Preto no Branco

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“Os fins justificam os meios: uma reflexão pretérita”, por João Gilberto Guimarães Sobrinho

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Maquiavel nunca disse literalmente que os fins justificam os meios, entretanto ainda hoje usamos o termo “maquiavélico” para denominar um plano ou pessoa que articula para o mal, o fato é que o diplomata italiano moldou ou ajudou a moldar as bases do pensamento político ocidental. O ponto interessante é que o maquiavelismo não é o mal encarnado, trata-se na verdade de uma abordagem pragmática da ação política, que prioriza antes de tudo a eficácia em detrimento da moral.

Embora seja um grande admirador do filósofo e do homem Nicolau, não vim advogar por sua efígie, mas acho de bom tom explicar o contexto da produção de sua obra mais conhecida. “O Príncipe” foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, durante um período de turbulência política na Itália. Maquiavel havia servido como diplomata e funcionário público na República Florentina, mas perdeu sua posição após a restauração dos Médici ao poder em Florença.

A península italiana estava dividida em vários estados independentes (como Florença, Veneza, Milão, Nápoles e os Estados Papais), frequentemente em conflito entre si. Além disso, havia constantes invasões de potências estrangeiras, como França e Espanha, Maquiavel escreveu “O Príncipe” em um momento em que a política italiana exigia líderes capazes de unificar e proteger os estados italianos. Ele buscava demonstrar como um governante deveria agir para alcançar e manter o poder em meio ao caos.

Há quem diga que o seu ideal de príncipe foi o sanguinário Césare Bórgia, príncipe, cardeal, nobre e principalmente filho de Rodrigo Bórgia, que por meios sórdidos, ascendeu ao cargo de papa em 1492 (não por acaso, ano do descobrimento da América), voltando a Nicolau, quando os Médici retomaram Florença, Maquiavel foi acusado de conspiração contra eles. Em 1513, ele foi preso, interrogado e submetido à tortura, sob suspeita de envolvimento em um complô para derrubar os Médici. No entanto, ele foi libertado após algumas semanas, provavelmente por falta de provas ou devido a uma anistia concedida pela família Médici. Uma vez libertado, Maquiavel foi exilado de Florença para sua propriedade em Sant’Andrea, onde escreveu “O Príncipe”. A obra foi dedicada a Lorenzo de Médici (o Jovem), com o objetivo de reconquistar o favor da família Médici e talvez voltar ao serviço político.

Maquiavel escreveu o livro como uma espécie de tratado político prático, oferecendo conselhos sobre como conquistar e manter o poder. Ele defendia uma abordagem pragmática, que muitas vezes contrastava com os ideais morais da época. A obra introduziu conceitos revolucionários, como a separação entre política e moralidade, e permanece um marco no pensamento político moderno.

Deixando o passado no passado, O contexto de “O Príncipe”, de Maquiavel, pode ser relacionado à política moderna de várias maneiras, especialmente no que diz respeito à busca pelo poder, à manutenção da autoridade e às estratégias pragmáticas de liderança. Ainda hoje líderes frequentemente enfrentam dilemas éticos em que precisam escolher entre o que é moralmente correto e o que é politicamente eficaz, se utilizam de  estratégias que nem sempre refletem ideais éticos, mas que garantem resultados, como alianças controversas, concessões e decisões impopulares que abrem margem para diversas interpretações, os políticos frequentemente cultivam uma imagem pública que pode não refletir completamente suas ações nos bastidores, o que se observa é que as campanhas eleitorais, o marketing político e controle de narrativa nas redes sociais exemplificam como líderes constroem “imagens” para conquistar e manter o apelo e o  apoio  popular.

Apesar das controvérsias que cercam a figura de Maquiavel, sua obra continua a oferecer insights profundos sobre as complexidades do poder e da liderança. Em “O Príncipe”, ele descreve dois conceitos fundamentais: Fortuna, representando a sorte e as circunstâncias imprevisíveis, e Virtù, simbolizando a habilidade, a astúcia e a capacidade de adaptação do líder para enfrentar os desafios impostos pelo destino. Esses conceitos, embora concebidos no Renascimento, são profundamente aplicáveis à política moderna.

Hoje, líderes e governantes enfrentam “fortunas” implacáveis: crises econômicas, pandemias, conflitos globais e mudanças climáticas são exemplos de forças externas que moldam os rumos da humanidade. No entanto, a verdadeira virtude política reside na capacidade de responder a esses desafios com coragem, inovação e resiliência. Maquiavel nos ensina que, mesmo diante da adversidade, é possível moldar o futuro, contornar os obstáculos e construir caminhos mais justos e prósperos.

Vivemos em um tempo que exige líderes virtuosos — não no sentido de perfeição moral, mas de pragmatismo ético, de visão estratégica que sirva ao bem comum. A história nos mostra que não basta esperar pela sorte; é preciso agir com determinação, aprender com os erros e persistir na busca por soluções que beneficiem o maior número de pessoas.

Assim como Maquiavel sonhava com um príncipe que unificasse e fortalecesse a Itália, podemos aspirar a líderes que unam sociedades divididas, combatam desigualdades e tracem rumos sustentáveis para as gerações futuras. É possível imaginar uma política em que fortuna e virtú trabalhem juntas: onde a sorte sorria àqueles que se preparam e agem com inteligência, e onde as circunstâncias, por mais difíceis que sejam, sejam enfrentadas com coragem e compromisso.

O legado de Maquiavel nos convida a refletir, mas também a agir. Não se trata de abandonar ideais, mas de adaptá-los ao mundo real, lembrando que a política, em última instância, é a arte de transformar a realidade.

Que tenhamos a virtù para enfrentar nossas fortunas e construir um futuro onde a política sirva, acima de tudo, à dignidade e à esperança da humanidade.

João Gilberto Guimarães Sobrinho é juazeirense, produtor cultural, cientista social formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Pós graduando em Políticas Públicas e direitos sociais, pesquisador das Políticas Públicas de Cultura.

 

Jovem de 19 anos foi assassinado em Juazeiro na noite deste sábado (4); foi o terceiro homicídio do ano

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A Delegacia de Homicídios de Juazeiro já iniciou as investigações  da morte de Leandro da Conceição Santos, 19 anos, vítima de disparos de arma de fogo.

O crime ocorreu na noite deste sábado (4), na BR 407.

Segundo o registro, homens a bordo de um veículo deflagraram os tiros.

Guias de local e necropsia foram expedidas e a unidade especializada realiza diligências para identificar a autoria e motivação do crime.

Este foi o terceiro homicídio registrado em Juazeiro nos primeiros dias de 2025.

Redação PNB

“Não tomamos um banho de chuveiro há mais de um mês”: Moradores do interior de Juazeiro clamam por água

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Moradores do interior de Juazeiro, Norte da Bahia, procuraram o PNB para reclamar da falta de água, problema constante que a gestão anterior não conseguiu solucionar.

“Sou moradora da Fazenda Juá, distrito de Pinhões. Estamos há 38 dias sem água nas torneiras, já secamos o reservatório, e nada da água chegar, Tenho 6 pessoas em casa, sendo uma criança de 3 anos e não temos água nem pra beber. Pedimos uma solução ao SAAE,” reivindicou uma moradora.

“Sou moradora do distrito de Abóbora, e aqui estamos pedindo socorro, pois está faltando água. Existem lugares que há meses não chega água e em algumas ruas a água que chega é muito fraca. Nem a noite sobe para caixa d’água. Não tomamos um banho de chuveiro há mais de um mês,” relatou uma moradora da comunidade.

Estamos encaminhando as reclamações para o SAAE.

Redação PNB 

Leitora flagra dificuldade e constrangimento de um cadeirante no ponto das barquinhas em Petrolina: “Uma cidade que cresce sem algo simples: acessibilidade”

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Em contato com nossa redação, a jornalista Clarice Alves compartilhou um flagrante que registrou no ponto das barquinhas, em Petrolina: a falta de acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Ela ressaltou que o ponto das embarcações que trafegam diariamente entre as duas cidades, também do lado de Juazeiro, não respeita, minimamente as normas de acessibilidade.

Clarice Alves registrou a dificuldade de um cadeirante para descer da barca. Ele se depara com um terreno totalmente desnivelado e precisa de ajuda para sair dos buracos. A falta de estrutura nos dois pontos é um transtorno enfrentando cotidianamente por pessoas com deficiência física, idosos e demais usuários do serviço que correm riscos de acidentes.

“Um registro da falta de acessibilidade das barquinhas em ambos os lados da cidade. Esse é o lado de Petrolina, uma cidade que cresce sem algo simples: acessibilidade de um transporte que leva munícipes das duas cidades 24 horas do dia, seja para lazer ou a trabalho,” observou a jornalista.

 

Ela também criticou a poluição do rio, situação visível na margem do São Francisco na cidade pernambucana.

“Petrolina investe absurdamente em infraestrutura urbana e esquece o que é meio ambiente. As margens do rio, em Petrolina, mostram a ausência de saneamento básico, pois o volume de plantas aquáticas, as baronesas, é enorme e se percebe o mal cheiro. Tanta beleza e tanto poder, mas não conseguem enxergar o mais importante: a vida do São Francisco, a riqueza maior que sustenta essas duas cidades e outras cidades ribeirinhas”, criticou a jornalista.

Estamos encaminhando as observações para a Prefeitura de Petrolina.

Redação PNB

Sobre Juazeiro: “O entusiasmo da esperança deu lugar a desconfiança”, por Sibelle Fonseca

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O gesto de cruzar os dedos tem vários significados, dependendo do contexto e do local. Pode ser boa sorte. Faz quem torce para que tudo dê certo. Alguma religião dita que assim se implora a Deus por proteção. O sinal virou um gesto de esperança, também.
Mas aí, vos digo, depende dos dedos que torcem. De que mãos são esses dedos. De que pessoas eles são. A força do cruzar os dedos pode ser torcendo para que tudo dê certo ou errado. Há muita coisa envolvida no cruzar de dedos. Há interesses e interesses. Particulares e comuns. Dedos cruzados podem significar nossa pequenez ou altivez. Vai saber.
Meus dedos vivem cruzados pela sorte de Juazeiro.
Me valho dessa reflexão, mulher de pensamento inquieto que sou, para fazer algumas considerações ao novo governo de Andrei, esse rapaz que já provou ser destemido e bem intencionado em trabalhar por Juazeiro.
Talvez eu esteja sendo intolerante e precipitada, mas me senti impelida a escrever (necessidade minha) sobre as minhas primeiras impressões.
Do alto dos meus 57 anos, contemplo sua garra e boníssimas intenções, mas preciso dizer aqui que, de boas intenções o inferno de Juazeiro da Bahia está cheio. Nós, outros, não suportamos mais tantos abusos e enganações.
Por pouco, Juazeiro não caiu de vez no abismo. Foi por muito pouco. Venceu Andrei contra a máquina, o desmantelo, a prepotência, mas, para isso, precisou fazer seus acordos ( desgraça da política brasileira). Isso, nós, sofridos munícipes, sabemos. Muito embora, normalizar essa conduta, muito me revolta e causa um terrível desconforto. Mas, como dizem por aí, ” faz parte do processo” ” todos fazem assim”, “é do jogo”.
O senso comum nunca foi meu lugar. Eu não caibo nesse lugar cômodo e conveniente.
Muito embora seja eu uma veterana, conservo a utopia de uma iniciante que sonha com uma forma polida de se fazer política. Sou romântica e ingênua, por natureza.
Pois bem, como toda (o) juazeirense, fiquei com o pé atrás com o ato do novo prefeito, bem no seu primeiro dia mandando na caneta.
Sem muito melindre e sob espanto, o novo prefeito, nomeia, no primeiro dia de governo, assessores especiais, notadamente, para contemplar aliados.
Até aí tudo bem, fossem nomes técnicos e necessários para a reconstrução que Juazeiro tanto precisa. Não foi. Serei delicada e não quero aqui declinar nomes e quanto custarão na folha de pagamento. Isso já é sabido.
Mas, usando o meu direito de também ser mais uma esperançosa em um governo diferente para o meu município, declaro que achei uma grande mancada do governo Andrei/ Tiano.
Espero que mancadas assim não sejam a tônica dessa gestão. Foi feio!
O entusiasmo da esperança deu lugar a desconfiança, ao descrédito. Tipo, um balde de água fria no nosso bom ânimo.
Mas vamos para frente. Eu, amante sofrida de Juazeiro, mantenho meus dedos torcendo para que tudo dê certo. Por Juazeiro, essa vítima de sucessivos relacionamentos abusivos, narcisistas, e que, aos seus 146 anos, tem o direito de ser tratada com RESPEITO.     
Seguiremos atentos, vigilantes e combativos!
#Em tempo, o que faz um assessor especial? onde cumpre seu expediente de trabalho?
Por Sibelle Fonseca

Prefeito Andrei apresenta demandas de Juazeiro em reunião com o governador Jerônimo Rodrigues, neste sábado (04) e recebe uma ambulância de imediato

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O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, se reuniu neste sábado (04) com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador. Acompanhado dos secretários, assessores, o presidente da Câmara de Vereadores, Mitu, do líder do governo na câmara municipal, vereador Ziel Almeida, do deputado estadual Zó, de Celso Leal, representando o deputado Roberto Carlos e do vice-prefeito Tiano Félix, Andrei apresentou as principais demandas emergenciais do município para os primeiros 100 dias de sua gestão e destacou a importância de futuras parcerias com o Governo do Estado nas áreas social, de segurança, educação, saúde e serviços públicos.

Durante o encontro, o governador reafirmou o compromisso do Estado com Juazeiro e entregou uma ambulância para atender as necessidades da Saúde no município. “Estamos cuidando das urgências de Juazeiro e de outros municípios da Bahia. Vamos garantir mais ações para educação, segurança e saúde, onde já avançamos muito. Requalificamos diversas unidades educacionais nos últimos dois anos, entregamos recentemente o Hospital Regional e uma Delegacia de Atendimento à Mulher. Além da ambulância, vamos resolver demandas emergenciais da maternidade municipal e de outra unidade policial”, destacou Jerônimo.

O prefeito Andrei agradeceu o apoio e ressaltou o momento como um marco da parceria entre o município e o Estado. “Juazeiro está enfrentando uma situação de muitas dificuldades, em todas as áreas. Recebemos o município em um estágio de caos financeiro, ele é o mais endividado da Bahia e o 10º do Brasil. Quero agradecer ao governador por esse momento. A entrega dessa ambulância já simboliza o compromisso do Governo do Estado com a nossa cidade, além de outras entregas que ele fará durante este ano. Juntos, vamos transformar nossa cidade, trazer de volta o desenvolvimento e o orgulho de ser juazeirense. Quero agradecer também a minha equipe que fez o levantamento das demandas, reafirmando o nosso compromisso com o povo de Juazeiro. A nossa gestão será de entrega e de mudanças”, afirmou.

Nos últimos dois anos, o Governo do Estado investiu mais de R$ 358 milhões em Juazeiro, contemplando diversas áreas essenciais para o desenvolvimento do município. O governador destacou que o trabalho conjunto entre Estado e município será intensificado ao longo deste ano para superar os desafios e melhorar a qualidade de vida da população.

Participaram também da reunião os secretários estaduais, que discutiram estratégias para atender às demandas emergenciais e ações que vão beneficiar Juazeiro.

Ascom/PMJ

Taxa de nascimentos prematuros do Brasil está acima da média global

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Os famosos “nove meses” de gravidez, na verdade, simplificam uma conta muito mais complexa: a gestação humana leva em torno de 40 semanas, mas é considerada “a termo”, ou seja, dentro do tempo adequado, de 37 até 42. No entanto, em 2023, quase 12% dos nascimentos no Brasil aconteceram antes desse marco, totalizando cerca de 300 mil bebês prematuros, com riscos menores ou maiores de problemas de saúde, dependendo do tempo que passaram na barriga da gestante. O Brasil não só está acima da média global, que é em torno de 10%, como também é um dos dez países com maior número de nascimentos prematuros por ano.

De acordo com a diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, Denise Suguitani, a maior parte desses casos podem ser prevenidos: “Aqui no Brasil essas taxas estão muito ligadas a determinantes sociais, de acesso à saúde e à educação. A gestação na adolescência, por exemplo, já é um fator de risco de parto prematuro porque o corpo da menina não está preparado para gestar. Por outro lado, um bebê que é planejado, a chance de ser prematuro é menor, então o planejamento familiar é muito importante. E, claro, o acesso ao pré-natal. E não é só o volume de consultas que importa, mas a qualidade do atendimento e das informações.”

A obstetra Joeline Cerqueira, que integra a Comissão de Assistência Pré-Natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), enumera algumas situações que podem ser identificadas no pré-natal e tratadas para evitar o parto prematuro, entre outras complicações: “A gente tem as infecções, a rotura prematura da bolsa e as síndromes hipertensivas na gestação. Essas doenças acometem muitas mulheres na gravidez e são algumas das principais responsáveis pelo parto prematuro.”

A especialista esclarece que é preciso que a gestante inicie o pré-natal precocemente, seja bem avaliada para identificar fatores de risco pré-existentes, e faça todos os exames recomendados no tempo certo. “No momento em que a gestante faz o ultrassom morfológico, a gente também faz a medida do colo do útero. Se ele estiver muito curto, essa mulher tem um maior risco, mesmo sem nenhuma outra doença, de ter um parto prematuro. E a gente pode usar, por exemplo, a progesterona via vaginal, que é um relaxante da musculatura e previne que as contrações ocorram de forma precoce. Esse exame precisa ser feito por volta da 22ª semana de gestação”, explica Joeline.

Principais causas

A ruptura prematura da bolsa é mais frequente em gestantes adolescentes ou com idades mais avançadas, pessoas com alguma malformação uterina, mal nutridas e também que ingerem bebidas alcoólicas, fumam ou usam outros entorpecentes durante a gravidez. O risco também é maior em gestações de mais de um bebê, e quando a placenta está mal inserida no útero. Mesmo nas situações em que a causa não pode ser revertida, a gestante pode ser monitorada com mais frequência e até mesmo internada em um hospital, e receber medicamentos para acelerar a maturidade dos órgãos do bebê e tentar prolongar ao máximo a gestação.

As infecções bacterianas, principalmente a urinária, e as de transmissão sexual, também são grandes causa de prematuridade. As infecções de transmissão sexual podem ser detectadas em exames laboratoriais e prevenidas com sexo seguro, já a infecção urinária é bastante comum na gestação e nem sempre tem sintomas nesse período. Mas um desconforto abdominal incomum, ou o aumento repentino da vontade de urinar podem ser sinais de alerta, e se a doença for tratada com antibiótico, o parto prematuro pode ser evitado.

Já a hipertensão é o principal fator de complicações na gravidez, e além de provocar partos prematuros, é a maior causa de morte materna e perinatal do Brasil. Estima-se que 15% das gestantes tenham pressão alta durante a gestação e que um quarto dos partos prematuros ocorram por esse motivo. Por isso, a aferição de pressão é um dos procedimentos básicos das consultas de pré-natal, reforça a especialista da Febrasgo: “A melhor prevenção é a primária, ou seja, detectar qual o potencial que aquela mulher tem de ter uma hipertensão grave na gravidez e já fazer a profilaxia com AAS, que é um remédio muito barato, e cálcio. Mas mesmo quando você detecta que a pressão começou a subir, se já começar a tratar, isso realmente previne até 80% dos casos de desfecho ruim”.

A diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, Denise Suguitani, afirma que a grande quantidade de cesarianas do Brasil também contribui pra esse cenário. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2023, quase 60% dos nascimentos ocorreram via cirurgia.

“A gente tem muitas cesáreas eletivas, que é aquela cesárea agendada sem necessariamente uma indicação médica. Isso traz mais bebês prematuros porque a gestação não é uma matemática exata. Hoje o Conselho Federal de Medicina autoriza o agendamento sem indicação médica só a partir de 39 semanas, mas muitas vezes quando o médico agenda uma cesárea com 39 semanas, por desinformação da mulher ou algum erro no cálculo, o bebê pode ter menos de 37. E ele está imaturo. É um bebê que não precisa ir para uma UTI de imediato, mas quando ele vai mamar ele se atrapalha, ele tem dificuldade pra respirar.” complementa Denise.

Consequências

Geralmente, um feto é considerado viável – ou seja, com possibilidade de viver fora do útero – a partir das 25 semanas, e com peso mínimo de 500 gramas. Mas a taxa de mortalidade após o nascimento entre esses prematuros extremos é de 30% a 45% e menos da metade dos sobreviventes se desenvolvem sem deficiências ou problemas de saúde. A cada semana de gestação, a taxa de sobrevivência aumenta e a probabilidade de sequela diminui, mas mesmo bebês nascidos dias antes do período ideal têm risco aumentado de paralisia cerebral leve e de apresentar atrasos no desenvolvimento.

Yngrid Antunes Louzada teve o parto antecipado por uma infecção urinária e seus filhos gêmeos, Lucas e Isis, nasceram com apenas 27 semanas de gestação, pesando menos de 1 quilo e medindo 33 e 35 centímetros. A família recebeu um alerta assustador dos médicos: as crianças corriam alto risco de ter atrasos psicomotores e problemas respiratórios e a própria internação representava um risco de infecções. Foram 52 dias de cuidados intensivos para os pequeninos e de ansiedade para Yngrid e o marido, Felipe:

“A gente ficava na Utin (unidade de terapia intensiva neonatal) duas horas por dia, sete dias na semana. Todos os dias eu chegava um pouco mais cedo para poder tirar leite pra eles. Era tudo bem organizado, as crianças ficavam na incubadora e eu e meu marido a gente se dividia, cada um com uma criança. A gente sempre ficava de olho em cada barulhinho, no monitor, na saturação. Era o final da pandemia de covid-19, então tinha que ter todo o cuidado, os pais precisavam usar uma roupa especial, com uma máscara”

E não era nada fácil quando as duas horas de visita terminavam: “Não ter os filhos em casa era triste para gente né? Porque a gente não tinha idealizado aquilo, por mais que eles estivessem muito bem amparados e cuidados. Depois de três semanas de internação, eles permitiram o método canguru, e foi um momento muito especial, muito emocionante. Porque, ali de fato, eu pude ter o primeiro contato físico com os meus filhos.”

Depois de 52 dias, Lucas e Isis tiveram alta e o melhor: foram pra casa sem sequelas. Eles precisaram fazer fisioterapia, terapia ocupacional e tratamento de fonoaudiologia por quase 2 anos e meio, mas agora têm a rotina de qualquer criança saudável. “Eles nasceram no hospital da Marinha e quando tiveram alta, já foram encaminhados para a terapia, porque o sistema de saúde da Marinha tem um local específico para tratamento de prematuros. Essa assistência fez muita diferença” diz Yngrid.

Denise Suguitani, diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros reforça esse ponto: mesmo os prematuros que saíram do hospital saudáveis precisam de acompanhamento. “A prematuridade não é uma sentença: cada bebê escreve a sua história. Mas o risco é grande, então a gente precisa olhar com uma lupa porque essas crianças precisam de uma atenção especial de vários profissionais: terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, várias especialidades médicas, nutricionistas para olhar esse bebê que tem um desenvolvimento peculiar. Esses especialistas podem identificar um risco e já intervir precocemente”, acrescenta

“O impacto da prematuridade é tão grande que muitas vezes o pai abandona o bebê ou acaba acontecendo uma separação familiar e a mãe fica sozinha. E se é uma criança que demanda muitas consultas, terapias, como fica essa mãe? Então a assistência social para essa família também é importante”, complementa Denise.

Agência Brasil

Prefeita Giselda Carvalho realiza primeira reunião de gestão com secretariado em Sento-Sé

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A prefeita de Sento-Sé, Giselda Carvalho, acompanhada do vice-prefeito, Doval Reis, realizou nesta sexta-feira (03) a primeira reunião oficial com o novo secretariado, além do Procurador Geral e da Controladora do Município. O encontro marcou o início da gestão 2025-2028 e teve como objetivo principal definir as prioridades e estratégias para atender às demandas da população.

Com foco em união e dedicação, a prefeita destacou a importância do trabalho conjunto e do compromisso com resultados concretos para o município. “Hoje, demos o pontapé inicial da nossa gestão com um encontro fundamental para alinharmos prioridades e traçarmos estratégias que atendam aos anseios do nosso povo. Nosso objetivo é focar em ações que tragam resultados reais para cada sentoseense. Contamos com o empenho de toda a equipe para seguirmos construindo juntos uma Sento-Sé cada vez melhor. Que Deus nos abençoe nessa caminhada!”, afirmou Giselda.

Pauta – Durante a reunião, foram discutidas ações nas áreas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. “Nossa gestão será pautada pela democracia, transparência e pelo diálogo constante com todos que fazem parte dela e principalmente com a comunidade, garantindo a participação popular nas decisões do município”, finalizou Giselda Carvalho.

Participações – A ex-prefeita Ana Passos e o ex-prefeito e ex-secretário de administração, Juvenilson Passos também participaram da reunião para desejar boa sorte à equipe que está assumindo a gestão municipal. “Essa é uma gestão de continuidade ao trabalho que Ana fez nos últimos oito anos, e que estaremos sempre acompanhando e contribuindo no que for necessário, pois o nosso foco sempre será trabalhar pelo povo de Sento-Sé”, pontuou Juvenilson Passos.

Ascom/PMSSE

Prefeito Andrei Gonçalves reúne equipe de secretários, assessores e deputados estaduais para alinhar ações do novo governo

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Na noite desta sexta-feira (03), o prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, realizou uma reunião estratégica com o vice prefeito Tiano Félix, secretários, assessores e os deputados estaduais Zó (PCdoB) e Roberto Carlos (PV) para apresentar o planejamento inicial da nova gestão e alinhamento as diretrizes de trabalho que nortearão o governo nos próximos anos.

Durante o encontro, realizado no auditório do SETAF, o secretário de Governo, Gestão e Inovação, Plínio Amorim, apresentou um planejamento prévio das ações e prioridades da administração municipal. A assessora de Planejamento e Convênios, Lucinete Alves, detalhou como será a atuação em parceria com as secretarias para a execução de convênios e projetos estratégicos.

O prefeito apresentou o novo modelo de atuação da Transparência Pública e Ouvidoria, comandado por Luiza Guerra, destacando a importância de manter um canal aberto entre a gestão e a população de Juazeiro. “Nosso compromisso é garantir que as pessoas tenham acesso direto às informações, sejam ouvidas e tenham as respostas das necessidades enfrentadas em suas comunidades, dessa maneira vamos construir uma gestão participativa”, explicou.

Outro ponto importante da reunião foi a apresentação do conceito e da nova marca da Prefeitura Municipal de Juazeiro, que será a nova identidade visual da gestão. A marca, com o slogan do novo governo, foi elogiada e aprovada pela equipe: “Prefeitura de Juazeiro, Presente no Futuro da Gente”.

Os deputados estaduais, Zó e Roberto Carlos elogiaram a qualificação da equipe e destacaram a importância do trabalho conjunto. “O desafio é grande, mas temos confiança na liderança do prefeito Andrei e no comprometimento desta equipe. Estamos prontos para apoiar Juazeiro em sua transformação e desenvolvimento”, afirmou Zó.

Roberto Carlos reforçou o seu compromisso com a nova gestão. “Esse governo, liderado por Andrei traz um novo tempo, com essa equipe preparada para superar os desafios e fazer a diferença na vida das pessoas. Podem contar com meu esforço, trabalho, dedicação e amor por nossa cidade”, ressaltou.

O prefeito finalizou a reunião reforçando o compromisso de todos os presentes em atuar de forma integrada, promover soluções para os inúmeros desafios enfrentados no início da gestão, devido a situação de calamidade financeira, publicada em decreto nesta sexta-feira (03). Ele ressaltou também a importância de cuidar da população e da cidade como um todo, para garantir o desenvolvimento na sede e na zona rural de Juazeiro.

Ascom/PMJ