Preto no Branco

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Andrezza Santos no Pelourinho: Artista se apresenta no Festival Musical Panorama nesta sexta-feira (27), em Salvador

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A potente voz de Andrezza Santos vai ecoar no Centro histórico da capital baiana. A artista, que tem ganhado notoriedade na cena cultural soteropolitana, vai apresentar ao público na próxima sexta-feira (27), às 19h, no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, as músicas da sua carreira. A cantora é uma das atrações da 2ª edição do Panorama da Música da Bahia – PAMBA.  O show proporcionará uma viagem pela trajetória da artista-andarilha nascida em São Paulo, com raízes em Uauá-BA, renascida na região do Vale do São Francisco e que reencontrou no clima quente do sertão baiano, o ponto de partida para consolidar sua carreira. Recém chegada à Salvador, Andrezza Santos já se apresentou em renomadas casas de shows e integrou, recentemente, o elenco do musical “A peleja da Santa Dulce dos Pobres”, apresentado na concha do TCA para cerca de 10 mil pessoas, dirigido pelo roteirista Elísio Lopes Júnior.No PAMBA serão apresentadas ao público canções do seu mais recente álbum, “Eutrópica”, lançado em 2022 e marcado pela versatilidade musical que vai do rock ao jazz, e ainda do primogênito “Alto Lá”, de 2019, que rendeu à cantora prêmios nacionais. Os discos, que estão disponíveis ao público nas principais plataformas de música, já foram apresentados em cidades como São Paulo/SP, Recife e Petrolina/PE e Juazeiro/BA.“Me apresentar na cidade que me recebeu tão bem desde que cheguei é um verdadeiro presente. Salvador é uma cidade que respira música, e levar ao público um pouco do que construí nesses anos de carreira, através de tantas vivências e parcerias, sem dúvidas será um momento marcante”, disse a também compositora e multi-instrumentista independente que acumula ainda apresentações na Europa.O show é gratuito e aberto ao público. O Festival é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e correalização da Fundação Cultural do Estado (Funceb).Ascom 

Deputado Roberto Carlos recebe Título de Cidadão Itaparicano e anuncia investimentos para a comunidade

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O deputado estadual Roberto Carlos, vice-líder do Governo na Bahia, foi agraciado com o “Título de Cidadão Itaparicano” pela Câmara Municipal de Itaparica. A honra foi proposta pelo presidente da Câmara, vereador Lourisval Monteiro, e aprovada por unanimidade, marcando um momento especial na vida do deputado e selando ainda mais sua ligação com a comunidade de Itaparica.

O deputado Roberto Carlos expressou sua gratidão e compromisso com a comunidade em seu discurso após receber o título, afirmando: “Receber o Título de Cidadão Itaparicano é uma honra imensa e uma responsabilidade que carrego com orgulho. Estou comprometido em servir ainda mais essa comunidade que tanto amo e que me acolheu com tanto carinho”.

A cerimônia de outorga do título foi um evento repleto de emoção, reunindo autoridades locais e cidadãos de Itaparica que expressaram seu reconhecimento pelo trabalho incansável do deputado em prol da região.

Após a cerimônia, o deputado Roberto Carlos se juntou ao Governador Jerônimo Rodrigues, ao prefeito de Itaparica, Zezinho Oliveira, vereadores, secretários municipais e estaduais para uma série de ações em prol do desenvolvimento da comunidade. Durante a visita, foi realizada uma inspeção minuciosa na construção do Colégio Estadual, uma instituição de ensino que promete contribuir para o futuro brilhante dos jovens itaparicanos.

Além disso, uma nova praça foi inaugurada, proporcionando um espaço de convívio e lazer para todos os moradores, fortalecendo os laços comunitários e a qualidade de vida na cidade.

Outro marco importante deste dia foi a assinatura da Ordem de Serviço para a reforma e requalificação do Hospital Geral de Itaparica. Essa iniciativa visa aprimorar significativamente os serviços de saúde oferecidos na região, assegurando atendimento de qualidade a todos os cidadãos.

O Título de Cidadão Itaparicano representa um novo compromisso do deputado Roberto Carlos com a comunidade local, demonstrando sua determinação em contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar de Itaparica. Este dia histórico, marcado pela honra recebida e pelos investimentos anunciados, fortalece ainda mais o laço de união entre o deputado e os cidadãos de Itaparica, demonstrando que juntos, grandes conquistas são possíveis.

Ascom

Monólogo ‘É da carne das mulheres que nascem os homens’ será levado a estudantes da rede pública estadual com apresentação, bate papo e oficinas

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Aprovado no Edital Diálogos Artísticos do Bicentenário da Bahia, o projeto de um monólogo da atriz Ana Vicente, ‘É da carne das mulheres que nascem os homens’ será levado a escolas da rede pública estadual de Juazeiro em três apresentações, além de um bate papo com os estudantes e a realização de uma oficina de iniciação teatral em dias diferentes das apresentações. E a primeira apresentação será neste sábado (28) às 9h no Colégio Democrático Estadual Professora Florentina Alves do Santos (CODEFAS), dentro do projeto sociocultural de educação antiraracista ‘Encrespa’.

As propostas previstas no Edital têm como objetivo estimular o desenvolvimento das artes nos diversos territórios de identidade do Estado da Bahia, de acordo com a Lei Estadual nº 9.433/05. Foram aprovadas propostas apresentadas por artistas, criadores, produtores e grupos artísticos exclusivamente do Estado. Os projetos selecionados devem, obrigatoriamente, desenvolver ações que proponham interação com escolas da rede pública de ensino e/ou equipamentos culturais. 

‘É da carne das mulheres que nascem os homens’ é um projeto desenvolvido no Núcleo de Teatro do Sesc Petrolina ao longo do ano de 2022. “Os estudantes terão a oportunidade de assistir ao monólogo onde a atriz discute em cena questões que vêm do silenciamento das histórias das mulheres ancestrais de sua família como a construção da racialidade de mulheres pardas, os apagamentos das narrativas femininas, os fardos que permeiam a construção social de uma mulher cisgênero. Além da desconstrução dos tabus em torno do fluxo menstrual feminino, o sangue derramado nos feminicídios, numa tentativa de nomear violências efetivas e simbólicas intrínsecas na construção do ser mulher numa sociedade machista e patriarcal”, explica a atriz Ana Vicente, autora do projeto 

Ana Vicente é produtora cultural, estudante da Licenciatura em Teatro EAD/UFBA e diretora executiva da Produtora Filhas D’Água. Sua jornada artística teve início nas Artes da Cena em 2014 por meio da realização de intervenções urbanas com Coletivo Gira Mundo em Juazeiro. Posteriormente passou a integrar o Núcleo de Teatro do SESC Petrolina, sob orientação de Thom Galiano, desenvolvendo processos de pesquisa cênica.  

Ao longo dos anos atuou em produções teatrais e audiovisuais. Em 2020 passou a morar em Campinas (SP) e lá foi selecionada para estudar no projeto TransFormações (2020 – 2021). Foi a partir daí que tornou-se produtora estagiária no grupo de teatro Os Geraldos. Retornou ao Vale do São Francisco em 2022 onde trabalhou na equipe de Arte da Série de Streaming Atrofia, produzida pela WW Filmes, também atuando no EP. Neônio. Reintegrada ao Núcleo de Teatro do SESC Petrolina, sob orientação de Paulo de Melo, tem desenvolvido a criação coletiva do espetáculo ‘Bença Bisa’, bem como seu trabalho de criação cênica autoral É da Carne das Mulheres que Nascem os Homens. 

Ascom 

Vitória municipalista: Senado aprova projeto que desonera folha dos municípios e de 17 setores da economia

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Vai à sanção presidencial a redução da contribuição previdenciária paga pelos municípios. Nesta quarta-feira (25) o Plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei 334/2023, que  prorroga, até 2027, a desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores da economia. O texto inclui a redução da alíquota da contribuição previdenciária paga pelos municípios de até 142.632 mil habitantes, que cai de 22,5% para 8%, conforme emenda apresentada pelo relator senador Ângelo Coronel. A matéria segue para sanção presidencial. Essa pauta é uma das prioridades da União dos Municípios da Bahia (UPB) e foi articulada entre o presidente da entidade, prefeito Quinho de Belo Campo e o relator, beneficiando mais de 90% dos municípios baianos.

 Desde segunda-feira (23) o presidente da UPB está em Brasília acompanhado de uma comitiva de prefeitos trabalhando em forte articulação da matéria. Ele classifica a vitória como histórica e garante que a UPB estará mobilizada para sensibilizar o governo da necessidade da sanção. “Essa é a maior vitória do municipalismo brasileiro nos últimos tempos, porque o peso do INSS nas contas dos municípios têm sido sufocante para as gestões. Reduzir essa carga tributária dos pequenos vai ajudar no equilíbrio das contas e na melhoria dos serviços públicos para o cidadão”, disse o presidente Quinho. Segundo o gestor, a UPB vai trabalhar para sensibilizar o governo. “A União não vai perder essa receita porque os municípios já não estão pagando. Basta ver a dívida gigantesca que os municípios têm com a previdência. A gente acaba com essa história de um fingir que paga e o outro fingir que arrecada para viver a realidade do que é possível os municípios pequenos pagar de fato”, explica o prefeito Quinho.

O Senador Ângelo Coronel afirmou que essa aprovação coloca os municípios em evidência e mostra a força do Movimento Municipalista que lutou por essa justiça fiscal, uma vez que não fazia sentido as prefeituras, que prestam serviço à população e não visam lucros, pagarem uma alíquota tão alta. “É uma questão de justiça reduzir a alíquota de 20% para 8%. É meritório, tudo acontece nos municípios, nós não podemos sacrificar esse municípios brasileiros que têm população abaixo de 142 mil habitantes. Quem tem a população acima de 142 mil já tem um incremento do Fundo de Participação”, defendeu Ângelo Coronel.

Compensação

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a prorrogação da desoneração “é um alento para setores de alta empregabilidade e que precisam, obviamente, ser reconhecidos”.

Para compensar a diminuição da arrecadação do governo, o projeto aprovado também prorroga o aumento em 1% da alíquota da Cofins-Importação até dezembro de 2027.

Ascom/UPB

Núcleo da APLB Sindicato em Sobradinho conquista na Justiça direito de ter representação no Conselho do Fundeb 

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Após mandado de segurança ajuizado pela APLB Sindicato em Juazeiro, o Núcleo da entidade em Sobradinho conquistou o direito de ter representantes do magistério no Conselho do Fundeb. A vitória veio a partir do entendimento da Justiça de que o município de Sobradinho não poderia dar às costas ao que é correto e foi determinado que a APLB deve nomear seus representantes no Conselho.

O advogado Rafael Amorim, assessor jurídico da APLB Sindicato em Juazeiro, explica que o município de Sobradinho se negava a nomear membros do Conselho do Fundeb representantes da categoria do magistério que devem ser indicados pela APLB. “Diante desse quadro fomos obrigados a ajuizar um mandado de segurança para que fosse corrigida esta ilegalidade. Após ouvir o município, a juíza de Sobradinho deferiu a liminar para que o município suspenda o edital no tocante à nomeação de representante diverso daquele indicado pela APLB e no prazo máximo de 30 dias faça a nomeação dos representantes que o sindicato indicar. Essa é mais uma vitória contra o autoritarismo que reina em Sobradinho”, esclarece.

Para o diretor do Núcleo da APLB Sindicato em Sobradinho, Gilvan Dias, essa é mais uma vitória da entidade. “O edital teria que colocar como órgão representativo da categoria de professores a APLB, mas não fez colocando sim o Sinserb, o que foi indeferido pela Justiça. O representante legítimo e legal em Sobradinho para defender os trabalhadores em educação é a APLB Sindicato. Essa é uma vitória para todos nós e o próximo passo é garantir que o concurso público aconteça com transparência”, ressalta Gilvan.

Ascom/APLB 

Dino defende mudança na lei para enquadrar facções como terroristas

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, defendeu, nesta quinta-feira (26), mudanças na lei sobre terrorismo (Lei 13.260/2016), para “alargar” a definição e enquadrar as facções criminosas como terroristas, para que sejam alvos de mecanismos mais rigorosos de enfraquecimento financeiro.“Quando falamos de terrorismo, lembramos sempre de organizações globais articuladas com a disputa geopolítica por água, energia, território, e que atuariam, inclusive, no Brasil. Mas temos que voltar nosso olhar também para um aspecto que, lato sensu, eu classifico como terrorismo. Um domínio do território, como milícias e facções que se estabeleceram no Rio de Janeiro, é ou não é, materialmente falando, ato de terrorismo?”, questionou Dino.

Segundo ele, fechar os caminhos de financiamento deve ser o centro da estratégia brasileira de superação da criminalidade organizada.

“Esse é o caminho verdadeiro e não ficções como esta do alargamento infinito, fiscalmente inviável, dos contingentes policiais ou mesmo essas demagogias rasteiras de sair dando tiro no meio da rua, achando que há, nessas armas, balas de prata que vão, por encanto, definir a extirpação do crime organizado, do terrorismo lato sensu do Brasil e assegurar paz que os cidadãos e cidadãs brasileiros merecem”, defendeu.

O ministro participou do congresso sobre prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Segundo Dino, a legislação trata o terrorismo como o ato de provocar terror social e generalizado, aludindo à sabotagem de meio de transporte, “que foi o que esta facção de milicianos fez [no Rio de Janeiro], tocou fogo em ônibus, trens e impediu a circulação de pessoas e mercadorias”.

Contudo, segundo o ministro, a atual lei exige que esses atos derivem de preconceito ou discriminação por raça, cor, etnia e religião. “E há aí um fechamento do âmbito de incidência da norma”, explicou.

A lei sobre terrorismo prevê pena de 15 anos a 30 anos de prisão para “quem receber, obtiver, guardar, mantiver em depósito, solicitar, investir ou de qualquer modo contribuir para a obtenção de ativo, bem ou recurso financeiro, com a finalidade de financiar, total ou parcialmente, pessoa, grupo de pessoas, associação, entidade, organização criminosa que tenha como atividade principal ou secundária, mesmo em caráter eventual, a prática dos crimes de terrorismo”.

Bloqueios

Segundo Dino, neste ano, a Polícia Federal (PF) já bloqueou quase R$ 3 bilhões em ativos de organizações criminosas, identificados em operações. No ano passado, os bloqueios chegaram a R$ 350 milhões de bens vinculados a práticas criminosas.

Em uma só operação, segundo o ministro, foram bloqueados aproximadamente 200 apartamentos de altíssimo padrão nas áreas mais nobre do Brasil e que eram pertencentes a uma facção criminosa.

Dino explicou que está sendo constituída uma rede nacional de recuperação de ativos, a Rede Recupera, no âmbito do conselho de governança da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), composto por 90 organismos.

Ele defendeu, ainda, uma maior integração das equipes de inteligência da PF, do Ministério da Justiça e das polícias civis nos estados. Dino citou que, em operação integrada recente, as forças policiais desarticularam uma quadrilha que atuava em 20 estados e que movimentou R$ 500 milhões em um ano, com a prática de lavagem de dinheiro e transferências financeiras por meio de criptomoedas.

Para o ministro, nessa integração é preciso ter um olhar especial para esses aspectos da lavagem de dinheiro, “para que haja o enfraquecimento do enorme poder financeiro que essas organizações ostentam”.

Enccla

O ministro explicou que a cada ciclo, a Enccla prioriza temas de atuação. No atual ciclo que se encerra em novembro, com a plenária do conselho, o foco foi os crimes virtuais, com destaque a criptoativos, e também crimes ambientais, como mineração, desmatamento e grilagem de terras.

Além da Rede Recupera, Dino citou outras ações eficazes da Enccla, como o programa de capacitação; a rede relativa a laboratórios sobre tecnologias contra lavagem de dinheiro e a Rede Nacional de Polícias Judiciárias no Combate à Corrupção (Renaccor), que promove a integração e troca de experiências entre policiais civis e federais.

Agência Brasil

Estudantes do Paulo VI, realocados em um colégio particular de Juazeiro, continuam sem climatização nas salas e pais protestam: “Todos os dias têm alunos passando mal”; Há um mês Seduc prometeu, mas não resolveu a situação

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Responsáveis por alunos e estudantes do Colégio Municipal Paulo VI, em Juazeiro, que vem funcionando provisoriamente nas instalações de um colégio particular, por conta de uma reforma que está sendo realizada no prédio da instituição municipal, voltaram a procurar o PNB para reclamar da falta de climatização nas salas de aula.

Uma mãe, que pediu para não ser identificada, relatou que os estudantes estão sofrendo com o calor durante as aulas e que, existe uma pendência contratual entre a instituição particular e a Secretaria de Educação e Juventude. Ela disse ainda que, por falta de pagamento da conta de energia, a chave dos ares-condicionados foi desligada pela direção do colégio particular.

“Sou a mãe de uma aluna do Colégio Paulo VI e quero informar que, infelizmente, todos os alunos do colégio estão provisoriamente no Colégio Moura em condições desumanas. O problema é que todos os dias têm alunos passando mal por conta do calor. Minha filha ontem passou mal e com dor de cabeça. Existe um desacordo entre a escola particular e a Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Educação. De acordo com informações que obtivemos, o colégio particular alugou seu estabelecimento sem as devidas documentações e consta um débito com a prefeitura. Com isso, o órgão responsável não está conseguindo repassar o valor porque no sistema não consta o devido contrato. O Colégio Paulo VI está no meio desse impasse entre o Colégio Moura e a SEDUC. Enquanto não for paga a energia, todos continuarão nessas condições. O que se fala é que está sendo desligada a chave geral dos ares-condicionados,” relatou a mãe.

A mãe disse ainda que, nesta quinta-feira (26), os alunos foram dispensados mais cedo por conta da falta de água no local e cobrou do órgão municipal que resolva o problema com urgência.

“Hoje os alunos foram dispensados às 13:45 por não ter água. A informação passada é que bomba quebrou. A prefeitura já está ciente e nada faz. Não tem como ficarem nessa situação,” contou a mãe.

Ela finalizou a cobrança fazendo uma observação: “Enquanto isso, a SEDUC tem ar condicionado pelos corredores. Fica fácil deixar de resolver as coisas quando não os afeta.

No início deste mês de outubro, após publicarmos a mesma reclamação sobre a falta de climatização nas salas de aulas, o que estaria comprometendo o rendimentos dos estudantes, a Secretaria de Educação e Juventude, em nota enviada ao PNB informou que estava “ciente da situação apontada nas instalações provisórias da Escola Municipal Paulo VI e que todas as medidas necessárias já vinha sendo tomadas, junto com a administração do Colégio Moura, para a climatização das salas de aula que atendem os nossos estudantes”.

Voltamos a entrar em contato com a Seduc em busca de respostas.

Altas temperaturas

As altas temperaturas devem permanecer, em Juazeiro e região, pelos próximos dias. De acordo com o instituto ClimaTempo, a máxima deve se manter entre 37° e 38° graus no município. Segundo informações do laboratório da Univasf, ontem (25), foi o dia mais quente do ano em Juazeiro com a temperatura chegando a 38,3° graus. Essa temperatura pode ser superada nesta quinta-feira (26), ainda de acordo com os dados.

 

Redação PNB

UFAL e Agrovale desenvolvem cultivar resistente ao fungo do carvão da cana-de-açúcar

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Uma variedade altamente produtiva, refratária ao florescimento e resistente ao fungo do carvão da cana-de-açúcar, que tem maior eficiência no uso de nutrientes produzindo mais por quilo de adubo aplicado na lavoura. Esta é a cultivar RB961003, que foi disponibilizada comercialmente para o setor produtivo durante liberação realizada na manhã desta quinta-feira (26), na Agrovale, em Juazeiro -BA.

Desenvolvida através do Programa de Melhoramento Genético da Cana – de- açúcar (PMGCA), do Campus de Engenharias e Ciências Agrárias (CECA), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e a Usina Agrovale, a nova cultivar é o resultado de um cruzamento de variedades de cana, realizado pela Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), que se adaptou ao solo, clima e manejo  da empresa pioneira na colheita de cana-de-açúcar plenamente irrigada no semiárido nordestino.

Durante a programação da liberação da cultivar, foram ministradas palestras sobre a usina, o manejo e a contribuição da Ridesa para o setor sucroenergético brasileiro. De acordo com o professor da UFAL, Geraldo Barbosa, esta rede foi formada em 1990 por um convênio de cooperação técnica entre 10 Universidades Federais com participação financeira da agroindústria canavieira.

“O processo de melhoramento genético de uma nova variedade de cana-de-açúcar leva 15 anos, em média. As letras e os números presentes na nomenclatura da variedade têm um significado de referência. A sigla RB significa ‘República do Brasil’, já os dois primeiros números o ano de cruzamento, enquanto que os demais números se referem à Universidade pela qual a variedade foi liberada”, explicou. O professor Barbosa esclareceu também que o processo de liberação da RB961003 foi aprovado em 2021, e somente oficializado agora, em outubro, em função da pandemia da Covid – 19.

Ainda durante o evento, foram evidenciados temas como a base e a consolidação da pesquisa para um público formado por professores, pesquisadores da Universidade, agrônomos, técnicos canavieiros e lideranças políticas de Juazeiro.

No final da programação, os participantes fizeram uma visita às áreas experimentais da cultivar RB961003. “Devido a resistência ao fungo do carvão da cana, a principal doença de cana na nossa região, essa variedade tem crescido muito na área comercial, atingindo hoje 50%  de toda  cana plantada com garantia de sanidade e certificado de origem.”, conforme concluiu o gestor de Pesquisa e Desenvolvimento Agronômico da Agrovale, Henrique Maia

CLAS Comunicação & Marketing

Denúncias de imagens de abuso sexual infantil na internet crescem 84%

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Entre janeiro e setembro deste ano, as denúncias de imagens de abuso e de exploração sexual infantil na internet cresceram 84% em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso é o que revelou a organização não governamental Safernet, que desde 2005 atua na promoção dos direitos humanos na internet.

Nesse período, a Safernet recebeu 54.840 novas denúncias de conteúdos com imagens de crianças abusadas sexualmente. No ano passado, foram 29.809 novas denúncias. Em entrevista nesta quarta-feira (25) à Agência Brasil, o presidente da Safernet Brasil, Thiago Tavares, alertou que esses dados são referentes a “novos conteúdos ou novas páginas”, que nunca tinham sido denunciadas antes.

“Isso chama a atenção para o fato de que novos conteúdos e novas imagens estão sendo produzidas e estão sendo disponibilizadas na internet e colocando mais crianças em risco não só para acessar conteúdo dessa natureza mas também de serem vítimas de situações de assédio e de abuso”, disse Tavares.

Para ele, parte desse aumento se deve a um novo fenômeno que tem preocupado muito a Safernet: a venda de packs ou de pacotes. “São imagens autogeradas por adolescentes e vendidas na forma de pacotes em aplicativos de troca de mensagens, em aplicativos como o Discord e Telegram. São sobretudo populações vulneráveis, que estão em condição de vulnerabilidade socioeconômica e crianças das classes D e E que estão produzindo imagens íntimas de si mesmas, de nudez, ou eventualmente manipulando a genitália, introduzindo objetos em genitália e produzindo vídeos e fotos dessas cenas e vendendo ou trocando por cupons de jogos e créditos de celular. Esse é um fenômeno que os pais geralmente não sabem e não acompanham.”

Tavares alertou que esse tipo de imagens e vídeos não só fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas coloca a criança e o adolescente em risco. “Você não consegue conter depois a disseminação e a viralização dessas imagens.”

Esses dados revelados pela Safernet são condizentes com dados de operações da Polícia Federal que envolvem crimes cibernéticos e que tiveram crianças e adolescentes como vítimas. Só neste ano foram realizadas 627 operações dessa natureza, o que significou aumento de quase 70% em comparação ao ano passado.

“De alguma maneira, estão acontecendo investigações e prisões estão sendo feitas. Mas é como enxugar gelo porque o crime continua avançando. E, em se tratando de produção de imagens, a solução não é pela via policial. Não é aplicando medida socioeducativa para um adolescente que você vai resolver o problema. Esse adolescente é vítima de uma situação de exploração comercial da sua sexualidade. Ele não está produzindo porque ele quer ficar famoso na rede, mas por uma troca: há alguém disposto a pagar por isso”, explicou.

Acesso à internet cada vez mais cedo

Os dados da Safernet foram divulgados durante o 8º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet, realizado hoje na capital paulista, e que revelou que as crianças estão acessando a internet cada vez mais cedo no Brasil. Esse estudo, que foi conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontou que 24% do total de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos acessam a internet pela primeira vez antes dos 6 anos de idade. Em 2015, esse primeiro acesso à internet acontecia mais tarde: 16% acessavam a internet pela primeira vez aos 10 anos de idade, enquanto 11% faziam esse primeiro acesso quando tinham menos de 6 anos.

Para Tavares, o fato de crianças acessarem a internet cada vez mais cedo preocupa. “O acesso [à internet] é cada vez mais cedo e sem supervisão. Essa é uma combinação explosiva”, disse.

A prevenção da disseminação de imagens de abuso e da exploração sexual infantil na internet, disse Tavares, passa pelo ensino de educação sexual nas escolas.

“É absolutamente necessário falar sobre educação sexual nas escolas. As escolas precisam romper esse tabu e falar sobre esse assunto porque as crianças e adolescentes estão entrando em contato com conteúdos que são inapropriados para sua idade e estão tendo comportamentos de risco”, defendeu.

Segundo ele, falar sobre educação sexual é importante também para que a criança aprenda a reconhecer situações de abuso e de violência.

Ele alerta também para a necessidade de os pais ficarem mais atentos ao que seus filhos estão fazendo na internet. “É fundamental que eles acompanhem a navegação dos filhos. E é possível fazer isso hoje com apoio da tecnologia. Os sistemas operacionais como o Android, por exemplo, que é usado por 85% da população brasileira que tem acesso ao celular, tem um aplicativo chamado Family Link, que permite que os pais acompanhem em tempo real a navegação dos seus filhos e permite definir horário de uso, sites permitidos e observar interações com estranhos”, destacou. “A pior coisa que um pai ou uma mãe pode fazer é dar de presente um celular a uma criança e deixá-la explorá-lo sozinha. É como se você deixasse seu filho em uma rua, sozinho, explorando regiões de venda de drogas e de altos índices de criminalidade”, comparou.

“Temos que estar em cima, sempre observando o que as crianças estão acessando. Temos que fazer um controle e ver que tipos de redes sociais elas querem acessar”, reforçou Estela Beraquet Costa, delegada da Polícia Federal, durante o simpósio.

Expressão

A Safernet não utiliza a expressão “pornografia infantil” para se referir a esse tipo de crime, preferindo utilizar “imagens de abuso e exploração sexual infantil” ou “imagens de abusos contra crianças e adolescentes”. Isso porque, segundo a ONG, a expressão pornografia pressupõe o consumo passivo do conteúdo, diminuindo a percepção de gravidade dos que têm acesso a essa imagem e as distribuem. Para a Safernet, quem consome imagens de violência sexual infantil é cúmplice do abuso e da exploração sexual infantil.

No Brasil, o ECA prevê como crime a venda ou exposição de fotos e vídeos cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. Também são crimes a divulgação dessas imagens por qualquer meio e a posse de arquivos desse tipo.

“Para quem produz imagens pornográficas ou com cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, o ECA prevê pena de quatro a oito anos de reclusão. Quem armazena essas imagens em um pen-drive, celular ou computador incorre no crime de armazenamento, cuja pena é de um a três anos de reclusão. Quem assedia, alicia ou estimula a participação de crianças e adolescentes em cenas pornográficas ou de sexo explícito tem pena de um a quatro anos de reclusão. E quem compra, vende ou expõe a venda de imagens dessa natureza também incorre em pena de quatro a oito anos de reclusão. E essas penas são somadas a depender das múltiplas condutas que o agente venha a cometer. Então, se ele filmou, fotografou, armazenou, divulgou e vendeu, ele pode ter uma pena mínima de dez anos, podendo chegar a 20 anos de reclusão, fora o abuso em si, que é uma pena separada.”

Denúncias

As denúncias de páginas que contenham imagens de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas na Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil. Em caso de suspeita de violência sexual contra crianças ou adolescentes, deve ser acionado o Disque 100.

“Se algum usuário encontrar imagens de abuso sexual, em qualquer lugar da internet, não feche os olhos e nem se omita. Denuncie. A denúncia é completamente anônima. Basta acessar o formulário e o endereço www.denuncie.org.br”, destacou Tavares.

Agência Brasil