
(foto: reprodução/Facebook)
Uma das maiores lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia, Marcio Oliveira Matos, 33, foi assassinada com vários tiros na frente do filho de 6 anos na noite desta quarta-feira (24), em Iramaia, na Chapada Diamantina.
Segundo o MST, o crime ocorreu no início da noite, quando dois homens chegaram na porta da casa do líder dos sem terra em uma moto e o chamaram, já recebendo-o com tiros. Os criminosos não foram identificados.
A cena, de acordo com o coordenador estadual do MST na Bahia, Evanildo Costa, foi presenciada pelo filho de 6 anos, única pessoa em companhia de Márcio na casa no momento do crime – o sem terra estava separado há quase um ano.
Márcio, que ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Itaetê, cidade da Chapada governada pelo petista Valdes Brito e morava no Projeto Assentamento Boa Sorte, que existe há mais de dez anos na zona rural de Iramaia.
“Não temos suspeitas sobre a motivação do crime. Pelo que sabemos, ele não vinha recebendo ameaças de ninguém e nem tinha participado de ocupações recentes do MST”, declarou Evanildo Costa.
Márcio Matos era uma das maiores lideranças do MST na Bahia, já tendo sido coordenador estadual do movimento e integrante da executiva nacional. Ele é filho do ex-prefeito de Vitória da Conquista, Jadiel Matos, já falecido e que governou a terceira maior cidade da Bahia de 1972 a 1976.
O governador Rui Costa (PT), de quem Márcio era próximo, se manifestou por meio das redes sociais. Ele lamentou o assassinato do líder sem terra, “conhecido pela firme luta em defesa da igualdade social”.
“Tão logo soube da triste notícia, determinei à Secretaria de Segurança Pública a imediata e rigorosa apuração do crime. Meus sentimentos de pesar aos amigos e familiares neste momento de profunda dor”, escreveu o governador.
O corpo de Márcio Matos foi levado para o Departamento de Polícia Técnica de Jequié e será sepultado em Vitória da Conquista. O velório e sepultamento ainda não tem data marcada. A reportagem não conseguiu contato com a delegacia de Iramaia.
Correio da Bahia



