
Na última sexta (23), por volta de 11 horas, estava chegando em casa, no Bairro João XXIII e encontrei uma equipe do SAAE que estava finalizando um serviço. Parei o carro na frente de casa e fui tentar dialogar com a equipe, no intuito de tirar dúvidas e fazer uma sugestão para melhoria daquele serviço. Porém, fui surpreendido com a reação do funcionário público, que sequer se dispôs a se aproximar para me ouvir.
De dentro do carro, com a porta entreaberta, o sujeito dava resposta bastante grosseiras, antes mesmo que eu completasse as frases, de forma que, a certa altura, fiz questão de demonstrar minha insatisfação com aquele tratamento. “Parceiro, estou apenas tentando tirar uma dúvida e fazer uma sugestão”, argumentei eu, enquanto o ‘colaborador’ do SAAE rebatia de forma rude. Pouco antes o funcionário havia se negado a sair do carro e vir até o local do serviço para eu apresentar a minha sugestão.
Diante do péssimo tratamento, peguei o celular e avisei que filmaria aquela situação. A resposta dele foi rápida e em tom ameaçador: “se quiser eu vou aí perto de você!”
A brutalidade do sujeito só parou quando comecei a filmar. Ele fechou a porta, um colega que estava do lado de fora (e a todo tempo permaneceu calado, assim como o motorista que estava dentro do veículo) entrou no carro e em seguida saíram, sem dar nenhuma satisfação. Após isso uma vizinha relatou que também tinha sido tratada de maneira desrespeitosa ao tentar obter informações de como seria realizado o serviço.

A cada mês me sinto “roubado” com a taxa de coleta de lixo que pago para o SAAE. Na minha residência essa taxa aumentou cerca de 500% no golpe ao consumidor, realizado pela administração municipal, quando mudou a taxa do IPTU para a conta de água. Isso sem falar na taxa de coleta de esgoto, que eu sempre lembro o absurdo que é pagar isso enquanto vejo os riachos transformados em “corredores de merda”.
Diante da situação deixo algumas inquietações e sugestões:
1 – que a equipe do SAAE possa passar por formações de atendimento ao consumidor;
2 – lembro que funcionário público, antes de qualquer coisa, deve servir bem ao povo. Isso não quer dizer que deve concordar com aquilo que dizemos, mas ouvir atentamente e avaliar o que está sendo proposto;
3 – é necessário mudar a forma de fazer serviço público. É preciso ouvir as pessoas, consumidoras/es, cidadãs/ãos. Neste caso, somos nós quem convivemos com baratas e ratos que saem dos bueiros, bem como somos nós quem, durante as chuvas, desentupimos os bueiros para que a água possa seguir seu caminho sem alagar as casas das famílias que moram perto dos bueiros;
4 – por viver a realidade local, nós temos conhecimento e podemos ajudar a resolver os problemas. O que custa ao SAAE e outros órgãos da administração pública nos ouvir antes de tomar decisões que nos envolvem?
5 – é imoral a taxa abusiva de coleta de lixo praticada pelo SAAE;
6 – se o serviço de saneamento não funciona bem (a – abastecimento de água b – coleta e destinação correta do esgoto, c – coleta e destinação correta do lixo e d – manejo das águas pluviais) então eu não deveria pagar, pois o serviço é ineficiente, principalmente no que diz respeito aos itens b e d.
E antes que alguém queira usar minha reclamação para fazer ataques indevidos a administração municipal ou defender a privatização do SAAE, digo que minhas insatisfações foram acima apresentadas de forma muito específicas e que o SAAE pode e deve fazer um bom serviço, cobrando um valor menor em suas taxas, com respeito ao consumidor e maior eficiência.
Outra coisa importante é não generalizar quanto ao atendimento das pessoas que trabalham no SAAE. Um funcionário nos tratou muito mal e mais dois nada fizeram, sequer se dispuseram a ouvir. Isso não quer dizer que toda a equipe do SAAE haja da mesma maneira. Entretanto, há um problema, que precisa ser observado com o zelo que se pede com a “coisa pública”.
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Acima o vídeo
Álvaro Luiz/ Jornalista




Muitas pessoas têm ate
Muitas pessoas têm ate receios de falar com este funcionários, pq, Parece.q eles se acham superiores
as empresas deveria fazer reciclagem com os mesmo pra ver.se aprendem a tratar no que somos consumidores.