Após reclamações, MPT informa que foi instaurado Inquérito para apurar os atrasos nos pagamentos dos salários de funcionários da Promatre, em Juazeiro

0

 

Após inúmeras reclamações de funcionários do Hospital Promatre de Juazeiro sobre o atraso nos pagamentos dos salários, o Portal Preto No Branco procurou o Ministério Público do Trabalho, nesta segunda-feira (16), para ouvir o órgão sobre a questão que se arrasta há 4 meses.

Em nota enviada a nossa redação, o Ministério Público do Trabalho (MPT) esclareceu que “tem um inquérito aberto para apuração de atraso ou não pagamento das verbas rescisórias por parte do Hospital Pro Matre de Juazeiro. Trata-se de uma investigação, que corre sob o número IC 000204.2022.05.003/8, e apura o cumprimento de normas trabalhistas. Já foram realizadas audiências e solicitados documentos à empresa e ao município, contratante dos serviços. O MPT não atua neste caso como mediador de conflitos trabalhistas. A apuração, quando concluída, poderá levar à negociação de um termo de ajuste de conduta ou até a uma ação civil pública”.

Reclamação mais recente

“Desde de junho que não recebemos nada e ninguém faz absolutamente nada,” desabafou um profissional de saúde do Hospital Promatre de Juazeiro.

Ele relatou que a instituição alega que não recebeu o repasse, o que segundo o profissional não procede.

“Continuamos sem receber nossos salários. Também não recebemos o retroativo do piso salarial. Eles não nos dão nenhuma justificativa. Semana passada pagaram os médicos, o pessoal do RH, Financeiro e coordenadores todos receberam e nós, das demais classes não recebemos nada. Sequer uma previsão. Mentem dizendo que não estão recebendo repasses, mas sabemos que é mentira, pois o hospital recebeu sim o repasse de 2 milhões semana passada.

Cansado de cobrar os salários dos meses trabalhados, o funcionário questiona a atuação do Ministério do Trabalho.

“São muitos os funcionários que estão nesta situação de horror. Tem colegas sendo ameaçadas por agiotas, porque pegaram dinheiro emprestado para comer. Outros passando fome, sendo despejados. Fora os que estão com quadro depressivo. Não aguentamos mais e o Ministério do Trabalho nada faz, vem sendo conivente, pois poderiam fiscalizar esse absurdo e agir,” desabafou o trabalhador.

 

Redação PNB 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome