A 7ª Conferência Municipal da Cidade de Petrolina está sendo realizada nesta sexta-feira (27) no Cine Teatro da UNIVASF. O evento, construído por diversas entidades da sociedade civil organizada, acontece apesar da omissão da Prefeitura e do Conselho Municipal da Cidade (Concidade), que não convocaram a conferência dentro do prazo legal estabelecido pela Portaria SEDUH nº 15/2025 (16 de junho).
Com o tema “Construindo a Política Nacional e Municipal de Desenvolvimento Urbano:
caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, a
conferência é uma etapa preparatória para os debates estadual e nacional. A proposta é
garantir espaços democráticos de construção coletiva de políticas públicas urbanas, como
direito à moradia, mobilidade, saneamento, segurança e inclusão social.
A articulação da conferência em Petrolina foi garantida por uma Comissão Organizadora
independente, formada por representantes de universidades, movimentos sociais,
sindicatos, ONGs e o mandato legislativo do vereador Professor Gilmar Santos-PT. Entre os
participantes estão:
● Rosalvo Antônio da Silva, presidente da Comissão Organizadora e coordenador do Rosalvo Antônio da Silva, presidente da Comissão Organizadora e coordenador do
Conselho Popular de Petrolina;
● Vítor Flores, ambientalista e membro da Federação Regional do Vale do São
Francisco (FERVASF);
● Isabel Macedo Rodrigues, coordenadora regional do Conselho Popular de Petrolina;
● Givanilda dos Santos Sales, coordenadora do MTST em Pernambuco;
● José Manoel de Souza, presidente da ASMÃOS;
● João Pedro da Silva Neto, prefeito universitário da UNIVASF;
● Vanderley Gondim, professor do IF Sertão;
● Antonio Marcos da Conceição Uchoa, representante do Sindicato dos Trabalhadores
do IF Sertão;
● Ana Goretti Correia de Melo, assistente social da Prefeitura de Petrolina;
● E o vereador Professor Gilmar Santos (PT), que representou o poder legislativo na
comissão e ajudou na mobilização.
Para o Professor Gilmar, a conferência representa “um momento fundamental para a
garantia de democracia e da justiça social, através da construção popular”. Segundo ele, “o
direito à cidade não pode ficar nas mãos de um grupo político que ignora as desigualdades.
Se a gestão municipal se omite, a sociedade se levanta. Estamos aqui porque acreditamos
na participação como pilar da democracia e da dignidade da nossa população”.
Já o presidente da Conferência, Rosalvo Antônio, destacou que “não realizar a conferência
seria um ataque aos direitos da população e à democracia”. E completa: “a luta por uma cidade justa, inclusiva e sustentável só acontece com o povo participando ativamente das
decisões. Por isso estamos garantindo esse espaço com o esforço de muitas mãos”.
Durante o evento, a população vai discutir propostas concretas para enfrentar problemas
históricos da cidade, como a falta de moradia digna, precariedade do transporte público,
ausência de saneamento básico, insegurança, desigualdade territorial e ausência de
espaços de lazer e cultura. Ao final, serão eleitos(as) os(as) 12 delegados(as) que
representarão Petrolina na etapa estadual da conferência, marcada para agosto.
Ascom


