Após denúncias, MP constata irregularidades no CAPSI e aciona Prefeitura de Juazeiro para garantir funcionamento adequado no órgão

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Depois de uma série de denúncias publicadas no PNB, a partir de reclamações de mães atípicas e responsáveis por crianças e adolescentes com deficiência atendidos pelo CAPS I, em Juazeiro, finalmente uma ação.

O Ministério Público estadual ajuizou ação civil pública contra o Município de Juazeiro na última terça-feira (14) solicitando à Justiça que determine a adoção de medidas para funcionamento regular e adequado do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Caps Infantil).

Segundo a promotora de Justiça Rita de Cássia Rodrigues, vistoria realizada pelo Núcleo Regional de Saúde Norte constatou uma série de irregularidades na unidade.

A promotora de Justiça pediu a Justiça que conceda de tutela de urgência para obrigar o Município a concluir a organização da Clínica Psicossocial da unidade, sobretudo com a contratação, mediante processo seletivo e/ou concurso público, de um fonoaudiólogo, dois psicólogos e um terapeuta ocupacional. Além disso, a providenciar a confecção de calendário de oficinas terapêuticas indicando as atividades a serem realizadas diariamente no serviço; realizar os reparos necessários na estrutura física da unidade; disponibilizar veículo para realização de visitas domiciliares pela equipe da unidade; e regularizar o alvará de funcionamento e o alvará sanitário, bem como mantê-los atualizados.

Na ação, Rita de Cássia Rodrigues explica que, apesar das diversas tentativas, várias irregularidades permanecem inalteradas no Caps Infantil. Ainda de acordo com ela, o Ministério Público propôs assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ao Município, mas não recebeu resposta sobre a proposta apresentada.

Representação do Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar de Juazeiro, após receber denúncias referentes ao atendimento do CAPS I- Centro de Atenção Psicossocial, entrou com uma representação no Ministério Público da Bahia para que o órgão apure os relatos de mães e responsáveis por usuários do serviço que atende a crianças e adolescentes atípicos.

O Colegiado do Conselho Tutelar enviou uma nota ao PNB, relatando as denúncias “que tratavam das diversas negligências no que se refere aos atendimentos médicos e multiprofissional prestados pelo CAPSI.”

Redação PNB, com informações Cecom/MP

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