Motoristas de aplicativo que trabalham em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão insatisfeitos com as exigências da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA) para o cadastramento da categoria. Eles afirmam que o processo é caro dificulta o trabalho de quem depende do aplicativo para sobreviver.
“Estamos sendas obrigados a nos cadastrar na AMMPLA, ou então, ficamos como ilegal. São muitas exigências, além de toda a documentação que pedem, da taxa de R$ 209,00 para o cadastro, ainda temos que fazer um curso no valor de R$ 190,00 do curso. Assim fica difícil trabalhar, pois já temos muitas contas para pagar”, contou um motorista ao Portal Preto no Branco.
De acordo com os trabalhadores, a documentação exigida inclui CNH com atividade remunerada, CRLV, certidões de antecedentes criminais da Justiça Estadual e Federal, contribuição ativa junto ao INSS e curso especializado. Além disso, o veículo precisa ter no máximo oito anos de uso.
“O problema é que cada hora eles dizem uma coisa. No site aparece uma lista, mas quando a gente vai lá, pedem outros documentos. Já teve motorista que mandou o cadastro incompleto e foi aprovado do mesmo jeito. Ninguém entende mais nada. Além disso, não sabem nem responder se o motorista que for de Juazeiro também precisa fazer esse cadastro. Vale destacar que se formos pegos sem o registro, a multa será de cinco mil reais. A gente tenta trabalhar direito, mas eles dificultam de todo jeito, relatou outro condutor.
Além das críticas à burocracia e aos custos, os motoristas denunciam o que chamam de “perseguição” por parte da autarquia.
“Mais uma vez estamos sendo vítimas de perseguição dentro de Petrolina pelo chefe da AMMPLA. Nenhuma cidade exige um cadastro desse jeito, só aqui. Essa perseguição já vem desde 2018. Já não basta qualquer paradinha que a gente dá para desembarcar um passageiro, eles querem notificar a gente. A gente não tem um local certo pra desembarcar e embarcar, e agora mais essa situação. Ontem teve uma operação, uma fiscalização para verificar quem estava cadastrado. Depois de algumas reclamações, deram um prazo de apenas 5 dias, mas está difícil. Tem gente que paga aluguel do carro, outros têm veículo fora do ano exigido. É só humilhação e perseguição dentro de Petrolina”, desabafou um condutor.
Os motoristas dizem não ser contra a fiscalização, mas pedem que o município revise as exigências e ouça a categoria.
“A gente concorda que tem que fiscalizar, mas tem coisa que não tem como cumprir. Muita gente vive disso. Se continuar assim, ninguém vai conseguir trabalhar”, lamentou outro motorista.
O Portal Preto no Branco entrou em contato com a AMMPLA para buscar esclarecimentos sobre as denúncias, as exigências e o processo de cadastramento, mas ainda não obteve resposta.



