Demissões de profissionais da saúde em Juazeiro: MPT e MPBA dizem que jamais determinaram a dispensa emergencial dos trabalhadores

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Na semana passada, a Secretaria de Saúde de Juazeiro realizou a demissão em massa de profissionais de saúde, situação que afetou o atendimento em oito Unidades Básicas de Saúde.

Faltam médicos nas equipes de saúde da família das UBSs do João Paulo II (equipes B e C), Alto da Maravilha, Dom José Rodrigues (Residencial São Francisco), Centro, Tabuleiro, Piranga 1 e 2, Palmares e Pedra do Lord.

Segundo o Vereador Dr. Salvador, considerando que cada equipe de Saúde da família é responsável por atender até 4 mil pessoas, a falta destes profissionais nas unidades deixa mais de 30 mil pessoas sem atendimento médico.

A Sesau vem creditando as demissões a uma determinação do Ministério Público do Trabalho – MPT, que, segundo o órgão, teria  recomendado, em caráter emergencial, que os contratos fossem reincididos, gradativamente, para serem substituídos na mesma proporção a partir do mês de novembro, por meio dos aprovados no Processo Seletivo Simplificado.

No entanto, procurado pelo PNB, o Ministério Público do Trabalho-MPT, não confirma a justificativa da Secretaria de Saúde. O órgão esclareceu que jamais determinou a “dispensa emergencial de trabalhadores”.

Veja a nota na íntegra

Nota de esclarecimento

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) esclarecem que jamais determinaram que a Prefeitura de Juazeiro, no norte da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), fizesse a dispensa emergencial de trabalhadores.

A atuação do MPT está ocorrendo no inquérito civil nº 000088.2022.05.003/2-01, que tem como finalidade apurar responsabilidades, mas não houve qualquer recomendação formal ou determinação de condutas. Já o Ministério Público estadual informa que firmou, em abril deste ano, acordo com o Município de Juazeiro, que em nenhum momento orienta e muito menos autoriza a demissão de profissionais da área de saúde.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelece o compromisso pela Prefeitura de realizar concurso público para preenchimento de vagas do quadro municipal, com lançamento do edital até no máximo junho de 2024. Segundo o acordo, somente após a publicação do edital do concurso que ficará proibida nova contratação temporária de funcionários.

Declarações publicadas pelo secretário da Saúde em um vídeo em que aparece ao lado de dois servidores da pasta e que circula em redes sociais e reproduzidas em nota distribuída pela assessoria da Sesau têm causado grande confusão perante a sociedade, pois afirmam, sem que haja qualquer documento, que as demissões “atendem a determinação do MPT”. Não há qualquer determinação neste sentido.

A realização de audiência pelo MPT no último dia 11 teve como finalidade ouvir a Prefeitura sobre as providências que estão sendo adotadas para resolver as graves irregularidades na forma de contratação de profissionais para a rede municipal de saúde pública. O inquérito investiga denúncia de que vários profissionais aprovados em processo seletivo estão aguardando nomeação, enquanto a prefeitura mantém profissionais contratados que não passaram por processo seletivo.

 

Redação PN

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