Preto no Branco

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Polícia Militar encerra evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, na orla de Juazeiro; grupo repudia ação

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Durante um evento promovido pela Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ) de Juazeiro, na noite deste sábado (8), em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, na orla de Juazeiro, um episódio revoltou os participantes e público. 

Segundo informações apuradas pelo PNB, a Polícia Militar encerrou a apresentação cultural do primeiro “Entardecer Delas”, quando um grupo de mulheres apresentava um show musical. No evento, também foi lançado o Programa “Tolerância Zero à violência contra à Mulher”.

A cantora Mádara Bittencourt estava no palco, quando os PMs encerraram a apresentação sem que a artista concluísse seu show, alegando que já havia passado do horário.

“Se eu cantei muito foram 15 minutos e a polícia mandou parar. Eu ainda pedi para cantar só mais uma música para me despedir do público, mas mandaram parar. Disseram que só souberam do evento através de um ‘card’ publicado nas redes sociais. Os policiais falaram que não houve nenhuma formalização com a PM para a realização do evento. Não sei quem estava errado, quem estava certo, mas nosso grupo se apresentou lá gratuitamente. Pedimos a secretária para falar com a polícia e aumentar o tempo e eles deram mais meia hora. Quando deu 22h25, mandaram parar. O atraso foi por conta do cerimonial que acabou afetando o andamento da festa. Houve uma reação do público, mas eu tive que encerrar,” contou Mádara ao PNB.

Procurada pelo PNB, a Secretária da Mulher e Juventude, Érika Daiane, disse que “a SMJ enviou ofício para a PM no dia 27 de fevereiro, informando sobre a Caminhada da Mulher, dia 07, e “Entardecer Delas”, no dia 08. O horário era até 22h. Como o início do evento atrasou, negociamos que fosse até 22h30. Realmente esperaram até 22h30. Porém, o público pediu que esperassem mais uma música pra cantora encerrar o show, como de praxe, mas optaram por cumprir rigorosamente o horário”.

O PNB recebeu uma “Nota de Repúdio” sobre o episódio.

Confira: 

Ontem, no dia internacional da mulher, um ato de violência e desrespeito foi perpetrado contra uma artista que, com seu talento e coragem, se apresentava no evento Entardecer Delas, realizado na Orla 2 de Juazeiro, Bahia. Em um momento que deveria ser de celebração e reconhecimento das mulheres, especialmente daquelas que lutam todos os dias para conquistar seu espaço, uma cantora foi silenciada de forma brutal, impedida de concluir sua performance e, consequentemente, de expressar sua arte.

O fato em questão ocorreu quando, já passadas as 22h30, e a programação do evento se estendendo um pouco além do previsto, a artista foi interrompida por um responsável da segurança pública, um policial militar, que a impediu de cantar a última música de seu show, alegando a “extrapolação do horário”. O evento, que tinha como objetivo exaltar o protagonismo feminino, tornou-se palco de uma verdadeira ditadura, onde uma mulher preta, com seu corpo e sua voz, foi violentada e silenciada.

A postura tomada pelos responsáveis pela segurança pública foi um desrespeito não só à artista, mas também ao público presente e a todas as mulheres que, neste dia, esperavam ser celebradas. O silenciamento de uma mulher negra no palco, no momento em que sua arte poderia inspirar e empoderar tantas outras, é um reflexo das estruturas de opressão que ainda persistem em nossa sociedade.

É preciso refletir sobre o papel da organização do evento, composta pela Secretaria de Desenvolvimento da Mulher e pela Prefeitura Municipal de Juazeiro. Como pode ser que em um evento que deveria ser um símbolo de valorização das mulheres, essa violência tenha sido cometida? A quem cabe a responsabilidade por essa atitude intolerante? De quem é a culpa: da organização do evento, que poderia ter garantido maior apoio e resguardo para os artistas, ou dos responsáveis pela segurança pública, que, ao invés de proteger, interromperam o direito da artista de se expressar?

Fica o questionamento: até quando o controle sobre os corpos e as vozes das mulheres será usado como forma de opressão? A luta de cada mulher, negra ou não, merece ser ouvida, respeitada e celebrada.

#Repúdio #DiaInternacionalDaMulher #ViolênciaContraMulheres #LiberdadeDeExpressão #EntardecerDelas

Redação PNB/ foto Janko Moura

Luto em Curaçá: Morre aos 56 anos, o técnico agrícola Zé Omara, vítima de um acidente de moto

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Morreu na madrugada deste domingo (9), vítima de um acidente que ocorreu na Avenida Dr. Euvaldo Torres de Aquino, em Curaçá, Norte da Bahia, o técnico agrícola, José Omara Lopes da Silva, 56 anos.

Segundo informações de amigos, Zé Omara estava indo para casa em uma motocicleta,  quando perdeu o controle do veículo e colidiu com um poste de iluminação. O acidente ocorreu próximo à residência da vítima.

José Omara era natural de Curaçá e estudou por muitos anos em Juazeiro, onde se formou em Técnico em Agropecuária, na então Escola Agrotécnica. Bacharel em Administração pela FACAPE e graduando em História pela FAVENI, o curaçaense se destacava pelo carisma e alegria. Homem de muitos amigos, cidadão atuante em sua comunidade, Zé Omara era definido como “casa cheia” por quem teve o privilégio de conviver com ele.

Ele deixa esposa, um filho, neta, e um sem fim de amigos.

O Sepultamento será amanhã (10), às 9 horas, no cemitério de Curaçá.

O PNB lamenta a morte do querido Zé Omara, também um leitor e colaborador deste veículo, desejando força e conforto à sua família e demais amigos.

Redação PNB  

Colégio Pedro Raymundo Moreira Rego se manifesta sobre caso de racismo contra radialista em um bar de Juazeiro; a vítima também é colaborador da instituição de ensino

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Em nota, o Colégio Estadual Pedro Raymundo Moreira Rego, Juazeiro, Norte da Bahia, manifestou apoio ao radialista Arielson Leal, que denunciou ter sido vítima de injúria racial no último dia 21 de fevereiro, no bar Pinico, situado na Avenida Oscar Ribeiro. Segundo relatos de testemunhas, após uma discussão entre o radialista e o proprietário do bar, Leal teria sido chamado de “macaco”.

Arielson Leal é colaborador da instituição de ensino há mais de 12 anos e a denúncia está sendo acompanhada pelo Fórum da Igualdade Racial.

Confira nota:

O Colégio Estadual Pedro Raymundo Moreira Rego, instituição que há mais de
42 anos presta serviços à sociedade juazeirense, vem à público manifestar seu apoio ao
colaborador Arielson Leal que junto ao Fórum da Igualdade Racial, está denunciando o
caso de injúria racial do qual foi vítima, na última sexta-feira (21), num estabelecimento
comercial localizado na Avenida Oscar Ribeiro, em Juazeiro.

Arielson Leal é nosso colaborador há mais de 12 anos, e desenvolve um trabalho
exemplar como monitor voluntário, coordenando um projeto de Educomunicação
reconhecido pela construção de valores, engajamento e protagonismo juvenil: a Rádio
Escola do Pedrinho.

A escola, que tem por função social formar cidadãos e cidadãs conscientes da
necessidade de construir uma sociedade mais justa em todos os aspectos, é contrária à
toda forma de racismo estrutural, religioso e ambiental, principalmente num município e
estado compostos majoritariamente de pessoas negras.

Dessa forma, nos juntamos às Organizações da Sociedade Civil que lutam contra
a violação dos direitos humanos da população negra no Território do Sertão do São
Francisco para conclamar as autoridades a abrir imediatamente o Inquérito Policial,
cuja apuração exemplar dos fatos deve restabelecer de forma inequívoca o caráter
percuciente do Direito.

Colegiado Escolar do Colégio Estadual Pedro Raymundo Moreira Rego

Juazeiro, 06 de março de 2025

Entenda o caso

Segundo informações de pessoas que presenciaram o ocorrido, o radialista teria solicitado que o proprietário abrisse um banheiro onde uma cliente estava trancada, o que gerou um desentendimento. Durante a discussão, o proprietário do bar chamou o radialista de “macaco”.

Ainda de acordo com testemunhas, o dono do bar chegou a puxar uma chave de fenda para a vítima, que deixou o local após a intervenção de um grupo de amigos. Também conforme os relatos, a ação teria contado com a “participação conjunta da esposa do dono do estabelecimento para a prática do crime, que teria pegado a chave de fenda para auxiliar o acusado numa eventual lesão corporal contra a vítima”.

O caso foi registrado na delegacia de Polícia Civil que deverá iniciar as investigações.

“A vítima obteve auxílio do Fórum de Igualdade Racial de Petrolina, por intermédio do Vereador Gilmar Santos e da nossa atuação jurídica, e foi registrado um Boletim de Ocorrência. Por enquanto, aguardamos a respectiva instauração da portaria para a abertura do Inquérito Policial pelo crime de racismo. Em conjunto, necessita da mobilização das demais Organizações da Sociedade Civil, pela proteção da população negra, que venham ficar cientes da recente violação de direitos humanos à população negra do município de Juazeiro – BA. Também aguardamos uma resposta da Delegacia da Polícia Civil da circunscrição de Juazeiro – BA, acerca da instauração do respectivo inquérito policial”, explicou o Advogado Miguel Henrique Santana,

Racismo e injúria racial são crimes graves, e a vítima busca justiça e providências cabíveis.

“É inaceitável que situações como esta continuem acontecendo com as pessoas negras, sempre expostas a essa tentativa de desqualificação. Isso não foi um erro de alguém que estava irritado, foi um crime praticado e merece uma punição exemplar, para que outros não se sintam tão a vontade de atacar um negro, uma pessoa negra, e ficar impune. Minha denúncia é no sentido de coibir que fatos como este se repitam. É meu dever denunciar um crime à instituição responsável por apurar crimes”, comentou o radialista.

Deixamos mensagem para o acusado, que não quis se manifestar sobre o caso.

Racismo e Injúria Racial

Enquanto a injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça.

Redação PNB    

Policial Militar é morto na porta da casa da ex-companheira, em Petrolina; uma PM da Bahia é acusada do homicídio

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Um policial do 2° BIESP, em Petrolina, Sertão de Pernambuco, morreu na madrugada deste domingo (9), vítima de disparos de arma de fogo. Segundo informações confirmadas pelo PNB, uma Policial da Bahia, ex-companheira do PM, é acusada de ser a autora do homicídio.

O crime ocorreu no N3, por volta das 5h30, quando o policial chegava na casa da ex-mulher. Ele foi alvejado ainda dentro de um veículo. O casal, que tinha dois filhos, estava separado recentemente, ainda de acordo com as informações.

A Soldado, lotada a 25 CIPM, em Casa Nova, se entregou voluntariamente ao CPR-N- Comando Regional de Policiamento Norte, em Juazeiro.

Estamos apurando mais informações sobre o caso

Redação PNB

Mulher morre em acidente automobilístico na BA-210, em Juazeiro, na noite deste sábado (8)

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Uma mulher morreu e outra ficou ferida em um acidente ocorrido na noite deste sábado (08), na BA-210, imediações do bairro Dom José Rodrigues, em Juazeiro, Norte da Bahia.

Segundo informações, as duas mulheres estavam em uma motocicleta e, após uma manobra proibida, o veículo acabou colidindo com um carro.

Ana Maria Santos, que morava no bairro Quidé, Juazeiro, foi a óbito no local do acidente. A passageira, que não teve identidade revelada, foi encaminhada para uma unidade de saúde.

Redação PNB

Participação da mulher no funcionalismo público federal sobe para 45%

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A presença de mulheres na Administração Pública Federal subiu para 45,6% em 2025. Em 2022, de acordo com dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 44,8% dos servidores ativos era mulheres. “A presença feminina tem sido cada vez mais representativa”, destacou o governo, em comunicado, neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Para a antropóloga Ana Julieta Teodoro Cleaver, servidora pública federal e membro do Coletivo de Mulheres Negras Servidoras e Empregadas Públicas do Governo Federal, tem havido um “aumento paulatino” na participação das mulheres nos espaços de poder e decisão, mas, na grande maioria, de mulheres brancas que já vem de um perfil mais inserido nesses espaços. Ela lembra, ainda, que a participação feminina é maior em cargos de execução das políticas, e menos naqueles de tomada de decisão. 

“Quando a gente vai subindo na hierarquia dos cargos, o número de mulheres vai se reduzindo. Então, se a gente tem um grande número de mulheres no nível de chão de fábrica, digamos assim, no nível de representação de uma pasta ministerial são muito poucas mulheres.”

“E isso é presente não só no nos espaços governamentais, mas em todos os espaços de representação econômica, social e política no Brasil”, afirma Ana Julieta.

De acordo com o MGI, o número de mulheres em cargos e funções — comissionadas de direção e assessoramento e gratificações técnicas –, também aumentou ao longo dos últimos anos.

A participação feminina, nesse caso, passou de 40% em 2022 para 42% em 2025.

Quanto aos cargos de direção e assessoramento de nível 13 a 17, o que inclui os de coordenadoras-gerais, diretorias, assessorias especiais, secretárias e equivalentes, o aumento da participação das mulheres foi maior, subindo de 34,9% em 2022 para 39,2% em 2025.

O comunicado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, ainda, “o esforço da atual gestão” em aumentar a participação feminina na Administração Pública Federal.

Considerando apenas o total de cargos de direção e assessoramento criados pelo governo atual, dos 1.270 de nível 13 a 17, aqueles ocupados por mulheres somam 965 ou 76% do total.

Política de cuidado

O governo federal cita as políticas públicas desenvolvidas para ampliar e dar melhores condições para a presença feminina no mercado de trabalho, como a Lei de Igualdade Salarialcotas para mulheres em situação de violência doméstica em contratações públicas e o Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação na Administração Pública Federal.

A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Flavia Biroli, afirma que ações para se produzir relações mais igualitárias nos espaços de trabalho seguem sendo fundamentais, tanto para diminuir as assimetrias de acesso à empregabilidade, como para promover um debate público em torno dessas desigualdades.

Para ela, no entanto, é fundamental integrar essas ações com o Plano Nacional de Cuidado.

“A conciliação entre o trabalho remunerado e o trabalho não remunerado de cuidado é uma questão fundamental para gente ter igualdade nos espaços de trabalho”, disse, citando, por exemplo, uma complementaridade entre oferta de creches pelas empresas privadas e creches públicas de qualidade, “com horários compatíveis com os dos horários de trabalho das pessoas”.

A servidora pública Lais Barros, que é geógrafa e pedagoga, também membro do Coletivo de Mulheres Negras Servidoras e Empregadas Públicas do Governo Federal, lembra ainda, que essas políticas são reivindicações antigas do movimento feminista, uma resposta da luta dessas mulheres.

“Em que pese, ainda tenhamos um longo caminho pela frente, essa luta vem tendo resposta e uma forma de a gente reconhecer isso é a implementação dessas políticas públicas”, afirma.

O coletivo também destaca que essas políticas buscam dar uma resposta a uma situação sistêmica, em um processo que leva tempo e que precisa de uma mudança cultural tanto no âmbito individual, quanto no âmbito institucional. Nesse sentido, para as servidoras, é preciso observar as respostas que serão dados, por exemplo, aos casos de assédio e à questão da equiparação salarial, pelo mercado privado e pelo poder público.

Representatividade

Para Lais, é preciso também garantir a representatividade da população brasileira no serviço público, com a implementação efetiva das políticas de cotas nos concursos públicos federais.

“No final, a gente realiza política pública para quê e para quem? Sem essa representação, a gente não tem um olhar específico do retrato do que é a sociedade. Então quando a gente vai pensar no serviço público diverso, a gente está partindo do pressuposto de que existem diversos olhares”, diz.

Ana Julieta explica que cargos de execução primária envolvem, por exemplo, o trabalho de assistentes sociais, de enfermeiras, de técnicas de enfermagem e de profissionais de educação básica. Segundo ela, são cargos ocupados por mulheres negras, de menor reconhecimento social e menor nível remuneratório.

“E são todas ocupações de altíssima relevância para a sociedade brasileira”, destacou, cobrando que haja um maior reconhecimento das atuações na linha de frente, inclusive com maiores salários. 

“É fundamental para que as políticas públicas também possam refletir uma justiça social que atenda a maioria da população brasileira”, completa.

Agência Brasil

Haddad prevê queda da inflação em 2025 por causa de supersafra

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Brasília (DF), 31/07/2023 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do lançamento do novo Sistema de Controle de Carga e Trânsito para o modal aéreo (CCT Importação – Aéreo). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite desta sexta-feira (7) que a inflação dos alimentos deverá diminuir em 2025, influenciada principalmente pela super safra prevista para este ano. O ministro acrescentou que a queda do dólar também deverá ajudar na desaceleração inflacionária.

“A safra do ano passado não foi tão boa, teve um aumento de preço. Teve seca, teve inundação no Rio Grande do Sul, o que afetou produção de arroz, teve seca no Centro-Oeste, afetou outras culturas, você teve problema com o milho, que ficou caro. A galinha come milho, então o frango ficou caro, o ovo ficou caro”, acrescentou.

Haddad destacou ainda o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) alcançado pelo país em 2024, que atingiu 3,4%, um dos maiores do mundo. O ministro ressaltou que, em 2025, a elevação do PIB deverá ser um pouco menor em razão da inflação.

“Previsão é previsão, você pode errar. Mas eu acredito que nós vamos continuar crescendo com um pouquinho mais de moderação por causa da inflação”, acrescentou.

Segundo o Haddad, o país terá de “moderar” na oferta de produtos para acompanhar a demanda e não gerar inflação.

“Essa calibragem, ela é fundamental para você continuar crescendo, mas mantendo a inflação minimamente controlada”, acrescentou.

Agência Brasil

Direito e Cidadania: “Direitos das Gestantes: o que você e sua empresa precisam saber”, por Sara Andrade

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Neste Dia das Mulheres, trago um tema sobre o qual tenho recebido muitas perguntas: os direitos da gestante no trabalho. A legislação brasileira assegura diversas proteções para garantir a segurança e o bem-estar da trabalhadora durante a gravidez e após o parto. Vamos às perguntas mais comuns?

“Descobri que estou grávida. Tenho direito à estabilidade no emprego?”

Sim! A gestante tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Isso significa que a empresa não pode demiti-la sem justa causa durante esse período.

“E se eu descobrir a gravidez após ser demitida?”

Mesmo que descubra a gestação depois da demissão, você ainda tem direito à estabilidade. Nesse caso, pode solicitar a reintegração ao emprego ou uma indenização, dependendo da situação.

⚠ Atenção! O pedido de reintegração deve ser feito dentro do período de estabilidade. Por isso, informe a empresa o quanto antes ou procure um advogado especialista para orientá-la.

“Como funciona a licença-maternidade?”

A licença-maternidade garante um afastamento remunerado de 120 dias. Se a empresa for participante do Programa Empresa Cidadã, esse período pode ser estendido para 180 dias.

Em alguns casos, como quando há complicações na gestação ou no parto, a licença pode ser prorrogada. Se esse for o seu caso, um advogado pode ajudá-la a verificar essa possibilidade.

“Tenho direito ao salário-maternidade?”

Depende. O salário-maternidade tem alguns requisitos:

– É concedido nos casos de nascimento, adoção ou aborto não criminoso;
– A beneficiária precisa ter vínculo com o INSS (estar empregada ou contribuindo como segurada facultativa ou autônoma);
– Pode haver necessidade de cumprimento de carência, dependendo do tipo de segurada.

Para saber se você tem direito, consulte um advogado ou um especialista em Direito Previdenciário.

“Trabalho em ambiente insalubre. Tenho direito a ser realocada?”

Sim! Independentemente do grau de insalubridade, a gestante deve ser afastada dessas condições. Caso a empresa não tenha outro setor disponível para realocá-la, o contrato pode ser suspenso, garantindo o pagamento do salário-maternidade.

Empresas, atenção!

Se sua empresa tem uma funcionária gestante, garanta o cumprimento dos direitos dela para que a gestação transcorra de forma saudável e tranquila.

Caso a empregada cometa alguma falta grave que possa resultar em demissão por justa causa, consulte um advogado para avaliar a situação corretamente e evitar problemas trabalhistas.

 

Por Sara Andrade, advogada

Prefeito de Juazeiro e primeira-dama prestigiam almoço especial para as mulheres no Restaurante Popular

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Em comemoração ao Mês das Mulheres, o prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves acompanhado da primeira-dama, Luciana Almeida, participou nesta sexta-feira (7), de um almoço especial no Restaurante Popular do bairro João Paulo II, em Juazeiro.

O evento contou também com a presença do vice-prefeito Tiano Félix e reuniu dezenas de mulheres da comunidade em um momento de confraternização, celebração e reconhecimento da força feminina.

Além do almoço especial, a programação incluiu sorteio de brindes e um show musical, garantindo um ambiente festivo e acolhedor para as mulheres que frequentam o restaurante. “Eu adorei a homenagem do dia das mulheres. O almoço estava gostoso como é de costume, ganhei um presente e ainda conversei com o prefeito sobre as dificuldades do nosso bairro. Nós mulheres precisamos ser valorizadas sempre, a nossa luta é todos os dias”, ressaltou a dona de casa, Cláudia Ferreira.

Andrei destacou a importância de fortalecer ações que promovam a igualdade e garantam mais oportunidades para as mulheres. “Este é um momento de celebração, mas também de reafirmarmos nosso compromisso com políticas públicas que realmente façam a diferença na vida das mulheres de Juazeiro. Criamos a primeira Secretaria Municipal da Mulher, e agora temos uma equipe trabalhando diariamente, fortalecendo e ampliando ações voltadas especialmente para as mulheres”, evidenciou o prefeito.

Ao lado do vice-prefeito, da secretária da Mulher e Juventude, Érica Daiane, da coordenadora do programa Juazeiro Sem Fome, Lorena Pesqueira, e do secretário de Desenvolvimento Social, Diversidade e Combate à Fome, Igor Luiz, o prefeito Andrei e a primeira-dama participaram da entrega dos brindes para as mulheres homenageadas.

A secretária Érica Daiane ressaltou que a programação do Mês das Mulheres seguirá com diversas atividades ao longo de março, incluindo a 34ª Caminhada das Mulheres e o 1º Entardecer Delas. “Nosso objetivo é oferecer suporte, informação e acolhimento para as mulheres, garantindo que elas tenham seus direitos respeitados e acesso a serviços essenciais. E nesse 08 de março, Dia Internacional da Mulher, vamos também ter um momento de lazer na Orla II de Juazeiro, com Feira de Economia Solidária, Lançamento do Programa Tolerância Zero e shows musicais para celebrar essa data tão importante. Convido todas as mulheres de Juazeiro para participar desse evento”, finalizou.

 

Ascom/PMJ