O Centro Acadêmico de Ciências Sociais, da Univasf- Universidade do Vale do São Francisco, em nota enviada ao PNB, neste sábado (12), criticou a medida da reitoria da instituição que tenta “criminalizar” o projeto “Caramelos da Univasf”, uma iniciativa dos estudantes de proteção aos animais que circulam na área da universidade, em Juazeiro. Eles afirmam que além de não adotar nenhuma ação dirigida a causa animal, a gestão não apoia o projeto que de castração, vacinação e alimentação de cães e gatos comunitários.
Confira:
A prefeitura dos campi da universidade e a gestão da reitoria nunca elaboraram uma estratégia decente para lidar com os animais em situação precária – animais que, diga-se de passagem, habitam esse planeta muito antes de a gente existir. Em vez de agir, a gestão prefere colocar placas desestimulando a alimentação desses bichos, ameaçando criminalizar os estudantes que tocam um projeto de castração, vacinação e alimentação. Mas a pergunta que paira é: qual a alternativa que a reitoria apresentou, além de tentar tolher uma iniciativa que, na prática, reduz os riscos tanto para os animais quanto para as pessoas?
É no mínimo contraditório: a universidade se gaba para a comunidade externa como um espaço “ecológico”, comprometido com o meio ambiente – onde fica esse discurso agora? Onde está o Projeto Escola Verde nessa história? Por que não se posiciona?
E não para por aí. A mesma gestão que alega “falta de orçamento” para manter os espaços mínimos da universidade – burocratizando até o acesso da comunidade a atividades educativas e culturais – agora acha verba para gastar com placas de repressão, em vez de apoiar soluções que já estão sendo construídas por quem vive o campus paulatinamente, a razão de se existir uma universidade: os estudantes.
No Campus Juazeiro, também sofremos com a falta de ação em relação aos animais, e vemos como a iniciativa dos discentes de outros campi é importante e incentivamos sua expansão. Ela não só protege os bichos, como torna o convívio mais seguro para todos. Castrar e vacinar reduz agressividade, evita zoonoses e diminui a superpopulação, alimentar aplaca a fome dos bichos, desestimulando seu comportamento caçador ativado como instinto de sobrevivência – não é óbvio que isso é melhor do que simplesmente ignorar o problema e ainda punir quem tenta resolver?
Com isso, reforçamos que a prefeitura do campus precisa tirar essas placas e, em vez de criminalizar, apoiar as alternativas. Se a universidade realmente se importa com socioambientalismo, que comece agindo onde é urgente – e não só no discurso.
Centro Acadêmico de Ciências Sociais
Estamos encaminhando os questionamentos à reitoria da Univasf.
Redação PNB



