“A desigualdade social é cruel”: leitor flagra um grupo de pessoas pegando alimentos deixados no lixo de um supermercado no bairro Argemiro, Juazeiro

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Um leitor do PNB flagrou, na segunda-feira (27), uma cena que atenta contra a dignidade humana e denuncia a fome que também assola o município de Juazeiro, Norte da Bahia.

Ele gravou um vídeo em que aparecem algumas pessoas pegando alimentos deixados no lixo de um supermercado no bairro Argemiro.

“Uma cena que choca! Pessoas em situação de miséria, pegando alimentos no lixo do supermercado aqui perto de casa, no bairro Argemiro. Muito triste. Revoltante saber que existem um monte de políticos canalhas que roubam os recursos públicos, moram em mansões, têm carros de luxo e o povo com fome, comendo lixo. A desigualdade social é cruel,” desabafou o leitor.

Bahia sem fome 

O programa Bahia Sem Fome, do Governo da Bahia, atende as populações em situação de extrema pobreza, oferecendo um suporte emergencial com a entrega de cestas básicas em todo o Estado.

Na segunda-feira (27) foram distribuídas 78 cestas básicas do Programa Bahia Sem Fome a famílias em situação de risco social, em Juazeiro, parceiro do programa.

“Entregar as cestas básicas, para a gente, é o último pilar da política pública que queremos. Sabemos que esse apoio emergencial é necessário, mas o nosso objetivo vai além. A política pública que buscamos é aquela que garanta direitos plenos aos nossos cidadãos e cidadãs. Queremos ver nossas crianças na escola, com educação de qualidade, com alimentação nutritiva nas comunidades, com a agricultura familiar fortalecida, e, principalmente, com oportunidades reais de emprego e renda”, afirmou o vice-prefeito de Juazeiro, Tiano Félix.

Outras cestas básicas serão distribuídas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), além de unidades básicas de saúde (UBS) dos distritos. A programação seguiu nesta terça-feira (28) com entregas no Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) e na Pastoral da Mulher.

Fome no Brasil

A edição 2024 do Relatório das Nações Unidas sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial (SOFI 2024) mostra que a insegurança alimentar severa caiu 85% no Brasil em 2023. Em números absolutos, 14,7 milhões deixaram de passar fome no país. A insegurança alimentar severa, que afligia 17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para 2,5 milhões. Percentualmente, a queda foi de 8% para 1,2% da população.

Os dados da ONU, confirmam resultados apontados pelo IBGE, que indicaram que mais de 24 milhões de brasileiros saíram da condição de fome entre 2022 e 2023.

Segundo a metodologia da FAO, a insegurança alimentar severa é quando a pessoa está de fato sem acesso a alimentos, e passa um dia inteiro ou mais sem comer. Representa a fome concreta que, se mantida regularmente, leva a prejuízos graves à saúde física e mental, sobretudo na primeira infância, no desenvolvimento e na formação cognitiva.

Redação PNB, com informações Ascom/PMJ

2 COMENTÁRIOS

  1. Esse que gravou esse vídeo, deve ser mais um daqueles que gostam de denunciar, mais não tem coragem de dar um almoço a uma pessoa desta. Sempre digo que limpo não é quem não gosta de sujeira mais sim quem vê a sujeira e limpa.

  2. O engraçado é que o olhar político para situações como essas só ocorre se alguém chama atenção, como foi o caso do vídeo gravado pelo leitor.
    Porque se a ação pública ocorressem de forma continua, atendendo a grande parte da população em situação de miserabilidade, não teria pessoas precisando remexendo lixos dos supermercados para se alimentarem.

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