Secretária de Educação da Bahia é convidada pela Assembleia Legislativa para explicar portaria que orienta “aprovação em massa” de estudantes

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Após portaria sobre “aprovação em massa” de estudantes, a oposição na Assembleia Legislativa da Bahia formalizou, nesta quarta-feira (21), o convite para que a secretária estadual de Educação, Adélia Pinheiro compareça à Casa e explique o conteúdo da orientação.

Caso a gestora não compareça, os parlamentares entendem que o convite pode ser convertido em uma convocação.

O assunto causou polêmica após fala do governador fala do Governador Jerônimo Rodrigues (PT), que defendeu a portaria, chegando a dizer que, como professor, sente-se indignado quando vê um aluno reprovado.

“Eu fico muito triste como governador e como professor quando eu vejo professoras e professores reprovando alunos. Não pode ser um professor, um educador que tenha que dizer no final do ano, você está reprovado”, disse o petista.

A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia denunciou a declaração do governador sobre uma portaria e considerou que o petista “jogou a crise da falência de sua política de educação nas costas dos professores”.

A portaria 190, de acordo com a APLB, “foi uma medida generalista e sem nenhum diálogo com a categoria.”

Em nota publicada no site da entidade, o sindicato disse que a medida tem “causado grande inquietação junto aos profissionais ligados à área da Educação, principalmente professores”.

“Essa aprovação em massa diz claramente que o governo não tem compromisso com a Educação. Nós repudiamos a ação, que consideramos uma falta de respeito aos educadores que realizaram todo o processo pedagógico. A ação foi tomada sem nenhuma interlocução, sem nenhum diálogo. Uma atitude drástica que só faz com que a educação na Bahia piore cada vez mais”, afirmou Rui Oliveira, presidente da entidade.

Ele declarou ainda que o sindicato tomará as medidas legais. “Nós vamos denunciar ao Ministério Público estadual, ao Conselho Estadual de Educação, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e junto à CNTE-Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação”, ressaltou.

Redação PNB

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