Preto no Branco

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Em nota, Prefeitura de Juazeiro repudia formas de violência ou discriminação denunciadas pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT+

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio de nota, se pronunciou sobre o manifesto do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT+, publicado nesta quarta-feira (27) no Portal Preto No Branco, que traz como titulo: “por que Juazeiro nos odeia?”

O manifesto repudia “uma sucessão de episódios de LGBTfobia em espaços públicos, como comércios, colégios, áreas de lazer e até na orla” e considera que esses casos “sinalizam uma hostilidade silenciosa que exige uma resposta urgente”.

O Conselho também sugere a realização de campanhas públicas de conscientização, de capacitar professores e funcionários de estabelecimentos comerciais, de mostrar que Juazeiro pode ser uma cidade verdadeiramente acolhedora e para todas as pessoas”.

Confira nota na íntegra:

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (SEDES), reconhece a gravidade dos relatos de LGBTfobia em espaços públicos da cidade e reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos da população LGBTQIAPN+. A gestão repudia qualquer forma de violência ou discriminação e reforça que tais práticas são crimes que devem ser denunciados e enfrentados com seriedade.

Juazeiro tem investido em políticas públicas voltadas ao acolhimento e à proteção da comunidade LGBTQIAPN+, como a implantação do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD LGBT), o funcionamento do Ambulatório Trans, o atendimento psicológico gratuito em parceria com a UNIVASF, o suporte jurídico às vítimas de violência e a integração da população LGBTQIAPN+ à rede de proteção social do município.

A Prefeitura segue aberta ao diálogo, fortalecendo parcerias e ampliando serviços para garantir que Juazeiro seja uma cidade mais justa, segura e acolhedora para todas as pessoas, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero.

Confira manifesto do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT+

Juazeiro vive uma confortável ilusão de acolhimento, mas para muitas pessoas LGBTQIA+, a realidade é outra: uma sucessão de episódios de LGBTfobia em espaços públicos, como comércios, colégios, áreas de lazer e até na orla, sinalizam uma hostilidade silenciosa que exige uma resposta urgente.

Dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostram que o Brasil registrou 291 mortes violentas motivadas por LGBTfobia em 2024, um aumento de cerca de 8% em relação ao ano anterior, o equivalente a uma morte a cada 30 horas. Na Bahia, isso é ainda mais alarmante: o estado teve uma média de 0,18 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 0,13. Ainda, segundo o GGB, o Nordeste, inclusive a Bahia, lidera em número de mortes proporcionais, com 16 homicídios por 10 milhões de habitantes, contra 12 no Sudeste.

O Conselho Municipal LGBT+ tem acompanhado relatos de expulsões silenciosas de casais homoafetivos na orla, abordagens agressivas em bares e comércios, e situações humilhantes em escolas, onde pessoas são alvos de violência por sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Essas situações, que deveriam causar escândalo, continuam sendo naturalizadas. É como se Juazeiro tivesse um pacto silencioso de tolerar a violência contra a população LGBTQIA+. Mas não podemos aceitar que a liberdade e o direito de existir de tantas pessoas continuem sendo violados impunemente. O Supremo Tribunal Federal, desde 2019, equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo, com penas que podem chegar a cinco anos de prisão. O que falta, portanto, é vontade política e coragem das autoridades locais para aplicar a lei.

Não se trata apenas de punir. Trata-se de educar, de criar campanhas públicas de conscientização, de capacitar professores e funcionários de estabelecimentos comerciais, de mostrar que Juazeiro pode ser uma cidade verdadeiramente acolhedora e para todas as pessoas. Mas, sobretudo, trata-se de garantir o mínimo: o direito de viver sem medo. Enquanto fingirmos que nada acontece, Juazeiro continuará sendo conivente com a violência. Por isso, voltamos a perguntar: por que Juazeiro nos odeia?

Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT+

Redação PNB

Após reclamações de mães, Secretaria Municipal de Saúde de Curaçá se manifesta sobre atendimento a crianças atípicas; confira nota

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Após reclamações de mães atípicas de Curaçá, Norte da Bahia, sobre dificuldades para terem acesso aos tratamentos e medicações para seus filhos, a Secretaria Municipal de Saúde, se manifestou em nota enviada ao PNB.

Sandra Santos Silva, moradora da zona rural do município, mãe de uma criança de 7 anos, diagnosticada com TEA, TDAH e TOD, procurou nossa reportagem para reclamar da falta de atendimento para seu filho. Ela disse que já havia entrado com uma ação no Ministério Público para resolver a demanda.

A mãe de Yohan, também diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), associado ao Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), com os CIDs F90 e F91.3., em uma carta enviada ao PNB, se queixou da falta do transporte do TFD para que o filho realize terapias no distrito de Pilar Jaguarari. Segundo a mãe, o transporte havia sido garantido em um acordo com o secretário da pasta municipal (confira matéria abaixo).

Na nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Curaçá  afirma que “o município dispõe de uma rede de atendimento especializada” e  que “o transporte utilizado pela criança mencionada não integra o programa de TFD, pois o atendimento terapêutico ocorre por meio de plano de saúde particular, não conveniado ao SUS”.

Confira nota na íntegra

A Secretaria Municipal de Saúde de Curaçá vem, por meio desta, reafirmar seu compromisso com a saúde e o bem-estar das crianças atípicas do nosso município. Nosso empenho é constante no fortalecimento e ampliação dos serviços oferecidos, buscando acolher com sensibilidade e responsabilidade cada necessidade.

Atualmente, o município dispõe de uma rede de atendimento especializada, com equipe multidisciplinar voltada para a assistência de crianças com diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), TDAH e Autismo. Essa equipe é composta por: Neuropediatras, Fonoaudiólogo, Psicólogo Infantil (com Terapia ABA), Pediatras, Fisioterapeuta Pediátrico, Terapeuta Ocupacional e Psiquiatra Infantil.

Além disso, a Prefeitura disponibiliza o NAPES – Núcleo de Apoio Pedagógico Educacional Especializado, reforçando o suporte integral às crianças atípicas do município.

Em apenas 8 meses de gestão, já foram realizados avanços significativos. Enquanto no passado o município garantia apenas 2 consultas mensais com neuropediatra, hoje asseguramos mais de 150 consultas ao mês. Isso representa mais de 1.200 consultas realizadas nesse período, atendendo inclusive crianças que aguardavam atendimento desde 2018.

Outro avanço importante é a continuidade do serviço de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para pacientes usuários do SUS, agora com a aquisição de novos ônibus e vans. Com isso, pacientes em tratamento de Hemodiálise, Oncologia e outras especialidades não têm mais seus serviços interrompidos por falta de transporte, como ocorria em gestões anteriores.

Esclarecimento sobre questão pontual

Diante de matéria recente, a Secretaria esclarece que o transporte utilizado pela criança mencionada não integra o programa de TFD, pois o atendimento terapêutico ocorre por meio de plano de saúde particular, não conveniado ao SUS.

Ainda assim, por sensibilidade à situação, a Secretaria tem disponibilizado um veículo de apoio extra, conciliando com a alta demanda do serviço, que prioriza pacientes em estado grave, idosos acamados e casos regulados oficialmente.

No dia citado, 20 de agosto, foi oferecido transporte em ambulância, opção que foi recusada pela responsável legal do paciente. O veículo habitualmente utilizado encontrava-se em outra demanda de saúde sensível naquele momento. Assim, não houve negativa de atendimento, mas sim a priorização de casos urgentes, acompanhada da oferta de uma alternativa viável.

Caso do paciente Rafael Silva

A Secretaria informa que o paciente tem recebido todo o apoio possível, incluindo medidas extras disponibilizadas pela Gestão, estando seu atendimento dentro do cronograma de assistência estabelecido. A Gestão Municipal reafirma seu compromisso com a saúde e o bem-estar de todas as crianças de Curaçá, lamenta eventuais desconfortos e reforça que os profissionais de saúde atuam sempre com responsabilidade, legalidade e respeito ao nosso Povo.

Reclamações

A mãe de Yohan, diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), associado ao Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), com os CIDs F90 e F91.3., em uma carta enviada ao PNB, manifestou sua “indignação e repúdio diante do tratamento desrespeitoso e da violação dos direitos do filho”.

Segundo a mãe, desde janeiro deste ano, por falta de atendimento em Curaçá, a criança realiza acompanhamento semanal com uma psicóloga e neuropsicopedagoga no distrito de Pilar, Jaguarari.

Ela conta que o transporte até o distrito foi garantindo pela Prefeitura de Curaçá, pelo TFD- Tratamento Fora Domicílio, após acordo com o gestor da pasta da saúde, mas a criança  tem enfrentado problemas para se deslocar até Pilar, o que tem comprometido o tratamento.

“Em fevereiro, após conversa com o Secretário de Saúde do município de Curaçá, foi firmado um acordo para que meu filho tivesse garantido o transporte pelo TFD (Tratamento Fora de Domicílio) todas as terças-feiras, já que o município não disponibiliza as terapias necessárias, sendo elas custeadas pelo plano de saúde do pai. Ressalto que, por lei, mesmo o tratamento sendo custeado pelo plano, meu filho tem direito ao carro do TFD, justamente porque o município não oferece semanalmente as terapias que ele precisa. No entanto, no dia 19 de agosto, excepcionalmente, meu filho não foi ao acompanhamento, pois, em comum acordo com a responsável pelas viagens do TFD, ficou definido que as vagas dele seriam remanejadas para o dia 20 de agosto (quarta-feira). Assim, consegui marcar as consultas tanto com a psicóloga quanto com a neuropsicopedagoga. Essa mudança foi previamente autorizada pela responsável, que me garantiu que o veículo estaria disponível”, relatou a mãe.

A mãe considera a postura “desumana e desrespeitosa”, o que “demonstra descaso com o acordo previamente firmado e com as necessidades de uma criança em tratamento contínuo”.

“Fui surpreendida com a informação de que o carro seria utilizado pela enfermeira da UBS para realizar visita domiciliar, impossibilitando o deslocamento do meu filho. Para piorar, em áudios enviados à responsável pelo agendamento do TFD, a referida enfermeira agiu de forma irônica e grosseira, afirmando que meu filho não tinha direito ao carro do TFD e que, “em caráter de exceção”, poderia ser levado em uma ambulância. Tal postura, além de desumana e desrespeitosa, demonstra descaso com o acordo previamente firmado e com as necessidades de uma criança em tratamento contínuo. Ressalto que a alteração da data não foi feita por capricho meu, mas sim em razão de um acordo legítimo com a responsável pela organização do TFD, conforme previamente combinado. As condições clínicas do meu filho impactam diretamente em seu comportamento, atenção, impulsividade, socialização e desempenho acadêmico, exigindo continuidade e estabilidade no tratamento. Interrupções ou negativas arbitrárias de transporte ferem gravemente seus direitos, garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal. Graças a Deus o meu filho tem o plano do pai que cobre as terapias dele. A gente precisa do mínimo, que é o transporte. Ele é cadastrado no TFD de Curaçá, mas eles alegam que, por ser particular, não liberam. Sendo que o município não disponibiliza os acompanhamentos semanais dele passados pela neuropediatra e pelo psiquiatra”.

Ela cobra providências ao poder público e desabafa: “Como mãe, sinto-me profundamente triste, desrespeitada e com os direitos do meu filho violados. Não aceitarei que a saúde e o desenvolvimento dele sejam tratados com negligência e descaso por parte do poder público e de profissionais que deveriam zelar pela dignidade e pelo cuidado humano. Reforço ainda que tudo o que foi mencionado nesta nota está devidamente comprovado, com registros e provas guardadas para atestar a veracidade dos fatos relatados”, concluiu a mãe.

Reclamação anterior

Com apenas 7 anos, Rafael Silva Rodrigues, de diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), enfrenta dificuldades para receber tratamentos e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O caso foi relatado ao Portal Preto no Branco através da mãe do menino, Sandra Santos Silva, moradora da zona  rural de Curaçá, na região Norte da Bahia.

Em entrevista ao PNB, ela relatou que entrou com uma ação através do Ministério Público da Bahia para garantir os direitos do filho, mas até o momento não obteve respostas.

“A gente deu entrada no início do ano, mas até o momento não conseguimos uma decisão. O Ministério Público perguntou se o município já estava arcando com o tratamento de Rafael e eu disse que não. Depois disso, não tivemos mais retorno”, contou Sandra.

Sandra conta ainda que Rafael conseguiu realizar apenas algumas sessões com a psicopedagoga e a psicóloga, através da Secretaria de Saúde de Curaçá.

“Tem mais de 2 meses que ele não foi chamado para dar continuidade ao acompanhamento psicopedagoga e a psicóloga. Para o fonoaudiólogo ele não foi chamado e nenhuma sessão foi realizada porque não há vaga. A neuropediatra diz que tem atendimento na rede, mas quando vamos, já não há mais vagas. Além disso, ele também precisa de medicamentos caros e até agora também não recebeu nenhum”, acrescentou.

Sandra relatou ainda que, devido à falta de suporte público, a família tem arcado com os custos de forma particular, o que tem se mostrado inviável.

“Agora, Rafael foi diagnosticado com alergia severa a ácaros e precisa de casa forrada, colchão, lençóis e travesseiros anti ácaros, cobertor antialérgico, tinta lavável e ar-condicionado. Mas nós não temos condições de arcar com mais esses gastos. Somos agricultores e só temos renda quando conseguimos colher”, desabafou.

A família lançou uma campanha para arrecadar doações que garantam as condições que a criança necessita. Pix: (87) 9 9204 7348

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Redação PNB

Sugestão de pauta: Atleta patrocinado pela Agrovale é campeão do 2⁰ Tour de Jampa de Ciclismo

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O ciclista juazeirense, patrocinado pela Agrovale, Patricson Braz, conquistou o campeonato da 2ª Edição do Tour de Jampa, disputando com mais de 70 atletas de 13 equipes, entre os dias 22 e 24 deste mês, em João Pessoa-PB.

Há mais de 10 anos competindo nas categorias de base e colecionando títulos estaduais e nacionais, Patricson agradeceu aos patrocinadores, Governo do Estado e a Agrovale, que em 2023, recebeu o prêmio de “Empresa Amiga do Esporte”, através do programa estadual FazAtleta, pelo incentivo ao desporto amador olímpico e paraolímpico na Bahia.

“Agradeço também ao deputado Zó do Sertão, pelo apoio e a equipe de ciclismo BRT, por mais uma oportunidade em representá-los nessa competição”, ressaltou o atleta campeão.

A próxima competição de Patricson Braz será durante a copa Norte/Nordeste de ciclismo, que acontecerá em Rio Branco-AC, entre os dias 29 e 31 de agosto. “Estarei representando a Bahia, pela seleção baiana de ciclismo, além de Juazeiro, o sertão e todo o Vale do São Francisco. Espero ajudar e conseguir o tricampeonato para o nosso Estado”, concluiu.

Clas

Prefeitura de Juazeiro inicia preparativos para o Setembro Verde com foco na inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (SEDES), deu início ao planejamento das ações que serão realizadas durante o Setembro Verde, campanha nacional de conscientização sobre a inclusão social da pessoa com deficiência.

A reunião de alinhamento aconteceu na última segunda-feira (25), na sede da SEDES, com a presença da superintendente do SUAS, Maria Quitéria, e equipe técnica, além do presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Juazeiro, Josewilson Souza e da vice-presidente, Emanuela Mariano.

Com o tema deste ano voltado à inclusão no mercado de trabalho, a campanha reforçará o compromisso do município com a valorização das habilidades e potencialidades das pessoas com deficiência, promovendo ações concretas para ampliar seu acesso a oportunidades profissionais.

Entre as atividades planejadas estão rodas de conversa nos CRAS, encontro com empresários e órgãos do setor de trabalho e a criação de um cadastro municipal de pessoas com deficiência interessadas em ingressar no mercado de trabalho.

Segundo a superintendente Maria Quitéria, a campanha deste ano reforça o papel do poder público em promover a equidade.

“O Setembro Verde é mais que uma campanha de conscientização. É um compromisso com a dignidade e o protagonismo das pessoas com deficiência. Estamos construindo pontes entre esses cidadãos e o mundo do trabalho, para que a inclusão aconteça de forma efetiva”, destacou.

As ações de setembro também incentivarão o empreendedorismo como caminho de autonomia e inclusão produtiva, além de fortalecer a articulação entre os diversos setores da sociedade civil, poder público e iniciativa privada.

O Setembro Verde é uma oportunidade para reafirmar o compromisso de Juazeiro com os direitos humanos, a justiça social e a construção de uma cidade mais igualitária para todos.

Ascom PMJ

Mães de crianças atípicas de Curaçá denunciam falta de assistência aos seus filhos que dependem de tratamentos e medicações contínuos: “Direitos Violados”

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Mães de crianças atípicas estão enfrentando dificuldades para terem acesso aos tratamentos e medicações para seus filhos no município de Curaçá, Norte da Bahia.

Após relato de Sandra Santos Silva, moradora da zona rural do município, mãe de uma criança de 7 anos, diagnosticada com TEA, TDAH e TOD, sobre a falta de atendimento para seu filho, outro caso chegou à nossa redação.

A mãe de Yohan, também diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), associado ao Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), com os CIDs F90 e F91.3., em uma carta enviada ao PNB, manifestou sua “indignação e repúdio diante do tratamento desrespeitoso e da violação dos direitos do filho”.

Segundo a mãe, desde janeiro deste ano, por falta de atendimento em Curaçá, a criança realiza acompanhamento semanal com uma psicóloga e neuropsicopedagoga no distrito de Pilar, Jaguarari.

Ela conta que o transporte até o distrito foi garantindo pela Prefeitura de Curaçá, pelo TFD- Tratamento Fora Domicílio, após acordo com o gestor da pasta da saúde, mas a criança  tem enfrentado problemas para se deslocar até Pilar, o que tem comprometido o tratamento.

“Em fevereiro, após conversa com o Secretário de Saúde do município de Curaçá, foi firmado um acordo para que meu filho tivesse garantido o transporte pelo TFD (Tratamento Fora de Domicílio) todas as terças-feiras, já que o município não disponibiliza as terapias necessárias, sendo elas custeadas pelo plano de saúde do pai. Ressalto que, por lei, mesmo o tratamento sendo custeado pelo plano, meu filho tem direito ao carro do TFD, justamente porque o município não oferece semanalmente as terapias que ele precisa. No entanto, no dia 19 de agosto, excepcionalmente, meu filho não foi ao acompanhamento, pois, em comum acordo com a responsável pelas viagens do TFD, ficou definido que as vagas dele seriam remanejadas para o dia 20 de agosto (quarta-feira). Assim, consegui marcar as consultas tanto com a psicóloga quanto com a neuropsicopedagoga. Essa mudança foi previamente autorizada pela responsável, que me garantiu que o veículo estaria disponível”, relatou a mãe.

A mãe considera a postura “desumana e desrespeitosa”, o que “demonstra descaso com o acordo previamente firmado e com as necessidades de uma criança em tratamento contínuo”.

“Fui surpreendida com a informação de que o carro seria utilizado pela enfermeira da UBS para realizar visita domiciliar, impossibilitando o deslocamento do meu filho. Para piorar, em áudios enviados à responsável pelo agendamento do TFD, a referida enfermeira agiu de forma irônica e grosseira, afirmando que meu filho não tinha direito ao carro do TFD e que, “em caráter de exceção”, poderia ser levado em uma ambulância. Tal postura, além de desumana e desrespeitosa, demonstra descaso com o acordo previamente firmado e com as necessidades de uma criança em tratamento contínuo. Ressalto que a alteração da data não foi feita por capricho meu, mas sim em razão de um acordo legítimo com a responsável pela organização do TFD, conforme previamente combinado. As condições clínicas do meu filho impactam diretamente em seu comportamento, atenção, impulsividade, socialização e desempenho acadêmico, exigindo continuidade e estabilidade no tratamento. Interrupções ou negativas arbitrárias de transporte ferem gravemente seus direitos, garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal. Graças a Deus o meu filho tem o plano do pai que cobre as terapias dele. A gente precisa do mínimo, que é o transporte. Ele é cadastrado no TFD de Curaçá, mas eles alegam que, por ser particular, não liberam. Sendo que o município não disponibiliza os acompanhamentos semanais dele passados pela neuropediatra e pelo psiquiatra”.

Ela cobra providências ao poder público e desabafa: “Como mãe, sinto-me profundamente triste, desrespeitada e com os direitos do meu filho violados. Não aceitarei que a saúde e o desenvolvimento dele sejam tratados com negligência e descaso por parte do poder público e de profissionais que deveriam zelar pela dignidade e pelo cuidado humano. Reforço ainda que tudo o que foi mencionado nesta nota está devidamente comprovado, com registros e provas guardadas para atestar a veracidade dos fatos relatados”, concluiu a mãe.

Reclamação anterior

Com apenas 7 anos, Rafael Silva Rodrigues, de diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), enfrenta dificuldades para receber tratamentos e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O caso foi relatado ao Portal Preto no Branco através da mãe do menino, Sandra Santos Silva, moradora da zona  rural de Curaçá, na região Norte da Bahia.

Em entrevista ao PNB, ela relatou que entrou com uma ação através do Ministério Público da Bahia para garantir os direitos do filho, mas até o momento não obteve respostas.

“A gente deu entrada no início do ano, mas até o momento não conseguimos uma decisão. O Ministério Público perguntou se o município já estava arcando com o tratamento de Rafael e eu disse que não. Depois disso, não tivemos mais retorno”, contou Sandra.

Sandra conta ainda que Rafael conseguiu realizar apenas algumas sessões com a psicopedagoga e a psicóloga, através da Secretaria de Saúde de Curaçá.

“Tem mais de 2 meses que ele não foi chamado para dar continuidade ao acompanhamento psicopedagoga e a psicóloga. Para o fonoaudiólogo ele não foi chamado e nenhuma sessão foi realizada porque não há vaga. A neuropediatra diz que tem atendimento na rede, mas quando vamos, já não há mais vagas. Além disso, ele também precisa de medicamentos caros e até agora também não recebeu nenhum”, acrescentou.

Sandra relatou ainda que, devido à falta de suporte público, a família tem arcado com os custos de forma particular, o que tem se mostrado inviável.

“Agora, Rafael foi diagnosticado com alergia severa a ácaros e precisa de casa forrada, colchão, lençóis e travesseiros anti ácaros, cobertor antialérgico, tinta lavável e ar-condicionado. Mas nós não temos condições de arcar com mais esses gastos. Somos agricultores e só temos renda quando conseguimos colher”, desabafou.

A família lançou uma campanha para arrecadar doações que garantam as condições que a criança necessita. Pix: (87) 9 9204 7348

Estamos encaminhando os dois casos para a Secretaria de Saúde de Curaçá e Ministério Público da Bahia.

Redação PNB

Juazeiro pelo Mundo: Estudantes da rede municipal ganham passaporte para o conhecimento com lançamento de programa de intercâmbio

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Nesta terça-feira (26), a Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), lançou o programa Juazeiro pelo Mundo, que oferece intercâmbio educacional e cultural para alunos do 8º ano do Ensino Fundamental da rede municipal.

Com 20 vagas disponíveis, os estudantes serão selecionados por provas de matemática, português e inglês. Os aprovados poderão estudar em escolas no exterior, participando de aulas culturais, educacionais e atividades diversas.

O programa, financiado com recursos municipais, inclui auxílio financeiro, passagens aéreas, seguro-saúde e kit de apoio para garantir uma experiência completa e segura.

O lançamento contou com a presença do Prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, além de parlamentares e membros da secretaria municipal de educação. A secretária de Educação, Maéve Melo, destacou a importância da iniciativa para ampliar as oportunidades dos estudantes:

“Os alunos vão ter uma oportunidade única de viajar para o Canadá ou Inglaterra este ano, com possibilidade de, no futuro, ter intercâmbios também para países de língua espanhola. O programa começa agora e promete crescer ainda mais”.

Com a viagem prevista para janeiro de 2026, o edital de inscrições será lançado ainda em 2025, marcando o início de uma nova era para os jovens de Juazeiro, que terão a chance de ampliar seus horizontes e enriquecer sua formação.

Ascom PMJ

“Por que Juazeiro nos odeia?”, questiona Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT+

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Juazeiro vive uma confortável ilusão de acolhimento, mas para muitas pessoas LGBTQIA+, a realidade é outra: uma sucessão de episódios de LGBTfobia em espaços públicos, como comércios, colégios, áreas de lazer e até na orla, sinalizam uma hostilidade silenciosa que exige uma resposta urgente.

Dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostram que o Brasil registrou 291 mortes violentas motivadas por LGBTfobia em 2024, um aumento de cerca de 8% em relação ao ano anterior, o equivalente a uma morte a cada 30 horas. Na Bahia, isso é ainda mais alarmante: o estado teve uma média de 0,18 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 0,13. Ainda, segundo o GGB, o Nordeste, inclusive a Bahia, lidera em número de mortes proporcionais, com 16 homicídios por 10 milhões de habitantes, contra 12 no Sudeste.

O Conselho Municipal LGBT+ tem acompanhado relatos de expulsões silenciosas de casais homoafetivos na orla, abordagens agressivas em bares e comércios, e situações humilhantes em escolas, onde pessoas são alvos de violência por sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Essas situações, que deveriam causar escândalo, continuam sendo naturalizadas. É como se Juazeiro tivesse um pacto silencioso de tolerar a violência contra a população LGBTQIA+. Mas não podemos aceitar que a liberdade e o direito de existir de tantas pessoas continuem sendo violados impunemente. O Supremo Tribunal Federal, desde 2019, equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo, com penas que podem chegar a cinco anos de prisão. O que falta, portanto, é vontade política e coragem das autoridades locais para aplicar a lei.

Não se trata apenas de punir. Trata-se de educar, de criar campanhas públicas de conscientização, de capacitar professores e funcionários de estabelecimentos comerciais, de mostrar que Juazeiro pode ser uma cidade verdadeiramente acolhedora e para todas as pessoas. Mas, sobretudo, trata-se de garantir o mínimo: o direito de viver sem medo. Enquanto fingirmos que nada acontece, Juazeiro continuará sendo conivente com a violência. Por isso, voltamos a perguntar: por que Juazeiro nos odeia?

Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT+

Com ousadia empreendedora, Juazeiro se prepara para estrear na Feira da Indústria da Bahia e mostrar sua força de ‘Terra das Oportunidades’

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Pela primeira vez Juazeiro participará da Feira da Indústria da Bahia, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia/FIEB em parceria com o Sebrae, que será realizado nos dias 27, 28 e 29 de agosto, no Centro de Convenções de Salvador. A feira reúne todos os setores da indústria baiana e atrai a atenção de investidores de todo o país.

Na Index 2025, a Prefeitura de Juazeiro marcará presença com quatro estandes em uma área de 36 metros quadrados, que será transformada em um ambiente voltado para negócios, conexões e expansão. O espaço reunirá cinco empresas locais dos setores de vinho artesanal, cerveja artesanal, móveis planejados com tecnologia 5D, beneficiamento de algodão e implementos para a construção civil, evidenciando a força e a diversidade do empreendedorismo juazeirense e reforçando o potencial da cidade como um polo de oportunidades e investimentos.

O prefeito Andrei Gonçalves destaca que “Juazeiro está preparada para o futuro. Nossa cidade cresce com responsabilidade, qualidade de vida e oportunidades para quem acredita no nosso potencial. Somos verdadeiramente a Terra das Oportunidades”.

Juazeiro se consolida como um polo estratégico de indústria, inovação e futuro. Reconhecida nacionalmente como a Maior Produtora de Manga do Brasil e um dos grandes centros de fruticultura irrigada do Brasil, onde também produz uva, coco, banana, melão, entre outras frutas, que em 2024 resultaram em exportações de R$ 131,3 milhões. Com um PIB de R$ 5,2 bilhões – sendo R$ 666,7 milhões apenas do setor industrial – o município reúne 46,7 mil trabalhadores formais, distribuídos principalmente entre o comércio (22,6%), a agropecuária (19,6%), a indústria (14,6%), os serviços (13,4%) e o setor público (29,9%).

Localizada às margens do Rio São Francisco, Juazeiro alia tradição e modernidade, sendo referência em agroindústria, energia renovável, comércio e serviços. Uma gestão pública equilibrada, com finanças organizadas, infraestrutura em expansão e investimentos constantes em saúde e educação, somada à forte articulação com os governos estadual e federal, vem fortalecendo a atração de novos investimentos privados e projetando a cidade como a verdadeira Terra das Oportunidades.

“O que transforma uma cidade é quando ela cresce gerando oportunidades. Um lugar onde tradição e futuro caminham juntos, onde cada investimento encontra um solo fértil para crescer e prosperar”, reforça o diretor-presidente da Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Tércio Tolentino.

Ascom PMJ

 

Profissionais de enfermagem da UPA de Petrolina cobram pagamento do piso referente a julho: É a única que atrasa no município”

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Funcionários da área de enfermagem da UPA -Unidade de Pronto Atendimento, de Petrolina, Sertão de Pernambuco, em contato com nossa redação, nesta terça-feira (26), denunciaram atraso no pagamento do piso salarial da categoria referente ao último mês de julho. A situação tem gerado preocupação e instabilidade financeira para os profissionais da instituição que cobram respostas à gestão da unidade. Segundo relato, o repasse já teria sido feito pelo Governo do Estado.

Segundo um trabalhador “a verba foi repassada pelo governo desde o dia 19. O hospital Dom Malam pagou dia 19 aos seus funcionários. Não entendemos porque a UPA ainda não pagou. Os funcionários perguntam a coordenação e ao RH e dizem que não sabem. É sempre uma incógnita. É triste a gente ficar esperando. Esta unidade é a única que atrasa em Petrolina. Não entendemos, pois a UPA é gerida pelo estado também, assim como o HDM”, relatou um profissional.

Estamos tentando contato com a UPA Petrolina.

Redação PNB