Recorrentemente, quem precisa da assistência do Serviço Móvel de Urgência de Juazeiro se depara com a informação de que não existem macas, pois os equipamentos ficam retidos nos hospitais que atendem à Rede Peba, devido a superlotação.
Nesta segunda-feira (30), após sofrer um acidente na Av. R. Edgar Chastinet, no São Geraldo, uma mulher ficou mais de uma hora aguardando o atendimento do serviço, segundo populares que relataram o caso ao PNB.
“A SAMU informou que não podia vir por falta de macas”, disse uma pessoa que acionou o serviço.
Mais uma vez, a Secretaria de Saúde atribuiu a falta de assistência “a retenção de macas pelas unidades hospitais como leitos provisórios.”
Pelas redes sociais do PNB, seguidores perguntaram sobre a quantidade dos equipamentos disponíveis no Samu para atender a sede e ao interior do município.
Procuramos a Secretaria de Saúde e o órgão esclareceu que “o SAMU dispõe de 15 macas. O triplo do número recomendado, pelo Ministério da Saúde, em relação ao número de ambulâncias que compõe a frota atual”.
Acidente na Av. R. Edgar Chastinet, no São Geraldo
“Acabei de presenciar um acidente em frente à UNEB. Já tem mais de uma hora que estamos aqui aguardando um socorro à vítima, porém a SAMU informou que não podia vir por falta de macas. A moça continua caída no chão, pois não podemos levá-la até um hospital. A que ponto nossa cidade chegou? Não tem verbas para comprar mais macas, mas tem verbas para divulgar campanhas políticas?”.
Em nota, a SESAU informou que “nesta segunda-feira (30), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Juazeiro voltou a enfrentar problemas para atender em decorrência da retenção de suas macas pelos hospitais que integram a Rede PEBA. A retenção de macas pelas unidades hospitais como leitos provisórios é um problema antigo que vem sendo exposto pela SESAU com frequência. Neste momento, todas as macas do SAMU estão retidas. A equipe do SAMU segue em contato com os hospitais para resgatar as macas a medida que os pacientes forem sendo transferidos para os leitos”.
Redação PNB



