Neuritânea Félix, sobrinha da idosa Olga Vieira Félix, 72 anos, em contato com o PNB, relatou o sofrimento que a tia vem passando há 30 dias, esperando por uma cirurgia de fêmur. Ela contou que a idosa, paciente oncológica, quebrou o fêmur e está internada no Hospital Universitário de Petrolina, desde o último dia 16, em uma maca, aguardando pelo procedimento.
“Ela é uma paciente diabética, oncológica (realizou cirurgia torácica para retirada de um carcinoma no Pulmão dia 15/10/2024 em Salvador) e precisa realizar quatro sessões de quimioterapia de 21 em 21 dias. No dia 21 de dezembro ela fraturou o fêmur. Fomos para a SOTE, mas não havia leito. Pediram para aguardarmos, em casa, pela regulação. No dia do ocorrido não realizaram nenhum exame alegando que era um sábado. Dias depois, o citado hospital ligou para realizar exames de sangue, gerando mais sofrimento mediante a difícil locomoção da paciente. Ficamos sabendo da regulação para o HU através de terceiros no dia 15 último. No dia 16 a paciente ficou na emergência do HU em uma maca, onde já adquiriu uma escara, até ontem, dia 20, às 20:00 horas. Fomos informados que a mesma iria para o 3° andar (espaço exclusivo para o tratamento de ortopedia), mas quando chegamos no citado andar havia um leito vazio e a informação é que ela permaneceria na maca, pois o leito já estava ocupado. Como se estava vazio? Até agora ela permanece na mesma maca. Os funcionários informaram que essa é a situação e que não há o que fazer, que a fila é enorme e muitos pacientes se encontram na mesma situação”, contou a sobrinha da idosa.
Indignada com o descaso no atendimento à idosa, que deveria ter prioridade, Neuritânea questionou: “É um problema estrutural? E quando deixará de ser? E assim vamos vivendo e aceitando porque sempre foi assim? Conformismo? Procuramos a ouvidoria, que só funciona durante o dia. Como? À noite não precisamos ser ouvidos (as)? As mazelas acontecem apenas das 08:00 às 18:00 horas? Qual o sentido de colocar leito extra (maca) tendo leito vazio? Neste dia 21/01/2025 completa 30 dias, um mês de sofrimento, e nada ainda não foi resolvido. Só mandam aguardar. Como uma paciente com comorbidades e agora com fratura precisando urgente de uma cirurgia, e de realizar as sessões de quimioterapia, pode esperar mais? Até quando”? indagou.
Procurado pelo PNB, o HU-Univasf esclareceu que “a paciente está em leito de internação, recebendo toda a assistência da equipe multiprofissional enquanto a programação cirúrgica é definida, com base na avaliação de risco cirúrgico, garantindo uma abordagem segura para o referido caso. O Hospital Universitário acrescenta que, em função da elevada demanda por atendimentos, ações relacionadas à gestão de leitos estão sendo executadas no âmbito do Plano de Capacidade Plena, que objetiva reduzir a superlotação na área de emergência hospitalar. Nesse contexto, pacientes podem ser remanejados para leitos extras e temporários nas clínicas de internação enquanto leitos fixos são higienizados e liberados para novas ocupações. Sobre registro de dúvidas, queixos, elogios e sugestões, além do serviço presencial da Ouvidoria do HU-Univasf, a população pode registrar, em qualquer momento do dia, inclusive aos fins de semana e feriados, via plataforma Fala.Br: falabr.cgu.gov.br. O hospital se solidariza com o anseio dos familiares, mantendo comunicação constante sobre a evolução do tratamento e reiterando o compromisso com a atenção à saúde de qualidade”.
Redação PNB







