mas não me deixei abalar. Tudo era uma novidade, no entanto fui aprendendo a lidar com o novo, recebendo as orientações sobre atendimento, como receber e entregar os pedidos dos clientes. Nunca havia feito isso, mas a necessidade fez com que eu me dedicasse e aprendesse”, explica Eva.

Ela lembra um episódio em que pela inexperiência irritou um cliente que queria reclamar de seu atendimento para os donos do restaurante. “Passei na frente dele e não deixei que ele passasse. Eu não permiti que isso me abalasse, expliquei ao cliente sobre as dificuldades que estava passando e a necessidade do emprego para criar meus filhos e ele, mesmo a contragosto entendeu, pois me esforcei muito para melhorar”, conta.

Para Eva, que no período da pandemia precisou voltar para o trabalho na roça, mas que depois foi chamada de volta ao Boteco do Caranguejo onde está até hoje, um dos maiores motivos pelas conquistas que teve foi a força empreendedora de outra mulher: Ju Santos, a destemida empreendedora que fundou o restaurante junto com o esposo onde hoje empregam dezenas de mulheres com histórias semelhantes. E, claro, a sua própria história não poderia ser diferente.

Eva, a mesma que começou sem nenhuma experiência e até enfrentou um cliente para não perder o emprego, agora domina a função e é uma das mais respeitadas e queridas funcionárias da casa. Para outras mulheres que já passaram ou estão passando pelas mesmas dificuldades que ela já passou, deixa uma mensagem.

“Digo a outras mulheres que, como eu, além de serem mães solo já enfrentaram tantas barreiras e sofrimento, que tenham fé em Deus, coragem para trabalhar e enfrentar o que vem pela frente, porque com certeza elas vão vencer. Eu venci através da grande chance de ter um emprego digno pela Ju no Boteco do Caranguejo, pelas ajudas que tive e asseguro que ninguém deve se achar incapaz, pois todos podem conseguir o mesmo. O importante é não desistir”, ressalta.

Reportagem: Luiz Hélio/Fotos: Eduarda Moret e Maísa Santos

Para realizar serviço de manutenção na ETA principal, SAAE/Juazeiro suspenderá abastecimento de água amanhã (13); autarquia recomenda aos usuários que mantenham os reservatórios

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Amanhã (13), faltará água em todos os bairros de Juazeiro. A parada geral no sistema de abastecimento de água, segundo o Serviço de Água e Saneamento Ambiental – SAAE, será necessária para que as equipes de manutenção e elétrica possam fazer reparos na casa de força (transformador), retirada de vazamento no decantador e melhorias na área de captação.

“Para que o serviço seja realizado com segurança será necessário desligar o sistema elétrico e parar as bombas das 6 às 15 horas na próxima terça-feira. A recomendação é de que os usuários mantenham os reservatórios das suas residências abastecidos para evitar possíveis transtornos. O serviço tem como objetivo realizar melhorias na captação, para que a gente possa continuar servindo água de qualidade à população e em quantidade suficiente para chegar a todos os bairros. Caso os serviços sejam concluídos antes do prazo previsto o abastecimento voltará ao normal, gradativamente”, informou o SAAE.

Redação PNB, com informações SAAE

Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N) se pronuncia sobre denúncia de abordagem violenta contra adolescente, em Juazeiro

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O Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), procurado pelo PNB, se pronunciou sobre a denúncia feita pela mãe de um aluno do Colégio da Polícia Militar, que acusou policiais militares de agirem de forma truculenta contra o adolescente de 16 anos.  
Segundo o relato da mãe, o caso aconteceu no último dia 7 de abril, no bairro Santo Antônio, Juazeiro, quando o adolescente voltava de uma atividade física da própria instituição. O adolescente, ainda de acordo com a mãe, foi abordado pelos policiais de forma “truculenta”, sendo vítima de ameaças e xingamentos e chegando a ter armas na cabeça.
Confira nota na íntegra:
A Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), informa que recepcionou, na manhã desta sexta-feira (08), a mãe de um adolescente de 16 anos, aluno do Colégio da Polícia Militar de Juazeiro, com o objetivo de ouvir e registrar a denúncia de que seu filho fora vítima de uma abordagem policial abusiva, ocorrida na noite da última quarta-feira (07), no bairro Santo Antônio, em Juazeiro. Participaram o Comandante do Policiamento da Região Norte, o Diretor do Colégio da Polícia Militar de Juazeiro e o aluno acompanhado de sua responsável legal, ocasião em que foram colhidas as informações iniciais sobre o fato e iniciados os procedimentos para rigorosa da apuração da denúncia. A PMBA não coaduna com condutas que violem a legalidade, os direitos humanos e a dignidade da pessoa, sobretudo de crianças e adolescentes e se coloca à disposição para oferecer suporte psicológico ao aluno envolvido na ocorrência.
Denúncia

Familiares de um adolescente, em contato com o PNB, denunciaram uma abordagem que consideraram violenta e abusiva contra o estudante de 16 anos, no bairro Santo Antônio, Juazeiro, na noite de ontem (7). Segundo os relatos, o adolescente, aluno do Colégio da Polícia Militar, voltava de uma atividade física da própria instituição, quando foi abordado pelos policiais de forma “truculenta”, sendo vítima de ameaças e xingamentos e chegando a ter armas na cabeça.

“Gostaria de externar a minha indignação com uma abordagem de policiais em Juazeiro Bahia no dia 07/05/25 por volta de 18:30h, nas mediações do bairro Santo Antônio.
Meu filho, um adolescente de 16 anos, estudante da escola CPM, quando retornava com um amigo da família em uma moto após a atividade física (Handebol) da própria escola CPM foi abordado por 3 policiais militares que estavam fazendo ronda de moto no bairro Santo Antônio. Ele estava voltando do treino da própria escola e com o uniforme. Os policiais abordaram de forma truculenta, colocando armas na cabeça do meu filho desferindo diversos xingamentos e ameaças”, contou a mãe.

Ela questionou ainda a forma que os PMs abordam os cidadãos.

“Uma breve pergunta: é essa maneira que a polícia de Juazeiro Bahia aborda os cidadãos de bem ? Como fica o psicológico de um adolescente de 16 anos depois de uma abordagem dessa? Hoje foi meu filho, mas imagino quantos jovens passam por isso e provavelmente vivem amedrontados com tamanho despreparo do policiamento dessa cidade”, refletiu a mãe.

Ela relatou ainda que o o filho “está muito abalado com a abordagem”.

 

Redação PNB

Dama de Barro: Univasf concederá título de Doutora Honoris Causa in memoriam a Ana das Carrancas

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A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) concederá o título de Doutora Honoris Causa in memoriam a Ana Leopoldina dos Santos, a artista pernambucana Ana das Carrancas, que eternizou sua arte em barro especialmente com figuras de carrancas.

A solenidade de outorga do título acontecerá na próxima terça-feira (13), a partir das 9h, durante a abertura do “1º Simpósio sobre Questão Racial: por que a reparação à população negra continua necessária?”, que acontecerá no Cineteatro, no Campus Sede, em Petrolina (PE), até quinta-feira (15).

A outorga do título Doutora Honoris Causa será certificada por diploma. A cerimônia contará com a participação da família de Ana das Carrancas, do reitor da Univasf, Telio Nobre Leite, e do professor do Colegiado de Zootecnia Rafael Torres, representando a Seção Sindical dos Docentes da Univasf (Sindunivasf), proponente da homenagem no Conselho Universitário (Conuni). A concessão da honraria à artista foi aprovada pelo Conuni em setembro de 2024.

Ana das Carrancas, também chamada de Dama de Barro, faleceu em 1º de outubro de 2008. Ceramista, escultora e louceira, é considerada a principal artista da região. Nascida em Ouricuri chegou a Petrolina em 1954, na época casada com o piauiense José Vicente, que era cego, após viuvez ainda jovem. Vieram em busca de melhores condições de vida para a família nas terras banhadas pelo rio São Francisco, onde com a arte do barro ela mudou sua trajetória.

A artista aprendeu com a mãe, ainda na infância, a arte de moldar o barro. Em Petrolina, inspirada pelas carrancas de madeira das embarcações que cruzavam as águas do rio São Francisco criou suas carrancas em barro com olhos vazados, numa homenagem ao marido cego. Durante sua vida, sua arte ganhou o mundo e Ana das Carrancas teve muitas conquistas, entre elas, o Ateliê Ana das Carrancas, inaugurado em 2000. Também recebeu várias homenagens e premiações locais e nacionais, como os títulos de Cidadã Petrolinense, concedido pela Câmara Municipal de Petrolina, em 2000, e o de Patrimônio Vivo de Pernambuco, do  Governo do Estado, em 2005. No ano de 2006, recebeu do Governo Federal a comenda de Ordem ao Mérito Cultural. Mais recentemente, em 2023, ano do seu centenário, Ana das Carrancas foi homenageada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com diversas atividades acadêmicas.

Doutor Honoris Causa – O título de Doutor Honoris Causa é a mais alta honraria concedida por Universidades brasileiras a pessoas que tenham contribuído para o progresso da ciência, das letras, da arte e cultura. A concessão do título de Doutor Honoris Causa na Univasf é regulamentada pela Resolução Nº 4/2016 do Conuni, que estabelece os critérios para a homenagem. De acordo com a Resolução, o título pode ser concedido “a personalidades nacionais ou estrangeiras, não pertencentes à Univasf, que tenham contribuído, de modo notável, para o progresso das ciências, letras, artes ou cultura e aos que tenham beneficiado de forma excepcional à humanidade, ao país, ou prestado relevantes serviços à Universidade”.

Simpósio – O “1º Simpósio sobre Questão Racial: por que a reparação à população negra continua necessária?”, será realizado de 13 a 15 de maio, no Cineteatro, no Campus Sede. A programação completa do evento está disponível no site . O evento é uma iniciativa do Observatório de Políticas Afirmativas Raciais (Opará), em parceria com a Reitoria da Univasf e a Seção Sindical dos Docentes da Univasf (Sindunivasf).

 

Ascom/Univasf

Petrolina registra aumento de acidentes elétricos e SAMU reforça orientações de segurança

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O número de acidentes envolvendo choques elétricos tem crescido em diversas regiões do país, e Petrolina segue essa preocupante tendência.

Em 2024, foram registrados 24 casos na cidade. Apenas nos primeiros quatro meses de 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atendeu a 10 ocorrências desse tipo, o que representa um aumento de 12,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

As vítimas variam de crianças em ambientes domésticos a trabalhadores que lidam diretamente com instalações elétricas. De acordo com o SAMU, a maioria dos acidentes ocorre por negligência ou desconhecimento de normas básicas de segurança. Situações como o uso de tomadas sobrecarregadas, equipamentos com fios expostos, instalações elétricas malfeitas e a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), estão entre as principais causas desses acidentes.

Algumas dicas de segurança que o SAMU orienta: Nunca mexa em instalações elétricas com as mãos molhadas ou descalço, pois a  água é condutora de eletricidade e aumenta muito o risco de acidentes fatais; Desligar o disjuntor ao realizar qualquer manutenção elétrica, até mesmo uma simples troca de lâmpada, é essencial garantir que não haja corrente elétrica; Evitar o uso de ” T ” ou extensões para ligar vários aparelhos ao mesmo tempo, isso pode causar sobrecarga e curtos-circuitos; Atenção com fios desencapados ou tomadas quebradas, é necessário substituição imediata e, se possível, solicitar a ajuda de um eletricista qualificado; Manter aparelhos elétricos longe de água, especialmente na cozinha e no banheiro.

Em caso de acidente, o SAMU orienta que nunca se deve tocar na vítima enquanto ela estiver em contato com a fonte elétrica. A recomendação é desligar imediatamente a energia da casa ou utilizar um objeto isolante, como madeira seca, para afastar a vítima da corrente.

O atendimento médico deve ser acionado o quanto antes, pelo número 192, para que os profissionais do SAMU prestem assistência adequada. Ainda segundo o órgão, a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar tragédias. Pequenos cuidados diários podem salvar vidas dentro de casa e no ambiente de trabalho.

 

Ascom

Adolescentes não têm apoio para lidar com redes sociais, diz pesquisa

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Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 90% dos brasileiros maiores de 18 anos que têm acesso à internet acreditam que adolescentes não recebem o apoio emocional e social necessário para lidar com o ambiente digital, em especial as redes sociais. Foram ouvidos no levantamento mil brasileiros conectados de todas as regiões e classes sociais, com 18 anos ou mais.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um intervalo de confiança de 95%.

Segundo a pesquisa, 9 em cada 10 brasileiros acreditam que os jovens não têm apoio emocional e social suficiente, enquanto 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como caminho essencial para mudar esse cenário.

Para 57% dos entrevistados, o bullying (agressão intencional e repetitiva, que pode ser verbal, física, psicológica ou social, para intimidar uma pessoa) e violência escolar são um dos principais desafios de saúde mental. Também estão entre os principais desafios atualmente enfrentados pelos jovens a depressão e a ansiedade (48%) e a pressão estética (32%).

Na avaliação do presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, a série Adolescência, apresentada pela rede de streaming Netflix, colocou em evidência a necessidade de se debater a questão.

 

A pesquisa mostra que uma das ferramentas usadas pelos pais é o controle do tempo de navegação na internet. Segundo o estudo, entre crianças de até 12 anos, o controle tende a ser mais rígido e constante, inclusive com o uso de mecanismos de monitoramento. No entanto, apenas 20% dos pais responderam que pretendem usar futuramente alguma ferramenta de controle.

Já entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a supervisão tende a diminuir. Os pais ainda acompanham, mas de forma mais flexível, permitindo maior autonomia.

Para o diretor-geral da Offerwise, Julio Calil, o cenário mostra a necessidade de desenvolvimento de espaços de acolhimento e orientação, tanto para os pais quanto para os filhos, como alternativas para proteção no ambiente digital.

Recentemente, as principais plataformas digitais modificaram suas regras para restringir ou excluir a moderação de conteúdos publicados na internet, dificultando a identificação de contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos.

Para o professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, tal decisão parece priorizar interesses comerciais e políticos dos proprietários das redes.

Na outra ponta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), segundo o qual, provedores, websites e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção.

Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia e mestre em psicologia cognitiva, Meira pontua que a ausência de uma decisão sobre o tema pode levar a uma potencial sobrecarga judicial.

Além disso, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, principal proposta de regulação das plataformas digitais. O texto já foi aprovado pelo Senado e está travado na Câmara dos Deputados. A proposta trata da responsabilidade civil das plataformas e também tem elementos de prevenção à disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades.

Enquanto não há uma decisão sobre o tema, o professor considera necessário construir um ambiente de confiança, na escola, na família e nos demais espaços onde crianças e jovens são acolhidos para evitar que crianças e adolescentes acabem sendo submetidos a situações de disseminação de ódio e bullying, entre outras.

“O principal é a construção da confiança entre as pessoas. Sem a construção desses laços, desse relacionamento baseado na confiança, qualquer dessas estratégias não terá os efeitos desejados. A primeira orientação é estabelecer um diálogo aberto. Então, pais, mães, filhos e filhas, eles têm que, de alguma forma, estabelecer, manter, ou evoluir essa interlocução confiante.

De acordo com Meira, esse ambiente propicia a realização de conversas sobre os riscos online e também sobre a forma como se dão os relacionamentos com e nas redes sociais. “Eu entendo que essas são conversas íntimas que, baseadas na confiança, podem progredir de forma saudável”, afirmou.

Outro ponto defendido pelo professor é o estabelecimento de limites claros sobre o uso da internet e de redes sociais como, por exemplo, de tempo e de tipos de relacionamento.

Luciano Meira ressalta que pais e responsáveis tendem a simplesmente restringir ou proibir o uso de redes sociais, sem um diálogo consistente sobre o porquê da decisão.

Por fim, o professor afirma  defende que não se deve deixar de lado o mundo real e exemplifica com a legislação que proíbe o uso de celulares nas escolas.

Agência Brasil

Maternidade atípica, uma luta solitária e cheia de desafios

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Mães atípicas são mulheres que assumem o cuidado diário e contínuo de filhos com condições que exigem atenção especial, como deficiências físicas, síndromes raras, transtornos neurológicos, distúrbios do espectro autista e doenças crônicas.

Neste Dia das Mães, é preciso refletir sobre os desafios diários da maternidade atípica que muitas vezes passam despercebidos pela sociedade. O Dia das Mães também é um lembrete para a sociedade valorizar e apoiar essas mães, oferecendo-lhes o suporte necessário para enfrentar os obstáculos que encontram em sua jornada de maternidade

Segundo dados do IBGE e MDHC, o Brasil tem 18,6 milhões de pessoas com deficiência e, de acordo com a OMS, uma em cada 100 crianças tem o Transtorno do Espectro Autista, evidenciando a importância de reconhecer e apoiar as mães de crianças com essas condições.

Desafios

A maternidade atípica apresenta vários desafioscomo por exemplo, lidar com as necessidades especiais ou condições médicas de seus filhos, tarefa que muitas vezes  fazem sozinhas. Sem apoio familiar e sem acesso aos serviços de profissionais elas se sobrecarregam e ainda enfrentam o estigma e a falta de compreensão da sociedade.

Elas não encontram o apoio adequado, o que inclui acesso a serviços de saúde mental, grupos de apoio específicos para suas necessidades e uma rede de apoio confiável de amigos e familiares.

Conciliar os cuidados com os filhos atípicos às demandas da vida cotidiana é um outro grande desafio. As mães se desdobram e precisam driblar o estresse emocional, a rotina exaustiva dos compromissos familiares e profissionais. 

Familiares, amigos, poder público e empregadores podem ajudar para aliviar a carga das mães atípicas, garantindo que elas também sejam cuidadas e reconhecidas.

Além disso, o suporte de uma equipe multidisciplinar é fundamental para desenvolvimento da criança e para facilitar a jornada da mãe atípica.
Formas de oferecer suporte as mães atípicas:
Fazer parte da Rede de Apoio
Familiares, amigos, profissionais de saúde, entre outros, precisam estar presentes na rotina e não apenas para resolver questões pontuais. Isso significa ajudar com as demandas pessoais e profissionais, com a criação do filho (em casos de adoecimento, levá-lo e buscá-lo na escola, por exemplo) ou simplesmente ser um ponto de apoio emocional e social.

 

Colaborar com afazeres práticos

Muitas vezes, o tempo das mães atípicas é restrito. Por isso, toda contribuição é bem-vinda, especialmente em atividades que trazem resultados imediatos, como as tarefas domésticas. Varrer a casa, levar o lixo ou olhar os filhos para que ela possa tomar banho são atos que facilitam muito o dia a dia.

Promover adaptações no ambiente de trabalho

Empregadores podem apoiar essas mulheres oferecendo salário emocional com:

  • horários flexíveis para início e finalização do expediente;
  • trabalho híbrido (ou remoto);
  • folgas emergenciais;
  • licença parental estendida.

Praticar a escuta ativa

Uma conversa sem julgamentos, ouvindo suas preocupações, medos e frustrações, é um gesto de acolhimento capaz de contribuir e muito para o bem-estar, além de reduzir a sensação de isolamento.

Aprender sobre a neurodivergência

Conhecer e entender mais sobre esse universo e seus desafios é o que propicia a criação de ambientes mais inclusivos, sem estigmas e preconceitos. Adotando todas essas práticas, é possível melhorar a vida de mães atípicas e de suas famílias, e ainda colaborar com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Redação PNB, com informações Educa Mais Brasil

Mães de pets: Veja como fazer o registro de cães e gatos

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O Sistema do Castrado Nacional de Animais Domésticos, lançado pelo Governo Federal no último dia 17 de abril, tem como objetivo registrar cães e gatos em um banco de dados nacional. Tutores, ONGs e municípios podem cadastrar os animais sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação. De forma simples, é um RG Animal que inclui um QR Code. Esse código pode ser fixado na coleira e permite que, em caso de perda, qualquer pessoa consiga localizar o tutor e ajudar o animal a voltar para casa.

Além do registro de cães e gatos, o sistema ajuda na proteção e bem-estar dos pets em todo o país.

Para que serve?

É um instrumento de política pública para gerar dados essenciais sobre cães e gatos no Brasil: quantos existem, quantos foram castrados ou microchipados e onde estão. Esses dados são fundamentais para direcionar esforços do governo federal, promover políticas eficazes e baseadas em resultados. Atualmente, o Brasil tem aproximadamente 62,2 milhões de cães e 30,8 milhões de gatos, com cerca de 35% deles vivendo nas ruas ou abrigos. O controle populacional ético de cães e gatos, por meio da castração dos animais, é uma demanda inadiável.

O SinPatinhas é totalmente gratuito para tutores, ONGs, estados e municípios e para realizar o cadastro, basta acessar https://sinpatinhas.mma.gov.br.

O cadastro é voluntário para a maioria das pessoas. A obrigatoriedade só existe para quem usa recursos do Governo Federal, inclusive emendas parlamentares, para castração e microchipagem. Nesses casos é necessário registrar para comprovar o serviço feito.

O QUE É E COMO FUNCIONA ESSE MICROCHIP?
É um dispositivo eletrônico, do tamanho de um grão de arroz, implantado sob a pele do animal. Ele contém um número único, lido por scanner ou aplicativo. O SinPatinhas aceita o microchip de qualquer fabricante. Não há restrição de marca. O tutor deve decidir junto com o médico veterinário o modelo ideal para seu animal.

Posso registrar meu animal sem colocar o microchip?

Sim. Animais microchipados ou não, castrados ou não, podem ser registrados no SinPatinhas. O registro é gratuito e gera um RG Animal único e intransferível, que acompanha o animal por toda sua vida.

Vantagens? 

A principal vantagem do microchip e do QR Code é garantir que o animal perdido seja identificado e devolvido ao tutor com mais facilidade. Quem já passou pela dor de perder um animal sabe o quanto é angustiante procurar sem sucesso. O microchip é uma identificação permanente, que oferece segurança e proteção ao animal, além de facilitar o acesso a programas públicos voltados para castração e saúde animal.

E os animais abandonados?

ONGs e prefeituras podem registrar e microchipar cães e gatos em situação de rua, promovendo o controle populacional e facilitando adoções responsáveis. O sistema também permitirá identificar rapidamente animais perdidos e responsabilizar aqueles que abandonarem animais de forma criminosa.

O que será feito para ajudar pessoas em situação de rua com animais?

Conforme disponibilidade orçamentária, o Governo Federal apoiará municípios em seus programas de castração e microchipagem, garantindo que pessoas em situação de rua e seus animais tenham acesso a cuidados essenciais. O Ministério do Meio Ambiente divulgará editais com as regras de adesão.

Redação PNB, com informações Governo Federal