Após críticas de usuários, Hospital Regional de Juazeiro se manifesta sobre atendimento e superlotação na unidade

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Após reclamações de usuários sobre atendimento do Hospital Regional de Juazeiro, a instituição se manifestou em nota enviada ao PNB. Pacientes da unidade hospitalar relataram que os corredores continuam lotados, mesmo após a ampliação do hospital e, constantemente, reclamam da falta de leitos e do atendimento.

Confira nota na íntegra:

O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) é a unidade de referência na assistência de média complexidade para 53 municípios da região. Além disso, é porta aberta para clínica médica e cirúrgica.

Assim, a ocupação superior a capacidade da unidades de saúde, especialmente na emergência, é é causada devido o aumento da demanda e a alta complexidade dos casos atendidos.

O HRJ reitera que prioriza a qualidade do atendimento e está empenhado em garantir cuidados adequados e humanizados, implementando medidas para melhorar o fluxo de pacientes, otimizar recursos e reduzir o tempo de espera”.

Reclamação

No mês de novembro do ano passado, o Governo do Estado entregou a ampliação do complexo do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), com leitos de maternidade, internação adulto e pediátrico e para emergências geral e obstétrica. Entre obras e equipamentos, foram investidos R$ 70,7 milhões, segundo a gestão estadual.

A nova estrutura, que passou a contar com mais 178 leitos, passando dos 180 para 358, quase o dobro da capacidade anterior da unidade, reforçaria a assistência à saúde na região norte do estado. Com a expansão, segundo o HRJ, o número de internações na unidade hospitalar saltou de cerca de 825 por mês para 1543.

No entanto, mesmo com a intervenção, os corredores do hospital continuam lotados e os usuários, constantemente, reclamam da falta de leitos e do atendimento.

Nesta quinta-feira (13), o irmão de um paciente que deu entrada pela manha, em contato com nossa redação

Os corredores do Hospital Regional de Juazeiro estão lotados. Cheguei aqui com meu irmão que estava com fortes dores abdominais por volta das 8 da manhã. Ele foi atendido somente perto das 11 horas. Até essa hora está no corredor. Ninguém deu o ar da graça aqui. Ele fez um exame de sangue e o resultado não saiu ainda. Estamos aqui aguardando até essa hora, ou seja, mais de 20h. Ninguém fala nada, não dão nenhuma satisfação.  Aqui está uma situação precária, falta de tudo aqui nesse hospital. Muitas pessoas no corredor. Tem acompanhante deitado no chão, sentado no chão, pois não tem cadeiras para sentarem. Está faltando até cadeira de rodas e estão tendo que pegar de um paciente para dar para outro. A situação aqui está feia e só não vê quem não quer”,

Ontem a filha de um idoso de 83 anos relatou ao PNB que o pai deu entrada na unidade e saiu sem atendimento.

“Meu pai sentiu uma dor forte no peito e levei para o Regional. Chegamos às 8h50 e saímos de lá às 13h40, mas ele não foi atendido. Passou pela triagem, esperou mais de duas horas e não passou por um médico. Não houve atendimento prioritário, sendo ele um idoso. Com fome e muito revoltado com o descaso, pediu para voltar para casa. Outros pacientes, muitos idosos, também estavam lá esperando horas por um atendimento”, contou a filha do idoso.

 

Redação PNB

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