Em nota enviada ao PNB, Coletivo Entre Rios e Sertões critica tratamento dado aos artistas pela direção do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro: “Desrespeitados e hostilizados”

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Em nota enviada ao PNB, o Coletivo Entre Rios e Sertões, de Juazeiro, argumentando que se sentiu prejudicado na apresentação do espetáculo teatral “A Moça do Cais: O Cordel de um amor sem fim”, que aconteceu no último domingo (20), no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, criticou a direção do espaço cultural.

O coletivo afirmou que “as escolhas arbitrárias que o gestor vem tomando têm prejudicado o andamento de ensaios e prejudicou, diretamente, o andamento do espetáculo que foi apresentado pelo grupo no dia 20/10, fazendo com que os artistas se sintam, por muitas vezes, desrespeitados e hostilizados dentro desse espaço que deveria ser de acolhimento e de boa relação com todos, sobretudo com os fazedores de cultura que movimentam esta casa.”

Confira nota na íntegra:

Nós, Coletivo Entre Rios e Sertões, viemos por meio desta nota demonstrar nosso descontentamento no que se refere à maneira que estamos sendo tratados pela atual gestão do Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro – BA).

As escolhas arbitrárias que o gestor vem tomando têm prejudicado o andamento de ensaios e prejudicou, diretamente, o andamento do espetáculo que foi apresentado pelo grupo no dia 20/10, fazendo com que os artistas se sintam, por muitas vezes, desrespeitados e hostilizados dentro desse espaço que deveria ser de acolhimento e de boa relação com todos, sobretudo com os fazedores de cultura que movimentam esta casa.

No último dia 18/10 o grupo, que estava prestes a estrear um espetáculo, foi convidado a se retirar do espaço durante o ensaio geral em tons de ameaças pelo gestor do espaço, que ordenou que saíssemos da sala principal – onde o referido ensaio acontecia – por meio dos agentes de segurança que lá trabalham. Além disso, o mesmo, na tentativa de nos constranger e desmoralizar, ameaçou fazer uma ocorrência que seria enviada para a SECULT, como se nós tivéssemos invadido o espaço, ou cometido alguma ilegalidade, quando na verdade já havia sido acordado com a secretária do local e com o mesmo que, ao ser questionado sobre o ensaio, nos comunicou: “o espaço está a sua total disposição …”.

Por fim, dizemos que o Centro de Cultura João Gilberto é um espaço público que deve estar à disposição da população que paga os impostos que o fazem funcionar. Acreditamos que os espaços públicos podem ser plurais, diversos e respeitosos com todos, e que este aparelho é importantíssimo para a formação, fruição-artístico-cultural e para o fortalecimento das diversas culturas presentes nos municipios beneficiados pelo espaço, mas não nos calaremos diante de déspotas.

Atenciosamente,
Coletivo Entre Rios e Sertões

Estamos encaminhando a reclamação para a direção do CCJG.

Redação PNB

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