Um mês após a morte do jovem Caíque Santos Ferreira, de 19 anos, morto durante uma ação da Polícia Militar, no município de Curaçá, na região Norte da Bahia, a Polícia Civil da Bahia segue investigando o caso. O crime ocorreu no dia 05 de setembro deste ano.
Segundo informações do escritório Machado & Guerra, que representa a família da vítima, o delegado responsável pelo inquérito solicitou dilação do prazo, que inicialmente era de 30 dias, para a conclusão das investigações. Algumas diligências ainda estão em andamento, e os investigados ainda não foram interrogados.
Ainda conforme as informações, a avaliação da assistência jurídica que representa a família da vítima, já existem elementos suficientes para que o Ministério Público ofereça denúncia criminal, mas é necessário aguardar a finalização completa do inquérito policial, cujo ato derradeiro é o relatório da autoridade policial.
“O escritório Machado & Guerra permanece atento a cada movimentação do caso, zelando pela busca da verdade, pela responsabilização dos envolvidos e pela efetiva entrega da Justiça”, acrescentou.
Caso
Caíque Santos Ferreira foi assassinado a tiros durante ação da Polícia Militar, na entrada da cidade, crime ocorrido no dia 05 de setembro de 2025. O caso foi registrado na 17ª COORPIN como morte decorrente de intervenção policial.
Conforme informações de testemunhas que preferem não ser identificadas, no momento do ocorrido ele, que voltava do trabalho, estava empurrando a motocicleta por falta de gasolina, e foi abordado por policiais militares. Ainda segundo as testemunhas, mesmo sem reação, o jovem foi atingido pelos disparos que teriam sido efetuados pelos agentes da PMBA. Caíque não tinha passagem policial, conforme as informações.
A PM chegou a alegar que Caíque estava em situação irregular e portava drogas, o que é veementemente refutado pela comunidade.
Pelas redes sociais do PNB, seguidores reforçaram a boa conduta do jovem e levantaram questionamentos sobre a atuação da Polícia Militar na região, pedindo uma investigação transparente e rigorosa para esclarecer os fatos e responsabilizar os culpados.
Familiares e amigos realizaram manifestações nas ruas de Curaçá para cobrar justiça para o caso.



