
Mesmo com as medidas restritivas já adotadas pela gestão municipal, os casos do novo coronavírus continuam crescendo em Juazeiro, no Norte da Bahia. Somente entre o último dia 22, quando os serviços considerados não essenciais foram novamente suspensos, e essa quinta-feira (09), a cidade registrou 839 novos casos do novo coronavírus, e 20 óbitos.
Por conta desse avanço, na última terça-feira (07), o prefeito Paulo Bomfim decidiu prorrogar o fechamento do comércio e o toque de recolher até o dia 19 de julho de 2020. Mas, ainda assim, segundo dados do site InLoco, o índice de isolamento social na cidade ainda permanece longe do ideal.
De acordo com o levantamento feito por meio da geolocalização de dispositivos móveis, na quarta-feira (08) o índice de isolamento em Juazeiro foi de 39,4%, quando o mínimo recomendado é de 50%.
Diante dos dados, muito moradores da cidade questionam se não seriam necessárias medidas mais rígidas, a exemplo do chamado “lockdown”, termo em inglês que representa bloqueio total, com proibição de circulação da população durante todo o dia e fechamento de todo o comércio, exceto farmácias e supermercados (em alguns modelos fecha-se até os supermercados).
“É notável que a partir do mês de junho o número de casos confirmados em Juazeiro triplicaram, ontem, por exemplo, foram confirmados mais 96 casos, chegando ao total de 1220. Se não decretar lockdown, a situação ficará ainda mais critica, principalmente com a super lotação de leitos de UTI’s. Infelizmente as medidas adotadas pelo governo municipal não têm surtido efeito, já que ainda podemos ver aglomerações de pessoas mesmo com o comércio fechado e o toque de recolher. É perceptível que não há uma compreensão por parte das pessoas. Mesmo sabendo que o melhor lockdown é a consciência humana, é preciso adotar o confinamento, como outras cidades baianas têm feito nas últimas semanas, com o intuito de diminuir a proliferação do vírus, para depois se pensar nas atividades econômicas”, declarou o morador Danilo Torres.
“Infelizmente nem a população de Juazeiro e nem os comerciantes estão respeitando as medidas restritivas. Nós estamos em plena ascensão da curva de contaminação do novo coronavírus em Juazeiro, e se não houver um lockdown a situação vai fugir completamente do controle e muitas pessoas vão morrer, até mesmo dentro de suas casas”, afirmou a moradora Rejane Sampaio.
“Não precisaria de lockdown se as pessoas se conscientizassem e não fossem as ruas pra ‘bater perna’, sem necessidade, se não fizessem festinhas privadas e aglomerações outras, se organizasse as compras de supermercado e não fosse todos os dias comprar uma coisa e outra. Tá faltando é uma fiscalização mais severa, que prenda, que multe quem tá colocando a saúde pública em risco”, declarou a dona de casa, Cleise Souza.
Sabendo que já existem rumores de que Juazeiro poderá adotar o bloqueio total, o PNB procurou a prefeitura da cidade e o Governo do Estado para questionar se a adoção da medida está nos planos das gestões. Nenhuma resposta foi conclusiva.
O Governo do Estado disse que já determinou o lockdown para outros municípios baianos, e declarou que, no momento, não pretende recomendar a medida para Juazeiro e que “toda decisão é discutida em conjunto com o município”.
Já o município, não quis se manifestar sobre o assunto. No entanto, uma fonte do PNB na gestão revelou que “não se pensa nessa medida, não cabe lockdown”.
Mas, como as ações dos governos municipais e estaduais, estão sendo norteadas pela dinâmica da pandeia, com seus dados de novos casos e ocupação de leitos hospitalares, tudo é passível de mudanças, para flexibilização ou adoção de medidas mais rígidas, como o lockdown. E tudo isso, depende, principalmente, da consciência coletiva, do entendimento de que não é possível “levar uma vida normal”, em meio a uma pandemia, que só no Brasil se aproxima de 70 mil vidas dizimadas pelo poderoso vírus.
Da Redação




Tenho uma observação para fazer,eu saiu para ir ao supermercado e vejo oficinas abertas com aglomerações de pessoas sem mascaras e fico indignada,porque durante toda a pandemia não se foi citada uma providência para essa categoria pelo menos que eu tenha visto. Nas oficinas não pega corona-vírus?