Críticas, sugestões e reclamações: usuários questionam o esquema de vacinação contra a covid 19, em Juazeiro; Sesau justifica

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O município de Juazeiro, no Norte da Bahia, iniciou a vacinação contra a Covid-19 no dia 19 de janeiro, porém quase cinco meses depois, as reclamações sobre o esquema de imunização montado pela Secretaria Municipal de Saúde só aumentam.

Nesta terça-feira (08), o morador Marcos Soares informou ao PNB que mesmo fazendo parte do grupo prioritário das pessoas com comorbidades acima de 35 anos, não conseguiu ser vacinado.

“Eu sou diabético e tenho 39 anos. A minha esposa é hipertensa e tem 38 anos. Ontem procuramos a UBS do bairro Maringá e lá fomos informados que hoje poderíamos retornar, que seríamos vacinados. Às 6h procuramos a unidade novamente, e ficamos aguardando na fila. Depois, uma profissional informou que a vacinação das pessoas com comorbidades estava suspensa e que só seriam vacinados o público em geral com 59 anos. Mas, a procura desse público foi baixa, das 80 doses disponíveis, apenas duas foram aplicadas e a gente não foi vacinado. A prefeitura está brincando com a população”, relatou Marcos.

Outra reclamação parte da moradora Érica Souza, que criticou a falta de organização na vacinação da população e sugeriu que a gestão adote um esquema de agendamento.

“Meu esposo procurou o Juá Garden Shopping para se vacinar e lá encontrou os profissionais parados, sem ter ninguém para ser vacinado. Ao solicitar a aplicação, ele foi informado que a vacinação só pode ocorrer se tiver no mínimo 10 pessoas presentes, para que as doses não sejam  desperdiçadas, o que é prudente. No entanto, pergunto se não seria mais fácil fazer um agendamento? Assim o município saberia o número exato de pessoas a serem vacinadas em cada horário. Haveria uma agilidade na vacinação, poderia ir avançado em idade e os profissionais não ficariam parados, e a população descontente com este planejamento. Amo minha cidade, mas por momentos tenho a impressão de viver na fictícia Sucupira”, criticou Érica.

Já outro morador, que preferiu não ser identificado, questionou sobre a continuidade da vacinação dos policiais militares.

“Gostaria de pedir maiores esclarecimentos sobre o processo de vacinação em Juazeiro para os grupos prioritários. Está muito obscuro a forma como está acontecendo. Por exemplo, eu sou policial militar, tenho 31 anos, e a faixa de idade para meu grupo de prioridade está parada na idade de 40 anos há mais de 2 semanas. A prefeitura deixa muito a desejar no quesito divulgação de informações. E pelo plano de vacinação, ficou a critério dos prefeitos estabelecerem como serão vacinados os grupos de prioridade. Está uma bagunça sem fim. Comparando com a organização da vacinação em Petrolina, que tem quase o mesmo porte populacional de Juazeiro, essa desorganização fica ainda mais visível”, declarou.

O PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Saúde. De acordo com Caroline Morgado, superintendente de vigilância à saúde, “o município de Juazeiro iniciou hoje a vacinação do público em geral, então distribuímos a partir do recebimento de vacinas específicas para esse público, as doses para as Unidades Básicas de Saúde da urbana e da zona rural. Entendemos o anseio da população em receber a vacina, também é o nosso desejo vacinar o quanto antes, todos os juazeirenses. Por isso, estamos em busca de novas doses. Diante disso, a vacinação de hoje foi específica para pessoas com 59 anos. A partir do retorno de hoje, iremos vê a programação para os demais dias e se iremos decrescer a faixa etária”, explicou.

Já a assessoria de comunicação da SESAU esclareceu que “a questão ocorrida no Juá Garden, é uma estratégia de prudência adotada para que as vacinas não sejam desperdiçadas. A vacina vem em frascos multidoses, para vacinar 10 pessoas. As doses têm um limite de tempo para serem aplicadas, após o frascos serem abertos. Perder doses não é o que a gente quer, mas sim, ampliar o número de pessoas vacinadas”, disse a Ascom.

Sobre a sugestão de Érica Souza de fazer um agendamento prévio, o que poderia agilizar a vacinação, a Ascom não se manifestou.

Já em relação aos questionamentos do Policial Militar, a assessoria de comunicação informou que “como o município recebe doses limitadas e determinadas pela Secretaria de Saúde do Estado, a SESAU precisa escalonar pelas idades que são indicadas também pela própria SESAB. Então, a categoria continua sendo grupo prioritário, mas nesse momento não estamos recebendo vacinas para os policiais militares”, acrescentou.

 

Da Redação

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