Preto no Branco

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Classificados nos processos seletivos da Secretaria de Educação de Juazeiro questionam mudança na carga horária: “Sem retificação oficial dos editais, nem comunicação”

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Um grupo de candidatos classificados nos processos seletivos da área da Educação da Prefeitura de Juazeiro enviou ao PNB alguns questionamentos sobre a recente convocação que, segundo relatos, alterou a carga horária de 20 para 40 horas semanais, contrariando os editais do certame.

Confira:

“Nós, candidatos classificados nos processos seletivos da área da Educação da Prefeitura de Juazeiro, regidos pelos Editais nº 02/2025 e nº 03/2025, viemos por meio deste relato expressar nossa profunda insatisfação diante de convocações recentes para carga horária de 40 horas semanais, quando os editais publicados previam expressamente a contratação para jornada de 20 horas.

Recebemos com surpresa e indignação a notícia de que professores estão sendo chamados para 40h, sem que tenha havido qualquer retificação oficial dos editais, nem comunicação pública dos critérios adotados. Além disso, observamos que as listas de classificação não estão sendo devidamente seguidas, o que causa insegurança e sensação de injustiça entre os profissionais que aguardam sua vez com base nas regras previamente estabelecidas.

Muitos de nós nos preparamos, fizemos nossa parte e esperamos com responsabilidade a convocação conforme o edital. Agora, diante dessas mudanças que não foram comunicadas oficialmente, nos sentimos desrespeitados enquanto profissionais e cidadãos. É nosso direito saber como estão sendo feitas essas escolhas, e é dever da Prefeitura agir com transparência.

Dessa forma, solicitamos formalmente que a Prefeitura Municipal de Juazeiro e a Secretaria de Educação se posicionem publicamente, esclarecendo os critérios e fundamentos dessas convocações, bem como assegurem o respeito à ordem de classificação e às regras originais do processo seletivo.

Seguimos confiando que o bom senso e o compromisso com a legalidade e a valorização dos profissionais da educação prevalecerão”.

Encaminhamos o questionamento para a Prefeitura de Juazeiro.

Redação PNB

Em 5 meses, mais de 480 toneladas de cabos de telecomunicações irregulares são retirados de postes na Bahia

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O quantitativo de cabos de telecomunicações removido dos postes de distribuição de energia na Bahia cresceu 284% nos primeiros cinco meses de 2025 em relação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a maio deste ano, as ações de ordenamento da Neoenergia Coelba em todos os municípios baianos resultaram na extração de 480 toneladas de cabos e quase 25 mil caixas de internet. No mesmo período, aproximadamente 200 empresas que atuam no ramo das telecomunicações regularizaram suas situações junto à distribuidora de energia. As ações de ordenamento de redes de telecomunicações ocorrem diariamente em todo o estado baiano.

O município que lidera o quantitativo de rede instalada de maneira irregular nos postes é Salvador, com 36 toneladas de cabos retirados em cinco meses. Além dos cabos, centenas de equipamentos – como caixas – também foram removidos com o objetivo de garantir mais segurança à população, diminuir a poluição visual e incentivar a regularização das empresas que ocupam a infraestrutura de postes da distribuidora de energia de maneira irregular com apresentação de projeto técnico e assinatura de contrato. Em todo o estado baiano, equipes técnicas da Neoenergia Coelba fiscalizaram mais de 89 mil postes em cinco meses, resultando nos números destacados anteriores.

“As ações de ordenamento da rede compartilhada entre a Neoenergia Coelba e as empresas de telefonia são de suma importância para a segurança da população. As empresas precisam apresentar projetos para uso dos nossos postes, precisam estar regulares juntos às agências de regulação e, sobretudo, priorizarem a segurança”, destaca Adriana Teodorio, gerente de Relacionamento da Neoenergia Coelba.

Como as empresas de telecomunicações podem se regularizar

Para evitar que seus cabos e equipamentos sejam retirados e o fornecimento de internet interrompido, a distribuidora disponibilizou um canal de atendimento direto para que empresas de possam se regularizar. Através do e-mail atendimentousomutuo.coelba@neoenergia.com, os provedores poderão tirar suas dúvidas e receber orientações sobre o assunto.

O gatonet é o principal motivo dos emaranhados de fios nas cidades, pois não seguem os critérios técnicos e de segurança para instalar os seus cabos nos postes, podendo causar graves acidentes com a população e interrupções de energia. Além disso, a instalação de caixas irregulares nos postes provoca incêndios na fiação devido à utilização de cabos e equipamentos energizados, alimentados irregularmente e sem os devidos critérios de segurança.

Descubra se o seu provedor é gatonet

A população também pode ser aliada da Neoenergia Coelba no combate às ocupações clandestinas de telefonia e internet. A distribuidora orienta que os clientes só contratem as empresas que possuem contrato para o compartilhamento de postes. Isto garante que o processo de análise técnica foi devidamente realizado e que houve aprovação nos critérios de segurança. Para verificar a lista completa dos provedores autorizados, acesse o link a seguir: https://www.neoenergia.com/web/bahia/provedores

Responsabilidades

A Neoenergia Coelba ressalta que o compartilhamento dos postes com as empresas de telefonia, internet e TV a cabo é determinado pelas Resoluções Conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com as Resoluções, as empresas que utilizam os postes precisam estar regularizadas, realizar as manutenções devidas em seus equipamentos e atender às normas técnicas e comerciais específicas.

Prefeitura de Senhor do Bonfim destaca parceria da imprensa na grande cobertura do São João 2025 

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A Prefeitura de Senhor do Bonfim, por meio da Assessoria de Comunicação, celebra e agradece profundamente a todos os veículos de comunicação que, com talento, compromisso e paixão, ajudaram a levar para o Brasil e o mundo a grandiosidade do São João de Senhor do Bonfim 2025, o São João, Minha Paixão. 

A cobertura iniciada desde o lançamento, em 12 de abril, percorreu cada etapa da programação cultural, alcançando seu auge entre os dias 19 e 24 de junho, nos tradicionais polos Gonzagão e Assis do Acordeon. A força da imprensa foi essencial para eternizar cada momento dessa festa que encheu os bonfinenses de orgulho e projetou a cidade ainda mais no cenário nacional como um dos maiores e mais autênticos destinos do ciclo junino. 

Emissoras de TV, rádios, portais de notícias, blogs, produtoras, fotógrafos, influenciadores e equipes de produção trabalharam incansavelmente ao lado da equipe da prefeitura, garantindo uma transmissão vibrante, precisa e emocionante , ao vivo para o mundo. 

Para a responsável pela Comunicação da Prefeitura, Fernanda Barros, o papel da imprensa foi decisivo para o sucesso do evento. “Nosso São João foi gigante não só em estrutura, atrações, segurança e público, mas também na repercussão que ganhou graças ao trabalho incansável da imprensa. Cada imagem captada, cada voz que ecoou nas transmissões, cada texto publicado ajudou a contar ao mundo a beleza da nossa tradição. Tudo isso só foi possível porque há, por trás de cada detalhe, uma gestão que trabalha com planejamento, sensibilidade e compromisso com a cultura, liderada pelo prefeito Laércio Júnior, que tem sido incansável na valorização do São João como símbolo de identidade e orgulho para nossa cidade. Somos gratos a cada profissional que vestiu a camisa de Senhor do Bonfim e fez dessa cobertura um marco histórico.” 

O São João de Senhor do Bonfim 2025 provou que, quando gestão e comunicação caminham juntas, com responsabilidade e valorização da cultura, os resultados superam todas as expectativas. Foi emoção compartilhada, tradição respeitada e uma cidade inteira em festa, com cada detalhe registrado pela imprensa que merece, hoje, o mais caloroso dos aplausos. 

Ascom/PMSB 

Recuperação de ruas em Juazeiro avança e moradores aprovam ações da Prefeitura

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“Eu sou moradora há 26 anos, mas de dois anos pra cá vieram ajeitar e, no lugar de ajeitar, afundou e aí ficou uma piscina. Toda vez que chove, o esgoto estoura e fica essa piscina toda. O serviço vai dar certo com fé em Deus. Vai ficar bom.” O depoimento é de Marilene Silva, moradora do bairro Dom Tomás, que acompanha o início das obras de recuperação da pavimentação da Avenida Propriá, em Juazeiro. A intervenção começou nesta quarta-feira (25) e faz parte do serviço de manutenção da infraestrutura urbana, realizada pela Secretaria de Obras Estruturantes (Soest).

A ação contempla cinco frentes de trabalho espalhadas pela cidade. Além da recuperação do asfalto na Avenida Propriá, as equipes atuam nos bairros Alto do Alencar e Jardim Novo Encontro, também com pavimentação asfáltica. Na Avenida Tobias Barreto, no bairro Piranga, os serviços são focados na recuperação de pavimento em paralelepípedo, e no bairro Maria Goretti, os trabalhos envolvem manutenção e recuperação do sistema de drenagem.

Morador da Avenida Propriá há mais de 20 anos, André de Meneses Cavalcanti avalia positivamente a iniciativa. “A realização da manutenção é muito boa, melhora em tudo, na limpeza. Eu já quebrei o carro e já gastei dois mil reais. Bateu num buraco que eu pensei que era raso e fiquei no prejuízo. Espero um bom trabalho, pois Juazeiro precisa disso”, disse.

De acordo com o secretário de Obras Estruturantes, Vagner Souza, o planejamento prevê continuidade dos serviços nas próximas semanas. “Iniciamos uma ação de recuperação da pavimentação da cidade e da manutenção da infraestrutura urbana. Iniciamos com quatro equipes no serviço de recuperação do pavimento asfáltico, uma equipe no serviço de recuperação de pavimento em paralelepípedo e, na próxima semana, iniciaremos com equipe para recuperação de sistema de drenagem de águas que estão danificados na cidade”, pontuou.

“Então teremos um total de cinco equipes fazendo a manutenção da infraestrutura urbana da cidade, fazendo o reparo nas pavimentações, nas drenagens, recuperando toda a estrutura da infraestrutura de forma continuada”, complementou o gestor.

Ascom/PMJ 

“O artista IEHOSHUA IAHUEH”, por João Gilberto Guimarães

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Falar de Iehoshua Iahueh, ou simplesmente Shua, é uma alegria e uma honra.
Shua não é apenas um artista; é uma força criativa que emana de Juazeiro para o mundo, levando consigo o dom raro de enxergar o invisível e dar forma, cor e textura ao que muitos apenas pressentem. É meu amigo, parceiro de jornada em alguns projetos, e testemunha viva de que talento, quando se junta com generosidade, transforma tudo o que toca.

Nascido e criado em Juazeiro, Shua logo se destacou pelo seu olhar minucioso, por sua capacidade de capturar detalhes, nuances e expressões com uma fidelidade impressionante. Ao longo do tempo, tornou-se um dos nomes mais respeitados no campo do hiper-realismo, técnica exigente que ele domina com naturalidade, como se o pincel fosse uma extensão do próprio pensamento. Cada obra sua é um mergulho profundo no humano — uma experiência estética e, muitas vezes, espiritual.

Já assinou capas de livros, ilustrações, participou de exposições e projetos culturais relevantes, sempre levando consigo a assinatura de um artista que trabalha com verdade. Tive o privilégio de dividir a cena com ele em “Quebranto”, uma criação coletiva que reuniu artes visuais, teatro, poesia e música — ao lado de Elder Ferrari e Mariano Carvalho. Uma experiência intensa e inesquecível, em que o traço de Shua somava potência ao gesto cênico, ao som e à palavra. Após uma rica temporada em Salvador, Shua fez um movimento que só os grandes fazem: voltou para sua terra com o firme propósito de devolver à cidade um pouco do que ela lhe deu. E fez isso de maneira contundente, fundando a Escola de Pintura de Juazeiro, um marco para o cenário artístico do Vale do São
Francisco.

Situada na Praça da Bandeira, bem no coração de Juazeiro, a escola é mais do que um ateliê: é um espaço de acolhimento, formação e expressão, onde pessoas de todas as idades têm acesso ao universo das artes visuais, muitas pela primeira vez. Aberta a iniciantes, curiosos, estudantes e artistas em busca de aperfeiçoamento, a escola oferece oficinas, aulas práticas e momentos de troca que vão muito além da técnica. Lá se aprende com o olhar, com o gesto, com a escuta. Lá se aprende, sobretudo, com Shua.

A fundação da Escola de Pintura de Juazeiro representa uma virada significativa no modo como a arte é pensada e vivida na cidade. É um espaço democrático, que acredita no poder transformador da arte e no direito de todos acessarem esse poder. E não é exagero dizer que essa iniciativa já começa a mudar vidas, ao oferecer caminhos para quem talvez nunca imaginasse poder trilhar a estrada da criação.

Além disso, Shua também idealizou a exposição “Persona: Silhuetas que Brilham”, um projeto corajoso e necessário que homenageia figuras da comunidade LGBTQIA+ de Juazeiro, como Geraldo Pontes, Devilles Sena Edvaldo Franciolli e Nega Tonha. A exposição, lançada durante a 1ª Festa Literária de Juazeiro (FLIJUA) com apoio do edital Usina Cultural (Lei Aldir Blanc), toca em uma ferida aberta da nossa sociedade: o preconceito.

Ao retratar essas figuras com dignidade e brilho, Shua afirma o direito de existir, de amar e de ser livre. Mas se há algo que define Shua, para além do artista extraordinário que é, é o
cuidado com o outro. Ele não se contenta em pintar telas. Ele pinta futuros possíveis. Constrói pontes entre gerações, entre mundos, entre linguagens.

Ensina, acolhe, provoca e inspira. Por isso, deixo aqui este tributo sincero. Shua é um patrimônio vivo da nossa cultura, um criador inquieto, um educador generoso, um amigo leal. Juazeiro se engrandece com sua presença e se projeta através da sua arte.
Que o reconhecimento venha — nas exposições, nas escolas, nas políticas públicas, nas homenagens oficiais. Mas que nunca falte o reconhecimento do povo, que é o que mais importa, e que Shua já conquistou com o que faz de melhor: pintar o mundo com verdade, beleza e alma.

Por João Gilberto Guimarães

 

 

Mãe de adolescente denuncia que filho foi vítima de abordagem policial violenta ao passar por rua em que acontecia uma guerra de fogos, em Juazeiro: “Despreparados”

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Uma mãe de um adolescente de 17 anos fez contato com nossa redação para denunciar a forma como o filho foi abordado por policiais militares que foram chamados na noite de ontem (24) para conter uma guerra de fogos que aconteceu no Coliseu, em Juazeiro. Segundo a mãe, o adolescente não estava participando da guerra e apenas passava pelo local, quando sofreu uma abordagem violenta, segundo afirmou a mãe. Ela contou ainda que o filho ficou com o braço e uma costela machucados.

“Quero denunciar o abuso policial que houve ontem no Coliseu, em Juazeiro. Meu filho estava passando quando se deparou com uma guerra de fogos e os polícias chegaram espancando todos que estavam apenas passando no local. Meu filho tem 17 anos, é um menino responsável, estudante, trabalhador e honesto. Daí uma mãe ver o braço e costela do filho machucados por policiais despreparados não é nada bom. Por que não vão atrás de bandidos? Infelizmente, eu não sei qual foi o policial que efetuou as pancadas contra meu filho. Fica difícil hoje para o cidadão que tem que ficar trancado dentro de casa enquanto ladrões e assassinos ficam na rua. E quando um menino vem passando na rua é espancado por policiais mal treinados. Eu nunca dei um tapa no meu filho porque nunca houve necessidade, pois é um menino que só me deu orgulho e saber que alguém o agrediu é revoltante. E tem mais um detalhe: minha família não tem ficha criminal, todos honestos e trabalhadores, nunca que um episódio desse aconteceu conosco. Estou extremamente insatisfeita com o serviço prestado por esses policiais despreparados. Poderia ter acontecido o pior. Deixo aqui minha insatisfação com a falta de competência desses policias que foram chamados ao local”, desabafou a mãe.

Estamos encaminhando a denúncia para o CPR-N.

Redação PNB

“Quando a razão se cala e a violência grita”, por Rivelino Liberalino

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Há momentos em que o coração aperta de um jeito que as palavras quase não cabem. O que dizer diante de uma tragédia que poderia ser evitada? Como escrever quando o que sentimos é, antes de tudo, perplexidade, dor, indignação e, acima de tudo, um profundo lamento por estarmos tão distantes — ainda — do que seria a essência de uma sociedade humana?

O que aconteceu em Petrolina, em pleno período de festividades juninas, não foi apenas um crime. Foi uma ferida aberta na consciência coletiva. Um jovem piauiense, que veio para celebrar a alegria do São João, teve a vida brutalmente arrancada após uma discussão que evoluiu para um espancamento cruel, covarde, injustificável. Empresários, advogados, mulheres estavam ali. E o mais triste: ninguém impediu. Ninguém disse “basta”. Ninguém foi a voz da razão. E isso nos obriga a uma pergunta que não quer calar: onde estava a humanidade naquele instante?

Vivemos tempos de inversão. Tempos em que a empatia virou artigo raro. Tempos em que o debate cede lugar ao grito. Em que a divergência vira ataque. Em que a impulsividade substitui o diálogo. A violência se tornou a linguagem de quem já não consegue mais pensar. E quando até os instruídos, os letrados, os que se presumem formadores de opinião se rendem à brutalidade, o que nos resta?

Petrolina, que até então se vangloriava de ser vitrine do São João, agora vê sua imagem manchada por manchetes de dor. Não por vontade de seus filhos, nem por falha direta dos seus gestores — mas porque a violência, essa hóspede sombria, se infiltrou onde jamais deveria estar: no coração de um tempo que deveria ser de encontro, de cultura, de paz. Assim como já se infiltrou nas escolas, nas igrejas, nos lares. A tragédia da menina Beatriz ainda pulsa em nossa memória como outra cicatriz. E agora, mais uma.

Mas este não é um texto para atacar ninguém. Este é um grito silencioso, um convite à reflexão profunda. Quantas vezes será preciso dizer que violência não resolve, só amplia? Que não há honra em agredir. Que não há força em esmagar. Que o excesso de força não é coragem — é descontrole. É falência moral.

Hoje, choram os pais do jovem morto. E, não duvidem, também choram os pais dos agressores. Choram pelas consequências que vêm — porque uma escolha feita em segundos destrói futuros inteiros. A dor agora é coletiva. E talvez esse seja o ponto mais devastador: num instante de fúria, todos perdem.

É hora de todos nós, enquanto sociedade, pararmos para pensar. O brilho da festa deu lugar a um nó na garganta. Uma família perdeu seu filho. Outras perderão o convívio com os seus. E nós, o que perderemos se não mudarmos?

A violência é o fim da inteligência.

É a falência da palavra.

É a negação da empatia.

É a recusa de se enxergar no outro.

Ainda não somos humanos o suficiente. Ainda estamos distantes de sermos, verdadeiramente, civilizados. Mas talvez — só talvez — a comoção que hoje nos atravessa sirva para um começo. Um despertar. Um silêncio necessário para escutar de novo a razão, o respeito, a compaixão.

Que esse crime brutal não seja apenas mais uma manchete. Que seja memória, lição, marco. Para que o São João de Petrolina siga sendo, com justiça, sinônimo de cultura, de beleza, de encontro — e não de tristeza.

Que a juventude de quem partiu nos acorde.

E que a dor dos que ficam nos transforme.

Porque, se não aprendermos agora, quando?

Rivelino Liberalino, advogado

São João de Senhor do Bonfim: Com 80 mil pessoas última noite de festa no Espaço Gonzagão é destaque em segurança e organização  

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A Prefeitura de Senhor do Bonfim, em conjunto com representantes das forças de segurança e do Ministério Público, realizou na manhã desta terça-feira (24), uma reunião de avaliação do São João 2025, e o balanço não poderia ser mais positivo. Com recorde de público, organização impecável e segurança reforçada, a festa consolidou-se, mais uma vez, como o maior e melhor São João da Bahia. 

Participaram da reunião representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, SAMU, Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia e sindicatos. Todos os órgãos destacaram o sucesso da operação integrada e os excelentes resultados em todos os aspectos, com ênfase na segurança e tranquilidade da população. 

Um dos dados que mais chamou atenção foi a ausência total de ocorrências relevantes na chamada “guerra de espadas”, tradicionalmente registrada no dia 23 de junho. Em 2025, pela primeira vez, não houve nenhuma prisão ou intercorrência relacionada ao ato, marcando um avanço inédito no enfrentamento a essa prática ilegal. 

Na última noite no Parque da Cidade, o Espaço Gonzagão recebeu cerca de 80 mil pessoas com zero ocorrências de destaque, reafirmando o modelo de gestão segura, acolhedora e eficiente do São João bonfinense. O prefeito Laércio Júnior celebrou os resultados com orgulho. “Foi uma festa linda, organizada e segura, com um trabalho conjunto que merece todos os aplausos. Agradeço a cada profissional das forças de segurança, aos nossos servidores e, principalmente, ao povo de Senhor do Bonfim e aos visitantes que fizeram desse São João um marco”, destacou o gestor. 

O Major PM Robston, chefe do planejamento operacional do 6º Batalhão da Polícia Militar, avaliou de forma positiva a segurança da festa. “Encerramos o São João com uma avaliação extremamente positiva. Mesmo com o grande fluxo de pessoas, chegando a cerca de 80 mil na última noite no Gonzagão, registramos apenas ocorrências leves, sem prejuízo à segurança dos foliões. O trabalho conjunto da Polícia Militar, da Prefeitura, do Ministério Público e de demais órgãos garantiu uma festa tranquila e segura para todos”, destacou. 

Ascom/PMSB 

Encerramento majestoso: Dorgival emociona e público consagra São João de Bonfim como o melhor do estado 

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O encerramento do maior e melhor São João da Bahia foi à altura da tradição bonfinense! Nesta terça-feira (24), dia de São João, a Praça Nova do Congresso foi palco da última noite do Circuito Assis do Acordeon, marcando o fim de seis dias de festa intensa, cultural e acolhedora em Senhor do Bonfim. 

O grande nome da noite foi Dorgival Dantas, que emocionou o público com um show vibrante e cheio de sucessos, consolidando a Capital Baiana do Forró como o destino junino mais apaixonante do estado. O palco também recebeu os talentos de Menina Forrozeira, Guilherme Dantas, Henrique Sanfoneiro e Eline Martins. A programação também contou com belíssimas apresentações culturais do Grupo Urupês, Banda de Pífano, Grupo Garotas da Melhor Idade e a Quadrilha Bonfinense “Alegria que Contagia” (Junina AQC), levando encanto e tradição à multidão presente. 

O prefeito Laércio Júnior fez um balanço extremamente positivo do São João 2025. “Foram seis dias de festa em dois grandes polos, no Parque da Cidade, no Espaço Gonzagão, e na Praça Nova, no Circuito Assis do Acordeon, com segurança, paz, renda para os ambulantes, turismo, cultura, emoção e muita música boa. Vivemos um São João acessível, familiar e com identidade. Senhor do Bonfim provou mais uma vez por que é a capital do forró”, afirmou. 

A turista Laila Santos, de Feira de Santana, que acompanhou os seis dias de festa, saiu encantada. “Foi tudo maravilhoso. Desde a organização até os shows e o clima da cidade. Vim pra curtir o São João e vou ficar mais uns três dias só pra aproveitar ainda mais Bonfim, que me recebeu como se eu fosse daqui”, comentou com alegria. 

Ascom/PMSB