A taxa de mortalidade materna em 2021 superou a casa dos 100 para cada 100 mil nascidos vivos. Dado alarmante que faz o Brasil retornar a índice similar ao registrado na década de 90. De acordo com dados preliminares do Painel de Monitoramento de Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde, no ano passado morreram 2.796 mulheres grávidas ou puérperas.
As mortes podem estar associadas ao pico de Covid-19 em 2021, tendo em vista que, o ápice de mortes ocorreu entre março e maio de 2021, período em que o país registrou recorde de óbitos provocados pela doença. Considerando números absolutos, foram 77% mais mortes que o registrado em 2019, período anterior a pandemia provocada pelo Coronavírus.
A ideia sobre a relação entre o aumento dos casos e a Covid-19 é compartilhada também pelo obstetra Marcos Nakamura, do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e presidente da comissão nacional especializada de mortalidade materna Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
“Acredito que a principal questão foi que a gente tinha, naquele momento de 2021, problemas de assistência em partes do Brasil. Notoriamente aí tivemos a situação de Manaus, onde faltou oxigênio; mas essas situações – em menor grau – ocorreram em várias partes do país”, avaliou Nakamura, em entrevista ao Uol.
O Ministério da Saúde informou em que atua para fortalecer a rede de cuidado materno e infantil do SUS para, entre outras medidas reduzir as taxas de mortalidade mantenha no país.
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