Redação

31885 POSTS 20 COMENTÁRIOS

Petrolina tem saldo positivo em vagas de emprego abertas, aponta Caged

0

Os trabalhadores do setor da fruticultura irrigada em Petrolina, no Sertão pernambucano, ficaram mais contentes em junho deste ano. Pelo menos, segundo Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), este foi o setor que deu uma alavancada no número de contratações no mês.

A trabalhadora rural, Ednalva Clementino Gomes, está entre as pessoas que aproveitou a oferta do mês. Depois de quase oito anos sem carteira assinada, ela conseguiu um emprego formal quando foi chamada para trabalha em uma fazenda de uva. Atualmente Ednalva é uma das responsáveis pelo raleio e pelo repasse na plantação.

“Agora eu tenho uma renda familiar graça a Deus. Passei muito tempo desempregada e agora é só tocar o barco para frente”, disse a trabalhadora rural. A fazenda onde ela trabalha fica no Projeto de Irrigação Maria Tereza, na Zona Rural de Petrolina, e tem cerca de 70 funcionários. Desses, 17 são recém contratados.

img_8656O produtor rural, Francisco de Assis Nunes, disse que essas contratações são por causa da ampliação da área. “Deus ajuda que a gente venha apliando nossa área e, por conta da necessidade de mão de obra no campo, a gente vem contratando este pessoal”, destacou o produtor.

Segundo o Caged, foram 2.146 mil trabalhadores admitidos em diversas funções da agropecuária e cultivo, contra 592 demitidos na mesma área. Isso gerou um saldo de 1.554 novas vagas de emprego. Em abril, foram apenas 173 novas vagas.

O coordenador da Câmara de Fruticultura do Vale do São Francisco, Jailson Lira, a agricultura é a atividade que tem sustentado o maior número de trabalhadores empregados. “Em Petrolina nós temos, historicamente, este aumento de vagas de emprego principalmente na área da agricultura nos meses de abril, maio e junho, que é justamente quando as fazendas começam a se preparar para a safra de exportação de 2ºsemestre”, destacou.

Segundo o Caged, foram 2.146 mil trabalhadores admitidos em diversas funções da agropecuária e cultivo, contra 592 demitidos na mesma área. Isso gerou um saldo de 1.554 novas vagas de emprego. Em abril, foram apenas 173 novas vagas.

O coordenador da Câmara de Fruticultura do Vale do São Francisco, Jailson Lira, a agricultura é a atividade que tem sustentado o maior número de trabalhadores empregados. “Em Petrolina nós temos, historicamente, este aumento de vagas de emprego principalmente na área da agricultura nos meses de abril, maio e junho, que é justamente quando as fazendas começam a se preparar para a safra de exportação de 2ºsemestre”, destacou.

Por: G1-Petrolina
G1

Bicicleta de paratleta foi encontrada em Petrolina-PE

0

13782287_1016469495139483_7524747097124575547_n

Foi encontrada ontem (29) em Petrolina-PE, a bicicleta adaptada do paratleta Walber Oliveira, que havia sido roubada no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA) na última terça-feira (26).

Não há informações se alguém foi preso com a bicicleta. Segundo a irmã do atleta, Thaise Haila, a bicicleta tinha sido levada por um homem desconhecido.

A bicicleta foi doada ao atleta há três meses pela Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro e por uma empresa patrocinadora. Só existem dez bicicletas adaptadas como essa no país. O equipamento custa cerca de R$ 30 mil.

Walber Oliveira já foi Campeão da Copa Rio 2015, Campeão Estadual Contra Relógio 2015, Campeão Jogos Cariocas 2016, entre outros. Ele vai usar a bicicleta em uma competição que acontece em agosto deste ano.

Justiça aceita denúncia e quatro viram réus por crimes contra Maju Coutinho

0
001
A Justiça de São Paulo acolheu a denúncia do Ministério Público e transformou em réus os quatro acusados de promover ataques racistas contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora da previsão do tempo do “Jornal Nacional”.
Eles agora terão que responder na Justiça pelos crimes de falsidade ideológica, injúria, racismo, corrupção de menores e também por formação de associação criminosa na internet. A informação foi divulgada na noite desta sexta-feira (29) pelo site G1, do Grupo Globo.
Os réus são Érico Monteiro dos Santos, Rogério Wagner Castor Sales, Kaique Batista e Luis Carlos Félix de Araújo. Os três primeiros arquitetaram o ataque e tiveram a ajuda de Araújo, profissional da área de informática, para cometer os crimes. Eles teriam marcado previamente dia e horários para realizar os ataques racistas em rede social contra a apresentadora.
Se condenados, os homens podem pegar de 7 a 20 anos de prisão. Anteriormente, eles negaram envolvimento.
O grupo ainda induziu outras pessoas, incluindo menores, a também postarem mensagens racistas contra a apresentadora na internet.
Segundo o G1, quatro adolescentes são considerados coautores e vítimas de corrupção de menores, e terão a participação nos crimes analisada pela Promotoria da Infância e Juventude.
O CASO
Maju sofreu as ofensas racistas na noite de 2 de julho de 2015, em uma publicação com a sua imagem na página oficial do “JN” no Facebook. Alguns internautas fizeram piadas e publicaram comentários pejorativos e racistas, como “Só conseguiu emprego no ‘Jornal Nacional’ por causa das cotas. Preta imunda” ou “Vá fazer as previsões do tempo na senzala”.
Revoltados, internautas, telespectadores, famosos, colegas de redação e profissão saíram em defesa da jornalista e publicaram comentários de repúdio.
Formada pela Cásper Líbero e com rápida passagem pela TV Cultura, Maria Júlia iniciou a sua carreira no jornalismo da Globo como repórter de telejornais locais, em São Paulo. Se tornou pouco tempo depois a apresentadora da previsão do tempo nos jornalísticos “SPTV”, “Bom Dia São Paulo”, “Bom Dia Brasil” e também no “Hora 1”.
Desde abril de 2015, ela é a titular da função no “Jornal Nacional” e ganhou notoriedade por imprimir um estilo mais descontraído na interação com o âncora William Bonner. Ela é a primeira mulher negra a exercer o posto de apresentadora da previsão do tempo no “JN”.
Bocão News

Juazeiro é a 3ª cidade do país que mais gerou empregos no 1º semestre

0

Cidade localizada no norte do estado produziu mais 3 mil vagas de trabalho. Secretário municipal atribui saldo a avanço industrial e criação de shopping.

Com 218 mil habitantes, Juazeiro, no norte da Bahia, foi o terceiro município brasileiro que mais fez contratações com carteira assinada no primeiro semestre de 2016. Nos seis primeiros meses do ano, foram registradas 3.887 novas oportunidades com carteira assinada. A cidade só fica atrás de Franca (SP), com 6.102 admissões, e  Cristalina (GO), com 4.096 contratações. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Apenas em junho, último mês da análise,Juazeiro registrou um total 1.547 contratações contra 840 desligamentos, o que gerou um saldo positivo de 707 novas oportunidades de emprego. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do município, Carlos Neiva, os números positivos estão relacionados a diversificação da matriz econômica local, que é predominantemente relacionada ao setor de serviços (60% do PIB).

Nos últimos dois anos, Neiva diz que o número de empresas no Distrito Industrial do município passou de 38 para 76. Além disso, destaca que outras 15 estão em construção e 55 com pedidos de área em análise.

No local, estão indústrias de construção eólica, de produção de luvas e rações, por exemplo. A atividade industrial na região tem forte ligação com o agronegócio.

Carlos Neiva detalha ainda que há três meses foi inaugurado um shopping em Juazeiro que gerou cerca dois mil empregos diretos. “Essa dinamização da matriz econômica é responsável pelo avanço local”, afirma.

Caged
O Brasil já perdeu mais de meio milhão de postos de trabalho formais este ano, segundo dados do Caged. Junho foi o 15º mês seguido com mais demissões que contratações de trabalhadores com carteira assinada: foram 91 mil postos formais a menos.

Entre as 20 cidades que mais demitiram desde o início do ano, 13 são capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, Curitiba, Fortaleza, São Luis, Porto Alegre, Maceió, Teresina.

Cidades do interior registraram melhor desempenho do que suas capitais – nenhuma das 20 que mais contrataram é capital de seu estado.

Entre as 20 cidades que mais contrataram no semestre, Franca (SP), por exemplo, aparece em primeiro lugar (Veja a lista abaixo). Outras quatro cidades de São Paulo também aparecem na lista das que mais empregaram.

VEJA ABAIXO AS CIDADES QUE MAIS DEMITIRAM E AS QUE MAIS CONTRATARAM

As 20 cidades que mais demitiram:
São Paulo (SP): -68960
Rio de Janeiro (RJ): -55419
Belo Horizonte (MG): -25040
Salvador (BA): -17434
Recife (PE): -15470
Manaus (AM): -14611
Brasília (DF): -12815
Curitiba (PR): -11194
Fortaleza (CE): -10201
Campinas (SP): -10143
São Luis (MA): -8858
Guarulhos (SP): -8070
São Bernardo do Campo (SP): -7842
Macaé (RJ): -7623
Porto Alegre (RS): -7572
Niterói (RJ): -7395
Barueri (SP): -7369
Osasco (SP): -7037
Maceió (AL): -6918
Teresina (PI): -6606

As 20 cidades que mais contrataram:
Franca (SP): 6102
Cristalina (GO): 4096
Juazeiro (BA): 3887
Venâncio Aires (RS): 3653
Santa Cruz do Sul (RS): 3324
Nova Serrana (MG): 3271
Pontal (SP): 2939
Capanema (PR): 2519
Vista Alegre do Alto (SP): 2049
Guaíra (SP): 1932
Patrocínio (MG): 1904
Goianésia (GO): 1843
Campestre do Maranhão (MA): 1707
Alfenas (MG): 1513
Três Pontas (MG): 1487
Pitangueiras (SP): 1481
Eunápolis (BA): 1477
Teresópolis (RJ): 1427
Petrolina (PE): 1399
Três Lagoas (MS): 1311

G1

 

Lula recorre à ONU e diz ser perseguido pelo juiz Sérgio Moro

0

1023967-29042016-img_20160606_205523

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou hoje (28) uma petição ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmando ser vítima de violação de direitos humanos em razão das ações da Operação Lava Jato.

Segundo a petição, Lula se diz perseguido pelo juiz Sergio Moro, responsável pela operação na primeira instância, a quem acusa de abuso de poder.

A defesa de Lula reclamou o que considera “atos ilegais” praticados por Moro, entre eles a gravação e divulgação de conversas privadas dele com advogados e também com a presidenta afastada Dilma Rouseff, além da condução coercitiva para um depoimento no dia 4 de março.

A peça foi protocolada na sede do Comitê, em Genebra, na Suíça. Segundo a defesa, o documento é uma resposta aos atos de Moro, que “não podem ser satisfatoriamente corrigidos na legislação brasileira”.

Conforme a petição, Lula pode sofrer violações de direitos humanos e abuso de poder por parte de Moro e dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Entre as possíveis violações, o documento lista “invasão de privacidade, prisão arbitrária, detenção antes do julgamento, presunção de culpa e incapacidade de afastar um juiz tendencioso”.

No documento, a defesa informou que Lula sempre se submeteu voluntariamente a pedidos de interrogatórios da polícia ou do Ministério Público e que não procura o Comitê Internacional com a pretensão de estar acima da Lei.

“Como um ex-presidente, ele não exerce qualquer função ou detém qualquer privilégio, e sempre auxiliou a polícia e os procuradores quando chamado a prestar esclarecimentos em inquéritos policiais ou outros procedimentos investigatórios”, acrescentou o documento.

Parcialidade

Além da declaração de que os atos de Moro foram ilegais, os advogados também pedem a declaração de parcialidade do magistrado e que investigação seja conduzida por um “juiz imparcial”.

“Lula busca uma decisão nesse sentido pelo comitê, na esperança e expectativa de que seus pontos de vista sobre essas queixas não só irão fornecer alguma compensação pela violação de seus direitos, mas vão ajudar os futuros governos na elaboração de leis e procedimentos que possam aprimorar o combate à corrupção, enquanto protegem os direitos básicos dos suspeitos”, destacou a peça.

Na petição, a defesa informou que, em razão da conduta adotada por Moro, Lula teve violado seu direito de presunção de inocência, estando ainda suscetível a ser detido e preso a qualquer momento.

Juiz federal Sérgio Moro
Na petição, a defesa informou que, em razão da conduta de Moro, Lula teve violado o direito da presunção de inocênciaArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 

“Esse juiz é conhecido por manter suspeitos da Operação Lava Jato presos por tempo indeterminado, em detenção, até que eles façam delação premiada. Eles não têm direito a habeas corpus ou acesso a um tribunal que decida pela sua soltura, a não ser um ‘tribunal’ composto pelo próprio juiz Moro. Embora o reclamante ainda não tenha sido preso, na qualidade de suspeito declarado ele está vulnerável.”

O documento citou as investigações em torno da suposta propriedade de Lula de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, e de um apartamento em Guarujá, no litoral paulista.

O ex-presidente nega as acusações e disse que apoia as investigações desde que sejam feitas de “maneira justa e transparente”.

“Ele [Lula] tem, repetida e enfaticamente, negado que tenha conhecimento, tampouco que tenha aprovado tais crimes ou recebido qualquer dinheiro ou favores como “propina” por ações ou decisões que ele tenha tomado quando presidente do Brasil, ou em qualquer outro momento”, concluiu a petição.

Agência Brasil

IX edição do projeto Dialogando com a Literatura do CPM foi realizada hoje (28) em Juazeiro-BA

0

ac

Aconteceu hoje (28) no  Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro – BA,  a IX edição do Projeto Dialogando com a Literatura.  O projeto tem como objetivo fomentar o hábito pela leitura literária, resgatando o prazer de ler na escola, através da exploração de estratégias variadas, aliadas aos textos.

Discentes dos ensinos Fundamental e Médio, sob a orientação dos docentes da área de linguagens, desenvolveram esta proposta pedagógica, valorizando a leitura dos alunos CPM. Tem o intuito ainda, de sensibilizar, desenvolver e aprofundar a leitura de grandes obras literárias, bem como, a reflexão sobre o papel social da leitura e suas contribuições para a constituição de sociedades mais críticas.

A programação teve início às sete horas da manhã e estendeu-se durante todo o dia, no anfiteatro, aonde descortinaram-se diversas ações, dentre as quais, a apresentação do referido projeto, as boas vindas do Diretor Militar e do Diretor SEC aos presentes, seguido das apresentações teatrais, paródias, músicas, danças, palestra proferida pelo escritor e compositor Virgílio Bezerra, intitulada Leitor, autor e leitura: um mundo de contribuições literárias.


O evento em si, canta e encanta a todos que dele participa. Nove anos contando e remontando a história dos dez anos de CPM.

Ascom CPM

Com Zé Filho na lista, TCM assombra candidatos na Bahia inteira

0

Ze Filho assustado

O TCM – Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, depois de muita expectativa, divulgou na tarde desta quarta-feira (27/07) a Lista dos gestores que tiveram suas contas rejeitadas nos últimos oito anos.

A lista, que na verdade são quatro listas distintas, dividida entre Lista de Prefeitos com Contas Rejeitadas , Listas de Presidentes de Câmaras com Contas Rejeitadas , Lista de Gestores de Entidades Descentralizadas com Contas Rejeitadas e Lista de Denúncias, Termos de Ocorrências e Auditorias , relaciona cerca de 950 processos, mas o número de gestores é menor porque alguns tiveram contas rejeitadas em vários exercícios.

Ao entregar a lista, o Presidente do TCM, Francisco de Souza Andrade Netto, cumprindo o que é determinado pela Lei, explica que aqueles que tiveram contas rejeitadas “por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”, a princípio, se enquadram na Lei da Ficha Limpa e, portanto, “são inelegíveis nas próximas eleições”.

Nos processos listados o TCM já fez a observação daqueles encaminhados ao Ministério Público, ou seja, enquadrados como crime e sujeitos a penas. Exemplo disso é o ex-gestor de Remanso, José Clementino de Carvalho Filho, que atende pela alcunha Zé Filho, com um processo em que é réu no MP.

A lista não é ainda a inelegibilidade definitiva e será apreciada pelo TRE – Tribunal Regional Eleitoral, porém o agravante do encaminhamento da denúncia ao MP, enquadra o ato lesivo como improbidade administrativa e, muito dificilmente, o gestor terá sua candidatura registrada.

Na região há juízes que tem declarado em reuniões preparatórias com partidos e pré-candidatos que “não acato pedido de registro de candidato listado pelo TCM ou TRE”, o que empurra a candidatura de Zé Filho, por exemplo, definitivamente para peregrinar, como alma penada, nos corredores da Justiça, sem esperança ou luz ao final.

Da região, Além de José Clementino, estão listados o prefeito atual de Casa Nova, Wilson Cota; o prefeito atual de Curaçá, Carlinhos Brandão; o ex-prefeito de Uauá, Jorge Lobo e vários outros.

Ascom

Facebook não fornece dados à Justiça e pode ser bloqueado – com WhatsApp e Instagram

0

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) obteve, na Justiça Federal, o bloqueio de R$ 38 milhões do Facebook por descumprir decisão judicial que o obrigava a fornecer dados de cadastros e quebrar o sigilo de mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp para uma investigação. Segundo o MPF, o valor bloqueado corresponde às multas individuais de R$ 1 milhão estipuladas para cada dia de descumprimento da decisão. A medida antecede uma possível suspensão do serviço no país, junto ao WhatsApp e ao Instagram, que pertencem à empresa.

Empresa se negou a fornecer dados à Justiça, uma prática já comum (Foto: Dan Kitwood/Getty Images)
A empresa se negou a fornecer dados à Justiça, uma prática já comum (Foto: Dan Kitwood/Getty Images)

A justificativa do Facebook é que os conteúdos solicitados, relacionados aos usuários, estão “sob responsabilidade dos operadores da empresa nos Estados Unidos e na Irlanda, sendo necessário procedimento de cooperação internacional para cumprimento da decisão”, conforme informa o MPF. O Marco Civil da Internet, no entanto, autoriza a Justiça a acionar as empresas sediadas no exterior quando um dos atos – como coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, de dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet – ocorrer em território nacional. Além disso, o Facebook tem representação no Brasil.

Como o processo segue em segredo de Justiça, não é claro o tipo de informação que foi solicitada à empresa, pode ser um dado de registro ou o conteúdo de uma conversa entre usuários. No WhatsApp, as mensagens agora são criptografadas de ponta a ponta, o que as torna invioláveis em termos de segurança, como alega a empresa. O aplicativo, nesse caso, reitera que não tem acesso ao conteúdo das mensagens. Para alguns especialistas, a inteligência dos países acostumou-se a conseguir o teor das comunicações entre cidadãos suspeitos com ordens judiciais, medida que ficou impossibilitada com a implementação da criptografia. Por outro lado, o Facebook age de forma displicente com a Justiça, sem apresentar nenhum tipo de laudo que comprove a incapacidade de acessar essas mensagens.

O bloqueio dos serviços, no entanto, não parece surtir nenhum efeito amedrontador no Facebook, que tem no Brasil um público cativo e sempre entre os líderes de uso de suas aplicações. O próprio Supremo Tribunal Federal derruba as decisões judiciais que determinam a suspensão dos serviços. Na semana passada, horas depois de a Justiça do Rio de Janeiro bloquear o WhatsApp – a terceira vez em sete meses no Brasil –, o presidente do Supremo Tribunal Federal,Ricardo Lewandowskisuspendeu a decisão, alegando que o bloqueio não era razoável e que gerava “insegurança jurídica” em seus usuários. “A suspensão do serviço do aplicativo WhatsApp (…) parece-me violar o preceito fundamental da liberdade de expressão aqui indicado, bem como a legislação de regência sobre o tema. Ademais, a extensão do bloqueio a todo o território nacional afigura-se, quando menos, medida desproporcional ao motivo que lhe deu causa”, escreveu o presidente da Corte.

De acordo com o procurador da República Alexandre Jabur, autor do pedido desta semana, o bloqueio de bens respeita a legislação e é uma medida que antecede o bloqueio do serviço, caso a empresa não forneça os dados solicitados pela Justiça. “A postura de não atendimento a ordens judiciais claramente se caracteriza como ato atentatório à dignidade da Justiça, podendo, além da multa, vir a ser determinada a suspensão dos serviços da empresa no Brasil”, defende. Segundo ele, o Facebook “ultrapassa o limite do razoável, criando um ambiente propício para a comunicação entre criminosos”.

Os artigos 10 e 11 do Marco Civil, promulgado em 2014, determinam que a guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de internet, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas, sendo somente disponibilizadas mediante ordem judicial. ÉPOCA entrou em contato com o Facebook, mas a empresa informou que “por ora, não tem nenhum posicionamento para compartilhar”.

Nesta quinta-feira (28),  o Ministério Público e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais divulgaram uma nota técnica para alertar a sociedade sobre a “necessidade de que os provedores e aplicativos cooperem com as autoridades responsáveis por combater os ilícitos”. “As empresas estrangeiras que prestam serviços no Brasil vêm ignorando a legislação brasileira, o que inviabiliza muitas investigações ainda em seu início e resulta em riscos como tráfico de drogas, pornografia infantil, crimes de ódio e até mesmo terrorismo na rede”, diz a nota. As autoridades reiteram que têm buscado a negociação com as empresas, mas elas se negam a “cumprir e adequar a questão do acesso aos dados, mesmo com ordem judicial, utilizando principalmente o argumento de que não se submetem às leis brasileiras”.

Época

​”Há um tabu em discutir homofobia e questões de gênero na sala de aula”, afirma conselheira Ana Vaneska

0

AnaVaneska

Democracia, acesso à informação e o empoderamento de grupos sociais foram temas abordados pela professora e pesquisadora Ana Vaneska, em entrevista concedida à equipe do Instituto de Radiofusão Educativa da Bahia (IRDEB). Conselheira titular do Conselho Estadual de Cultura, ela apresenta reflexões ligadas à educação como espaço libertador de preconceitos e ao modelo de produção cultural centrado na lógica do mercado.

Parte da entrevista tem sido veiculada nos intervalos ao longo da programação da TVE. Porém, em uma versão ampliada com pouco mais de cinco minutos, é possível desbravar ainda mais alguns pontos de vista da conselheira. “Vivemos em uma sociedade capitalista, machista, racista, misógina e homofóbica. Quem tem acesso à informação e ao poder econômico, muitas vezes consegue avançar sem sucumbir a esses diversos ‘ismos’ que são as culturas de opressão e repressão”, comentou.

>> Clique aqui e assista

Professora na rede municipal de ensino de Salvador, a conselheira acredita que o ambiente escolar é um excelente espaço para o fomento de debates que promovam reflexões sociais, políticas e culturais. Ana defende, por exemplo, a ampla discussão nas escolas a respeito das questões de sexualidade e gênero. “Há um tabu em discutir homofobia e questões de gênero dentro da sala de aula”, assinalou.

Na entrevista, Ana repudia o fato de o Plano Estadual de Educação, documento que prevê diretrizes e metas para a educação baiana, ter sido aprovado após a supressão de termos como gênero e diversidade sexual para expressões genéricas como respeito às diversidades e tolerância. “A escola pública precisa ser, sobretudo, o espaço mais forte de debate democrático”, defendeu.

MERCADO – Ana Vaneska é presidenta da Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura. Defensora das manifestações populares e dos grupos culturais que reúnem coletivos da sociedade civil, ela acredita que o fazer cultural precisa ser analisado de modo estratégico em relação ao mercado da indústria cultural.

“O mercado é muito voraz. Ele chega e transforma o criador e a criatura em mercadoria. Então, se você não tem uma política pública que garanta o fazer e o saber na sua plenitude, a probabilidade é que toda essa informação do universo da cultura sucumba em função do valor da mercadoria, em função da relação entre mercadoria e consumidor”, assegura.

Diante desse desafio, a conselheira critica o atual modelo político do país e defende a necessidade de avaliação do papel da democracia na sociedade contemporânea. “O problema do nosso sistema político é que a gente foi ensinado a tomar a decisão unicamente através do voto, e aquele que é eleito e votado não representa efetivamente o nosso poder de decisão, a nossa capacidade de intervenção. A democracia precisa ser repensada, sobretudo, através da cultura”, finalizou.

Conselho Estadual de Cultura da Bahia