Após reclamação, nesta quinta-feira (16), da filha de uma paciente que está em tratamento contra um câncer no Hospital Regional de Juazeiro e desde o último domingo (12), aguardava por um procedimento no corredor da unidade hospitalar, o HRJ se manifestou em nota enviada ao PNB informando que a paciente foi instalada em um leito.
“O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) informa que a referida paciente já está instalada em um leito e segue recebendo toda assistência necessária da equipe multidisciplinar da unidade hospitalar.”
Reclamação
Em contato com o PNB nesta quinta-feira (16), a filha de uma paciente que desde o ano passado está em tratamento contra um câncer no Hospital Regional de Juazeiro, relatou as dificuldades que a mãe vem passando, desde o último domingo (12), quando precisou voltar a unidade hospitalar, após uma intercorrência que necessita de um procedimento para ser sanada.
Há cinco dias, a paciente está nos corredores, mal acomodada numa maca, esperando por um leito e pelo procedimento que deveria ter sido realizado na última terça-feira (14).
“Desde o dia 12/11, ela encontra-se internada, na ala de emergência, no corredor do hospital. Na terça-feira, previa-se a execução do procedimento, colocaram-na em dieta restritiva, porém, não foi realizado e o acompanhante só foi comunicado às 16:30. Desde então, não há comunicação de uma previsão de realização do procedimento, previsão de realocação dela em um leito de enfermaria, que possa trazer conforto a ela como paciente e à minha família como acompanhante. Há 5 dias, ela dorme numa maca, que acaba sendo estreita para as movimentações de higiene e etc, e meu pai e minha irmã têm se revezado e dormido a noite em uma cadeira de plástico, ou, num conjunto de cadeiras que esteja disponível no corredor, ” contou a filha que ressaltou que o caso da paciente é de urgência e pode se agravar.
“Para nós, é uma situação urgente, porque cada dia que ela passa sem o atendimento adequado e exposta no corredor do hospital, pode culminar em uma infecção, ou agravamento das enfermidades.”
Confira o relato da filha
“Minha mãe é paciente oncológica do Hospital Regional de Juazeiro desde 2022. Ela tem câncer de colo de útero/endométrio. Iniciou o tratamento no HRJ com quimioterapias, fez cirurgia de histerectomia e finalizou mais um ciclo de quimioterapias agora em meados de julho de 2023, que não foi o suficiente para o diagnóstico de cura, pois ainda há neoplasia maligna que necessita de tratamento. No dia 16 de outubro, ela foi internada, após apresentar taxas de hemoglobinas abaixo do esperado, pois a neoplasia ocasiona sangramento e expele coágulos, foi identificado problema no funcionamento dos rins e para que ela conseguisse evoluir, sem a necessidade de hemodiálise e buscando diminuir a coagulação do sangue, foram inseridos drenos nos rins, expelindo a urina diretamente para bolsas e sonda vaginal.
Ela teve alta em 02 de outubro, e até semana passada, nossa família se responsabilizava por todos os cuidados necessários. Ela fez uma tomografia, que apontou a existência de anomalias que só poderiam ser corrigidas com cirurgia. Ao fazer todos os exames e passar por avaliação médica, ela estava aguardando apenas o hospital marcar a cirurgia. No domingo, 12/11, um dos drenos estava com vazamento e o outro, os pontos soltaram.
Recorremos ao HRJ, para que ela pudesse ter os cuidados adequados e prevenirmos uma infecção derivada do quadro. Entretanto, desde o dia 12/11, ela encontra-se internada, na ala de emergência, no corredor do hospital. Na terça-feira, previa-se a execução do procedimento, colocaram-na em dieta restritiva, porém, não foi realizado e o acompanhante só foi comunicado às 16:30. Desde então, não há comunicação de uma previsão de realização do procedimento, previsão de realocação dela em um leito de enfermaria, que possa trazer conforto a ela como paciente e à minha família como acompanhante. Há 5 dias, ela dorme numa maca, que acaba sendo estreita para as movimentações de higiene e etc, e meu pai e minha irmã têm se revezado e dormido a noite em uma cadeira de plástico, ou, num conjunto de cadeiras que esteja disponível no corredor. Procurei hoje cedo o Núcleo Norte de Saúde de Juazeiro, onde fui bem recebida (minha mãe, a paciente trabalhava lá), o próprio diretor, solicitou uma prioridade ao atendimento, devido às circunstâncias, e registrei toda a denúncia presencialmente no canal de ouvidoria. Porém, ainda não houve nenhum efeito.
Para nós, é uma situação urgente, porque cada dia que ela passa sem o atendimento adequado e exposta no corredor do hospital, pode culminar em uma infecção, ou agravamento das enfermidades.”
Redação PNB



