Volta ou não volta? Juazeiro segue sem Zona Azul e sem previsão para o retorno do sistema

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Desde julho de 2023, Juazeiro, Norte da Bahia, está sem o sistema de estacionamento rotativo, o chamado Zona Azul. O contrato com a empresa responsável foi encerrado pela gestão anterior, após denúncias de irregularidades e sucessivas reclamações sobre a má prestação do serviço. Desde então, o município não retomou o controle sobre as vagas e o que se vê hoje nas ruas centrais é desorganização e disputa diária por espaço.

Implantada em 2016, o Zona Azul sempre foi alvo de controvérsia. A gestão ficou a cargo de uma empresa contratada pela então Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT), hoje substituída pela AMTT.

Desde o início, o modelo foi questionado pelos condutores de veículos e também judicialmente, repassou pouco ao município e sofreu com a falta de fiscalização. O desgaste culminou na suspensão do serviço.

No centro, os impactos são visíveis.

“O estacionamento rotativo faz falta no centro da cidade”, disse um condutor.

A ausência do sistema é defendida por alguns motoristas, comerciantes e clientes. Para outros, porém, o cenário piorou. Sem rotatividade, os veículos permanecem estacionados por horas, reduzindo a circulação nas imediações de bancos, lojas e repartições.

Um motorista que trabalha com entregas na região central de Juazeiro, e que preferiu não se identificar, relatou que sua rotina mudou desde a suspensão do sistema. Ele comentou  que, antes, com a Zona Azul, havia mais rotatividade e mais pessoas conseguiam utilizar as vagas ao longo do dia.

“Agora a gente fica rodando, procurando lugar para parar”, afirmou.

A ausência de fiscalização também tem comprometido vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência, muitas vezes ocupadas irregularmente, sem qualquer controle.

Procurada pelo PNB, a Prefeitura informou, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), que as discussões sobre o futuro da Zona Azul seguem em andamento. Não há prazo para uma decisão nem definição sobre o modelo a ser adotado. Uma audiência pública anunciada pela gestão anterior não chegou a ocorrer. O tema segue em aberto, alimentando expectativas entre moradores e comerciantes.

O diretor da AMTT, Mitonho Vargas, não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta da reportagem.

Já a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informou, por meio de sua assessoria, que ainda não tem posição oficial. A entidade afirmou que ouvirá os lojistas por meio de uma enquete prevista para os próximos dias. Apenas após esse levantamento será possível emitir um posicionamento mais claro.

Atualmente, o centro de Juazeiro permanece sem sistema de estacionamento rotativo em funcionamento. Com a suspensão da Zona Azul, não há regulamentação específica para o uso das vagas, e o cenário segue sem alterações à espera de definições por parte do poder público.

Redação PNB

1 COMENTÁRIO

  1. Tem Que Ser Estudado ! Estão Com Saudades De Serem Multados De Forma Arbitrária Por Fiscais Da Zona Azul Que Não São Agentes De trânsito ? Me Deixe Viu

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