Redação

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Carateca baiano Marcius Piropo se classifica para mundial na Índia após boa atuação em Aracajú SE

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O conhecido carateca baiano Marcius Piropo 38 anos, faixa preta 3ºdan , participou em Aracajú-SE de mais uma etapa classificatória para o mundial de Artes Marciais que acontecerá na Índia ainda este ano.

Marcius foi o 4º colocado entre os estados e está classificado para o mundial , em entrevista para a rede Globo, Marcius disse que foi um desafio essa classificação já que esteve estado grave de saúde recentemente e desceu alguns degraus no Ranking nacional, já que conquistou o Ouro no brasileiro do Rio de Janeiro em 2015, conquistou a Prata no Mato Grosso e o Bronze no Tocantins.

Com a soma de todos os pontos desde o ano passado até a 4ª colocação no Unificado em Aracajú, Marcius está classificado para o mundial da Índia segundo o Presidente da Liga Nacional de Karatê do Brasil o Kyoshi José Carlos faixa preta 7º dan.

Para participar do mundial na Índia o atleta precisa desembolsar 10 mil reais e para isso espera contar com o apoio do Governo da Bahia, governo municipal de Santo Antônio de Jesus e de empresários que apostam no esporte como fonte de motivação para milhares de jovens no Brasil.

ASCOM

Depois de atentado do 11 de setembro, EUA mudaram forma de encarar imigrantes

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Depois dos atentados do 11 de setembro de 2001, que completam 15 anos neste domingo (11), os Estados Unidos mudaram profundamente a maneira de encarar a presença de imigrantes e a chegada de visitantes ao país. Além do luto coletivo, os atentatos motivaram a chamada guerra ao terror para eliminar a rede Al-Qaeda.

Naquele dia, pela manhã, integrantes da rede Al-Qaeda assumiram o comando de quatro aviões comerciais norte-americanos. Dois deles foram lançados sobre as torres gêmeas do Word Trade Center, em Nova York, e a imagem do segundo avião sendo lançado sobre a torre foi veiculada ao vivo por emissoras de televisão do mundo inteiro. O terceiro avião foi lançado sobre o Pentágono, a quarta aeronove teria como destino a Casa Branca, mas caiu na Pensilvânia, em circunstâncias não reveladas. Quase 3 mil pessoas morreram no episódio.

Antes chamado de terra de oportunidades, os Estados Unidos mudaram regras para entrada e permanência no país e aumentaram a fiscalização nos aeroportos. Hoje, a imigração é tema central na disputa política entre conservadores e liberais, republicanos e democratas.

A Agência Brasil conversou com imigrantes que vivem no país e acompanhou a programação dos eventos políticos e religiosos realizados pela sociedade norte-americana na semana que antecedeu o dia de hoje.

Entre as muitas homenagens e os discursos de memória às vítimas, os norte-americanos deixam claro que o 11 de setembro foi um divisor de águas e que os atentados foram um choque de realidade sobre a vulnerabilidade do país. A partir dessa constatação, há os que alimentam o discurso do medo e da hostilidade aos imigrantes e aqueles que tentam mostrar que é na diversidade que reside a capacidade do país de se reinventar.

Há posicionamentos mais radicais, como o do candidato Donald Trump, que prega a deportação de imigrantes sem documentos, o término da construção do muro entre México e Estados Unidos e a proibição da entrada de muçulmanos.

O republicano já usou em vários discursos o 11 de setembro como exemplo e defende o isolamento e a restrição aos religiosos radicais como solução para a segurança do país.

Do lado contrário, o próprio presidente Barack Obama que, em sua mensagem em memória aos 15 anos do atentado veiculada ontem (10) pela Casa Branca, lembrou da dor causada pelos atentados, mas também pediu que o país afaste idéias separatistas.

Ele disse que os Estados Unidos não vão vencer o terror com um discurso de divisão. “Diante do terrorismo não podemos nos dividir, e não podemos reagir com divisão, porque isso é contrário à nossa diversidade e é o contrário do que nossa sociedade foi construída”, afirmou.

Apesar do discurso, Obama recebe críticas por não ter conseguido resolver o problema de o país ter mais de 10 milhões de imigrantes sem documentação.

A proposta de anistia ou de uma reforma migratória não avançou no Congresso nos dois mandatos de Obama. A candidata Hillary Clinton fez promessas de que irá conceder anistia aos que já estão no país, mas há uma desconfiança sobre a capacidade democrata de resolver o problema.

Em primeiro lugar, pelo custo econômico, uma vez que a anistia iria ampliar os número de beneficiários da previdência social no país. Além disso, muitos conservadores associam o desemprego e a falta de salários justos na economia norte-americana a um excesso de mão de obra mais barata.

Antes e depois 

Imigrantes que vivem nos Estados Unidos há vários anos relatam que a vida ficou mais difícil para estrangeiros depois dos atentados em 2001.

Há 23 anos nos Estados Unidos, Jorge Silva afirma que a postura com imigrantes se tornou menos amigável.  “Mesmo para quem não tinha documentação legalizada, era mais fácil viver. Era possível tirar carteira de motorista e ter o social security [equivalente ao CPF]. Depois do 11 de setembro ficou muito mais difícil para o imigrante que entra ilegalmente se legalizar”, disse Silva que, atualmente, trabalha no Consulado Brasileiro em Atlanta.

Ele lembra que, no dia dos atentados, estava trabalhando na pintura de uma casa em Washington, a cerca de seis milhas do Pentágono. “Foi um dia terrível, o governo orientou que todos voltássemos para casa e foi um dia muito triste”, contou.

Muçulmanos também passaram a ser mais estigmatizados. Sheriha Kamish veio do Iraque para os Estados Unidos em 1998, aos 17 anos, com a família. Ela conta que depois do 11 de setembro viu diminuir a tolerância com os imigrantes sobretudo com os seguidores do Islamismo.

“Me lembro bem que as pessoas começaram a nos ver como intrusos e muitos começaram a ter medo. Era comum ver pessoas cruzando a rua para evitar passar perto da gente”, conta Sheriha que usa véu no dia a dia e trabalha em um hospital como tradutora.

Na avaliação dela, o maior problema é a generalização. “Nos primeiros momentos no pós-atentado, as pessoas nos olhavam como potenciais terroristas e pensavam que todos nós eramos seguidores da Al-Qaeda.”

Sheriha conta que viu ciclos de recrudescimento, com a ascensão do Estado Islâmico, e que muitos norte-americanos associam todos os muçulmanos que vivem no país ao grupo.

“Há um pensamento difícil de se combater de que todos os muçulmanos estão de acordo com os radicais terroristas. Isso é uma mentira que estigmatiza a todos”, desabafa.

Mesmo para os norte-americanos que tem uma visão mais equilibrada e evitam estereótipos contra os imigrantes, os atentados ainda são uma ferida, lembrada anualmente nestes quinze anos.

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Crianças e adolescentes colocaram quase 3 mil bandeiras dos Estados Unidos na calçada entre uma escola de ensino médio e outra de ensino fundamental, em Alpharetta, no norte de Atlanta, para lembrar as vítimas do atentado de 11 de setembro Leandra Felipe/Correspondente da Agência Brasil

Mary Lane Stuart é voluntária em duas escolas públicas na cidade de Alpharetta, no norte de Atlanta, Georgia. Na época dos atentatos, ela tinha 18 anos e estava terminado o ensino médio. Hoje, ela ajuda alunos de ensino fundamental e ensino médio em eventos e atividades escolares.

No início da semana passada, crianças e adolescentes colocaram quase 3 mil bandeiras dos Estados Unidos na calçada entre uma escola de ensino fundamental e outra de ensino médio. Cada bandeira representa uma das vítimas dos atentados.

Ela diz ter consciência de que os atentados foram um ataque de um grupo extremista e que os imigrantes não devem pagar por isso. mas conta que consegue entender o medo.

“É difícil não ter medo. Nunca nos esqueceremos”, conta.

Agência Brasil

Coligação de Bomfim diz que Isaac fica na propaganda

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A Coligação “Pra Juazeiro Mudar Mais”, do candidato Paulo Bomfim, contesta informação divulgada pela coligação do candidato Joseph Bandeira sobre retirada de Isaac Carvalho da  propaganda na TV. A decisão da Justiça recomenda que Isaac ocupe o tempo máximo de 25%, conforme determina a nova lei eleitoral. Segundo a Coligação de Bomfim, “a leitura da sentença na íntegra desmente a manchete mentirosa da campanha de Bandeira, que vem fazendo a campanha mais mentirosa da história de Juazeiro, chegando ao ponto de fraudar pesquisas de opinião”.
A campanha de Bomfim afirma que não terá nenhuma dificuldade de se adequar ao que determinou a Justiça, “tendo em vista que muitos programas e comerciais já estão sendo veiculados sem a participação de Isaac, que vai participar sempre da campanha, cumprindo o que determina a lei”.

 

Joseph Bandeira visita projeto NH1 e NH3

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_4009-copiaA agenda da ‘Caravana 77’ não pára! Neste sábado, 10 de setembro, os projetos NH1 – São José – e NH3 receberam a visita do candidato à prefeito de Joseph Bandeira (SD), que foi acompanhado do vice Wank Medrado (PMDB) e da comitiva da caravana.

Ao longo da passagem nos dois locais, Joseph Bandeira e Wank Medrado cumprimentaram a população e logo em seguida foram prestigiar a Festa dos Colonos, que tem o objetivo de reunir as comunidades rurais do projeto.

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Nesta domingo, 11 de setembro, será a vez do Salitre e as comunidades vizinhas (Junco, Tapera, Umbuzeiro, Horto, Sabiá e Capim de Raiz) receberem a ‘Caravana 77’, onde os candidatos visitarão a localidade e apresentarão as propostas para as pessoas.

Outras informações detalhadas sobre a agenda do candidato, podem ser obtidas através da página no Facebook: ‘Desejo de Juazeiro – Joseph Bandeira’.

Ascom Coligação ‘A cara de Juazeiro’

Justiça Eleitoral, a pedido da coligação “A cara de Juazeiro”, retira Isaac Carvalho da propaganda de Paulo Bomfim

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A Coligação “A cara de Juazeiro” que tem como candidato a prefeito de Juazeiro Joseph Bandeira (SDD), conseguiu liminar na Justiça Eleitoral que determinou a retirada do prefeito Isaac Carvalho das propagandas do também candidato a prefeito Paulo Bomfim (PCdoB).

Na sentença o Juiz Eleitoral explica as razões da concessão da liminar “Em apertada síntese, aduz a Representante que, nos últimos três dias durante as inserções da propaganda eleitoral gratuita na televisão, a Representada vem exibido o apoiador político Isaac Carvalho com tempo superior ao previsto no artigo 53, caput, da Resolução TSE nº 23.457/15.

Ao final, requer, ante a reincidência, a suspensão imediata as inserções em questão, sob pena de aplicação de multa cominatória para garantia da eficácia da medida e a perda de igual período nos dias subsequentes.

É o breve relato. Decido.

Trata-se de Representação, com pedido urgente de liminar, para ser concedido provimento cautelar no sentido de determinar que seja prontamente impedida a veiculação das inserções impugnadas que causam desequilíbrio de oportunidades entres os candidatos.

O artigo 53 da Resolução TSE nº 23.457/15 determina que o apoiador poderá dispor de até vinte e cinco por cento do tempo de cada inserção, o que, segundo a mídia anexada aos autos, não ocorreu nas inserções que instrui a representação.

Efetivamente, em exame perfunctório das referidas alegações, como deve ocorrer nesta etapa processual, é possível perceber a presença dos pressupostos necessários à concessão de um provimento liminar deste Juízo, haja vista que a mídia que instrui a representação caracteriza a aparência do bom direito, uma vez que a representada dispões de mais de vinte e cinco por cento do tempo de cada inserção da propaganda eleitoral gratuita da coligação representada e perigo da demora, consubstanciado na permanência da veiculação de propaganda irregular, acarretando vantagem a um candidato em detrimento dos demais concorrentes.

Isto posto, CONCEDO A LIMINAR e determino que à Coligação “Pra Juazeiro Mudar Mais” se abstenham de veicular a propaganda eleitoral gratuita irregular que instrui a representação, sob pena de pagamento de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por cada veiculação irregular, sem prejuízo da adoção de outras medidas que visem dar efetividade a este pronunciamento.

Notifique-se a Coligação Representada para, querendo, apresentar defesa no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, nos termos do artigo 96, § 5º da Lei nº 9.504/97.

Ciência ao Ministério Público Eleitoral.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.

Cumpra-se.

Juazeiro/BA, 08 de setembro de 2016

José Carlos Rodrigues do Nascimento

Juiz Eleitoral”.

Fonte: Coligação A Cara de Juazeiro

Ministro do Turismo revoga portaria do programa Viaja Mais Melhor Idade

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O ministro interino do Turismo, Alberto Alves, revogou a portaria de 2013 que instituiu o programa Viaja Mais Melhor Idade. Em 2013, o programa foi relançado para incentivar aposentados e pensionistas a viajarem, com condições de financiamento diferenciados.

Em nota, o Ministério do Turismo disse que o programa Viaja Mais Melhor Idade foi criado para estimular o mercado a ter olhar especial para este público. “As ações foram extremamente bem sucedidas e o objetivo alcançado. Atualmente as empresas e os prestadores de serviços dispõem de canais de distribuição, ofertas de produtos e serviços turísticos diferenciados, bem como benefícios de maneira prática e ágil aos turistas brasileiros com mais de 60 anos. Diante deste novo panorama, o Ministério do Turismo entendeu que o programa cumpriu a sua missão e, por isso, foi extinto, disse o órgão.

EBC

Casa Nova-BA: Homem mata companheira e foge

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O Feminicídio ocorreu na  rua  Gilson Viana, nº 215, em Bem Bom, Zona Rural de Casa Nova –BA. O crime que chocou a população, aconteceu na manhã de ontem (10).

Segundo informações da Polícia Militar, a vítima Letícia Ferreira do Rosário de 36 anos, foi agredida e assassinada com um golpe de faca pelo companheiro Jesus Orlando dos Santos Gomes, conhecido como Bau, de 28 anos.

O crime aconteceu dentro da própria casa do casal. Ainda de acordo com informações, depois de assassinar a companheira, Bau fugiu para um destino ainda ignorado. O DHPP foi acionado para as medidas de praxe.

O Crime de Feminicídio

Feminicídio significa a perseguição e morte intencional de pessoas do gênero feminino, e é classificado como um crime hediondo no Brasil. Este crime se configura quando é comprovada que a causa do assassinato é sobretudo por questões de gênero, ou seja, quando uma mulher é morta simplesmente por ser mulher. É motivado pelo ódio, pelo desprezo e pelo sentimento de perda da propriedade sobre a mulher em uma sociedade machista, marcada pela desigualdade de gênero. Muitas mulheres sofrem com a violência doméstica, em que os agressores são companheiros e ex-companheiros que se aproveitam do fato de conhecer sua rotina e saber como invadir sua propriedade.

Segundo o Mapa da Violência, dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 2.394, isso é, 50,3% do total foram cometidos por um familiar da vítima. Já 1.583 dessas mulheres foram mortas pelo parceiro ou ex-parceiro, o que representa 33,2% do total de homicídios de mulheres cometidos no ano de 2013.

Para tentar impedir os crimes contra as pessoas do gênero feminino, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, sancionou a Lei 13.104, em 9 de março de 2015, conhecida como a Lei do Feminicídio. A lei altera o Código Penal (art.121 do Decreto Lei nº 2.848/40), incluindo o feminicídio como uma modalidade de homicídio qualificado, entrando no rol dos crimes hediondos.

A lei estabelece que existem razões de gênero quando o crime envolver violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher.

Partida pela paz do Papa será em 12 de outubro

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A "partida pela paz" tem a meta de reunir grandes nomes do futebol mundial, aposentados e em atividade, em apelo pela pacificação do planeta (Agência Lusa/Direitos Reservados)Agência Lusa/EPA/Pool/Alessandro Di Meo/Direitos Reservados
A "partida pela paz" tem a meta de reunir grandes nomes do futebol mundial, aposentados e em atividade, em apelo pela pacificação do planeta (Agência Lusa/Direitos Reservados)Agência Lusa/EPA/Pool/Alessandro Di Meo/Direitos Reservados
A “partida pela paz” tem a meta de reunir grandes nomes do futebol mundial, aposentados e em atividade, em apelo pela pacificação do planeta (Agência Lusa/Direitos Reservados)Agência Lusa/EPA/Pool/Alessandro Di Meo/Direitos Reservados

A “partida pela paz” promovida pelo papa Francisco será feita no próximo dia 12 de outubro, no Estádio Olímpico de Roma. A expectativa é reunir grandes nomes do futebol mundial, aposentados e em atividade, em torno de um apelo pela pacificação do planeta.  A informação é da Agência Ansa.

“Esses jogos são para nós algo belíssimo. Todos os jogadores querem estar aqui. Eu estive presente há dois anos ao lado de diversos campeões, e todos estavam contentes”, afirmou o atacante da Roma Manuel Iturbe.

A primeira edição do amistoso ocorreu em 2014 e contou com a presença de estrelas como Diego Maradona, Roberto Baggio e Javier Zanetti. Cada time veste a camisa de uma instituição de caridade, e o dinheiro arrecadado é distribuído entre as duas entidades.

Neste ano, serão beneficiadas duas associações italianas ainda não divulgadas.

Espancamento de universitário em BH expõe desafio para conter violência na saída de boate

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O espancamento de um estudante de medicina ao sair de uma casa de eventos, por seis jovens, acende a luz de alerta sobre o clima de violência nas baladas da noite belo-horizontina e cidades da região metropolitana. É o quarto caso de agressão por motivos fúteis no fim da noitada este ano e expõe os desafios para conter a violência na saída das noitadas. Em dois deles ocorreram mortes. A Polícia Civil já está investigando as circunstâncias desse último ataque, que tem rendido dezenas de mensagens de solidariedade à vítima nas redes sociais.

Na madrugada de quarta-feira, Dia da Independência, o estudante de medicina Henrique Figueiredo Papini de Moraes, de 22 anos, estava em companhia de um colega do Colégio Loyola, onde estudou, e uma amiga de faculdade num show de funk na casa de evento Hangar 677, no Bairro Olhos D’água, Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Na saída, foi surpreendido pelo ex-namorado da jovem, que com outros cinco colegas dele espancou o estudante.

“Todos estavam do lado de fora. O rapaz que foi agredido seguia com um colega e uma jovem para um local para pegar um Uber, quando foi agredido. Ele foi espancado covardemente por seis caras, e mesmo caído, ainda foi chutado. Desacordado, foi levado para um hospital por uma equipe do Samu”, contou uma testemunha, que preferiu não se identificar.

A delegada Sônia Maria Miranda, da Delegacia do Barreiro, onde foi registrado o boletim de ocorrência, iniciou as investigações no dia seguinte ao feriado. Ela fez contato com os responsáveis pela casa de evento em busca de informações e imagens de câmeras de segurança. Ontem, foi a vez de ela ouvir os dois jovens que acompanhavam o estudante no momento da agressão. A delegada esteve também no hospital e ouviu Henrique e sua mãe.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, agora, o rapaz de 21 anos, apontado como quem iniciou a agressão por ver sua ex-namorada em companhia do estudante, será ouvido na condição de investigado no inquérito que foi instaurado. No dia do ataque, depois que a mãe de Henrique chamou a Polícia Militar, o jovem chegou a ser conduzido ao plantão da Delegacia do Barreiro, mas foi ouvido e liberado.

COMA Henrique Papini, segundo sua mãe, a dentista Andrea Moraes, de 54, foi internado em coma no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Biocor, com traumatismos craniano e de face, além de sangramento no ouvido. “Hoje ele está bem melhor, consciente, conversando. Mas está muito abalado emocionalmente, sentindo medo. Certamente, terá que passar por acompanhamento psicológico para superar esse trauma”, destacou. Andrea acrescentou que o carinho dos amigos de seu filho, com mensagens na rede social, tem sido importante para sua recuperação.

Ontem, a direção da Faculdade de Medicina de Barbacena (Funjob) divulgou nota na rede social lamentando o episódio de violência contra o aluno. O texto é assinado pelo diretor da instituição, Marco Aurélio Bernardes de Carvalho. “Venho manifestar publicamente o meu repúdio pelo lamentável fato ocorrido com nosso querido aluno e esperando que as pessoas envolvidas sejam devidamente punidas por esse ato de violência imperdoável”.

POLÍCIA APOSTA EM RONDAS E REDES O capitão Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da Polícia Militar, afirma que rondas estratégicas têm sido realizadas nas madrugadas nos chamados “pontos quentes”, que são locais onde ocorrem eventos, shows, festas ou em que estão casas noturnas, visando inibir a violência entre o público que sai. “É importante destacar que essas ocorrências com violência desmedida estão ligadas ao consumo de bebidas alcoólicas de forma exagerada”, pontuou. Santiago destaca que em muitos estabelecimentos da noite, os donos e seus funcionários participam de redes de policiamento comunitário, o que facilita a rápida intervenção da PM.

Já o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Minas Gerais, Lucas Pêgo, afirma que as casas noturnas da Grande BH, em sua maioria, são bem preparadas e seguras. “Principalmente após o episódio de Santa Maria (RS) – quando 242 pessoas morreram num incêndio na Boate Kiss, em 2013 – os estabelecimentos melhoraram acessos, saídas de emergência e de pânico, dispositivos como câmeras de segurança e seguranças treinados”. Para ele, casos como o espancamento do estudante de medicina fomentam o debate dos empresários do ramo para melhorar o atendimento ao seu público. “Mas, em comum, nesses casos, sempre são agressões do lado de fora dos estabelecimentos, onde os seguranças não podem intervir”, disse o dirigente.

Somente em abril deste ano houve três casos de violência depois da balada na Grande BH. No dia 2, um jovem foi agredido quando estava no estacionamento de uma boate em Nova Lima. No dia 8, em Contagem, o universitário Cristiano Nascimento, de 22, foi espancado até a morte por dois policiais militares de folga e um colega deles. Os PMs estão presos respondendo a processo e o terceiro envolvido foragido.

No dia 29, mais uma morte, na porta da casa de shows Alambique, na Avenida Raja Gabaglia, no Bairro Estoril, Oeste da capital. Guilherme dos Santos Alves, de 33, foi morto com um tiro, depois de iniciada uma discussão, ainda dentro do estabelecimento, com Paulo Filipe da Silva Gonçalves, de 28, preso por militares quando fugia.

Entrevista

Andrea Renno de Figueiredo, de 54 anos, mãe do estudante Henrique Papini

“Esta corrente que está sendo feita é porque ninguém aguenta mais esta impunidade, esta violência”

Passado o susto, como você avalia as condições de seu filho?
Primeiro, agradeço a Deus porque foi um milagre mesmo! O neurologista disse que nunca viu alguém que tenha levado uma pancada tão forte e sobrevivido. Chegou de uma forma e está outro hoje, lúcido e respondendo. Para mim, foi um milagre.

Como se manter de pé para superar uma violência desmedida como a que seu filho sofreu?
O que sustenta a gente é a fé, a amizade, os amigos, a minha família. A minha consciência de saber que meu filho é um ser bacana, querido, bem criado, com limites. Que, apesar de a gente não ter dinheiro, não ter jatinho, isso que eles têm, a gente tenta construir valores que valem a pena. Hoje, os amigos da faculdade de Barbacena onde ele estuda estão mobilizados, a direção divulgou nota de apoio na rede social, colegas do Loyola e de onde ele fez intercâmbio já estão sabendo, e assim vai, nossos amigos, colegas de trabalho, isso é maravilhoso.

Para você, o que motiva esse tipo de agressões e como isso pode mudar?
Acho que realmente a gente tem que mostrar o que é certo e o que é errado. Isso não é de agora não. É pai e mãe que passam a mão na cabeça, que deixam, que acham bonito colocar fogo no índio, dar bebida para cachorro. Então a coisa começa a se banalizar, a vida humana está banalizada, está tudo muito fácil, estão matando para ver cair. Acho que a gente tenta tirar algo proveitoso sim, que isso pode ser evitado sim. Esta corrente que está sendo feita é porque ninguém aguenta mais esta impunidade, esta violência. É menino que sai de casa e a gente não sabe se vai voltar. A gente tem que tomar atitude como cidadão.Diário de Pernambuco