Em nota, Sindicato dos Docentes da Univasf repudia informe da instituição sobre a greve dos motoristas

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Em nota enviada ao PNB, a Diretoria do Sindicato dos Docentes da Univasf (SINDUNIVASF) repudiou o informe publicado pela gestão na página da instituição sobre a greve dos motoristas.

Confira:

A Diretoria do Sindicato dos Docentes da Univasf (SINDUNIVASF) repudia o informe publicado pela gestão na página da instituição no dia de ontem sobre a greve dos motoristas. De forma insidiosa, o comunicado afirma que o sindicato não aceitou o acordo proposto pela gestão, sem apresentar os motivos da entidade sindical. Além disso, o informe, de maneira desrespeitosa com o sindicato que legitimamente representa os motoristas e com um tom assedioso, coloca a responsabilidade pelo fim da greve sobre os trabalhadores.

A Diretoria da SINDUNIVASF entrou em contato com o sindicato representante dos motoristas, que esclareceu seus motivos para a deflagração da greve: “redução salarial de quase R$ 1.000,00, não contratação de plano de saúde, distorções nos valores do tíquete-alimentação, vale-transporte, diária de viagem, horas extras, entre outros.” Ainda de acordo com a entidade sindical, o atraso no pagamento dos salários – que a gestão da Univasf tentou, de forma enganosa, fazer parecer como o principal motivo da greve – foi um fato novo, ocorrido após negociações frustradas. Em anexo, segue na íntegra a
manifestação do sindicato representante dos motoristas.

Temos plena consciência dos efeitos nefastos das políticas neoliberais de desfinanciamento das universidades públicas, implementadas para atender tetos de gastos e arcabouços fiscais irrealistas. No entanto, além da responsabilidade fisc fiscal, a universidade deve ter compromisso com a responsabilidade social. Não é aceitável que se tente resolver os problemas financeiros da Univasf às custas dos trabalhadores terceirizados – muitos deles
pais e mães de família – que se dedicam diariamente para o funcionamento
adequado da instituição.

Além disso, essa política de ajuste fiscal não foi debatida com a comunidade
acadêmica. Será que não existem outras medidas, menos prejudiciais aos
trabalhadores terceirizados, que possam contribuir para a saúde financeira da
instituição? (Ascom)

Redação PNB

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