“Eu preciso de ajuda pelo amor de Deus”: vítima de violência doméstica, em Juazeiro, pede socorro a rede de proteção à mulher após ser agredida pelo ex-companheiro

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Com o ouvido estourado, maxilar quebrado, hematomas e diversas escoriações pelo corpo, uma diarista de 38 anos, moradora do Bairro Nova Esperança, em Juazeiro-BA, no Norte da Bahia, foi agredida pelo ex-companheiro. Ela acusa John Paz de Almeida, 27 anos, de ter invadido sua residência para praticar as agressões.

Temendo pela sua vida e a dos seus filhos, nesta terça-feira (22), a vítima de violência doméstica contou ao PNB os momentos de horror que passou na madrugada desta segunda-feira (21).

 

De acordo com a mulher, o ex-companheiro entrou pelo telhado da sua casa enquanto ela dormia com seus dois filhos, uma menina de 12 anos e um um pré-adolescente de 13, e começou a agredi-la na presença das crianças com chutes, socos, tapas no rosto,  “sandalhadas” e pisadas na cabeça. “Na hora, meus filhos tentaram me socorrer, mas foram empurrados por ele (John)”, relatou.

A vítima ainda revela que o ex-companheiro utilizou um isqueiro para provocar queimaduras em seu corpo, quebrou o seu aparelho celular para que ela não chamasse a polícia, além de fazer ameaças contra ela, seus pais, que são idosos, e seus filhos. Muito abalada, ela disse que conseguiu registrar um boletim de ocorrência contra o agressor, que mora na mesma rua em que ela.

“Fiz o Boletim de Ocorrência e na Delegacia me disseram que na hora que ele aparecer é pra eu ligar, mas a gente liga, liga, e não aparece ninguém. Ninguém nem atende o telefone. Eu liguei para o 190 mais de 10 vezes quando ele estava aqui na rua querendo avançar em mim dentro da casa da vizinha, dizendo que ia me matar e matar os meus filhos quando a gente saísse para fora. Depois da madrugada de ontem, eu não estou ouvindo, minha boca está muito inchada, estou toda destruída”, relatou.

Desesperada e com medo de sair de casa, ela apela para a rede de proteção à mulher de Juazeiro, e para as autoridades policiais.

“Eu preciso de ajuda pelo amor de Deus, eu vou morrer junto com meus filhos”, clamou a vítima.

Estamos encaminhando o caso para a Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade, responsável pelo CIAM- Centro Integrado de Assistência à Mulher e também para a DEAM e Polícia Militar.

 

Redação PNB 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Oxe! Como pode coisas dessa. Que absurdo cadê delegacia da mulher e outra e verdade ,se liga para esse 190 e ninguém atende. Eu mesma já liguei do Juazeiro 8 , por causa que fazem com os cavalos em plena avenida e não aparece um

  2. Horrorizada! Até quando teremos que suportar a violêcia que cotidianamente nos amedronta? Queremos paz, basta de violência contra mulheres! Que os orgãos responsáveis tomem providências. Não suportamos mais isso.

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