Janjão fez a sua passagem. Fez pra brilhar, cantar e encantar em outras dimensões com as suas belas canções.
Com tudo, no tudo e apesar de tudo… Sua voz e o seu violão não se calarão e não serão calados. E quando se falar de cultura, voz, violão e composição, por favor, coloque o nome de Janjão neste rol cultural e avise à cultura e aos seus mantenedores.
Ah! Mas JANJÃO já contribuiu e muito com a cultura. Mas a cultura não virou as costas pra JANJÃO?
Sabe aquela estória de que… se a vida lhe virar as costas, você chuta no traseiro dela? Pois é… A vida, não virou as costas para JANJÃO. A vida foi muito generosa e lhe deu presentes lindos, competentes, talentosos e, para além da cultura, a vida lhe deu uma família maravilhosa.
Mas a cultura daqui, dali e de lá… bem de lá, não virou as costas pra JANJÃO? Eu tenho a certeza que a cultura não virou! Quem virou as costas para JANJÃO, não foi a cultura e sim os fazedores/gestores dela. Mesmo porque a cultura sempre será grata a JANJÃO pela sua contribuição com letras e melodias riquíssimas.
Além, muito além da sua contribuição musical, JANJÃO deu para cultura, por amor e com muito amor, contribuições pra lá de especiais, pra lá de ouro e, pra além disto, pro resto da vida.
Você sabe por que a cultura será, infinitamente, grata a JANJÃO, por suas composições, sua voz e o seu violão com o auxílio de luxo da voz afinadíssima e divina que tinha Margarida Freitas?
Porque eles entregaram, com todo o amor constituído, para a vida e à própria cultura pessoas e talentos como:
Nilton Freittas e a sua pluralidade musical;
Wilson Freitas e o seu magistral violão sete cordas;
Neto Freitas e suas aulas de violão de forma contagiante e de um jeito dinâmico que lhe é peculiar.
Ivânia Freitas que, outrora, cantou e encantou a MPB com as suas interpretações inconfundíveis;
Juanna Endira e a sua voz forte, expressiva, impactante e, acima de tudo, doce;
Tatai e sua voz confundível com a do seu pai… o que não é por menor, e seu violão bem dedilhado;
Vithor Freitas que se tornou, bem cedo, (aos quatro anos, assim como Nilton Freittas)em um músico multi-instrumentista com extrema habilidade na produção, edição e arranjos. Além dos ademais descendentes que dominam os instrumentos, em especial o violão, mas que não se colocaram à disposição da música e da cultura.
Então, senhoras e senhores fazedores/gestores de cultura, daqui e de lá… bem de lá, se desdobrem para superar todo os feitos de Janjão dentro da cultura…(ou não né?)cultura esta , no modo familiar e, a partir deste triste e inevitável dia, espero que você, fazedor/gestor da cultura, pode, até, pensar em fazer referências ao próprio, mas não me venha com esta reles estória de homenagens após desencarnação.
A quem interessar, possa… Saiba que o nome do semianalfabeto JANJÃO e suas riquíssimas obras, precisam ser estudadas, debatidas e que estarão, para sempre, cravado nos anais da cultura brasileira , nordestina, baiana, regional, onde os seus legados de voz, violão, crias e, sobretudo, as suas composições jamais serão substituídos, esquecidos e calados.
Saibam, ainda, todos, que tudo que JANJÃO criou, procriou, e cantou, martelará na memória e na consciência de muitos e que reverberará, positivamente, dentro da cultura… cultura esta, que JANJÃO contribuiu em muito e que ele jamais chutou ou chutaria o traseiro dela porque A CULTURA NUNCA VIROU AS COSTAS PARA JANJÃO.
Zelito Rodrigues
Genro, fã/admirador e escrevedor de suas composições