Juazeiro e região: campanha de imunização contra H1N1 começa faltando vacinas; Núcleo Regional de Saúde-Norte justifica

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Primeiro dia da campanha estadual do Dia D de Vacinação Contra o Sarampo no Rio de Janeiro, caminhão itinerante da Secretaria Estadual de Saúde

 

A campanha de vacinação contra a influenza B, o H1N1 e H2N3 foi antecipada para proteger os públicos prioritários contra os vírus mais comuns da gripe. Mesmo não tendo eficácia contra o coronavírus, neste momento, segundo o Ministério, a imunização vai auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para coronavírus, já que os sintomas são parecidos, além de reduzir a procura por serviços de saúde.

Marcada para acontecer no período de 23 de março a 23 de maio, tendo o dia 9 de maio como o dia D de mobilização nacional para vacinação, em Juazeiro e outras cidades da região Norte a quantidade de vacinas não está dando conta da demanda dos primeiros dias de campanha.

Em Juazeiro, apesar da prefeitura ampliar os pontos de vacinação e, além das Unidades de Saúde, utilizar mais 48 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e escolas da rede, na sede e no interior do município, muitos usuários reclamaram da escassez das doses ofertadas. Muitos idosos, que procuram os postos, ficaram sem vacinar, nesta terça-feira (24).

“Passei por volta das nove hora da manhã de hoje no posto de saúde do Castelo Branco e não tinha mais vacina para as pessoas idosas. Na fila tem cerca de cem pessoas, em todos os postos está desse jeito”, questionou um leitor do PNB.

A Secretaria de Saúde de Juazeiro informou que recebeu da Secretaria de Saúde do Estado, apenas 19% das doses destinadas a este público, por isso optou por distribuir 200 doses nos pontos de vacinação da sede e 100 nos pontos do interior, atendendo assim, todas as regiões do município.

“A Sesau esclarece que não há distribuição de fichas por público alvo. Todos que estiverem incluídos nesta população prioritária serão atendidos sem distinção. Não existe limitação, mas sim poucas quantidades de doses da vacina, disse a secretaria.

Nós procuramos Pedro Alcântara de Souza, Coordenador do Núcleo Regional de Saúde-Norte, responsável pela distribuição da vacina nos municípios do território, e, segundo ele “Juazeiro recebeu nesta primeira fase 12.200”

“O Ministério da Saúde está mandando, parceladamente. Os carros estão dormindo na fila em Salvador. O problema é que temos vários dias para vacinar, e o fluxo foi muito concentrado, ontem (23) e hoje (24). Há uma previsão de chegar outros lote hoje, a meia noite, mas não sabemos ainda a quantidade. Às 3 horas da manhã estou mandando outro carro para abastecer a região. Estamos nos empenhando, os motoristas estão exaustos”, informou Pedro Alcâncara.

Outro município afetado pelo desabastecimento, é Sobradinho. A vacinação começou nesta terça (24), mas a quantidade foi insuficiente e, já no primeiro dia as vacinas acabaram. A prefeitura montou um esquema de vacinação, utilizando escolas e igrejas para evitar aglomeração nas UBs.

“A vacinação de idosos que continuaria amanhã (25), foi suspensa por desabastecimento da Secretaria de Saúde do Estado. A vacinação dos profissionais de saúde da rede continua, seguindo orientações do Núcleo Regional Norte. Os profissionais que ainda não foram vacinados, devem aguardar nas suas unidades, que uma equipe passará imunizando”, disse a Secretária de Saúde, Maysa Sanjuan.

Sobre Sobradinho, Pedro Alcântara disse que “Sobradinho recebeu 1300 doses, mas também houve um grande fluxo em um só dia. Logo que chegue o novo lote, receberá a segunda parcela, mas só saberei a quantidade quando chegar, pois o rateio é proporcional à população’, afirmou o coordenador do Núcleo Regional de Saúde-Norte.

Campanha

A campanha será dividida em fases, e será administrada com o seguinte cronograma: 1ª fase (23/03) idosos e profissionais da saúde; 2ª fase (16/04) professores de escolas públicas e privadas, profissionais da força de segurança e salvamento e 3ª fase (09/05) todos os demais públicos.

O Ministério da Saúde também descreveu como grupo prioritário crianças de seis meses a cinco anos, gestantes e puérperas (45 dias após o parto), povos indígenas, grupos de portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Nesta campanha, o Ministério da Saúde incluiu também o público de 55 a 59 anos.

 

 

Da Redação

 

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