Responsáveis por alunos da comunidade de Alfavaca, no distrito do Salitre, zona rural de Juazeiro, entraram em contato como Portal Preto no Branco para cobrar agilidade da gestão municipal na reconstrução do prédio da Escola João Dias Ferreira. Segundo eles, a unidade escolar foi demolida em julho de 2024, e até agora, os alunos seguem em um espaço improvisado, sem estrutura adequada.
“A escola João Dias Ferreira já está no chão há mais de ano e até hoje nem sinal de começar a construir. Nossos filhos estão em um espaço totalmente inapropriado. A associação não foi feita para receber tanto aluno”, relatou uma mãe.
Outro pai também falou sobre a realidade enfrentada pelas crianças diariamente no espaço improvisado.
“Já faz meses que estamos sofrendo com os ventos fortes, com a poeira. O ambiente não ajuda em nada. É tanta poeira que o teto da associação está tomado de terra. Não tem como nossos filhos continuarem estudando assim.”, acrescentou.
Além da estrutura, eles destacam que as solicitações feitas à gestão municipal ainda não foram atendidas.
“Há alguns meses foi feita uma denúncia por causa do piso do pátio, mas não é só isso. Conversei com uma funcionária e ela disse que a diretora já pediu para resolver outras pendências, mas até agora nada. O espaço improvisado segue abandonado, as obras da reconstrução da escola segue sem previsão de iniciar e nossos filhos é que pagam o preço”, concluiu outra responsável.
Encaminhamos as reclamações para a Secretaria de Educação de Juazeiro e aguardamos uma resposta.
Relembre
Em maio deste ano, a mãe de um aluno já havia entrado em contato com o PNB para reclamar da demora no início da obra.
“Estou muito indignada, pois tiraram os alunos da escola pra fazer uma reforma que nunca chegou. Os alunos estão estudando na associação, um lugar sem estrutura e inapropriado para as crianças. Elas não têm onde brincar na hora do recreio, o local é apertado e, além disso, tem um muro que oferece risco, pois é cheio de vidros. Enganaram a comunidade com a promessa desta reforma que nem foi iniciada. Como mães queremos que a prefeitura, que o Prefeito Andrei se manifestem, pois não podemos mandar nossos filhos pra uma escola sem segurança, sem acomodação. Tivemos uma reunião hoje lá e vimos o perigo que eles estão correndo lá na associação, pois tem até vidro quebrado e aquilo não é um lugar apropriado para funcionar uma escola. Derrubaram algumas partes do prédio, onde hoje tem uma família morando, e nada de reconstruírem a escola da comunidade. Queremos uma solução”, reivindicou a mãe.
Na ocasião, a SEDUC informou que o prédio da Escola Municipal João Dias havia sido demolido pela gestão anterior, em julho de 2024, sem planejamento e sem um local adequado para realocação dos estudantes.
“O funcionamento da unidade escolar foi transferido para a Associação de Moradores, um espaço que não oferece condições mínimas para favorecimento do processo de ensino e aprendizagem. Ao identificar a situação, a Secretaria fez um diagnóstico das demandas de melhorias no espaço da Associação e, ao mesmo tempo, verificou que o terreno da escola demolida precisa de regularização para ampliação da área escolar e para que a nova unidade seja construída com espaços adequados, incluindo salas amplas e climatizadas, sala de Atendimento Educacional Especializado, salas para gestão e coordenação, refeitório, banheiros e espaço para recreação”, declarou a Secretaria na ocasião.
Sobre a denúncia referente aos vidros quebrados, causando riscos as crianças, a Seduc reforçou a sua preocupação com a segurança dos estudantes e disse que iria averiguar e tomar todas as medidas cabíveis para solucionar os problemas apontados.
Redação PNB



