Preto no Branco

23525 POSTS 1 COMENTÁRIOS

Prefeitura de Casa Nova realiza mutirão de castração de animais em parceria com ONG

0

 

A Prefeitura de Casa Nova, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou o primeiro mutirão de castração de animais de rua em parceria com a ONG Arca Animal, nesta sexta e sábado, dias 11 e 12 de abril, na Clínica Ótima. A iniciativa contemplou animais sem raça definida (SRD) e visa o controle populacional responsável, priorizando a saúde pública e o bem-estar animal.

A secretária municipal de Saúde, Rosania Rabelo, destacou o compromisso da gestão com ações preventivas. “A castração é uma medida de cuidado que impacta diretamente na saúde coletiva e no controle populacional dos animais. Apoiamos essa causa com responsabilidade e compromisso com a população.”

Idealizador da ONG, o vereador Rivaldinho da Astafran agradeceu a parceria da gestão municipal. “Quero agradecer ao prefeito Anisio Viana por acatar esse projeto tão importante. Quando falamos de causa animal, falamos também de saúde pública. Esse mutirão é um passo essencial para que possamos trabalhar de forma mais eficaz pela causa animal em nosso município.”

Ascom PMCN

12º Festa dos Vaqueiros, em Pinhões, une sertanejos em evento com cavalgada, missa e desfile

0

 

“Ei, vaqueiro! Ei, irmão! Vamos à Missa do Vaqueiro fazer nossa oração”. Era entoando esse pequeno aboio que o Frei Valdevan Correio, conhecido como “Padre Vaqueiro”, fazia o convite para a 12º Festa dos Vaqueiros do distrito de Pinhões – evento realizado neste sábado (12). O sacerdote foi o responsável por guiar a missa destinada aos boiadeiros da região, ponto alto da festividade que há décadas acontece no município de Juazeiro (BA). Em mais um ano, o evento reuniu famílias inteiras e amigos de diferentes locais em um encontro de fé e cultura.

O festejo teve início às 7h, quando, aos poucos, os participantes foram chegando ao Jorrinho, ponto de concentração da festa. Lá, avós, pais, filhos e netos surgiram montados em seus cavalos. Assim, mostraram que a tradição do vaqueiro segue viva e atravessa gerações, mas também se mantém como a histórica peça-chave de uma das atividades econômicas mais notáveis do território brasileiro: a pecuária.

Com perneira, gibão, guarda-peito, luvas e chapéu de couro, o vaqueiro sertanejo vestiu seu traje de gala para desfilar com orgulho em Pinhões – e prestar as suas orações. Ainda cedo, eles seguiram em provisão, com chapéu na cabeça e coração em prece, até o local da missa, que foi conduzida pelo Padre Vaqueiro. Assim como no “aboio-convite” do frei, a missa foi um momento em que todos se trataram, de fato, como “irmãos”, unidos em preces e louvores.

A celebração seguiu com um desfile pelas principais ruas do distrito, quando ecoaram aboios, orações e demonstrações de afeto à cultura nordestina. A manhã encerrou com um almoço coletivo e reforçado, além de entrega de brindes e um show musical, encerrando a programação com muita alegria.

A Festa dos Vaqueiros é um reflexo da relevância dessa profissão e manifestação cultural histórica para o sertão, valorizada pela gestão da Prefeitura de Juazeiro, que reforça a importância de preservar a tradição do povo juazeirense em suas diversas formas.

 

Ascom PMJ/Seculte

Direito e Cidadania: Sou obrigado a trabalhar na Sexta-feira Santa? Advogada Sara Andrade responde

0

 

O feriado está chegando e sempre surge aquela dúvida: sou obrigado a trabalhar na Sexta-feira Santa? E se eu for escalado, tenho algum direito adicional?

Continue lendo que vou te explicar tudo de forma simples, para você ficar por dentro dos seus direitos.

“A Sexta-feira Santa é feriado nacional?”

Apesar de ser uma data amplamente respeitada em todo o país, a Sexta-feira Santa não está listada entre os feriados civis nacionais. No entanto, a Lei nº 9.093/1995 permite que os feriados de natureza religiosa sejam instituídos por lei municipal.

Ou seja, a validade da Sexta-feira Santa como feriado depende da legislação local, é necessário que ela esteja prevista como feriado no município ou estado onde você trabalha.

Na prática, em grande parte do Brasil, essa data é tratada como feriado. Ainda assim, é importante confirmar se o seu município a reconhece oficialmente como tal.

“Meu chefe pode me obrigar a trabalhar nesse dia?”

Em regra, não. O artigo 70 da CLT determina que o trabalho em feriados é proibido, salvo em situações específicas.
Existem duas exceções principais:

1. Atividades essenciais, como hospitais, segurança, transporte público, hotéis, entre outros, podem funcionar normalmente.
2. Acordo ou convenção coletiva de trabalho que autorize o funcionamento no feriado.

Nesses casos, não é o empregador quem decide sozinho, ele precisa seguir o que está previsto em lei ou nos acordos firmados com o sindicato da categoria.

Sem previsão legal ou convenção coletiva, exigir trabalho em feriado é ilegal.

“Se eu trabalhar na Sexta-feira Santa, tenho direito a receber a mais?”

Sim. De acordo com a CLT, quem trabalha em feriados tem direito a receber o valor do dia em dobro, ou seja, com 100% de acréscimo, sem prejuízo do descanso semanal remunerado.

Outra possibilidade é a compensação por folga: o empregador pode optar por conceder uma folga em outro dia, desde que isso esteja acordado previamente e respeite o que determina a convenção ou acordo coletivo.

Importante: não pode haver desconto no salário nem a substituição da folga por um valor inferior ao que o trabalhador teria direito em dobro.

“Trabalhei no feriado, mas não houve pagamento em dobro nem compensação. E agora?”

Se você trabalhou no feriado sem que houvesse acordo coletivo ou autorização legal, e não recebeu em dobro nem folga compensatória, isso configura uma prática irregular por parte da empresa.

Nesse caso, o trabalhador pode buscar orientação com o sindicato da sua categoria, procurar um advogado trabalhista para avaliar a situação. E, se for necessário, ajuizar uma ação para cobrar os valores devidos e reparar os prejuízos.

Dicas para as empresas: é fundamental consultar o sindicato da categoria dos empregados, pois o trabalho em feriados só é permitido se houver previsão em acordo ou convenção coletiva. A empresa não pode decidir isso de forma unilateral. Com base nesse tipo de documento, é possível planejar adequadamente as escalas de trabalho, sempre com antecedência e transparência, informando os colaboradores sobre a necessidade de comparecer ao serviço nesse dia.

Caso a empresa opte por manter o funcionamento e os trabalhadores sejam convocados, é obrigatório realizar o pagamento em dobro ou, alternativamente, conceder folga compensatória, desde que essa compensação esteja previamente acordada e em conformidade com a legislação ou convenção coletiva vigente. Respeitar os direitos trabalhistas e manter a conformidade legal fortalece a imagem da empresa, demonstra compromisso com os colaboradores e evita passivos trabalhistas.

Por Sara Andrade, advogada

Comunidades do Junco, Salitre, em Juazeiro, estão sem energia desde a última sexta-feira (11) e criticam a Coelba: “Demoram muito para solucionar o problema na zona rural”

0

 

Moradores das comunidades de Alfavaca, Angico, Mulungú e Baraúna, no distrito do Junco, Salitre, em Juazeiro, em contato com o PNB, neste domingo (13), relataram que estão sem energia desde às 20h da última sexta (11).

“O melhor é que não choveu no momento em que a energia foi embora, e nas regiões afetadas não tiveram chuvas que impedissem a chegada das equipes da Coelba. Além disso, é um descaso completo do grupo Neoenergia, visto que todas as vezes em que há falta de energia eles demoram muito para solucionar o problema na zona rural. Queremos respostas da Coelba, pois as pessoas e comerciantes da região sofrem com as consequências”, exigiu um representante das comunidades.

“Desde sexta-feira à noite que nós, moradores de Alfavaca-Salitre, estamos sem energia na comunidade, e nada da Coelba tomar uma providência. Com isso, idosos e crianças estão sofrendo com o calor e as muriçocas. Os moradores que tem comércio no local correndo o risco de perder suas mercadorias e nada foi resolvido até hoje. Sempre que falta energia, é essa mesma situação”, reforçou outro morador.

Encaminhamos a reclamação para a Coelba.

Redação PNB 

Ela, são muitas em uma só: As múltiplas faces de Sibelle Fonseca, Por Juliano Carmo

0

 

Chego às 18h em sua residência, onde também fica seu escritório de trabalho. Sou recebido por 2 cães, um abraço e uma garrafa de café. Olho a bancada de mármore vazia, os livros empilhados na estante. Seus prêmios jornalísticos. Estou diante da Âncora. – “Não se esqueça, ela é a âncora”, disse Semário Andrade, Diretor do Palavra de Mulher, junto com o Diretor de Imagem e Repórter Cinematográfico Ailton Nery, em 2017, quando às 9h entrávamos no ar até as 10h30 no Palavra de Mulher na Web. Começa o BATV, uma ligação, uma captura de um bastidor, uma autoridade na linha. Pausa na conversa.

Ela corre para o banheiro, pede licença, é o momento de Pingo tomar banho, seu filho, que balança a cabeça, positivamente ao ouvir minha voz e ser questionado se lembra de mim. Ananda chega, vem da sua residência na área de saúde mental, carrega consigo, debaixo do braço, um livro intitulado – Desinstitucionalização. A psicóloga Ananda Fonseca. Antes que o BATV acabe, penso na TV Norte. Penso no Portal Preto no Branco com a Jornalista Yonara Sansyl (Santos e Silva, Sansyl dos tempos de Teatro no CCJG e na UNEB) e o quanto ela me ensinou sobre o jornalismo de cotidiano, o factual, a editoria de Polícia.

Vejo documentos na mesa, são dos profissionais que atendem Pingo em suas múltiplas demandas.

– Cuido dele pessoalmente, afirma, Sibelle, em mais uma resposta. Fruição e estética, brilho e encantamento diante da Âncora que um dia me arrebatou por dentro e hoje, continua arrebatando.

– Você foi, por três meses minha Escola de Pós-Graduação, foi rápido mas intenso, reafirmo, mais uma vez. Sempre fui engessado para títulos, disse. A criatividade da editora entra em cena: – Uma festa para os erês, como eles gostam. A burocratização do texto engessado cede lugar a crônica do – Sempre aos Domingos, mas hoje, neste domingo, Ela é a Agenda e a Pauta. Vencer o batalhão de fontes ininterruptas cujas mensagens não cessam de chegar em seu celular, é uma tarefa exaustiva.

Relembro mais uma pauta de repercussão em 2017. – O Nego D´Água não está mais na água e revela situação crítica no Vale do São Francisco. Me convida para ir a TransRio, estou de bermudas e chinelo, quando chegar minha calça e tênis, irei, respondo. É o rádio, como meio quente, como tambor tribal, como dissera Marshall McLuhan, e ela sabe extrair o melhor de nós, é a editora, a âncora, a mãe de Pingo, de Ananda, da Assessora do Sebrae, é a companheira. Apresento intimidade, abraço, beijo a mão. Conto minhas percepções daqueles raros e produtivos meses. Apresento meus tensionamentos e necessidades.

-Tudo é pauta, a pauta está em todo lugar, disse-me um dia em 2017. Guardei comigo, até hoje. Inquieto, precisava escrever, hoje, sobre Ela. Sobre suas múltiplas faces. As muitas Sibelles, para além da Âncora, a mulher feminista, que defende mulheres e é processada. Que não se rende, nem se entrega, que abraça, que lança o texto e segura a bancada e a entrevista e dá lições fortes e densas: – Você sequer olhou para o rosto do rapaz, disse-me sobre uma fonte entrevistada. Eu aprendi muitas lições, de ética, de jornalismo, de humanidade, de empatia e sororidade. Ricardo Kucinski cunhou um conceito: Grife do Jornalismo. Sibelle Fonseca é uma delas. Ela é uma Grife do Jornalismo.

Juliano Carmo, Jornalista em Multimeios

Agrovale participa de programa para qualificação de jovens com vagas gratuitas

0

 

Única empresa do Vale do São Francisco a fazer parte do programa federal, Seja Pro+ trabalho, a Agrovale garantiu para Juazeiro e região a participação em um programa que vai qualificar profissionalmente 25 mil jovens em todo Brasil.

Durante o lançamento, na última quinta-feira (10),na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, os representantes da empresa, Paulo Ricardo (superintendente) e Joaquim De’Carli ( gerente de Gente e Gestão), assinaram com o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o convênio com o Serviço Social da Indústria (SESI-Bahia) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que vai oferecer três mil vagas gratuitas na Bahia, na modalidade de educação de Jovens e Adultos (EJA) para pessoas entre 18 e 29 anos, que não concluíram a Educação Básica.

Também serão oferecidos cursos técnicos do Programa de Qualificação Profissional.

De acordo com Paulo Ricardo, o programa Seja Pro+ trabalho na Bahia, vai preparar funcionários, qualificá-los para o mercado de trabalho, um mercado de trabalho que cada vez mais é tecnológico pelas máquinas que são adquiridas pelas empresas. “Esse programa vai proporcionar uma remuneração melhor e promover a qualificação profissional, ampliando oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Fico bastante feliz pelo pioneirismo da Agrovale, em parceria com Sistema S, que a gente vem estreitando nossos laços, trazendo sempre novidades e inovações para o Vale”, destacou.

O gerente de Gente e Gestão, Joaquim De’Carli, também elogiou o formato de capacitação técnica do programa, evidenciando a qualidade da formação educacional por meio da EJA (Educação de Jovens e Adultos). “Já a qualificação profissional terá carga horária média de 200 horas, que pode ser cumprida entre quatro e 13 meses nas áreas como caldeiraria, mecânico de máquinas a diesel, irrigação, dentre outras que visam fechar as necessidades de mão de obra especializada da região*”, ressaltou.

As matrículas já estão abertas e as aulas estão previstas para iniciar em maio. Os interessados devem se inscrever através do site www.sesibahia.com.br ou presencialmente nas unidades do SESI distribuídas por todo o estado.

 

Ascom

Nota de pesar: APLB Sindicato em Juazeiro lamenta morte da professora Nilza de Oliveira

0

 

A direção da APLB Sindicato em Juazeiro lamenta o falecimento da professora da rede municipal de ensino Nilza de Oliveira, de 84 anos, ocorrida à meia noite deste sábado (12). Ela foi internada no Hospital da Unimed em Petrolina onde veio a falecer. A família não informou a causa da morte.

A professora Nilza de Oliveira era associada à APLB Sindicato e dedicou sua vida profissional à educação de jovens tendo trabalhado por muitos anos no Colégio Municipal Paulo VI. A APLB se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor.

O corpo da professora está sendo velado no SAF em Juazeiro e o sepultamento acontece amanhã às 8:30 no Cemitério de Campos dos Cavalos, comunidade de Capim de Raiz.

Ascom/APLB

Morreu neste domingo (13), aos 47 anos, o produtor de eventos, Michel Dias de Souza

0

 

Morreu neste domingo (13), aos 47 anos, o produtor de eventos, Michel Andrade Dias de Souza. Há cerca de 2 anos, Michel vinha lutando contra um câncer.

Criativo e bastante dinâmico, Michel criou o concurso Garoto e Garota Verão, realizando várias edições do evento em Juazeiro. Ele também coordenou concursos de Rei Momo e Rainha do Carnaval de Juazeiro. O juazeirense será lembrado pela alegria, generosidade, fé e esperança, marcas que deixa aos que desfrutaram do seu convívio.

O velório está acontecendo no SAF de Juazeiro e o sepultamento será às 16 horas, no cemitério central da cidade.

A equipe do Portal Preto No Branco, bastante sentida com a morte de Michel, se solidariza com suas família e demais amigos.

 

Redação PNB 
 

Governo buscará retomar pauta de regulação das redes no Congresso

0

 

O governo federal vai tentar uma nova aproximação com o Congresso nas próximas semanas para que o tema da regulação das plataformas digitais volte à agenda dos legisladores, afirmou o Secretário de Politicas Digitais da Presidência da República, João Brant.“O governo está terminando de definir sua posição de mérito e de estratégia. Nossa compreensão é que essa regulação precisa equilibrar três coisas: primeiro, a responsabilidade civil das plataformas; segundo, o que a gente chama de dever de prevenção e precaução, que significa a necessidade de atuar preventivamente para que não haja disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades; e terceiro, que elas atuem na mitigação dos riscos sistêmicos da sua atividade”, defendeu Brant na última semana, em palestra na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A principal proposta de regulação das plataformas digitais, o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, já foi aprovado pelo Senado e está em análise na Câmara dos Deputados. A falta de um acordo, porém, impede que ele avance desde o ano passado.

Atualmente, essas empresas respondem ao Marco Civil da Internet, aprovado em 2014. No seu Artigo 19, a lei diz que que as redes sociais só podem ser responsabilizadas por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção, à exceção de conteúdo sexuais não autorizado ou casos que violam direitos autorais.

No dia-a-dia, a moderação dos conteúdos cabe às plataformas, que têm políticas próprias para decidir sobre a exclusão de conteúdos violentos ou mentirosos.

O uso das redes sociais para cometer crimes continua no centro do debate público em meio às denúncias de violências cometidas contra crianças e adolescentes, e tem reacendido a discussão sobre a regulação das chamadas big techs, as empresas que controlam essas plataformas.

O coordenador do Centro de Referência para o Ensino do Combate à Desinformação da Universidade Federal Fluminense, Afonso Albuquerque, concorda que a regulação das redes se tornou uma questão fundamental e é preciso mais do que responsabilizar as plataformas por esses conteúdos.

“É preciso ter regras relativas ao financiamento dessas plataformas que, de alguma forma, estabeleçam princípios de transparência algorítmica. Nós temos um agente que tem uma capacidade imensa de intervir nos debates nacionais e, hoje, efetivamente, nós operamos no terreno da mais pura ilegalidade”

No entanto, ele não vê um cenário favorável a essa discussão, no Congresso Nacional, a princípio. Mas uma ajuda indireta e imprevista pode vir dos efeitos do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos: “Nós estamos vivendo um momento muito caótico, no qual não é possível fazer análises muito claras. Algumas semanas atrás, nós tínhamos uma situação de fechamento das plataformas com os interesses do governo Trump. Mas, agora que as tarifas estão afetando o bolso dos bilionários que apoiaram o Trump, esse não é um cenário tão transparente assim”.

Para Afonso Albuquerque, as ações de Donald Trump também têm colocado os Estados Unidos em oposição a muitos países, incitando em muitos deles a necessidade de defender sua soberania em diversos campos, inclusive contra a influência das plataformas digitais americanas.

“Ele e os personagens envolvidos, particularmente o Elon Musk, mas o [Mark] Zuckerberg também, demonstraram pouca sutileza no seu interesse de intervir em assuntos internos de outros países, particularmente do Brasil. E, ao fazer isso, eles levantam a agenda da soberania. Eu acho que essa ameaça está presente desde que as plataformas existem, mas o comportamento agressivo dos integrantes do governo Trump, particularmente sua aliança com os setores da extrema direita anti-institucional do Brasil, tornam muito visível essa ameaça”, explica o especialista.

O Secretário de Politicas Digitais da Presidência da República, João Brant, acrescenta que os resultados dos embates entre Musk e o Supremo Tribunal Federal criaram um precedente positivo não só para o Brasil:

“É um momento em que se testa, se esgarça essa relação com os estados nacionais. O mundo inteiro fica olhando para ver o que que o Brasil vai fazer, e o Brasil toma uma decisão de suspender o serviço enquanto não cumprisse as ordens judiciais.

Brant também acredita que duas situações frequentes podem contribuir para que a população pressione os legisladores em direção à regulação: “A própria proteção de crianças e adolescentes, que eu acho que é um tema chave, em que fica mais explícito o problema, e também a quantidade de golpes e fraudes no ambiente digital, e uma parte das plataformas é inclusive sócia desses golpes, porque recebe dinheiro para veicular conteúdo fraudulento.”

Já o coordenador do Centro de Referência para o Ensino do Combate à Desinformação da UFF, Afonso Albuquerque, defende que é preciso ir além das regulações nacionais, com a criação de mecanismos transnacionais pactuados e instituições de governança que estabeleçam e fiscalizem o cumprimento de regras globais.

Agência Brasil