“Se tem dinheiro para comprar um terreno, tem que ter para zelar por ele”, morador denuncia abandono de terrenos no bairro Argemiro, Juazeiro, que estão cheios de lixo

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“Juazeiro não pode ser a cidade dos terrenos baldios”, morador do bairro Argemiro denuncia descarte irregular de lixo e omissão dos proprietários

O professor Josinaldo Diaz, morador do bairro Argemiro, em Juazeiro, no Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar terrenos baldios que estão sendo usados para o descarte irregular de lixo na Rua Alecrim. Ele chama a atenção para a omissão dos proprietários dos terrenos que não muram suas propriedades e da gestão que não faz cumprir o código de postura do município.

“Um terreno em frente à minha casa está se tornando um ponto de descarte de lixo. Esse terreno foi especulado por uma construtora, mas o dono não quis vender. Ou seja, o cidadão não vende, não mura, não faz nada, não realiza nenhum tipo de beneficiamento na própria propriedade. Agora, convivemos com um local cheio de lixo. É um absurdo as pessoas saírem das suas casas para jogar lixo em propriedade alheia”, relatou o morador.

Ele afirma que outros terrenos no bairro também estão sendo utilizados como depósitos irregulares de resíduos e que alguns deles pertencem a empresas.

“As grandes empresas, que são proprietárias de terrenos, também têm que ser autuadas. Aqui na Avenida Girassol, por exemplo, há um terreno de uma construtora que está na mesma situação. A lei tem que valer para todos: empresas, pessoas físicas, particulares, seja quem for. As pessoas precisam murar seus terrenos. Juazeiro precisa deixar de ser a cidade dos terrenos baldios. Se o proprietário tem dinheiro para comprar um terreno, tem que ter também para zelar por ele”, afirmou ele.

O morador também defende que tanto os donos dos terrenos quanto os responsáveis pelo descarte irregular devem ser responsabilizados.

“Não tem outro caminho, essas pessoas têm que ser autuadas mesmo. Se existe essa cultura de sujar, o ente administrativo municipal, que representa o Estado, precisa implantar uma contracultura de fiscalizar e punir. Só assim o cidadão vai parar de agir dessa forma. As pessoas precisam parar de sujar os terrenos alheios e as ruas, e os proprietários devem cuidar dos seus bens”, concluiu ele.

Estamos encaminhando a situação para a Secretaria de Ordenamento Público e Habitação.

Redação PNB

2 COMENTÁRIOS

  1. Mesmo morador que reclama, é o que joga os lixos! Tenho terreno e limpo a cada 3 meses. O mato quase não cresce nesse período, agora lixo, entulho e resto de móveis nunca faltam!

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