Preto no Branco

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Feriadão de Carnaval: Prefeitura de Juazeiro decreta ponto facultativo no dia 03 e feriado municipal no dia 04 de março

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Os juazeirenses já podem se programar para um feriadão de Carnaval! A Prefeitura de Juazeiro remanejou o feriado do Carnaval Antecipado para o dia 04 de março, terça-feira de Carnaval, e decretou ponto facultativo na segunda-feira (03). Com isso, o expediente nos órgãos municipais retorna na quarta-feira (05).

Durante esse período, os serviços essenciais, como segurança pública, abastecimento de água, limpeza urbana e atendimentos de emergência na saúde, seguem funcionando normalmente para garantir a assistência à população.

Ascom PMJ

Papa Francisco tem noite tranquila, mas segue em estado crítico, diz Vaticano

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Papa Francisco, de 88 anos, passou a noite de forma tranquila, sem novas crises respiratórias, informou o Vaticano nesta segunda-feira (24). O pontífice, internado há dez dias para tratar uma pneumonia bilateral, segue em estado crítico, mas apresenta uma leve insuficiência renal como nova complicação. Apesar disso, segundo o boletim médico, ele dormiu bem e está descansando.

“A noite transcorreu bem, o papa dormiu e está descansando”, afirmou um comunicado do Vaticano no 11º dia de sua hospitalização, a mais longa desde sua eleição em 2013.

O quadro de saúde do papa inspira preocupação devido à sua idade avançada e à fragilidade causada por doenças preexistentes. O principal risco no momento é o desenvolvimento de sepse, uma infecção generalizada do sangue que pode surgir como complicação da pneumonia. No entanto, até agora, os médicos não indicaram sinais dessa condição.

“As condições do Santo Padre continuam críticas; no entanto, desde ontem à noite, ele não apresentou novas crises respiratórias”, dizia o comunicado, divulgado no domingo (23).

Essa é a internação mais longa de Francisco desde 2021, quando ele passou dez dias no hospital Gemelli, em Roma, para a remoção de 33 centímetros do cólon. Apesar da gravidade do quadro atual, o Papa tem se mostrado alerta.

“Contudo, alguns exames de sangue indicam um início leve de insuficiência renal, que, por ora, está sob controle”, continuava o informe de domingo, acrescentando que o pontífice recebia oxigênio por meio de cânulas nasais. “O Santo Padre segue alerta e bem orientado.

Neste sábado, os exames de sangue revelaram uma plaquetopenia — diminuição do número de plaquetas no sangue — associada a uma anemia. Por isso a administração de transfusão de sangue.

Orações por sua saúde foram organizadas desde Roma, na Itália, até Argentina e Iraque.

“Continuo com confiança minha hospitalização (…) seguindo com os tratamentos necessários; e o descanso também faz parte da terapia!”, declarou o líder da Igreja Católica em uma mensagem escrita nos últimos dias, segundo uma fonte do Vaticano.

O Globo

Campanha vai estimular vacinação de adolescentes contra o HPV

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No Brasil há pelo menos 7 milhões de adolescentes entre 15 a 19 anos que não estão vacinados contra o HPV, apesar de já terem saído da faixa etária adequada para receber o imunizante, que é de 9 a 14 anos. Por isso, o Ministério da Saúde vai realizar ao longo deste ano uma campanha de resgate, para identificar e vacinar esses adolescentes.

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Ele também pode causar câncer no ânus, pênis, vagina e garganta. A vacina disponível atualmente no Sistema Único de Saúde protege contra os quatro subtipos que mais provocam câncer e também verrugas e feridas nos órgãos genitais.

A vacina tem maior eficácia se for aplicada antes do início da vida sexual, porque isso diminui muito as chances de uma infecção prévia, já que a via sexual é a principal forma de transmissão do HPV. Por isso, a faixa etária da vacinação de rotina vai de 9 a 14 anos.

A consultora médica da Fundação do Câncer Flavia Correa ressalta que é fundamental resgatar quem não foi vacinado, para que o Brasil avance rumo à meta de eliminar o câncer de colo do útero. Segundo ela, quando o país começou a vacinação contra o HPV, em 2014, houve uma cobertura excelente na primeira dose, chegando a quase 100%. Já na segunda dose, teve uma queda muito grande, porque houve muito terrorismo contra a vacina.

“Depois disso, a gente teve a pandemia de covid-19, quando despencou a cobertura de todas as vacinas e agora a gente está num momento de recuperar essas coberturas vacinais. E a vacina protege contra quatro tipos de vírus. Então, mesmo que a pessoa tenha tido contato com um desses tipos, pode não ter tido contato com os outros. Então, ainda existe um benefício”, explica a médica.

Estratégias

Inicialmente, a ação é voltada para 121 municípios com as piores coberturas vacinais. Neles, vivem quase 3 milhões de adolescentes de ambos os gêneros não vacinados contra o HPV. A meta é que pelo menos 90% deles receba o imunizante. Quem não tiver certeza se tomou a vacina também deverá ser imunizado por precaução.

Para garantir a campanha de resgate, todos os estados contemplados devem solicitar doses extras da vacina contra o HPV ao Ministério da Saúde, que vai se encarregar da compra e distribuição. Em uma cartilha lançada essa semana com orientações aos municípios, a pasta recomenda que também seja feita a vacinação fora das unidades de saúde, em locais como escolas e shoppings.

A cartilha destaca que a vacinação de rotina, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, deve continuar normalmente. Desde abril do ano passado, o esquema vacinal é de apenas uma dose. A vacina contra o HPV é contraindicada apenas para gestantes e pessoas com hipersensibilidade grave ou alergia a levedura.

A consultora médica  Flávia Correa lembra ainda que o imunizante é bastante seguro: “Já foram mais de 500 milhões de doses aplicadas no mundo todo. Ela tem um perfil de segurança ótimo. Os países que introduziram a vacinação há mais tempo já tiveram uma diminuição na prevalência de infecção de HPV e até na incidência de câncer de colo do útero. Ela é muito eficaz. Sempre que você tem prevenção primária, essa é a melhor maneira de evitar as doenças”, alerta a especialista.

Agência Brasil

No Brasil, 14% das escolas públicas têm grêmio estudantil

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m todo o país, apenas 14% das escolas públicas contam com grêmios estudantis. Os grêmios são formados por estudantes eleitos entre os próprios alunos para representar o interesse estudantil tanto na escola quanto junto à comunidade. Embora esse tipo de organização seja assegurado em lei para todas as escolas, os grêmios estão mais presentes na Região Sudeste e em locais de maior nível socioeconômico.Os dados são do levantamento Mapeamento de Grêmios Estudantis no Brasil, realizado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação com base no Censo Escolar da Educação Básica 2023, divulgado em 2024. O estudo mostra que houve um ligeiro aumento, de 1,4 ponto percentual desde 2019, quando esse dado começou a ser coletado no Censo. Em 2022, 12,3% das escolas públicas tinham grêmios.

Para a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, os grêmios são a base de uma gestão democrática nas escolas, são um espaço de escuta dos estudantes. “Sempre se fala que o centro da educação é o estudante, que a educação tem que ser pautada no estudante e muito pouco se fala sobre o que esse estudante tem para falar”, diz.

Os dados mostram que há muitas desigualdades em relação a presença dos grêmios no país. Enquanto na Região Sudeste 24% das escolas públicas possuem grêmios, na Região Norte, apenas 5% contam com esses espaços. Entre as escolas em áreas urbanas, 20% possuem grêmios. Nas áreas rurais, esse percentual cai para 5%.

Em relação ao nível socioeconômico, os grêmios estão mais presentes em escolas onde os estudantes são mais ricos: 64% dessas escolas contam com a atuação dos grêmios. E nesse grupo houve também o maior aumento, 22,3 pontos percentuais desde 2019. Já entre aqueles com menor nível socioeconômico, menos de 20% das escolas contam com grêmios e essa porcentagem caiu 1,1 ponto percentual desde 2019.

O levantamento também mostra que escolas com maioria de estudantes negros estão abaixo da média nacional, apenas 10% contam com grêmios. Há também baixa presença de grêmios estudantis em escolas indígenas e quilombolas, em ambos os casos, apenas 3% dessas escolas contam com esse espaço. Nas escolas de educação especial inclusiva a taxa é próxima à média das escolas em geral, 17%.

O que diz a lei

Desde 1985, os grêmios e outras entidades de estudantes estão previstas na Lei 7.398/1985, chamada de Lei do Grêmio Livre, que assegura a organização de estudantes em entidades autônomas e representativas com finalidades educacionais, culturais, cívicas esportivas e sociais.

Os grêmios estão previstos também no Plano Nacional da Educação, Lei 13.005/2014. A lei estabelece que até 2016, o Brasil deveria efetivar a gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, contando com recursos e apoio técnico da União.

Entre as estratégias para se cumprir essa meta, a lei estabelece que se deve estimular, em todas as redes de educação básica, a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais, garantindo, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas e fomentando a sua articulação com os conselhos escolares.

Pellandra diz que ainda há um desconhecimento sobre o que são grêmios e sobre o papel deles. A implementação passa não apenas pelos estudantes, mas pelas secretarias de Educação, pelas escolas, pela gestão e pelos professores. Segundo a coordenadora-geral Campanha Nacional pelo Direito à Educação, os dados do levantamento mostram “a necessidade de formação dos quadros dos profissionais de educação, especialmente dos quadros de gestão, sobre a importância de eles serem também um fator de fomento e manutenção dos grêmios estudantis. Não só depender dos estudantes para isso, porque os estudantes passam daquela escola, os profissionais ficam”, defende.

Menos tela, mais convivência

Os grêmios aproximam os estudantes das escolas e estão atentos às necessidades dos alunos e ao contexto escolar. No Ginásio Educacional Tecnológico (GET) Ceará, em Inhaúma, na zona norte do Rio de Janeiro, o grêmio está empenhando em ajudar os estudantes a ficarem longe dos celulares e cumprirem a lei nacional que restringe o uso desses aparelhos nas escolas, até mesmo durante o recreio.

“A gente está vendo ideias de jogos para colocar lá embaixo [no pátio], como ping-pong. Para poder repor o tempo do telefone, sabe? Substituir o telefone por momentos de brincadeira”, diz o presidente do grêmio da escola, Kaio Rodrigues, 13 anos, estudante do 8º ano.

Outro projeto do grêmio é reativar a rádio da escola, disponibilizando uma programação para os estudantes em alto-falantes nos intervalos. “Para chamar mais atenção na hora do recreio, com música, algo assim”, diz.

A vice-presidente do grêmio, Isabella de Menezes, de 13 anos, também do 8º ano, explica que apesar do grêmio apresentar algumas ideias, os alunos irão decidir juntos como querem se distrair. “A gente vai começar a ir nas salas para perguntar o que eles querem, para saírem do celular. Porque isso faz mal, muito mal mesmo. A gente tava pensando em ir a cada sala para perguntar o que eles querem, tipo jogos, totó, o ping-pong”, diz.

Esse é um dos exemplos de atuação de um grêmio estudantil. Na escola, o grêmio é formado por um grupo de quatro estudantes que além de Caio e Isabella, inclui Alice Cristina Natal e Giovanna do Carmo, ambas também com 13 anos e no 8º ano.

“A gente trabalha principalmente para tornar a escola um lugar interessante, não tornar a escola um lugar chato. [O que me trouxe para o grêmio] é uma vontade de interagir também com as pessoas”, diz Giovanna. “Eu sou muito sincera, quando eu acho que tá errado, eu falo mesmo quando tá errado”, complementa Alice.

O diretor da escola, Gabriel Cacau, acrescenta que os alunos do grêmio também ajudam a organizar os eventos, como a festa junina, atividades voltada para a Consciência Negra e feira de ciências. “Eles basicamente lideram os projetos que acontecem na escola. Todos os projetos, que foram vários que a gente realizou ao longo do ano, eles estiveram ali nos ajudando e liderando de alguma forma”, diz. “O principal papel para mim [do grêmio estudantil] é desenvolver o protagonismo deles”, enfatiza.

Para além da escola

Aline Pamphylio é ex-presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Sebastiana Lenir de Almeida, em Macapá. Ela acabou de se formar no ensino médio e considera a experiência que teve até o ano passado enriquecedora. Assim como os estudantes do GET Ceará, no Rio, ela conta que o grêmio contribuiu com o diálogo dos estudantes com a escola e ajudou na promoção de eventos e projetos.

Um dos projetos que o grêmio apoiou foi o Afrocientista, desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal do Amapá, que leva para as escolas discussões raciais.

“Eu acho muito importante porque com todos esses projetos, com as festas, os estudantes têm uma integração com a comunidade e a comunidade tem uma integração com a escola e a escola fica mais próxima da comunidade e ajuda as pessoas ao redor”, diz Aline.

A escola que estudou fica na periferia da capital do Amapá e ela diz que muitos estudantes precisam conciliar os estudos com o trabalho. “Tem muito estudante que, às vezes, precisa trabalhar e, às vezes, deixa de estudar para trabalhar. Então, a gente faz esses projetos justamente para incentivar o aluno a continuar estudando dentro da escola”, ressalta.

Tanto na cidade do Rio quanto no estado do Amapá, os grêmios têm ganhado destaque junto às secretarias de Educação, que atuam para promover esses espaços.

Segundo o levantamento, o Amapá é um dos estados com menor porcentagem de escolas com grêmio estudantil, 3%. Já o estado do Rio de Janeiro está entre as maiores porcentagens, 32%, atrás apenas de São Paulo, com 36%.

Projeto Euetu

O mapeamento faz parte do projeto Euetu – Grêmios e Coletivos Estudantis, lançado em 2011 pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A iniciativa busca mapear grêmios e coletivos escolares das redes municipais e estaduais para conhecer mais sobre participação e organização de estudantes na gestão escolar.

O objetivo é fortalecer grupos e movimentos locais – especialmente junto às juventudes negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas, do campo, de periferias de grandes centros urbanos.

Agência Brasil

Secretaria de Educação de Juazeiro garante ampliação de carga horária de professores da rede municipal de ensino

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Em reunião com os professores da rede municipal de ensino de Juazeiro, novos concursados, nesta sexta-feira (21), a secretária de Educação, Maéve Melo, anunciou o resultado do parecer jurídico que garante a ampliação da carga horária dos educadores, de 20h para 40 horas. A conquista é resultado de uma luta antiga da categoria.

“Assim que assumimos a gestão da Secretaria de Educação (Seduc), ainda no mês de janeiro, nos reunimos com os professores, escutamos as suas demandas e prometemos encaminhar a solicitação para avaliação da Procuradoria Jurídica do Município, que encontrou o caminho jurídico para garantir essa conquista”, frisou a secretária Maéve Melo.

A professora Maria de Lourdes da Silva revela que a luta valeu a pena. “Sou servidora da rede Municipal de Ensino de Juazeiro desde 2021 e desde então eu tento ampliar o meu regime de carga horária. Esse pedido sempre foi negado, mas nós não paramos de lutar, pois sabemos que é um direito nosso. Agora, em 2025, nós conseguimos uma reunião com o novo governo, e eu expresso a minha gratidão, porque fomos bem recebidos, fomos acolhidos e eu, particularmente, me senti importante, me senti fazendo parte da rede”.

O professor Adriano Germanota também fez questão de agradecer à gestão municipal de Juazeiro pela conquista. “Eu quero agradecer ao prefeito Andrei, à secretária Maéve e a todos os novos concursados, que correram atrás desse direito com muito empenho para o nosso sucesso. Coisa que na gestão passada nós não conseguimos, o prefeito Andrei e sua equipe fizeram a diferença”.

Representante da comissão dos novos concursados, a professora Emile Suene Dias Brandão também ressaltou a sua satisfação com a conquista. “Há quase três anos, estamos solicitando a ampliação de carga horária, que é direito nosso, e sempre tivemos negativas. Mas desde janeiro tudo mudou, fomos acolhidos e nos sentimos parte da rede. Estamos muito felizes com essa conquista”.

Ascom/Seduc

Marcelo Rubens Paiva é agredido durante homenagem no Carnaval

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O escritor Marcelo Rubens Paiva foi alvo de agressão durante sua homenagem no bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, na tarde deste domingo (23), no centro de São Paulo.

De acordo com o Metrópoles, o autor de “Ainda Estou Aqui” entrou no trio elétrico usando uma máscara da atriz Fernanda Torres, quando foi atingido por uma lata de cerveja arremessada da multidão.

Momentos depois, um homem lançou uma mochila, que acertou o rosto do escritor. Mais tarde, outro indivíduo fez gestos obscenos, provocando Paiva, que reagiu avançando com sua cadeira de rodas em direção às grades de contenção. Seguranças precisaram intervir para controlar a confusão.

BNews

“Tinha um Juazeiro no caminho da revolução”, por João Gilberto Guimarães Sobrinho

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A Revolução de 1930 foi um movimento armado que resultou na deposição do então presidente Washington Luís e impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes. O levante ocorreu devido à insatisfação de setores políticos e militares com a política do café com leite, que alternava o poder entre São Paulo e Minas Gerais. A crise econômica de 1929 e o apoio de grupos descontentes, como a Aliança Liberal, fortaleceram o movimento que culminou na ascensão de Getúlio Vargas ao poder.

Ao eclodir o movimento revolucionário de 1930, administrava o município de Juazeiro o intendente Miguel Lopes de Siqueira. As tropas revolucionárias, oriundas da Paraíba e do Recife, deslocaram-se na direção sul para se reunir com as tropas sulinas que se dirigiam para São Paulo. Sob o comando do capitão Juarez Távora, penetraram o interior de Pernambuco, ocupando as cidades existentes no seu percurso. Pernambuco aderiu rapidamente à revolução e ofereceu apoio às tropas em marcha.

Chegando a Petrolina, os revolucionários teriam que atravessar o Rio São Francisco, mas havia um Juazeiro no caminho. Durante nove dias, a cidade de Juazeiro opôs uma heróica resistência ao avanço das forças revolucionárias. Com o apoio de coronéis da região e sob a coordenação do então deputado Cordeiro de Miranda, Juazeiro impediu o avanço das tropas amotinadas. Boatos davam conta de que os revolucionários se preparavam para bombardear a cidade, gerando pânico geral.

Para acalmar os ânimos e impedir uma tragédia, foi organizada uma missão diplomática em terreno neutro, na Ilha do Fogo. Participaram das negociações o juiz da comarca, doutor Perilo Benjamim, o vigário da paróquia, padre João Pedro Alves, e o ex-intendente Aprígio Duarte. Ficou acertado que aguardariam uma solução nacional antes de partir para os confrontos. Também foi determinado que, em caso de ataque dos revolucionários, seria permitida a retirada das mulheres e crianças.

Com a vitória da Revolução de 1930 anunciada em âmbito nacional, Juazeiro cessou sua resistência. Os coronéis e seus jagunços se recolheram às suas fazendas, e as tropas do movimento revolucionário ocuparam a cidade. O intendente Miguel Siqueira foi deposto do cargo e um oficial da força invasora assumiu o comando. O povo de Juazeiro, por medo, aderiu à revolução.

Seguiu-se uma breve “caça às bruxas”, e rumores indicavam que o mentor da resistência, o deputado Cordeiro de Miranda seria fuzilado. Não sendo ingênuo, nem besta nem nada Cordeiro foge para refugiar-se em uma fazenda em Sento Sé.

Aos poucos, os ânimos se acalmaram e, em dezembro de 1930, Rodolfo Araújo assumiu a prefeitura de Juazeiro, permanecendo no cargo até 1932. Esse episódio curioso na história da cidade denota o espírito aguerrido do povo juazeirense, ao mesmo tempo em que coloca Juazeiro mais uma vez em destaque na história nacional. Ainda mais interessante é a reação da cidade ao golpe militar de 1964, que culminou na ditadura, mas isso é história para outro artigo.

Para saber mais sobre o assunto recomendo a leitura dos livros “Juazeiro: trajetória histórica” de Angelina Garcez e Consuelo sena, e ‘Transição capitalista e a classe dominante no nordeste’ de Ronald H. Chilcote

Por João Gilberto Guimarães Sobrinho, juazeirense, produtor cultural, cientista social formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, Pós graduando em Políticas Públicas e direitos sociais, pesquisador das Políticas Públicas de Cultura.

Alexandre Padilha será o novo ministro da Saúde, diz colunista

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Brasília, (DF) – 27/07/2023 – O ministro Alexandre Padilha , faz a abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), que instala a Comissão de Combate às Desigualdades. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

 

De acordo com a informação da jornalista Vera Magalhães, do jornal “O Globo”, o presidente Lula decidiu substituir a Ministra da Saúde, Nísia Trindade, por Alexandre Padilha. A mudança no comando da pasta ainda não comunicada oficialmente.

Segundo a jornalista, a troca, impulsionada por movimentações no Palácio do Planalto, deve ocorrer antes do Carnaval.

Além de fortalecer o programa Mais Acesso a Especialistas, a mudança busca agilizar as ações contra a dengue, uma preocupação do governo diante do risco de um novo surto.

Arthur Chioro também foi cogitado para a pasta.

 

Agência Brasil

Casa Cores, em Petrolina, é alvo de furto durante a madrugada deste domingo (23)

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Na madrugada deste domingo (23), a Casa Cores, instituição conhecida por acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, foi alvo de um furto. O autor do crime pulou o muro do local, ignorando a presença de câmeras de segurança, e entrou na sede da instituição pela janela da cozinha.

Do interior da casa, o criminoso levou alimentos, uma mochila e uma caixa de som. No momento da invasão, uma pessoa abrigada estava no local dormindo, mas não percebeu a ação.

A direção da Casa Cores lamentou o ocorrido e destacou a importância do espaço para a comunidade.

“Nosso trabalho é garantir acolhimento e apoio às pessoas que mais precisam. Infelizmente, episódios como esse está sendo recorrente aqui no centro da cidade, devido a falta de segurança e de políticas públicas para a população em situação de rua e usuários de drogas, isso nos preocupa, mas seguimos firmes em nossa missão”, afirmou Alzyr Brasileiro, presidenta da instituição.

A polícia será acionada para investigar o caso. Imagens das câmeras de segurança poderão ajudar na identificação do suspeito.

Redação PNB, com informações Ascom