Trabalhadores do comércio de Juazeiro alegam exploração e cobram respeito aos direitos trabalhistas: “fazemos horas extras abusivas”

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Trabalhadores do comércio de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para criticar as condições de trabalho que classificam como abusivas e desrespeitosas, principalmente durante as datas comemorativas. Conforme com os relatos, durante estes períodos o movimento e as cobranças aumentam, mas os direitos trabalhistas não são respeitados.

“As datas comemorativas são muito importantes para o comércio local pois isso alavanca nossas vendas e nos ajuda bater metas, só que com isso vem o aumento das cobranças e horas extras no ambiente de trabalho. Muitas empresas não pagam o valor correto e também a folga do banco de horas só é dada quando eles bem entendem”, relatou.

Os trabalhadores destacam ainda que de acordo com a convenção coletiva da categoria, a compensação de horas deve ocorrer por comum acordo entre empregador e empregado, mas, segundo o denunciante, isso não acontece na prática.

“Aqui fazemos horas extras abusivas, trabalhamos aos domingos e não recebemos o valor correto do domingo e nem temos a folga referente. Também não tiramos os 15 minutos para o lanche”, afirmou.

Os funcionários criticam ainda a postura do sindicato que representa a categoria.

“Os representantes que eram pra ser pela nossa classe tapam os olhos e não fazem nada. Recebem reclamações e ignoram. Quando pedimos que visitem nosso ambiente de trabalho, dizem que não têm disponibilidade de ler tudo e que precisamos ir até a sede. O sindicato funciona das 8h às 17h, fecha pra almoço das 12h às 14h, então como o comerciário vai ter assistência assim?”, questionou.

Os trabalhadores também fazem um apelo por mais respeito e valorização da categoria.

“Muito se fala que está difícil encontrar pessoas para o mercado de trabalho, mas pouco se fala das condições que são oferecidas. Não peço muito, nem remuneração alta. Peço o básico: respeito, ausência de assédio moral, 15 minutos de lanche, pagamento devido do domingo trabalhado e folga. Que as datas comemorativas sejam boas para todos. Um ‘obrigado’ não diminui a autoridade do patrão.”

Os profissionais lamentam ainda o que considera um retrocesso nas relações de trabalho.

“Nós deixamos de viver com nossas famílias pra cuidar do patrimônio dos outros, mas somos tratados como ninguém. Infelizmente, a lei da escravidão está de volta e ninguém está enxergando.”

Estamos encaminhando as reclamações para a CDL em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

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