Exclusivo: empresária alvo de perseguição da Polícia Militar na terça-feira (22), em Juazeiro, fala ao PNB: “Foram muitos tiros da polícia”; ela garante que não estava armada

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Na noite da última terça-feira (22), uma perseguição policial a um veículo ônix pelas ruas de Juazeiro assustou quem estava no centro da cidade. Durante a ação, gravada em diversos vídeos que circularam nas redes sociais, era possível ouvir vários disparos de arma de fogo. A condutora do carro foi identificada como Kedma Valente, e nas primeiras versões de populares, haviam relatos de que ela estava armada, e trocando tiros com os policiais.

O PNB conversou com Kedma, empresária e mãe de um filho, que contou como o fato aconteceu.

A empresária garantiu que não estava armada, e que foi abordada pela polícia na porta da casa de familiares de seu ex-companheiro, pai de seu filho de 12 anos, quando foi ao local pegar a criança.

“Meu filho havia viajado com um tio, irmão do meu ex-marido. O tio ficou de me entregar a criança na segunda-feira. Sabendo que eles já estavam em Juazeiro, fui até a casa onde moram os familiares do pai do meu filho para pegá-lo. Chegando lá, me deparei com este boato de que eu estava armada e quando ia saindo com meu filho a polícia chegou. O policial revistou meu carro e nada achou. De forma muito grosseira, me tratando com uma ‘bandida’, ele mandou eu descer do carro. Foi nesta hora que levantei os vidros do carro e sai, pois eu não devia nada. Aí começou a perseguição. Quando me dei conta tinham várias viaturas e motos atrás de mim”, contou.

Embora a Polícia Militar tenha afirmado a nossa redação de que “não houve disparos de arma de fogo” durante a operação, a empresária relata que, durante a perseguição os policiais atiraram contra o seu veículo. Testemunhas que presenciaram a ação também confirmam que ouviram os tiros ao longo da perseguição policial.

“Não sei quantos, mas foram muitos tiros da polícia. Inclusive meu carro tem as marcas e está sendo periciado. Fiquei muito assustada e, em choque. Quem colocou a vida de meu filho e também de outras pessoas que estavam nas ruas em risco, não fui eu, mas quem me perseguiu efetuando os disparos”, disse a mulher.

Ela confessou ainda que se arrepende de não ter descido do carro, quando o policial ordenou e que não esperava que fosse perseguida da forma que foi.

“Eu me arrependo de não ter descido do carro. Fui errada porque não desci. Fiquei assustada com a forma da abordagem na porta da casa, pois foi com muita ignorância. Não devendo nada a policia, segui meu caminho para casa com meu filho. Jamais imaginei que fosse perseguida desta forma. Nunca peguei em uma arma e nem cometi nenhum crime. Fui vítima de muitos boatos e mentiras. Até disseram que eu tinha dispensado a arma. Arma esta que nunca existiu. Fiz exames e testes na Polícia Civil e isso tudo será provado”.

A empresária acrescentou ainda que pode ter sido vítima de uma “armação”.

“Alguns membros da família querem me tirar a guarda de meu filho e penso que isso tudo pode ter sido uma armação. Eu cuido do meu filho, que ficou muito assustado com esta ação. Mas agora ele está bem”, finalizou a mãe.

Versão da Polícia Militar

Ao PNB, a Polícia Militar informou que guarnições da 73ª CIPM e da 75ª CIPM foram acionadas, após o CICOM receber uma denúncia de que uma mulher estaria portando uma arma de fogo no interior de um veículo. Ela estava acompanhada de uma criança e transitando em alta velocidade pelo centro de Juazeiro, segundo as informações.

Após receber ainda informações sobre as características do automóvel e a provável rota de deslocamento, a PM informou que as equipes iniciaram as rondas, além de efetuar um ponto de bloqueio na localidade conhecida como Rua Zero, no bairro Alto do Cruzeiro, conseguindo localizar o veículo suspeito, que não obedeceu às ordens de parada dos policiais.

Durante a perseguição, o veículo conduzido pela acusada colidiu com duas viaturas e o automóvel foi, então, interceptado. A PM declarou ainda que durante a abordagem, nenhuma arma foi encontrada no carro e que ninguém ficou ferido durante a operação.

O filho da suspeita, uma criança de 12 anos, estava no interior do veículo. Ele foi encaminhado ao cuidado de familiares, informou a PM.

As viaturas colididas permaneceram no local para a realização de perícia. Ainda de acordo com a PM, a mulher foi imediatamente detida e conduzida para a sede da 17ª Coorpin, onde a ocorrência foi registrada.

A Polícia Civil informou que a acusada foi liberada após ser ouvida e que foi lavrado TCO (Termo circunstanciado de ocorrência).

Relato testemunha da perseguição

“Muitas viaturas atrás do Ônix e muitos tiros também. Eu estava perto da SubWay quando vi a confusão e fiquei aterrorizada quando ouvi os tiros. Muita gente correndo. Eu mesma corri, temendo ser alvo de uma bala perdida. Agora eu pergunto e se algum disparo tivesse atingindo um inocente?”, disse uma testemunha da perseguição que falou ao PNB.

Redação PNB

1 COMENTÁRIO

  1. Desobedeceu ordem de parada, evadiu de diversas viaturas, colocando diversos transeuntes em risco, COLIDIU com DUAS viaturas, gerando prejuízo ao patrimônio do Estado e à TODA a população (que ficará sem esses veículos fazendo ronda enquanto são reparados), mas é uma coitada, uma santa!

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