Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifesta sobre precariedade no atendimento da UPA denunciado por filha de uma paciente

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifestou em relação as reclamações da filha da paciente Valdinete Pereira de Souza, de 47 anos, que está internada desde o último sábado (04), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Além de enumerar algumas deficiências no atendimento da unidade, Mariana Souza disse que a mãe está aguardando, há 4 dias, a realização de exames de tomografia e ultrassonografia para para obter um diagnóstico para o seu problema de saúde.

A filha denunciou as condições da ambulância que transportou a paciente e ainda que a mãe teria sido medicada de forma errada.

A Secretaria de Saúde de Juazeiro informou que, “há quatro dias, vem solicitando a transferência da paciente citada à Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL) para o Hospital Regional, onde ela receberá o tratamento clínico adequado para o seu quadro de saúde. Enquanto aguarda a regulação, a paciente vem recebendo todo o suporte clínico disponível na UPA de Juazeiro. Vale destacar que, por se tratar de uma unidade de pronto atendimento, a UPA não dispõe de uma infraestrutura para internamentos prolongados o que deve ser oferecido pelas unidades hospitalares. Quanto ao transporte realizado sem a maca, a Sesau lamenta e afirma que vai apurar o caso e tomar medidas cabíveis, já que é proibido na unidade fazer o transporte de pacientes sem o uso do equipamento.”

Reclamação

Com fortes dores nas pernas, a paciente Valdinete Pereira de Souza, de 47 anos, está internada desde o último sábado (04), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Juazeiro, no Norte da Bahia, aguardando a realização de exames de tomografia e ultrassonografia. Em contato com o Portal Preto no Branco, a filha dela, Mariana Souza, denunciou diversas irregularidades que estariam ocorrendo com a mãe, que até o momento não recebeu um diagnóstico.

“Minha mãe está há 12 dias nessa situação, sentindo fortes dores nas pernas e sem conseguir andar. Antes dela ser internada, nós já tínhamos levado ela quatro vezes na UPA e só diziam que era Chikungunya. Davam medicação e mandavam ela para casa. Somente no sábado, decidiram internar ela. Chegarem a suspeitar de trombose, mas já descartaram. Agora estão dependendo da realização da tomografia e de uma ultrassonografia para identificarem o que ela tem e fazerem o tratamento adequado. Esses exames precisam ser feitos com urgência, pois a minha mãe não está suportando as dores. Ela não consegue andar, nem se levantar da cama para ir no banheiro, nem para nada. Ela grita de dores nas pernas,” relatou a filha da paciente.

Mariana reclamou ainda que o exame chegou a ser marcado para está quarta-feira (08), no Hospital Regional de Juazeiro, porém, o equipamento não está funcionando.

“Depois de 4 dias esperando, fomos informados que a tomografia seria realizada hoje (8), porém, somente ao chegarmos no Hospital Regional, soubemos que o exame não seria realizado, pois a máquina está quebrada. É um descaso! Além disso, na UPA disseram que não há previsão de quando a ultrassonografia será realizada também”, acrescentou.

A filha da paciente também denunciou a precariedade da ambulância da UPA e um suposto erro na medicação que a mãe estava tomando na unidade.

“A ambulância que levou a minha mãe hoje para o HRJ não era adequada. Minha mãe é uma paciente que está acamada, sem conseguir andar por conta das dores nas pernas, e mesmo assim, ela teve que ir sentada, quase caindo, pois no veículo não tinha sequer uma maca para ela ir deitada. Na volta, o motorista ficou sensibilizado com a situação e arrumou uma maca para ela vir deitada. Além de tudo isso, ontem, quando o médico veio ver ela, ele me disse que ela estava tomando uma medicação não era para está tomando e mandou suspender. É muita irresponsabilidade dessa gestão”, finalizou.

 

Redação PNB

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