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Não há ‘ditadura da toga’ no Brasil, afirma ministro do STF

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para rebater as recorrentes críticas ao Poder Judiciário brasileiro. Em uma postagem publicada no início da noite na rede X, Mendes defendeu a atuação da Corte, afirmando que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, escreveu Mendes, poucas horas após atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos terem reunido milhares de manifestantes a favor da anistia do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e de réus condenados pelos atos do 8 de Janeiro e do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, afirmou Mendes

Segundo ele, os ministros da Corte vêm atuando de forma a preservar as chamadas garantias fundamentais – ou seja, os direitos e proteções asseguradas na Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.

Sem mencionar nomes, Mendes teceu críticas alusivas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando das recorrentes críticas do ex-presidente e de seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro e a gestão da pandemia da covid-19 pelo governo Bolsonaro, entre outros episódios.

“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, comentou o ministro.

Bahia BA

Líder do PL propõe anistia para Bolsonaro concorrer em 2026 e perdão desde inquérito das fake news

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O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), elaborou uma nova versão do projeto de lei de anistia aos condenados de 8 de Janeiro que libera Jair Bolsonaro (PL) para concorrer na eleição de 2026 e perdoa crimes desde o inquérito das fake news, em 2019.

A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro. O ex-presidente está detido em prisão domiciliar, inelegível e em meio a um julgamento que pode condená-lo a mais de 40 anos de detenção.

O inquérito das fake news, criado em março de 2019, deu início a todos os outros em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que têm o ex-presidente e seus aliados como alvo. Eles são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.

A proposta de Sóstenes, no entanto, contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.

Em paralelo, há outra versão do texto que circula entre bolsonaristas. A proposta é muito similar à do líder do PL e leva a assinatura do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator da anistia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Valadares nega a interlocutores ser o autor dessa versão.

O parecer foi atualizado na semana passada e também é mais abrangente do que o apresentado no ano passado, quando a ideia era anistiar apenas atos relacionados à eleição de 2022.

Ambas as propostas de anistia, a de Sóstenes e a que tem a assinatura de Valadares, valeriam para ilícitos cometidos desde 14 de março de 2019 e preveem perdão também a crimes eleitorais, além de livrarem os anistiados de inelegibilidade. Já a anistia em discussão até agora, tratava apenas de situações correlatas aos ataques golpistas de 8 de Janeiro.

O texto desenhado por Sóstenes, porém, menciona especificamente o 8 de Janeiro e os acampamentos de bolsonaristas, além de citar o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O líder do PL consultou constitucionalistas para elaborar sua proposta.

O texto defendido pelo PL estabelece anistia para alvos de inquéritos instaurados pelo Supremo com base no artigo 43 do regimento interno da corte, que é o dispositivo que embasa o inquérito das fake news. Ele também perdoa aqueles investigados fundamentos em informações e relatórios produzidos pelo setor de combate à desinformação do TSE.

“Fica concedida anistia a todos aqueles que, no período compreendido entre 14 de março de 2019 e a data de entrada em vigor desta Lei, tenham sido ou estejam sendo ou, ainda, eventualmente, possam vir a ser investigados, processados ou condenados”, diz o texto do líder do PL, antes de elencar as condutas anistiadas, entre elas os crimes contra o Estado democrático de Direito.

Segundo a proposta, inquéritos e processos em curso seriam arquivados. A anistia alcançaria ainda “ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas referidas no caput, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral contra os beneficiários desta lei”.

Segundo a advogada Mariana Rabelo, sócia do Ubaldo Rabelo Advogados, a anistia é geralmente usada para perdão de delitos de natureza criminal, o que não beneficiaria Bolsonaro eleitoralmente, já que ele foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

“Certamente cientes dessa circunstância, os redatores da minuta desse PL concedem perdão não apenas para delitos de natureza criminal, mas também ilícitos civis, administrativos e eleitorais, de forma a não deixar margem para questionamentos no sentido de que, uma vez aprovado o texto, estaria afastada a inelegibilidade de Bolsonaro”, explica Mariana.

O líder do PL afirmou, nesta quinta-feira (4), que só interessa ao partido uma anistia que inclua Bolsonaro, o que é considerado mais difícil de ser aprovado do que um texto que contemple apenas os presos do 8 de Janeiro.

Ele rechaçou ainda a proposta defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de um texto que apenas reduza penas de condenados pelo 8 de Janeiro, sem inclusão do andar de cima.

Uma anistia ampla, geral e irrestrita aos golpistas de 8 de Janeiro é a prioridade do ex-presidente desde que foi apresentada, mas o tema ganhou fôlego na última semana com a adesão do centrão à proposta e, sobretudo, com o embarque de Tarcísio —principal nome da direita para suceder Bolsonaro na eleição presidencial.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu nesta semana a possibilidade de votar a proposta, algo considerado remoto nos meses anteriores.

Motta vem sendo cobrado por líderes do PL, Republicanos, União Brasil e PP, mas o grupo diverge a respeito de a anistia incluir a inelegibilidade de Bolsonaro ou não. O ex-presidente foi declarado inelegível pelo TSE por ter realizado uma reunião com embaixadores no Palácio do Planalto em que atacava o sistema eletrônico de urnas.

A atuação do centrão e de Tarcísio pela anistia vem em resposta a críticas dos filhos de Bolsonaro de que esses políticos estariam disputando seu espólio eleitoral sem um verdadeiro empenho em tirá-lo da prisão. O gesto, portanto, seria necessário para viabilizar a candidatura de Tarcísio, que precisa do aval do ex-presidente.

CONDUTAS ANISTIADAS, SEGUNDO PROPOSTA DO PL

manifestações verbais ou escritas, inclusive em redes sociais e meios de comunicação, que possam ser consideradas:
– ofensa ou ataque a instituições ou seus integrantes
– descrédito ao processo eleitoral ou aos Poderes
– reforço à polarização política
– geração de animosidade na sociedade brasileira
– crimes contra o Estado democrático de Direito
– prestar apoio administrativo, logístico ou financeiro ou outra forma de contribuição, estímulo ou incentivo às condutas acima
– manifestações voltadas à produção ou veiculação de desinformação ou dados inverídicos em relação a partidos, candidatos, governos, eleições ou agentes políticos

– dano contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso,

– organização criminosa, associação criminosa ou constituição de milícia privada

– inquéritos instaurados com base no artigo 43 do regimento interno do STF (que embasa o inquérito das fake news) ou que tenham informações da assessoria de enfrentamento à desinformação do TSE

– ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas acima, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral

– crimes políticos ou conexos, eleitorais e aqueles que tiveram seus direitos sociais e políticos violados

– movimentações e acampamentos ocorridos em frente a prédios, sedes e equipamentos administrados por instituições militares, bem como os protestos ocorridos na capital federal em 8 de janeiro de 2023

Bahia Notícias 

“O Cachorro de Odisseu“ por João Gilberto Guimarães

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Argos esperou. Esperou por vinte anos, largado na poeira, esquecido no quintal da memória de Ítaca. Era jovem quando Odisseu partiu para a guerra: ágil, destemido, dono de patas rápidas e de um faro impecável. O tempo, porém, foi cobrando pedágio. Primeiro a força, depois os reflexos, por fim o corpo inteiro. Restou-lhe apenas a esperança de rever o dono. Quando finalmente o viu, já não tinha vigor para saltar, nem voz para latir. Moveu a cauda, baixou as orelhas, reconheceu o amigo e morreu.

Esse trecho alude à Odisseia, um dos maiores poemas da humanidade. A autoria é atribuída a Homero, o poeta grego que também teria escrito a Ilíada. Mais do que simples histórias de batalhas e viagens, esses textos ajudaram a moldar a cultura ocidental, oferecendo imagens e símbolos que atravessaram séculos. A Odisseia não é apenas o relato da volta de Odisseu para casa, mas também uma reflexão sobre a espera, a perseverança e o tempo. É um espelho da condição humana.

No coração desse épico grandioso, Argos, o cachorro de Odisseu aparece como um detalhe quase esquecido. Mas sua imagem é inesquecível porque traz uma verdade universal: a espera pode consumir a vida. Argos, que nasceu cheio de vigor, não viveu aventuras nem caçadas depois da partida de Odisseu. Viveu à margem, no silêncio, na paciência de quem acredita que algo vai acontecer. E morreu justamente no instante em que sua espera encontrou sentido.

Quantas vezes nós não fazemos o mesmo? Quantas vezes adiamos nossos sonhos, convencidos de que um dia a ocasião perfeita virá? Quantas vezes deixamos que a vida escorra pelos dedos enquanto nos acomodamos em promessas, medos e desculpas? Ficamos à beira da existência, como cães fatigados, olhando para o horizonte em vez de caminhar em sua direção.

O problema é que o tempo não espera ninguém. A juventude se desfaz, a energia se esgota, e o que poderia ser vivido se transforma em memória do que nunca aconteceu. É por isso que tanta gente encontra a felicidade apenas na véspera do fim, quando já não há mais corpo para realizá-la.

A história de Argos nos alerta. Não basta esperar. É preciso levantar, buscar, arriscar. A vida não nos garante um reencontro tardio como o de Odisseu e seu cão. A vida pede urgência, desejo e força.

Que não sejamos como Argos, resignados na poeira do tempo. Que possamos ser como Odisseu, bravo andarilho das marés navegando por entre mares incertos e bravos, errando rotas, enfrentando tempestades, mas sempre em movimento. Pois viver não é esperar, é partir. E cada manhã pode ser Ítaca, se tivermos coragem de zarpar. Navegar é preciso.

Por João Gilberto Guimarães Sobrinho, é escritor, poeta, cientista social e produtor cultural.

OAB-BA lança cartilha para alertar população contra golpe do falso advogado

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A Ordem dos Advogados do Brasil da Bahia (OAB-BA) lançou uma cartilha digital para alertar a população sobre o chamado “golpe do falso advogado”, que vem crescendo no estado. Desde 2023, a entidade já recebeu 1.220 denúncias, que resultaram em 477 boletins de ocorrência.

O material, produzido pela Comissão de Tecnologia e Informação, está disponível online e traz orientações práticas para identificar tentativas de fraude. Entre os alvos mais comuns dos golpistas estão idosos, aposentados e trabalhadores com processos previdenciários ou trabalhistas. Os criminosos utilizam dados de processos para clonar perfis de advogados e induzir vítimas a transferir dinheiro de forma urgente.

“Trata-se de uma fraude sofisticada, que mistura engenharia social, clonagem digital e manipulação emocional. A cartilha é uma ferramenta de defesa para a população e de orientação para a advocacia”, afirmou a presidenta da OAB-BA, Daniela Borges.

Entre as recomendações estão: confirmar pedidos de pagamento diretamente com o advogado por canais oficiais, desconfiar de cobranças urgentes via Pix, evitar links suspeitos e verificar a identidade de advogados no site da OAB Nacional.

Bahia Notícias 

“De que adianta ter poder aquisitivo e não ter a menor consciência ambiental e cidadã?: moradora do Country Clube, em Juazeiro, reclama de descarte irregular de lixo

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Uma moradora do bairro Country Clube, em Juazeiro, no Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para denunciar o descarte irregular de lixo na comunidade. Ela destacou que, apesar de se tratar de uma área considerada “nobre”, muitos moradores não demonstram cuidados básicos com o meio ambiente.

Ela flagrou um carroceiro que, segundo seu relato, foi contratado por um morador do bairro para recolher o lixo de sua casa e o material foi descartado na “orlinha” do bairro.

“Um absurdo! O morador fez a limpeza em sua residência e contratou um carroceiro que jogou o lixo na ‘orlinha’ do bairro. Ele deveria fazer o favor de providenciar a retirada, pois já sabemos quem foi”, denunciou.

Outra moradora acrescentou: “Lamentável que moradores de um bairro considerado ‘nobre’, que têm poder aquisitivo, não têm consciência ambiental e cidadã. De que adianta ter poder aquisitivo e não ter a menor consciência ambiental ou cidadã? O morador que fez isso deveria sentir vergonha e recolher o lixo. Essas atitudes precisam ser punidas, não podemos fingir que não está acontecendo”, afirmou

Encaminhamos a reclamação para o órgão competente.

Redação PNB

Governo vai impedir beneficiários do Bolsa Família e BPC de fazer novos depósitos em contas nas bets

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O governo federal vai impedir, até o fim deste ano, novos depósitos de contas utilizadas por beneficiários do Bolsa Família, e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em apostas online, as chamadas “bets”.

Segundo o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, o governo estará cumprindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o governo adote medidas para impedir o uso de recursos de programas assistenciais em apostas online, as “bets”.

De acordo com o governo, duas travas serão impostas:

  • beneficiários de Bolsa Família e do BPC não vão conseguir abrir contas para apostar
  • os beneficiários que já têm contas registradas não vão conseguir fazer novos aportes para jogar

Em agosto, o governo realizou o pagamento do benefício para cerca de 19,2 milhões de famílias no Brasil, o equivalente a mais de 50 milhões de pessoas. Já o BPC, em junho deste ano, contava com 3,75 milhões de beneficiários em julho deste ano, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Em entrevista ao g1, Dudena explicou que, por exigência legal, as pessoas têm de cadastrar seu CPF e uma conta bancária para poderem ser titulares de contas em casas de apostas online. Somente depois podem fazer depósitos em uma conta, também em seu nome, nas bets, para poderem dar os lances nas competições.

Segundo ele, o governo exigirá, até o fim deste ano, que as cerca de 80 casas de apostas esportivas autorizadas a funcionar no país de forma legal façam consultas, em um sistema informatizado disponibilizado pelo Serviço de Processamento de Dados (Serpro), toda vez que um novo apostador fizer seu cadastro e, também, quando um novo depósito for feito em suas contas nas bets.

“É um cadastro centralizado, com os dados dos beneficiários desses dois grandes programas sociais, que será consultado pelas casas de apostas por API [protocolos]. Eles não receberão os dados [de todos os beneficiários de programas sociais], mas eles terão que consultar em determinados pontos, para garantir que esses beneficiários não possam depositar dinheiro”, disse o secretário.

De acordo com o Dudena, o objetivo é que esse novo sistema esteja funcionando ainda no mês de setembro, mas que ele tenha um período de adaptação de um mês. A ideia, segundo ele, é que a plataforma de consultas esteja em vigor, funcionando plenamente, até o fim deste ano.

Bolsa Família e BPC

O BPC, no valor de um salário mínimo por mês, é pago a pessoas de baixa renda idosas ou com deficiências. Tem direito ao BPC quem:

  • tem 65 anos ou mais ou alguma deficiência;
  • é brasileiro nato ou naturalizado;
  • tem nacionalidade portuguesa com residência no Brasil;
  • tem renda familiar de até ¼ do salário mínimo por pessoa, calculada com as informações do Cadastro Único (CadÚnico) e dos sistemas do INSS.

Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, e o Cadastro Único para todos os membros familiares deve estar atualizado. O valor mínimo pago por família é de R$ 600,00.

Além disso, há benefícios adicionais cumulativos:

  • R$ 150,00 por criança de até 6 anos.
  • R$ 50,00 por gestante.
  • R$ 50,00 por jovem entre 7 e 18 anos incompletos.
  • R$ 50,00 por bebê de até 6 meses.

Valor mensal de apostas

O secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda relativizou números do Banco Central, pelos quais as apostas online no país teriam um valor de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões por mês.

Ele explicou que, nesse cálculo, o BC computa o fluxo de recursos, ou seja, quanto entra e quanto sai de todos os apostadores para as casas de apostas.

Uma vez depositados os valores nas contas dos apostadores, o secretário informou que a taxa média de retorno, ou seja, devolução dos recursos aos apostadores (o RTP, ou ‘return to player’) é em torno de 93%. Ou seja, de R$ 100 apostados, em média, R$ 93 voltam para as contas. E esses recursos costumam ser apostados novamente.

“Eventualmente, o dinheiro que ele depositou de novo é o mesmo dinheiro, porque ele ganhou pouco, perdeu um pouco. Então entra e sai muito mais dinheiro do que de fato é o total de dinheiro que o apostador perdeu”, explicou.

Segundo Dudena, no cálculo do Ministério da Fazenda, que considera o total de apostas, menos os prêmios pagos, o que pode ser indicado como o gasto efetivo dos apostadores no período. Nesse caso, o valor mensal de apostas é bem menor: cerca de R$ 2,9 bilhões por mês, o que está em linha com o valor de R$ 17,4 bilhões reportados no primeiro semestre deste ano.

“O dinheiro que você ganha de prêmio, é o dinheiro do apostador de qualquer forma. Então, se você pega o que é apostado menos o prêmio é o que de fato saiu dos bolsos de todos os apostadores. Então não é maior do que isso. É só essa diferença que é o resultado do que saiu efetivamente do bolso dos apostadores e o que ficou efetivamente na casa de apostas. Por ano, dá uns R$ 36 bilhões por ano, e não R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões por mês”, afirmou o secretário.

Segundo o Ministério da Fazenda, os números mostram que 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas nos sites e aplicativos no primeiro semestre; e que a média de gasto por apostador ativo foi de cerca de R$ 164 por mês. O número de apostadores brasileiros, segundo Dudena, equivale a cerca de 12% da população acima de 18 anos (que pode apostar), o que não é muito diferente de outros países.

“A partir de agora, a gente está começando a fazer um movimento de olhar para o lado dos apostadores. A gente sabe esse gasto médio de R$ 160 por mês. Mas como que ele está a distribuído? Eu tenho muitos apostadores com um gasto muito baixo e poucos apostadores com um gasto muito alto? A gente está começando a olhar isso mais em detalhe agora”, concluiu o secretário.
G1

Usuária do transporte público em Juazeiro denuncia suposta retirada indevida de créditos do cartão de Vale Transporte

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Uma usuária do transporte público em Juazeiro, no Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar uma suposta irregularidade envolvendo o cartão de Vale Transporte. Segundo os relatos, créditos estariam sendo retirados sem justificativa, impedindo trabalhadores de utilizarem o benefício.

“Há uns 45 dias, meu cartão estava com um saldo de R$ 2.000,00, que de repente caiu para R$ 1.230,00. Depois baixou para R$ 390,00 e, na semana passada, chegou a R$ 235,00. Utilizei o cartão até sexta-feira, para vir e voltar do trabalho. Quando foi na segunda, ao tentar passar na catraca, apareceu a mensagem: ‘Seus créditos foram retirados’. Passei novamente e veio a mensagem: ‘Saldo insuficiente’. Pedi ao motorista para abrir a porta do fundo, já que eu tinha créditos, mas ele disse que não podia, então tive que pagar a passagem em dinheiro. No trajeto percebi que o problema não era só comigo, outras pessoas também passaram pelo mesmo”, relatou uma usuária.

A passageira afirma que buscou esclarecimentos junto à Setranvasf.

“Entrei em contato pelo WhatsApp e falei primeiro com uma atendente, que pediu o número do cartão. Em seguida, ela disse que não havia nenhuma recarga. Questionei, porque na sexta-feira ainda constava mais de duzentos reais de crédito. A atendente afirmou que a última recarga feita pela empresa onde trabalho teria sido em novembro do ano passado e comentou que os créditos ‘inspiravam’ a cada ano. Eu perguntei: se expiram, onde estão os valores de setembro, outubro e novembro? Ela não respondeu. Depois fui encaminhada para outro atendente, que também pediu o número do cartão e disse que constava saldo, mas expliquei que não havia. Cheguei a enviar foto como prova. À tarde, eu e outros colegas fomos até o local presencialmente. Lá, nos informaram que seria preciso aguardar 24 horas. Mas, na terça-feira, todos continuaram pagando do próprio bolso. No fim do dia, recebemos mensagem de que a empresa já havia sido contatada e que os créditos retornariam na quarta-feira. Isso não aconteceu, e até hoje continua do mesmo jeito”, contou.

De acordo com a usuária, pelo menos oito colegas de trabalho estão enfrentando o mesmo problema, além de funcionários de outras empresas.

“Todos os dias estamos pagando a passagem em dinheiro. Até fiscais no terminal confirmaram que os créditos estão sendo retirados, mas não souberam explicar o motivo. A única orientação é procurar a Setranvasf, mas até agora nada foi resolvido”, disse.

Ela reforça que os cartões deveriam ser recarregados mensalmente pelas contratantes.

“A gente só quer nossos créditos de volta. São valores altos que as empresas recarregam todos os meses para garantir nosso transporte de ida e volta ao trabalho, mas simplesmente desapareceram”, concluiu.

Transição de empresas

No dia 1 de setembro, a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Juazeiro/AMTT, informou que o início do serviço de transporte público pela nova empresa é 15 de setembro. Até lá a empresa Joafra transportes permanece realizando o serviço. A AMTT estuda a possibilidade de, a partir do dia 8, realizar testes de transição do serviço de transporte público no município”.

Acordo de regularização

No último dia 6 de agosto, a Prefeitura de Juazeiro e o Ministério Público da Bahia (MPBA) assinaram um acordo inédito que garantiu a regularização, via concessão pública, do serviço de transporte coletivo por ônibus na cidade.

O acordo prevê a contratação emergencial de empresas para operar o sistema de forma transitória, enquanto é realizado o processo licitatório para concessão definitiva do serviço. A medida representou um marco histórico para o município, que convive há mais de quatro décadas com um sistema operado de forma privada e sem regulação, marcado por insatisfação quanto à estrutura do serviço oferecido.

Com o novo modelo, o transporte público de Juazeiro passará a seguir critérios de qualidade, regularidade, segurança e acessibilidade, fortalecendo o direito à mobilidade urbana da população, segundo a PMJ. A mediação do acordo foi conduzida pelo Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor) do MPBA e uma comissão jurídica e administrativa da Prefeitura de Juazeiro.

Estamos encaminhando para a empresa responsável em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

Campus Petrolina abre inscrições para curso gratuito de Inglês Básico

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O campus Petrolina do IFSertãoPE está com inscrições abertas para o Processo Seletivo do curso Inglês Básico – Nível I, ofertado na modalidade Formação Inicial e Continuada (FIC), com carga horária total de 60 horas. O curso tem como objetivo desenvolver a compreensão em Língua Inglesa, oferecendo aos participantes conhecimentos que poderão ser aplicados em diferentes contextos pessoais e profissionais.

Ao todo, estão sendo disponibilizadas 20 vagas, sendo 15 reservadas a estudantes e servidores do IFSertãoPE e 5 destinadas à comunidade externa. Podem se inscrever pessoas a partir de 15 anos de idade, que estejam cursando ou já tenham concluído o Ensino Médio. No caso de alunos ou servidores, é necessário estar liberado das atividades administrativas e/ou acadêmicas nos dias e horários das aulas.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente on-line, no período de 2 a 8 de setembro de 2025, por meio do link disponível no edital. Caso o número de candidatos seja superior às vagas ofertadas, será realizado um sorteio para definição dos selecionados e formação de lista de espera.

O início das aulas está previsto para o dia 1º de outubro de 2025, no turno da tarde, no Centro de Línguas, localizado no prédio do NIIT, no Campus Petrolina. Durante o mês de outubro, os encontros ocorrerão às quartas-feiras e, a partir de novembro, às sextas-feiras, sempre das 13h às 16h.

Acesse o Edital no portal da instituição.

Ascom IFSertãoPE 

Perigo: acidentes domésticos com crianças crescem 8% na Bahia

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Dia dos pais, criança brincando com o pai no parque

O número de acidentes envolvendo crianças e adolescentes na Bahia aumentou 8% no ano passado em relação a 2023, saltando de 8.520 casos para 9.114 em 2024, revela um levantamento das Aldeias Infantis SOS, organização mundial voltada para o cuidado. Com esses números, o Estado concentra 7,5% de todos os acidentes com crianças no país, com uma média de 26 registros por dia.

A pesquisa revelou ainda que as quedas foram a principal causa de acidentes, representando 57% dos casos, seguida de queimaduras, com 16%, acidentes de trânsito, 9%, e intoxicações, com apenas 2%. Já armas de fogo, sufocação, afogamento e incidentes não categorizados somam 16% juntas. O estudo usou dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, e considerou as informações de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. Em todo o país foram 121.933 mil acidentes com crianças no ano passado.

Evitar riscos

“Todo acidente é evitável, e para isso é preciso que se faça a prevenção, que é um conjunto de medidas que visam minimizar os riscos (…) e é a parte mais barata do sistema, mas, infelizmente, não temos essa cultura (de prevenção)”, enfatizou o capitão e coordenador de planejamento do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros da Bahia (CBMBA), Gilvan Rodrigues.

Mãe do pequeno Gabriel (7), Letícia da Paixão conta que entrou em desespero quando soube que seu filho havia caído de bicicleta enquanto brincava na rua onde mora, no Alto das Pombas, em Salvador.

“Foi uma situação de desespero porque quando meu irmão trouxe ele nos braços, ele estava desfalecendo, ensanguentado e ferido, aí eu e meu marido saímos correndo para dar socorro. Meu coração quase sai pela boca, porque criança a vigilância tem que ser 24h por dia e ele ainda é autista”, disse

Desenvolvido pelo Instituto Bem Cuidar, programa das Aldeias Infantis SOS, o estudo revelou que 73% dos casos de acidentes no Estado acometeu crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, idade que, segundo a pediatra Kátia Batista, há uma maior independência no deslocamento físico em relação aos pais.

A profissional sugere que muitos acidentes acontecem em função da pouca experiência de pais jovens, no caso de gravidez na adolescência e pais de primeira viagem.

“Muitas crianças são filhos de outras ‘crianças’. A gente tem um número muito grande de gravidez na adolescência, então isso gera crianças que não foram planejadas, (e esses pais) são pessoas menos experientes, que não tem ideia de prevenção”, afirma.

Ainda segundo a pediatra, há uma necessidade de mais atenção dos pais em relação aos filhos, como a adoção de pequenas atitudes no dia a dia que podem evitar acidentes. Ela exemplifica trazendo o caso de crianças queimadas por descuido com panelas no fogão.

Maior causa de óbitos

Os dados mais recentes sobre óbitos tiveram uma alta de 7% de 2022 para 2023, indo de 193 para 207, e tendo o afogamento como a principal causa de óbitos entre crianças e adolescentes, com 36% dos casos de mortes, mesmo essa causa não aparecendo entre as principais de acidentes não intencionais, reforçando a importância do cuidado.

Os afogamentos acontecem, com maior frequência, em ambientes domésticos, por exemplo, em função da confiança que o espaço transmite aos pais. É justo essa confiança o problema, de acordo com o síndico Rildo Oliveira, que administra sete condomínios.

Rildo conta que age para que ações básicas de segurança sejam cumpridas e itens de proteção sejam utilizados, como proteção nos ralos e no próprio equipamento, além da proibição de crianças desacompanhadas.

“São medidas que a gente toma para evitar que essas coisas ocorram dentro do condomínio, porque se acontece uma fatalidade dessa e o condomínio não utiliza os equipamentos de proteção, aí recai sobre o síndico e o condomínio, mesmo que seja negligência dos pais”.

“Infelizmente, alguns condôminos querem fazer as áreas comuns de creche ‘tá lá, o porteiro vai olhar pelas câmeras’, são coisas que acontecem com muita frequência e que precisamos falar sempre”, conta.

Acidentes de trânsito com 63 óbitos (30%) e sufocação com 33 registros (16%) foram outras causas de morte. Crianças de 1 a 9 anos foram as principais vítimas, somando um total de 58% de todos os acidentes que resultaram em óbito.

 

A Tarde