
A Justiça, em Juazeiro, recebeu a denúncia do Ministério Público da Bahia contra o diretor do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), Joaquim Neto, e também contra David Roger Paixão Reis e Gabriel Gomes Amaral, todos acusados de envolvimento no assassinato do ex-coordenador da Defesa Civil da cidade, Adalberto Gonzaga. O crime aconteceu em fevereiro de 2017.
Os três acusados foram indiciados pelo MP, por homicídio triplamente qualificado.
Segundo informações obtidas pelo PNB, os Mandados de Citação já foram expedidos e o próximo passo é localizar os três acusados para audiência que deverá acontecer dentro de dez dias, prazo da Justiça para dar resposta à acusação.
Entenda o caso
No Inquérito, o Promotor Raimundo Moinhos diz que após as eleições municipais de 2016 e a mudança na gestão, a vítima foi afastada do seu cargo de Coordenador da Defesa Civil, órgão que opera junto ao SAAE, não sendo renomeado até o dia da sua morte.
Ainda de acordo com as investigações, Adalberto teria ficado insatisfeito com o seu afastamento do cargo e reuniu documentos que constatavam irregularidades no uso de verbas públicas, a exemplo da verba de 5 milhões de reais destinada ao SAAE para a perfuração de poços na zona rural de Juazeiro, no segundo semestre de 2016.
O inquérito expõe ainda que a vítima chegou a procurar Joaquim Neto para questionar sobre a sua renomeação, e informando que tinha provas documentais que poderiam prejudicar o acusado e a administração municipal, fazendo com que Joaquim afirmasse que iria considerar a renomeação da vítima. As investigações apontam ainda que após essa conversa, Adalberto passou a receber ameaças de morte, fato que o fez procurar o radialista Waltermário Vieira Pimentel, para denunciar diversos desvios de verbas, levando consigo documentos que comprovavam as irregularidades.
Durante o encontro com o radialista, a vítima teria informado que o ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, estaria disposto a acabar com ele, e como retaliação, Adalberto anunciou que iria divulgar os documentos, diz o inquérito.
O documento também informa que após a conversa com o radialista, a vítima foi para a sua residência e ao chegar ao local, foi surpreendido pelos assassinos, que estavam em uma motocicleta. A pasta com os documentos que estavam com Adalberto teria desaparecido da cena do crime.
As investigações apontam ainda que no dia anterior ao crime, os suspeitos de executar a vítima estiveram na residência de Adalberto, buscando informações sobre se o mesmo possuía uma arma de fogo.
Segundo o inquérito, David e Gabriel, os executores do crime, também são acusados de participar de outros homicídios na região.
Defesas
O diretor do SAAE nega a acusação. Segundo ele, em nota enviada a imprensa, MP-BA se baseou em boato espalhado pelo radialista Waltermario Pimentel, “notório inimigo político nosso e já condenado por calúnia e difamação”. Neto disse ainda que jamais teve inimizade com a vítima, “nem teria qualquer motivo para atentar contra ele, uma vez que não houve nenhuma irregularidade nos convênios da Defesa Civil e que havia encaminhado à nomeação de Adalberto na gestão que se iniciava, procedimento burocrático normal.
Para David Roger Paixão Reis, “As autoridades estão sendo induzidas a erros que não se sustentarão. A testemunha é clara em descrever o assassino e a descrição relatada em nada se parece comigo. Tenho certeza da minha inocência e sei que tudo vai se esclarecer”, afirma em nota o acusado.
Da Redação




Espero que não seja mas um crime impune nessa cidade,ondes pessoas ligadas ao crime anfam pra lá e pra cá e a justiça sabendo quem são vedam os olhos e como sempre não fazem nada,esse promotor de acusação é muito bom,o senhor Raimundo, eficaz em suas provas ,já assistir júris onde o mesmo atuou várias vezes,espero que o MPB, não engavete como mas um processo em que venha dar em pizza.e que se forem presos,não venham a ter previlegio em ficar em cela separada como o filho de um vereador que foi preso recentemente,,o ex funcionário da prefeitura que TB está em local diferenciado no presídio de Juazeiro, e outros que por serem ligados a pessoa grandes na cidade quando caem presos são tratados com diferença na cadeia.