A empresa Atlântico Transporte, que assumiu o transporte coletivo em Juazeiro na última segunda-feira (15), já vem sendo alvo de críticas de usuários. Apesar de reconhecerem melhorias na frota, como veículos mais confortáveis e com ar-condicionado, passageiros relatam dificuldades no dia a dia.
Uma das principais reclamações enviadas ao Portal Preto no Branco é sobre o uso dos cartões de transporte estudantil e de vale-transporte, que, segundo os relatos, ainda não estão sendo aceitos pela nova empresa.
“Gostaria de falar sobre um assunto bem importante: As mudanças no sistema de transporte público, que estão gerando grandes dificuldades, especialmente para estudantes e famílias de baixa renda. A eliminação da possibilidade de recarregar a carteirinha de ônibus e a necessidade de pagar diariamente um valor elevado para se locomover é realmente uma injustiça. Isso pode impactar o acesso à educação e a rotina de muitas pessoas, incluindo eu que sou estudante e moro com a minha avó, que é uma idosa de 70 anos, aposentada e pensionista. É fundamental que a prefeitura de Juazeiro ouça essas preocupações e busque soluções que considerem as necessidades da população. Espero que minha voz seja ouvida, pois não estou falando só por mim e sim por todos os outros que também utilizavam as carteirinhas de estudante”, observou Flávia Alessandra, moradora do bairro Antônio Guilhermino.
Nossa reportagem encaminhou a reclamação para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Juazeiro/AMTT.
Em resposta o órgão informou que “a empresa Atlântico Transportes LTDA, informou a Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Juazeiro/AMTT, que está buscando solucionar a liberação do acesso dos cartões de transporte público de Juazeiro, assim como sua recarga”.
Ainda segundo a nota da AMTT “atualmente a empresa está instalada na antiga garagem da São Luiz, porém, o local não estrutura para receber os usuários do transporte público. A empresa vai disponibilizar de um local na área central da cidade, para atender as demandas dos usuários”.
Reclamações
“Como fica o passe do estudante, já que a nova empresa ainda não está aceitando os cartões usados na Joafra? A gente procura informações nos locais para fazer a recarga e não tem. Está muito difícil ter que gastar todo dia R$ 9,20 no ônibus, e muitas vezes o motorista não tem como dar o troco em moeda. O cartão, além de prático, é mais econômico”, disse uma usuária.
Outra usuária criticou a falta de organização para o início da operação da empresa no município.
“Se sabiam que iam iniciar os serviços no dia 15, porque não já deixaram tudo funcionando como prometido? A prefeitura anunciou que os passageiros não iriam perder suas passagens do cartão do vale-transporte, mas até o momento a empresa não está aceitando e estamos tendo que pagar em dinheiro. Outra questão é que foi anunciado que os ônibus teriam wi-fi, mas até agora não está funcionando. O prefeito também anunciou que haveria um aplicativo para consultar horários e localização dos ônibus, mas agora informou que só estará disponível daqui a 60 dias. Não poderiam iniciar as atividades já com tudo resolvido?”, questionou outro usuário.
Outro ponto bastante questionado é a pontualidade e a frequência dos ônibus. Passageiros da linha 200, por exemplo, relataram longo tempo de espera pelos transportes.
“É importante reconhecer que os novos ônibus são confortáveis, mas aqui no bairro Dom José Rodrigues o intervalo entre os ônibus chega a ser de duas horas. Isso é um absurdo para quem depende diariamente do transporte. Eu mesmo saí do trabalho no centro às 18h20 e só consegui pegar o ônibus às 20h10. Não adianta trazer ônibus novos se o serviço não atende à real necessidade dos usuários: pontualidade e frequência”, criticou outra passageira.
Primeiro dia
No primeiro dia de operação da nova empresa de transporte coletivo em Juazeiro, nesta segunda-feira (15) usuários registraram a quebra de dois veículos. Um dos ônibus, que faz a linha do bairro Quidé, apresentou problemas, enquanto outro parou na orla da cidade, também devido a falhas mecânicas, conforme relatos de leitores. Os moradores do Brisa da Serra e bairros vizinhos informaram que na segunda-feira o ônibus não passou no horário, prejudicando estudantes e trabalhadores.
“Entregaram segunda e os problemas já começam a aparecer? Esses veículos deveriam ter sido muito bem revisados para entregar para a população. Provavelmente tinham pessoas dentro do ônibus e tiveram que descer. Um constrangimento terrível que sofremos, por anos, com a antiga empresa. O trabalhador cansado, querendo chegar cedo em casa, aí os ônibus começam a dar problema. Melhor reclamar agora antes que cresça o problema”, disse uma leitora que gravou imagens do ônibus quebrando no bairro Maringá.
Redação PNB




Colocar a empresa às pressas apenas para dizer que estava fazendo alguma
coisa foi total irresponsabilidade da
gestão municipal. Faltou organização
Sr. Prefeito.
Os ônibus que deveriam ser novos ja estão até com o sinal de parada quebrado.meu pai que é idoso e mora no João XXIII teve que descer no Castelo Branco um absurdo isso. Essa empresa é nova ou de fachada!!!
É ultrajante tudo isso que nós pais, e nossos filhos estão passando, será que os alunos só deveriam voltar a estudar depois disso tudo resolvido. Creio eu que não.queremos soluções urgentes.