Preto no Branco

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“Crimes visíveis, crimes invisíveis: Um chamado à consciência”, por Rivelino Liberalino

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Vivemos hoje no Brasil uma onda de violência alarmante. Crimes brutais estampam os noticiários e nos causam comoção imediata, indignação profunda e um grito de pedido por justiça. São tragédias que dilaceram famílias e expõem nossa sensação de impotência.

Mas há algo que precisamos ter coragem de enxergar: existem outros crimes, tão ou mais graves, que não aparecem com o mesmo estardalhaço nas manchetes. Crimes silenciosos, frios, calculados. Eles não espirram sangue nas telas, mas matam — matam muito mais.

São crimes praticados em gabinetes e escritórios, com assinaturas e carimbos, por quem jurou servir ao povo: nossa classe política.

Um político que desvia verba da saúde não rouba apenas dinheiro: ele rouba vidas. Nega remédios, exames, cirurgias. Planta funerais anônimos, sem coroas nem manchetes.

Quem desvia recursos da educação assassina o futuro. Condena crianças à ignorância, perpetua o ciclo da violência e mantém gerações presas à pobreza e à dependência.

Esses crimes raramente ganham o noticiário policial — mas matam muito mais.

É preciso perguntar com honestidade: a quem interessa manter o povo na ignorância, na carência, na dependência? Que sede de poder é essa que transforma o sofrimento do outro em estratégia eleitoral?

O mais doloroso é ver como somos manipulados.

Enquanto boa parte da classe política — salvo honrosas exceções — encena seu grande teatro, nós nos dividimos. Brigamos entre nós por partidos e líderes que muitas vezes jamais sentirão na pele a dor do povo que dizem representar.

E assistimos ao espetáculo mais deprimente: adversários que ontem se atacavam como inimigos mortais hoje se abraçam como velhos amigos, prontos para dividir o poder. A política, muitas vezes, não é um embate de ideias — mas um grande acordo de conveniências onde quem fica de fora é o povo.

Estamos tão distraídos, tão anestesiados, que não percebemos que somos as verdadeiras vítimas.

A eleição virou, tristemente, a única festa em que o pobre é convidado com tapinhas nas costas e promessas calorosas. Ali ele é importante. Ali ele é ouvido. Mas só até contarem os votos.

Sejamos sinceros: isso chega a ser quase risível — e seria até cômico, se não fosse trágico.

São sempre as mesmas encenações. As bandeirolas tremulando, os discursos decorados, o circo montado para encantar um povo carente de atenção.

É aquele político que chega, que entra na casa da pessoa humilde, toma um café com sorriso aberto — e nunca mais volta. Mas posa de “bom”, de “simpático”, de “cativante”. E, para muitos, isso basta.

É duro dizer, mas necessário: precisamos ficar atentos.

Não podemos nos contentar com migalhas.

Não podemos aceitar favores vendidos como grandes gestos.

Não podemos permitir que nos façam mendigar direitos que são nossos por justiça.

É preciso ter coragem para afirmar: obra pública não é favor. Político não é benfeitor. É servidor.

Eles têm obrigação — obrigação constitucional, moral e ética.

E nós, eleitores, temos também um papel essencial.

Quando trocamos consciência por interesse próprio, quando cedemos ao benefício individual sem pensar na coletividade, quando vendemos nosso voto ou aceitamos migalhas em troca de apoio, nos tornamos cúmplices desses crimes.

Cúmplices do desvio que mata. Da corrupção que adoece. Da ignorância que escraviza.

É importante dizer com clareza: este texto não é partidário. Não tem cor política. Não pretende atacar um lado para defender outro. O que há aqui é um pedido sincero para que o povo (nós, o povo) pare, pense e reflita. Para que tire essa venda dos olhos — pelo amor de Deus — e perceba que não existe mudança real sem consciência, sem responsabilidade, sem cobrança, sem que nós também mudemos nossa postura.

Esse é um convite para todos nós — povo e classe política. Que possamos lembrar da nossa condição de mortais, tão frágeis, tão iguais. Somos feitos da mesma argila. Viemos do mesmo pó e ao pó retornaremos.

Que não endeusemos homens comuns. Que não construamos altares para simples mortais. Eles são servidores públicos. São gente como a gente. Que se lembrem de servir ao público com humildade e compromisso.

Que tenhamos coragem de fazer um diferencial na vida do outro, nessa doce e breve ilusão chamada vida.

Que cada um — especialmente quem escolheu servir ao povo — faça sua existência valer a pena.

Que não seja uma vida de aparências, mas de significado.

E que ao final, possamos ter a paz de olhar para trás e dizer que valeu a pena existir — porque fizemos valer a pena para os outros também.

Que nossa passagem por aqui tenha sido luz, consolo, transformação.

Que tenha sido, de verdade, humana.

Rivelino Liberalino, advogado

Violência doméstica: Polícia Civil de Juazeiro prende acusado de agredir ex-mulher e descumprir medida protetiva

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A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Juazeiro, cumpriu nesta sexta-feira (27), um Mandado de Prisão Preventiva contra um homem identificado pelas iniciais A.S.P., acusado de praticar os crimes de lesão corporal contra a ex-mulher. Ele também é acusado de descumprir a medida protetiva.

Segundo a PC, a vítima procurou a unidade no último dia 15, relatando agressões físicas e o descumprimento de decisão judicial que impunha restrições ao agressor. Após o registro do boletim de ocorrência e a devida representação pela prisão, o mandado foi expedido e cumprido pela equipe da DEAM.

“A Polícia Civil da Bahia reafirma seu compromisso no combate à violência doméstica e destaca a importância das denúncias para a efetiva proteção das vítimas”.

Redação PNB, com informações DEAM/Juazeiro

Crack e cocaína: Homem de 51 anos é preso no Lomanto Júnior, Juazeiro, acusado de tráfico de drogas

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A Polícia Civil, em Juazeiro, efetivou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em desfavor de um homem de 51 anos investigado por tráfico de drogas. Ele foi preso no Bairro Lomanto Júnior, em Juazeiro, Norte da Bahia.

O acusado foi preso em flagrante durante diligências por guardar em seu imóvel drogas do tipo crack (aproximadamente 288 gramas) e cocaína (aproximadamente 444 gramas), segundo a PC. No local foram apreendidos, ainda, dois celulares e a quantia de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais).

“A ação ocorreu no âmbito da OPERAÇÃO NARKE IV, coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI/SENASP/MJSP), durante a semana em que se celebra o Dia Internacional de Combate às Drogas, instituído pela ONU em 26 de junho para conscientizar a sociedade sobre os impactos das drogas”, ressaltou a Polícia Civil.

Redação PNB, com informações 7ª DTE – DENARC

Prefeito de Juazeiro se reúne com empresários e apresenta novas intervenções que vão transformar a Travessia Urbana em um Complexo Viário

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O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves se reuniu com a comissão de empresários do entorno da obra da Travessia Urbana, nesta sexta-feira (27), no auditório da Prefeitura. O encontro, que contou com representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), do Sindilojas, do SAAE, da Secretaria de Obras Estruturantes (SOEST), da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), da Procuradoria do Município, da empresa CLT – responsável pela execução da obra – e o vice-prefeito Tiano Félix, teve como principal objetivo ouvir as demandas do setor produtivo local e apresentar as medidas adotadas pela gestão para minimizar os impactos da intervenção.

“A gente sabe o quanto essa obra é importante para o futuro de Juazeiro, mas também reconhece os desafios enfrentados pela população, durante a sua execução. Por isso, essa é a segunda reunião que realizamos, ouvindo as demandas do setor produtivo e apresentando as soluções técnicas, junto ao DNIT, SAEE e a empresa responsável. Esse diálogo iniciamos no período da transição do Governo, em novembro, e de lá para cá já conseguimos muitos avanços. Juazeiro precisa crescer com planejamento e empenho da gestão, além da importância de contarmos com a participação da sociedade”, ressaltou o prefeito Andrei.

O gestor municipal aproveitou para apresentar o projeto de saneamento, que vai integrar as vias estruturantes da cidade para conectar bairros e áreas comerciais mediante urbanização dos trechos que margeiam os principais riachos e canais. “Com essas atualizações, o projeto passa a ter uma abordagem ainda mais ampla, ganhando o status de Complexo Viário Urbano, por sua abrangência e impacto direto na reconfiguração da mobilidade da cidade, que visa não apenas garantir a fluidez do trânsito, mas também contribuir com a revitalização dos espaços urbanos e o fortalecimento da economia local”, explicou.

Durante a reunião, os empresários destacaram a necessidade urgente de garantir o acesso adequado aos bairros e empreendimentos situados ao longo do trecho da obra.

“Estamos participando desde do início dessa gestão, de um esforço coletivo, onde os empresários diretamente impactado pela obra, têm tido oportunidades de sugerir e buscar soluções. O diálogo aberto entre a Prefeitura, os empresários e as entidades é essencial para que a Travessia Urbana atenda verdadeiramente aos interesses da cidade e das pessoas que vivem e trabalham nos locais onde a obra está sendo executada”, declarou a empresária Eliane Oliveira.

Entre as soluções apresentadas, estão melhorias no acesso aos empreendimentos comerciais, readequações no fluxo viário, reforço na sinalização e a criação de vias complementares que facilitarão o deslocamento urbano. O engenheiro da empresa responsável, João Diniz reafirmou o compromisso com a realização de intervenções que vão viabilizar a conectividade e a mobilidade entre os bairros, assegurando o funcionamento do comércio e o direito de ir e vir da população.

A gestão municipal reforçou que seguirá dialogando com os diversos segmentos da sociedade para garantir que Juazeiro continue avançando de forma planejada, com obras que transformam a cidade e melhoram a vida das pessoas.

 

Ascom

“Parlim, 70 anos: o homem que ensinou Juazeiro a brincar”, por Ally Viana

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Memória, infância, política e invenção: uma crônica-perfil do homem que fez da cultura popular uma trincheira de beleza em Juazeiro.

Na calçada em frente à escola, crianças de chinelo e uniforme esperavam por algo que não sabiam explicar. O som vinha primeiro: um barulho de motor adaptado, trilha infantil nos alto-falantes e a cor vermelha cortando a poeira da rua. Depois, ele surgia inteiro: o Trenzinho da Alegria, também conhecido como Trenzinho Pirlimpimpim, nome pintado na lataria com letras infantis e vibrantes.

Tinha carrocerias abertas, chaminé cenográfica, bancos de madeira cobertos por toldos laranjas. As laterais, ilustradas à mão com personagens de desenhos animados, carregavam mais do que tinta: eram traços vivos de Parlim, que sabia o que era fazer beleza com pouco. Um brinquedo urbano improvisado, movido por criatividade e vontade de festa.

Não era ele quem dirigia. Mas era ele quem fazia o trem existir.

Parlim não assistia à infância: ele a alimentava. Sentava no chão com as crianças para ensinar a fazer pipa, organizava oficinas de arte com cartolina reaproveitada, produzia gibis sobre lampião, cuidava da brinquedoteca como quem cuida de uma casa. Criava porque sabia que a imaginação era um direito e, mais do que isso, um território político.

Na orla de Juazeiro, entre barracas e bonecos gigantes, ajudou a erguer o bloco Pirlimpimpim, onde o carnaval era feito de papel crepom, serpentina e batuque de criança. A festa não estava só na rua: estava nas escolas, nos bastidores, nas mãos que passavam cola nas máscaras e colavam também os pedaços do mundo.

Nos anos 1980, participou da fundação do jornal alternativo O Berro d’Água, publicação cultural independente surgida no respiro pós-ditadura. Não era jornalista de formação, mas era cronista de rua, agitador gráfico, voz de beco e praça. Mantinha um blog, publicava livros artesanais, escrevia reportagens à mão, registrava Juazeiro por todos os ângulos da beira do São Francisco ao centro cultural improvisado de qualquer sala de aula.

Nos eventos da cidade, era impossível não reconhecê-lo: cabelos brancos com leves fios pretos insistentes, barba por fazer, sobrancelhas falhadas, boné cinza e uma câmera rosa nas mãos. A câmera não era profissional. Mas ele a carregava com a mesma solenidade de um cinegrafista de rede nacional. Fotografava capoeiras, ensaios, encontros. Subia em cadeiras, abaixava, pedia licença, se metia. Comunicava com o que tinha.

Uma vez, no quintal de casa, me ensinou que, para a pipa levantar voo, a gente tinha que assoviar para chamar o vento. Era dia sem brisa. Ele segurou a linha e correu. Correu como quem acredita no que ainda não chegou. E a pipa subiu.

Parlim não virou nome de rua.

Virou vento.

E toda vez que uma pipa sobe, tenho certeza de que é ele soprando por trás.

Hoje, muita gente conhece Juazeiro pelas vinhas, pelas margens, pelo progresso. Mas eu conheço pelos olhos dele. E, nos olhos dele, Juazeiro era outra coisa: um espaço onde brincar era um direito, onde ler era uma travessia, onde existir com criatividade era resistência.
Ensinava arte sem chamar de arte. Chamava de vida.

Sabia que cultura não é apenas um quadro na parede de um museu, mas também uma criança com cola branca nos dedos, um professor que desenha no quadro com lápis de cera, um jornal feito à unha na sala de casa.
Fez trenzinho porque acreditava no brincar como direito.

Criou gibis sobre Lampião, Nego d’Água, lendas e memórias de Juazeiro.

O que dava, como dava, com o que tinha: e com o que sonhava também.

Cresci entre a lembrança dele e o silêncio que veio depois. Entre o mundo que ele me apresentou, de liberdade, arte, justiça e um outro mundo que queria que eu esquecesse tudo isso. Mas talvez, sem saber, eu tenha passado os últimos anos tentando reencontrá-lo.

Faz dez anos que ele se foi. Eu tinha 15. E ainda assim, continuo conhecendo meu pai. O tempo inteiro. Ele se espalha pela cidade, apesar da ausência que tudo ocupa.

Hoje faço jornalismo. E às vezes me pergunto se um dia serei capaz de escrever um texto com a mesma sensibilidade com que ele montava uma pipa.

Parlim era meu pai.

E hoje, ele completaria setenta anos.

Ally Viana, estudante de jornalismo

Sesau de Juazeiro abre cadastro para doulas atuarem na Maternidade Municipal

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro/ Sesau anuncia a abertura do cadastro para doulas interessadas em atuar na Maternidade Municipal da cidade. O processo pode ser realizado presencialmente ou por e-mail, oferecendo mais comodidade às profissionais.

Para se cadastrar, é necessário apresentar uma cópia de um documento com foto (acompanhada do original) e também a cópia do certificado de formação como doula. O atendimento presencial acontece de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30, no setor do Núcleo de Segurança do Paciente, localizado na própria maternidade. Já o envio por e-mail deve ser feito para: doula.maternidade@juazeiro.ba.gov.br.

A Sesau esclarece que o cadastro não configura vínculo empregatício com o município. O objetivo é certificar que as doulas estão devidamente habilitadas para acompanhar gestantes durante o trabalho de parto, oferecendo suporte emocional, físico e informativo de forma qualificada e segura.

Ascom PMJ/Sesau

Imersão Pedagógica movimenta coordenadores escolares de Juazeiro com práticas lúdicas e troca de experiências

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação/Seduc, está promovendo mais uma edição da Imersão Pedagógica com foco na formação continuada dos coordenadores pedagógicos da rede municipal para o segundo semestre do ano letivo. O evento, que começou nesta quinta-feira (26), no Colégio Democrático Estadual Profª Florentina Alves dos Santos, reúne profissionais das escolas de Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais e da Educação de Jovens e Adultos/EJA.

Durante os encontros, os coordenadores estão vivenciando atividades práticas, como brincadeiras, contação de histórias e oficinas sobre o brincar nas unidades escolares. A proposta é que esses momentos sirvam de inspiração para multiplicar práticas lúdicas junto aos professores e, consequentemente, com as crianças em sala de aula. “Eles já brincaram, já leram e agora estamos entrando na etapa dos estudos, porque a prática precisa estar sempre embasada na teoria”, explicou Josiane Vaz, diretora de Políticas para a Infância da Seduc.

A formação tem como referência o projeto pedagógico “Brincando a Gente Aprende”, que reforça o papel do brincar no desenvolvimento infantil. O objetivo é consolidar essa abordagem como eixo central das ações nas escolas, garantindo que o lúdico esteja presente no cotidiano das crianças e que os professores estejam preparados para conduzir essas experiências de forma planejada e intencional.

A programação da imersão também contempla momentos de análise pedagógica e fortalecimento das práticas docentes. “Hoje estamos retornando do recesso escolar com os coordenadores e promovendo esse encontro, onde vamos tratar de muitas coisas boas para o segundo semestre. Teremos oficinas do SAEB, imersão em educação inclusiva, apresentação do projeto Juá Literária e a entrega das diretrizes do coordenador escolar. É uma imersão pedagógica, mas também é muito movimento, muito envolvimento e os nossos coordenadores estão engajados nessa ação”, destacou Carla Cunha, diretora de Ensino.

Segundo Rosilene Leal Leite Lima, coordenadora pedagógica de escolas da zona rural, a formação é uma oportunidade de aprofundar conhecimentos e fortalecer o trabalho que será feito com os professores. “Nossa expectativa é que, com essa formação, os momentos brincantes nas escolas aconteçam com mais intencionalidade, promovendo ainda mais interação, criatividade e o desenvolvimento das habilidades das crianças”, ressaltou.

Nesta sexta-feira (27), acontece o segundo dia de atividades com os coordenadores pedagógicos. A Imersão Pedagógica marca um novo ciclo de formação na rede municipal, com o fortalecimento da prática pedagógica, a valorização do brincar e a construção de uma educação cada vez mais dinâmica e transformadora.

Ascom/PMJ

APLB Sindicato, em Juazeiro, realiza nesta sexta-feira (27) o tradicional Forró da Coruja

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Todos os trabalhadores em educação da rede pública municipal e estadual de Juazeiro juntamente com seus familiares poderão participar nesta sexta-feira (27), a partir das 20h, de mais uma edição da tradicional festa junina promovida pela entidade, o já esperado Forró da Coruja.

A festa vai acontecer no Clube de Campo da APLB Sindicato, que fica localizado na estrada da adutora, Km 1. A animação da comemoração junina vai contar com a participação do Coral da APLB, além dos shows de Júlio do Acordeon e Sérgio do Forró.

A direção da APLB Sindicato informa aos trabalhadores e trabalhadoras em educação que serão disponibilizados dois ingressos para cada profissional e que serão entregues nos dias 26 e 27 (quinta e sexta) na sede da instituição em horário comercial.

O Forró da Coruja acontece com o objetivo de reunir a categoria em um espaço preparado com esmero pela entidade e que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e do Núcleo Territorial  de Educação (NTE 10).

“Nossa festa junina tem a cada edição o compromisso de proporcionar a todos os trabalhadores em educação momentos de descontração, de aproveitar uma das mais prazerosas festas nordestinas, com comidas e bebidas típicas e muito forró. Esperamos todos para comemorarmos o São João”, afirma o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery.

 

Ascom APLB

Após omissão da Prefeitura, movimentos populares garantem realização da 7ª Conferência Municipal da Cidade em Petrolina: “A sociedade se levanta”

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A 7ª Conferência Municipal da Cidade de Petrolina está sendo realizada nesta sexta-feira (27) no Cine Teatro da UNIVASF. O evento, construído por diversas entidades da sociedade civil organizada, acontece apesar da omissão da Prefeitura e do Conselho Municipal da Cidade (Concidade), que não convocaram a conferência dentro do prazo legal estabelecido pela Portaria SEDUH nº 15/2025 (16 de junho).

Com o tema “Construindo a Política Nacional e Municipal de Desenvolvimento Urbano:
caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, a
conferência é uma etapa preparatória para os debates estadual e nacional. A proposta é
garantir espaços democráticos de construção coletiva de políticas públicas urbanas, como
direito à moradia, mobilidade, saneamento, segurança e inclusão social.

A articulação da conferência em Petrolina foi garantida por uma Comissão Organizadora
independente, formada por representantes de universidades, movimentos sociais,
sindicatos, ONGs e o mandato legislativo do vereador Professor Gilmar Santos-PT. Entre os
participantes estão:
● Rosalvo Antônio da Silva, presidente da Comissão Organizadora e coordenador do Rosalvo Antônio da Silva, presidente da Comissão Organizadora e coordenador do
Conselho Popular de Petrolina;
● Vítor Flores, ambientalista e membro da Federação Regional do Vale do São
Francisco (FERVASF);
● Isabel Macedo Rodrigues, coordenadora regional do Conselho Popular de Petrolina;
● Givanilda dos Santos Sales, coordenadora do MTST em Pernambuco;
● José Manoel de Souza, presidente da ASMÃOS;
● João Pedro da Silva Neto, prefeito universitário da UNIVASF;
● Vanderley Gondim, professor do IF Sertão;
● Antonio Marcos da Conceição Uchoa, representante do Sindicato dos Trabalhadores
do IF Sertão;
● Ana Goretti Correia de Melo, assistente social da Prefeitura de Petrolina;
● E o vereador Professor Gilmar Santos (PT), que representou o poder legislativo na
comissão e ajudou na mobilização.

Para o Professor Gilmar, a conferência representa “um momento fundamental para a
garantia de democracia e da justiça social, através da construção popular”. Segundo ele, “o
direito à cidade não pode ficar nas mãos de um grupo político que ignora as desigualdades.
Se a gestão municipal se omite, a sociedade se levanta. Estamos aqui porque acreditamos
na participação como pilar da democracia e da dignidade da nossa população”.

Já o presidente da Conferência, Rosalvo Antônio, destacou que “não realizar a conferência
seria um ataque aos direitos da população e à democracia”. E completa: “a luta por uma cidade justa, inclusiva e sustentável só acontece com o povo participando ativamente das
decisões. Por isso estamos garantindo esse espaço com o esforço de muitas mãos”.

Durante o evento, a população vai discutir propostas concretas para enfrentar problemas
históricos da cidade, como a falta de moradia digna, precariedade do transporte público,
ausência de saneamento básico, insegurança, desigualdade territorial e ausência de
espaços de lazer e cultura. Ao final, serão eleitos(as) os(as) 12 delegados(as) que
representarão Petrolina na etapa estadual da conferência, marcada para agosto.

Ascom