Acordou de ressaca? Se ligue nestas dicas que podem te ajudar a passar melhor por ela

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Exagerou no consumo de bebidas alcoólicas na noite de Ano Novo? Está sentindo aquele tremendo mal estar? Enjoos, mal-estar, dor de cabeça, e até diarreia.

Confira dicas da endocrinologista e metabologista Paula Pires.

Reaja, vai passar! Repouse, descanse e relaxe.

Como melhorar ressaca

“Não há nenhum remédio que a cure nem acelere o metabolismo do etanol. De nada adianta: banho frio, café, chás, produtos com cheiro forte ou qualquer outra medicação caseira. O essencial é hidratação, carboidratos  e bastante repouso.

O que alguns medicamentos fazem, de acordo com ela, é aliviar os sintomas (analgésicos, antiácidos ou anti-histamínicos). Sucos, água de coco e isotônicos (sem álcool) repõem água, sais minerais e vitaminas perdidos. O refrigerante não hidrata, mas ajuda contra a queda da glicose.

Portanto, tomar medicamentos antirressaca tem pouco fundamento científico. “São drogas que misturam substâncias contra náuseas, analgésicos e cafeína, tentando amenizar alguns dos sintomas. Seu efeito não perdura muito e alguns contêm anti-inflamatórioou aspirina, que irritam o estômago”. A maioria não age sobre a desidratação, sobre a hipoglicemia e nem sobre a irritação que o acetaldeído provoca nas células. “O problema maior é: além de não funcionarem bem como prevenção, ainda podem estimular o indivíduo a beber mais, por sentir-se protegido contra os efeitos do consumo exagerado”, frisa a médica.

  • Coma carboidratos (frutas, cereais, grãos e massas — de preferência integrais);
  • Tome um café da manhã reforçado (frutas, leite, cereais integrais, iogurte, queijo ou ovo);
  • Beba de 2 a 3 litros de água por dia. Se tiver dificuldade, opte por chás gelados e café da manhã;
  • Antes de sair de casa, faça uma boa e saudável refeição para não chegar com muita fome;
  • Para ter energia, comida leve: salada, proteína, leguminosa e carboidrato batata doce ou inglesa, macarrão, mandioca e arroz) para aguentar a festa toda!

Redação PNB, com informações Paula Pires, endocrinologista e metabologista pela USP e membro da Endocrine Society, da SBEM e da ABESO.

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