“Rede de esgoto não é lixeira”: alerta SAAE de Juazeiro; população deve colaborar com o cuidado e a preservação da cidade

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio do Serviço de Água e Saneamento Ambiental/SAAE, vem intensificando ações de manutenção e conscientização para garantir o bom funcionamento da rede de esgotamento sanitário do município.

O acúmulo de resíduos nas redes coletoras é uma das principais causas de entupimentos, extravasamentos e mau cheiro nas ruas. A rede de esgoto deve ser utilizada apenas para o descarte de efluentes domésticos, como água do banho, pias e tanques. O descarte inadequado de materiais — como papel higiênico, cabelo, gordura, restos de comida, plásticos, absorventes, fraldas, panos e outros resíduos sólidos — compromete todo o sistema e provoca prejuízos ambientais e sanitários.

O sistema de esgotamento sanitário é complexo e interligado, envolvendo desde as ligações domiciliares até as estações elevatórias e lagoas de estabilização. Quando recebe materiais indevidos, o sistema sofre sobrecarga e pode causar extravasamentos nas vias públicas.

Outro problema recorrente é o desvio da água da chuva para a rede de esgoto, prática irregular que sobrecarrega as tubulações e pode provocar retorno de esgoto para dentro das residências. Em algumas situações, moradores chegam a retirar tampas dos poços de visita (PVs) para escoamento de água pluvial, permitindo a entrada de objetos que agravam os entupimentos.

“O descarte inadequado de efluentes domésticos e resíduos sólidos polui a água, altera sua composição química e afeta a vida aquática, contaminando o lençol freático e colocando em risco a saúde humana”, explica Thaís Lima, técnica em Meio Ambiente do SAAE.

Já o engenheiro sanitarista Luiz Humberto Valente, gestor de obras e projetos do SAAE, destaca que “o lixo lançado na rede gera consequências ambientais, sociais e econômicas, podendo causar entupimentos, inundações e danos à infraestrutura pública”.

As equipes de Meio Ambiente e Serviço Social do SAAE realizam ações educativas e visitas técnicas em residências, bares, restaurantes e lava-jatos, orientando sobre o uso correto das redes e a instalação de caixas de gordura, que reduzem o acúmulo de resíduos nas tubulações.

Atualmente, a Estação de Tratamento de Esgoto/ETE de Juazeiro coleta e trata cerca de 19,8 milhões de litros de esgoto por dia, provenientes de mais de 90 mil residências cadastradas no sistema.

O QUE PODE SER JOGADO NO ESGOTO

  • Água do banho e da descarga
  • Água de lavatórios, pias, tanques e áreas de serviço
  • Água de ralos de banheiros, cozinhas e lavanderias
  • Água de máquinas de lavar roupas e louças

O QUE NÃO PODE

  • Papel higiênico, papéis e fio dental
  • Cabelo
  • Água da chuva
  • Absorventes, fraldas e preservativos
  • Óleo usado, gordura e restos de comida
  • Plásticos, panos, embalagens, bitucas de cigarro e entulho

Ascom PMJ

1 COMENTÁRIO

  1. O município deveria ser mais cuidadoso com as “bocas de lobo”, pois a maioria delas, os espaços são tão grandes que podem até suger um pessoa quando estão escoando água de chuva. Deveriam ter grades de proteção para evitar os entulhos.
    Na praça 1º de Maio, bairro Santo Antonio, é um exemplo deste descaso, os moradores solicitaram um grade de proteção para evitar o entupimento do único local que tem para escoamento da água de chuva, mas não foram atendidos. Se os moradores não estivessem cuidando da limpeza, já tinham morrido afogados.

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