O síndico do Condomínio Country Clube, em Juazeiro, incomodado com reclamação de alguns moradores sobre a aparição de gatos circulando pelo local, adotou a prática de emprestar aos condôminos, ‘gatoeiras’, armadilhas utilizadas para capturar gatos, para a captura dos animais. Os dispositivos ficam em alguns pontos próximos das residências.

Alguns condôminos, em contato com nossa redação, questionaram a atitude da direção do condomínio, já que, segundo eles, não se sabe a destinação dos animais capturados e nem de que forma eles são atraídos para os dispositivos.
“Foi colocada uma espécie de gaiola que é do condomínio. Alegaram que, quando o condômino está incomodado com algum gato que não seja o seu, ele solicita e colocam no dispositivo na casa. O próprio morador se responsabiliza em botar um petisco, uma isca, que chame esse animal. No grupo do condomínio já houve alguns questionamentos sobre essa prática. Por que isso? Qual comida colocam como ‘atrativo’? Se meu cachorro for lá e comer, como vou saber o que ele ingeriu? O condomínio não se responsabiliza pelo que os moradores colocam para induzir o animal a entrar na gaiola. Eles querem se eximir, mas isso não é correto, já que emprestam o objeto”, contou um morador.
Outra moradora relatou que, segundo informações que circulam no condomínio, os gatos estariam sendo deixados na porta do cemitério de Juazeiro, local que já concentra dezenas de gatos.
“O pior é que soubemos que quando os animais são capturados, se tiverem sem identificação, levam para o cemitério. Se tiver alguma identificação, eles comunicam a casa. E por algumas vezes também, mesmo sem identificação, acho que até para se resguardarem, eles também colocam a foto no grupo falando que o animal se encontra na secretaria. Esses animais capturados estão sendo levados para um local seguro? Para onde? O síndico não poderia emprestar as gaiolas. Qual é a garantia que os bichos vão para um lugar seguro? Não existe essa garantia. Acredito que, se os gatos comunitários estão incomodando, uma outra ação deveria ser desenvolvida, como intermediar uma castração, avisar ao órgão responsável, incentivar a adoção, alguma prática de defesa e proteção animal e não jogar em local público, onde já ficam dezenas de gatos abandonados,” concluiu uma moradora.



