Preto no Branco

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20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promove valorização da criatividade, atitude científica e inovação na Bahia

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Com o objetivo de promover e popularização da ciência no estado, a Bahia realiza, no período de 16 a 20 de outubro, a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

O evento tem por finalidade mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação.

Na Bahia, o evento, que está sendo organizado pela Secretaria de  Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), acontece em diversos espaços, incluindo o Instituto Anísio Teixeira (IAT), onde ocorrerá, além da solenidade de abertura, uma mini mostra maker, oficinas e uma mesa redonda.

A 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que este ano traz como tema central “Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável”, acontece em todo o país entre os dias 14 e 21 de outubro. O tema escolhido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) propõe a integração da SNCT à agenda do Ano Internacional das Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável (2022 e 2023).

“A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma oportunidade para celebrarmos o que já conquistamos, questionarmos uma série de dogmas e termos sempre uma lição de humildade, ou como diria Sócrates, saber o que não sabemos ainda, porque cada nova resposta gera muitas novas perguntas interessantes, instigantes, e é essa capacidade de saber perguntar que nos faz ir além e conhecer mais sobre nós mesmos, sobre o universo, sobre o nosso corpo, sobre a nossa sociedade”, afirmou o diretor geral em exercício do IAT, Iuri Rubim.

Ainda de acordo com Iuri Rubim, na Bahia, em virtude da desigualdade histórica que o estado enfrentou e enfrenta, ainda se tem bastante chão para desenvolver a ciência, mas também muitas oportunidades de fazer práticas diferentes, mais inovadoras, que incentivem a diversidade nas ciências e incentivem a ciência casada com a educação e presente em todos os momentos da vida escolar e em sociedade dos estudantes.

Par o coordenador de Aprendizagem Criativa e Cultura Maker do IAT, Arlindo Santiago, a participação ativa do Instituto Anísio Teixeira (IAT) na 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) desempenha um papel fundamental na promoção da Ciência e Tecnologia na Bahia.

“As ações do IAT têm sido cada vez mais direcionadas para educadores e estudantes, estabelecendo uma relação de parceria sólida entre as escolas e o instituto e estimulando o interesse pela ciência. Isso é crucial para formar a próxima geração de cientistas, pesquisadores e inovadores na Bahia, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e tecnológico no estado”, afirmou Arlindo Santiago.

No Instituto Anísio Teixeira, além da solenidade de abertura, que acontece no dia 16 e contará com uma conferência sobre ‘Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável’ ministrada pela Dra. Jaqueline Góes/EBMSP, acontecerá também, nos dia 17 e 18, uma mini mostra maker e oficinas para estimular a inovação e tecnologia. Dentre as oficinas programadas estão a de Criptografia com Código Morse, a de CNC laser, a de Modelagem 3D e de Impressão 3D, a de Práticas com Circuitos em Blocos, de Fotografia com Dispositivos Móveis, Produção de vídeos para Redes Sociais e a de Produção de Podcasts com Smartphone.

A mini mostra, por sua vez, contará com atividades envolvendo cubo de néon, scanner 3D, impressora 3D, gravadora a laser, fotografias com chroma-key, painel de portas lógicas, dentre outras.

Também no dia 20, às 14h, o IAT sediará uma mesa redonda sobre ‘Educação e Pesquisa para a Conservação’ que terá como expositores o Dr. Alexandre Schiavetti/UESC, o Dr. Elizeu Pinheiro da Cruz /UNEB e o  Ms. Humberto Espírito Santo Mello/FPMZB.

Secom

Brasileiros podem deixar Gaza nesta segunda-feira, diz embaixador; grupo retornará ao Brasil em avião da Presidência da República

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Brasília (DF) 11/10/2023 – O primeiro avião da FAB trazendo 211 brasileiros de Israel aterrissa às 4h da manhã, na Base Aérea de Brasília. A operação de resgate, denominada Voltando em Paz, começou no domingo (8) com a saída da aeronave do Brasil com destino à Itália e, de lá, para Tel Aviv (capital israelense), de onde os brasileiros embarcaram. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, disse neste domingo (15) esperar que os brasileiros que aguardam repatriação na Faixa de Gaza possam atravessar a fronteira para o Egito, em passagem próxima à cidade de Rafah, na segunda-feira (16). Segundo ele, a embaixada recebeu a informação de brasileiros que estão em Gaza de que “circulam rumores” de que a fronteira será aberta na segunda, e também confirmou essa informação por outro canal.

Um grupo de 28 pessoas, 22 brasileiros e seis palestinos com residência no Brasil, segue abrigado nas cidades de Rafah e Khan Yunis, no sul de Gaza, aguardando autorização para cruzar a fronteira.

O embaixador afirmou que a saída dos brasileiros depende da abertura da passagem para o Egito e também da autorização das autoridades de imigração, que precisam carimbar os passaportes dos brasileiros. “No nível político tudo já está feito. É necessário apenas que, uma vez que seja aberta a fronteira, o funcionário que está ali, que vai receber os brasileiros, ele tenha a lista e autorize o ingresso. Esperamos que isso aconteça amanhã, essa é a nossa expectativa”, disse Candeas.

Segundo o governo brasileiro, assim que o grupo puder cruzar para o Egito, eles serão trazidos ao Brasil no avião VC-2 da Presidência da República, que tem capacidade para transportar até 40 passageiros. Outros cinco voos de repatriação já foram feitos para trazer brasileiros e familiares de Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vêm negociando a abertura da fronteira desde a semana passada para poder resgatar o grupo. Entre sexta e sábado, o presidente abordou a questão em telefonemas com o presidente de Israel, Isaac Herzog, o presidente do Egito, Abdul Fatah al-Sisi, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Reabertura da fronteira

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou neste domingo que a passagem fronteiriça controlada pelo Egito na Faixa de Gaza será reaberta e que os Estados Unidos estão trabalhando com egípcios, israelenses e a Organização das Nações Unidas (ONU) para que auxílio humanitário possa chegar à região.

Centenas de toneladas de ajuda foram enviadas de vários países e estão esperando há dias na península do Sinai, no Egito. Falta um acordo para sua entrega em segurança em Gaza, além da evacuação de estrangeiros por meio da fronteira em Rafah.

O Egito afirmou que intensificou seus esforços diplomáticos para resolver o impasse. “Colocamos para funcionar, o Egito botou para funcionar muitos materiais de apoio ao povo em Gaza, e Rafah será reaberta”, afirmou Blinken a repórteres no Cairo, depois do que disse ter sido uma “conversa muito boa” com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

“Estamos estabelecendo com a ONU, o Egito, Israel e outros o mecanismo pelo qual vamos receber a ajuda e como ela chegará às pessoas que precisam”, finalizou.

Agência Brasil

Juazeiro: Confira cronograma da Unidade Móvel Odontológica para o período de 16 a 19 de outubro

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), informa o cronograma da Unidade Móvel de Atendimento Odontológico (UMO) para o período de 16 a 19 de outubro. Serão realizados 15 atendimentos por dia na unidade e para serem atendidos os pacientes precisam apresentar RG, CPF ou Cartão SUS. Os atendimentos iniciam às 8h.

Confira programação:

16/10 -Segunda-feira: UBS Mairi, na frente da unidade, 15 gestantes. Demanda agendada pela UBS.

17/10- Terça-feira:  Pastoral da Mulher, em frente à instituição localizada na rua Raul de Queiroz, 110, bairro Alagadiço. Serão atendidos 15 pacientes agendados pela instituição.

18/10- Quarta-feira: Residencial Praia do Rodeadouro. Em frente a UBS, 15 pacientes por demanda livre.

19/10- Quinta-feira: Residencial São Francisco. Em frente a EMEI Vanda Guerra, serão atendidos 15 pacientes por demanda livre.

Ascom/Sesau

Bahia: Inscrições para curso de gestão escolar das unidades da rede estadual poderão ser feitas de 1º de novembro de 2023 a 26 de janeiro de 2024

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A Secretaria da Educação do Estado (SEC) divulgou, no Diário oficial deste sábado (14), o edital nº 12/2023, de abertura de inscrições para curso de gestão escolar com certificação em unidades escolares da rede estadual de ensino, voltado para professores e coordenadores pedagógicos do quadro efetivo do magistério público do Estado da Bahia. O curso tem por objetivo contribuir no desenvolvimento das competências básicas para o exercício efetivo das funções de diretor e de vice-diretor, para atuação nas unidades escolares da rede estadual de ensino. Serão oferecidas 13 mil vagas e as inscrições poderão ser feitas, de 1º de novembro de 2023 a 26 de janeiro de 2024, no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).

Os requisitos mínimos para participação no curso são: ser ocupante de cargo permanente da carreira de magistério, enquadrando-se nos termos da Lei Estadual nº 10.963 de 16 de abril de 2008 e estar em efetivo exercício no âmbito da SEC; de mandato eletivo em entidade sindical; em qualquer órgão ou entidade da administração pública estadual, em atividade do regime de disposição; ou em cargo eletivo.

“O Governo do Estado vem investindo na modernização de toda a rede de ensino. Este edital faz parte dessas ações, no sentido de valorizar professores e coordenadores e contribuir para o aprimoramento da gestão escolar”, destaca a secretária da Educação, Adélia Pinheiro.

No momento da inscrição, o participante deverá optar por Núcleo Territorial de Educação (NTE) e município. Para efetuar a inscrição, é imprescindível o número da matrícula, o número do CPF, a indicação do NTE e do município ao qual o participante pertence. O curso será ofertado na modalidade a distância por Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), com cinco módulos de estudos e carga horária de 140 horas.

Para o primeiro acesso ao ambiente virtual do curso, o servidor receberá, por meio do e-mail registrado no endereço eletrônico divulgado, o nome do usuário e a senha inicial, antes do início do curso. Já para a realização do curso e da respectiva prova de certificação, o servidor deverá acessar o AVA, após a efetiva abertura do curso, em 26 de fevereiro de 2024, com previsão de conclusão em 22 de julho do mesmo ano. Os horários para acesso ao ambiente serão estabelecidos pelo próprio servidor, de acordo com sua disponibilidade, observados os cronogramas estabelecidos em cada módulo.

Será aplicado exame de habilidades e conhecimentos aferidos por meio da aplicação de duas provas objetivas, de caráter eliminatório, cada uma abordando o tema de um dos módulos estudados, sendo aplicadas em duas etapas. As provas serão disponibilizadas para realização na plataforma, no período de 12 a 19 de agosto de 2024.

O gabarito oficial, juntamente com a resultado final do curso, serão divulgados, na data provável de 9 de setembro de 2024, após finalizado o processo de interposição e julgamento dos recursos. Os participantes poderão acessar o resultado individual através do endereço www.educacao.ba.gov.br/certificacaodegestores.  Mais informações sobre o curso podem ser acessadas no mesmo link ou pelo e-mail: certificacaodegestores@enova.educacao.ba.gov.br.

Secom

Univasf: História e cultura de quatro mulheres, retratadas através de rituais que representam sua ancestralidade são contadas em exposição fotográfica

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A história e cultura de quatro mulheres, retratadas através de rituais que representam sua ancestralidade, serão contadas na nova exposição fotográfica “Povoadas”, promovida pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

As fotografias foram registradas pelas lentes da jornalista Karen Lima e fazem parte do seu fotolivro autoral também intitulado “Povoadas”, que foi publicado em 2022 com apoio da Lei Aldir Blanc. A exposição acontece  no Hall da Reitoria, no Campus Sede da Univasf, em Petrolina (PE).

A exposição reúne imagens de Oraci Terra, Jéssica Tumbalalá, Luádia Mabel e Mãe Vaníria de Oyá durante a realização de rituais sagrados para cada uma, que representam uma conexão com a natureza e a sua ancestralidade. As fotografias foram realizadas com o intuito de dar visibilidade às culturas que formam o país, na busca pelo respeito às pluralidades e pelo diálogo coletivo. A mostra permanecerá aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, até o final de novembro.

“Povoadas” também é uma mostra interativa e apresenta materiais extras a serem explorados a partir de QRCodes que levam os visitantes a vídeos e redes sociais das retratadas. Segundo Karen Lima, o objetivo do ensaio é apresentar mulheres que em sua individualidade representam os povos afro-indígenas e carregam consigo a história e cultura daqueles que formam o Brasil. “Quando eu cheguei a cada uma delas, a ideia não era ser um trabalho apenas estético, mas para que elas fizessem algo que representasse essa conexão com o que era povoado dentro delas, com o que é ancestral para elas”, relata a fotógrafa.

Jornalista do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema) e ex-estagiária da Assessoria de Comunicação (Ascom) da Univasf, Karen Lima é graduada pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Ela já fez registros fotográficos de festivais de arte e cultura na região e fotografou para jornais como a Folha de São Paulo. A jornalista e fotógrafa também trabalhou na produção de documentários e publicou o livro-reportagem “Fortaleza de Partilhas: relatos de Alcoólicos Anônimos”, pela Editora Letramento.

A mostra “Povoadas” é a primeira ação realizada pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), por meio da Diretoria de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (DACC), através do Edital Nº 2/2023 de Ocupação dos Espaços Expositivos da Univasf. A realização da exposição conta com apresentação da diretora de Arte, Cultura e Ações Comunitárias, Flora Romanelli Assumpçã; participação do servidor Thiê Gomes dos Santos, na área administrativa e de revisão; e produção cultural e gráfica da estagiária Ana Luiza Miranda.

Ascom/Univasf

Professores enfrentam desafios para lidar com ataques virtuais

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Quando a pandemia da Covid-19 começou e o ensino remoto se tornou a única alternativa pedagógica, não faltaram análises otimistas sobre o uso dos recursos digitais. Além de potencializar o aprendizado, esperava-se que a comunicação entre estudantes e professores fosse mais próxima e horizontal. Mas o que têm sido identificado por especialistas em educação e entidades sindicais é que os ambientes virtuais registram cada vez mais casos de violência e hostilidade. Também são lugares favoráveis para disseminação de discursos de ódio, que podem resultar em agressões presenciais. Nos dois casos, professores são alvos comuns e precisam lidar com as consequências na saúde física e mental.

Queixas do tipo aumentaram no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe). A coordenadora Helenita Beserra diz que estudantes e responsáveis têm utilizado as redes sociais dos professores ou contatos diretos via whatsapp para os desrespeitar e os atacar.

“Temos aqui um grupo grande de profissionais que está se sentindo perseguido. Entram nas redes sociais deles para fazer patrulhamento da posição política e contestam de forma agressiva as publicações ali. Esses casos estão se tornando corriqueiros e os profissionais estão sofrendo com essa pressão psicológica e o estresse”, diz Helenita.

Há algumas semanas, profissionais do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, denunciaram que uma professora de inglês levou tapas de um aluno por causa de um desafio publicado na rede social Tik Tok. Outros casos comuns de violência envolvem linchamentos virtuais, cyberbullying e gravações não autorizadas com o objetivo de humilhar os profissionais.

Quando o professor é vítima dessas agressões, a orientação sindical é procurar as autoridades competentes para que agressor ou pais sejam responsabilizados.

“Em casos mais graves contra os profissionais, colocamos o departamento jurídico à disposição para ajudá-los a fazer esse enfrentamento. Quando a situação é ainda mais delicada, o correto é procurar uma delegacia para fazer o registro policial. De preferência alguma especializada em crimes cibernéticos”, orienta Helenita.

Motivações

Violências contra professores têm diferentes motivações. Quando se trata especificamente do ambiente virtual, o pesquisador Antônio Álvaro Soares Zuin tem uma tese para explicar uma das dimensões que explicam a hostilidade de estudantes contra professores.

No livro “Cyberbullying contra professores”, lançado em 2017, o professor do departamento de educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) argumenta que vivemos em uma “era da concentração dispersa” impulsionada pelas tecnologias de comunicação. Nesse contexto, os alunos projetam uma espécie de rivalidade entre dispositivos digitais e os professores.

“Desde os primórdios das relações ensino-aprendizagem, os professores foram responsáveis pela manutenção do foco de atenção dos alunos em relação aos conteúdos. Várias metodologias foram desenvolvidas para garantir isso. Desde a via dialógica até a aplicação de punições físicas e psicológicas. Hoje em dia, é preciso um esforço muito grande para manter a atenção e ler qualquer conteúdo em profundidade, uma vez que queremos ficar conectados aos celulares o tempo todo” argumenta Zuin.

“Para os alunos, vai ficando absolutamente insuportável focar durante horas numa figura como o professor. E aí, eles acabam, de certa maneira, se vingando contra essa figura que historicamente foi responsável pela manutenção da atenção deles”, completa.

Quando a escola não favorece o diálogo, silencia estudantes e o professor se coloca como uma figura autoritária, casos de violência podem ser potencializados. A análise é de Telma Brito Rocha, doutora em educação e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela é autora do livro “Cyberbullying: ódio, violência virtual e profissão docente”, de 2012.

“Sabemos que o professor sofre com uma série de violências cotidianas. Mas também é preciso entender como as agressões dos estudantes podem ser ressonâncias de práticas escolares”, diz Telma. “Essa violência vem muitas vezes do professor, que imprime uma perseguição por causa de determinados comportamentos dos alunos em sala de aula. Existe a repressão em relação a como o aluno se senta, como fala, como se veste, como deve se portar e estar no ambiente. Isso tudo acaba por gerar revoltas, que por sua vez podem gerar outras violências”.

Caminhos alternativos

Os dois pesquisadores entendem que para combater as agressões contra professores, sejam nos ambientes presenciais ou virtuais, é preciso transformar a escola em lugar permanente de diálogo e resolução de conflitos. Em outras palavras, dar mais espaço para que os alunos expressem sejam ouvidos e expressem insatisfações.

“O espaço educacional é um espaço de conflito e cooperação. Não é um lugar sempre tranquilo, onde as pessoas vão sorrir o tempo todo. A gente tem que buscar a via pedagógica para resolver os problemas. Não é eliminar o aluno que agrediu, enviar para outro colégio e transferir o problema. Precisamos que o poder público, as secretarias de educação, invistam em equipes multidisciplinares. O problema exige cada vez mais estratégias que possam dar conta dessa complexidade e envolver diferentes áreas do conhecimento”, diz Telma Brito Rocha.

“O professor tem que redimensionar o significado da autoridade educacional. Principalmente no sentido de realizar uma espécie de autocrítica, de não querer persuadir o aluno que ele é o dono da verdade. Além disso, a escola deveria promover espaços e situações em que professores, alunos e pais possam se reunir e tentar entender o porquê de estar acontecendo alguma violência, para tentar estabelecer determinadas ações conjuntas. Se houver um espaço propício para esses contratos sociais pedagógicos, a prática de cyberbullying tende a cair”, diz Antônio Zuin.

Educação digital na infância

Projetos que desenvolvem uma educação digital direcionada para crianças e jovens também podem ser caminhos de prevenção e combate à violência na internet. É o caso do programa criado pela professora Maria Sylvia Spínola, chamado de “Educação midiática na prática”. Ele é voltado para crianças do 5º ano, que tem em média 10 ou 11 anos de idade, nas salas de aula da rede pública onde ela leciona. Mestre em ensino e educação na área de tecnologias digitais, Maria Sylvia trabalha principalmente a formação do senso crítico e da responsabilidade nos ambientes virtuais.

Os aprendizados incluem o uso dos mecanismos de busca, checagem de fatos, diferenciar opinião de informação, e como se comportar de forma crítica e ética nas redes sociais.

“Quando a gente trabalha questões de bullying, golpe, assédio ou violências que acontecem na internet, as crianças muitas vezes conseguem perceber quando elas são vítimas. Mas elas não conseguem perceber quando elas estão sendo agressivas ou usando linguagens impróprias. Eu trabalho em cima dessa perspectiva também”, explica a professora. “Considerando que a educação midiática tem como base a formação da cidadania, que ajuda no bom uso das ferramentas e em como se expressar de maneira responsável, acredito que estamos contribuindo na construção de um cidadão ético”.

A professora reforça, no entanto, que as instituições de ensino não são as únicas responsáveis por prevenir violências e comportamento inadequados dos estudantes nas redes. É preciso engajar toda a sociedade nesse processo.

“A gente precisa considerar todas as questões sociais, emocionais, e os ambientes familiares. Muitas crianças não têm orientação parental sobre o bom uso da internet, não estão envolvidas em práticas seguras”, reforça Maria Sylvia. “A escola é muito cobrada como parte responsável por educar a sociedade, e a gente esquece a importância de envolvimento da família e do poder público. É aquela máxima, não se educa uma criança sem o movimento de uma aldeia inteira”.

Agência Brasil

“Não aguentamos mais e o Ministério do Trabalho nada faz”, desabafa funcionário da Promatre de Juazeiro; trabalhadores estão desde junho sem receber salários

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“Desde de junho que não recebemos nada e ninguém faz absolutamente nada,” desabafou um profissional de saúde do Hospital Promatre de Juazeiro.

Ele relatou que a instituição alega que não recebeu o repasse, o que segundo o profissional não procede.

“Continuamos sem receber nossos salários. Também não recebemos o retroativo do piso salarial. Eles não nos dão nenhuma justificativa. Semana passada pagaram os médicos, o pessoal do RH, Financeiro e coordenadores todos receberam e nós, das demais classes não recebemos nada. Sequer uma previsão. Mentem dizendo que não estão recebendo repasses, mas sabemos que é mentira, pois o hospital recebeu sim o repasse de 2 milhões semana passada.

Cansado de cobrar os salários dos meses trabalhados, o funcionário questiona a atuação do Ministério do Trabalho.

“São muitos os funcionários que estão nesta situação de horror. Tem colegas sendo ameaçadas por agiotas, porque pegaram dinheiro emprestado para comer. Outros passando fome, sendo despejados. Fora os que estão com quadro depressivo. Não aguentamos mais e o Ministério do Trabalho nada faz, vem sendo conivente, pois poderiam fiscalizar esse absurdo e agir,” desabafou o trabalhador.

Estamos encaminhando a reclamação para o MPT

Redação PNB 

Saúde mental principal problema para os professores, aponta pesquisa; distúrbios com a voz e os musculares vêm em seguida

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São Paulo SP 10/10/2023 Fundacentro IV Seminário: Trabalho e Saúde dos Professores - Precarização, adoecimento e caminhos para a mudança. Mesa esq-dir Pedro Tourinho, Cezar Saito e Jefferson Peixoto. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

A saúde dos professores não vai bem no Brasil. É o que aponta o livro Precarização, Adoecimento & Caminhos para a Mudança. Trabalho e saúde dos Professores, lançado nesta semana pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

livro foi lançado durante o V Seminário: Trabalho e Saúde dos Professores – Precarização, Adoecimento e Caminhos para a Mudança. Durante o seminário, os pesquisadores apontaram que, seja na rede pública ou na rede privada, os professores sofrem de um mesmo conjunto de males ou doenças, em que há predomínio dos distúrbios mentais tais como síndrome de burnout, estresse e depressão. Depois deles aparecem os distúrbios de voz e os distúrbios osteomusculares (lesões nos músculos, tendões ou articulações).

“Os estudos têm mostrado que as principais necessidades de afastamento para tratamento de saúde dos professores são os transtornos mentais. Quando olhávamos esses estudos há cinco anos, eles apontavam prevalência maior de adoecimento vocal. Mas isso está mudando. Hoje os transtornos mentais já têm assumido a primeira posição em causa de afastamento de professores das salas de aula”, disse Jefferson Peixoto da Silva, tecnologista da Fundacentro.

Segundo Frida Fischer, professora do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), entre os principais problemas enfrentados por docentes no trabalho está a perda de voz, a perda auditiva, os distúrbios osteomusculares e, mais recentemente, as doenças mentais. “Essas são as principais causas de afastamento dos professores”, disse, em entrevista coletiva.

Uma pesquisa realizada e divulgada recentemente pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) já havia apontado que muitos professores estão enfrentando problemas relacionados à saúde mental e que isso pode ter se agravado com a pandemia do novo coronavírus.

Violência

Outro problema que agravou a saúde dos professores é a violência, aponta Renata Paparelli, psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Segundo ela, o adoecimento dos professores pode ser resultado de três tipos de violência: a física, como as agressões e tapas; as ameaças; e também as resultantes de uma atividade psicossocial cotidiana, como os assédios, por exemplo, relacionados à gestão escolar. Além disso, destaca, há também os episódios de ataques contra as escolas.

As consequências dessas violências, diz Renata, podem resultar tanto em um problema físico, tais como uma lombalgia ou lesão, quanto em uma doença relacionada a um transtorno de estresse pós-traumático.

“A escola não é uma ilha separada de gente. A escola está dentro de uma comunidade, está na sociedade e todos os problemas da sociedade vão bater lá na porta da escola. O tempo todo a escola reflete os problemas que existem na sociedade”, ressaltou Wilson Teixeira, supervisor escolar da Secretaria Municipal de Educação da prefeitura de São Paulo. “Então, a escola também pode ser promotora de violência. Uma gestão autoritária, por exemplo, pode causar sim adoecimento dos professores”, destacou.

Além da violência, a falta de recursos ou de condições apropriadas também contribui para que o professor adoeça. Isso, por exemplo, está relacionado não só à infraestrutura da escola como também aos baixos salários, jornadas excessivas e até a quantidade de alunos por salas de aula. “As doenças relacionadas ao trabalho estão diretamente relacionadas às condições de trabalho, aos recursos que os professores têm para a administração de seu cotidiano. Quando as condições de trabalho são precárias, tanto em infraestrutura quanto em recursos ou exigências, e quando existe um desequilíbrio entre o que o professor tem de fazer e aquilo que é possível ser feito dentro daquelas condições, as pessoas vão adoecer”, disse Frida Fischer.

Para Solange Aparecida Benedeti Penha, secretária de assuntos relativos à saúde do trabalhador da Apeoesp, parte desses problemas podem ser resolvidos com o fortalecimento das denúncias e também por meio de negociações entre os sindicatos e os governos. “Defendemos menos alunos nas salas de aula, professores valorizados e, consequentemente, isso vai trazer uma melhoria para a educação”, disse.

Para Jeffeson Peixoto da Silva, todas essas questões demonstram que é necessário que sejam pensadas políticas públicas voltadas também para o bem-estar dos professores. “A principal conclusão do livro é a questão das políticas públicas, a importância de termos políticas públicas e que sejam favoráveis às melhorias das condições de saúde e de trabalho dos professores. Medidas pontuais podem beneficiar alguns, mas temos no Brasil um número muito grande de professores, mais de 2 milhões, que vivem em regiões e situações diferentes, então as políticas públicas são aquelas capazes de abranger toda essa necessidade”, disse Silva.

Atendimento presencial do Sebrae estará suspenso nesta segunda-feira (16)

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O atendimento presencial do Sebrae Bahia nesta segunda-feira (16), Dia do Comerciário, na  está suspenso nos municípios de:

– Salvador, Alagoinhas, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana, Itaberaba, Jacobina, Senhor do Bonfim, Juazeiro, Santo Antônio de Jesus, Valença, Irecê, Seabra, Teixeira de Freitas, Eunápolis, Vitória da Conquista, Brumado, Guanambi, Itapetinga e Jequié.

Ainda neste mês de outubro, haverá suspensão de atendimentos nos seguintes municípios e datas:

– Em Barreiras, no dia 30 de outubro de 2023.– Em Itabuna, no dia 23 de outubro de 2023.– Em Ilhéus, no dia 17 de outubro de 2023.

As solicitações feitas pela Central de Relacionamento, no telefone 0800 570 0800, poderão ser feitas todos os dias da semana, 24 horas, inclusive no feriado e fim de semana. O mesmo canal pode ser utilizado para informações sobre cursos, oficinas, consultorias e outras soluções oferecidas pelo Sebrae.

Ascom