Preto no Branco

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MEC descarta cancelamento do Enem após suposto vazamento de provas

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Prédio do Ministério da Educação

 

O ministro da Educação, Camilo Santana, descartou, nesta segunda-feira (6), o cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, após o vazamento de imagens da prova no domingo (5), primeiro dia de aplicação das provas. “De forma alguma”, disse, quando questionado sobre a possibilidade de cancelamento. Camilo falou com a imprensa no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a Polícia Federal (PF) investiga o caso. A imagem de uma prova de redação do Enem 2023 circulou nas redes sociais e em grupos do WhatsApp.

“Ontem, tivemos duas diligências da Polícia Federal em relação às imagens circuladas, uma em Pernambuco e outra aqui no Distrito Federal. Portanto, a Polícia Federal continua apurando e fazendo as investigações necessárias para identificar qualquer tipo de ilícito”, disse.

O ministro afirmou que o balanço da primeira etapa de provas foi positivo, com “ocorrências pontuais”. O primeiro dia de provas do Enem 2023 teve 4.293 candidatos eliminados por violações, como portar equipamento eletrônico, ausentar-se da sala antes do horário permitido (15h30), utilizar impressos e não atender orientações dos fiscais. Todas essas regras estão previstas no edital.

Ontem, os estudantes fizeram as provas de linguagens; códigos e suas tecnologias; e ciências humanas e suas tecnologias, além da redação. No próximo domingo (12), serão aplicadas as questões de ciências da natureza e de matemática.

O resultado do Enem é usado para ingresso nas universidades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou para bolsas em universidades privadas pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni). O exame também é usado para acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação (MEC), programa que financia mensalidades em instituições privadas.

Agência Brasil

Alunos prejudicados por chuvas poderão fazer Enem em dezembro

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O ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, disse neste domingo (5) que os estudantes que forem prejudicados pelas condições climáticas no país poderão participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 na reaplicação de novas provas nos dias 12 e 13 de dezembro. Ele garantiu que os problemas com a falta de energia elétrica em locais de aplicação de provas, no estado de São Paulo, foram resolvidos. 

“Até agora, nenhuma intercorrência. Os problemas que nós tínhamos de falta de eletrificação nas escolas de São Paulo foram sanados, em parceria com o Ministério de Minas e Energia, com a equipe do MEC e, também, com a equipe do governo do estado de São Paulo.” O ministro informou que não foi notificado sobre ocorrências relativas à seca que teriam prejudicado candidatos do Norte do país.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, e disse que o  problema de falta de energia está 100% resolvido.

Respondendo a questionamento da imprensa, o ministro garantiu que não há nenhum tipo de interferência do governo federal no conteúdo do Enem. “Não haverá, nem houve nenhuma interferência por parte do governo em relação a isso”.

Camilo Santana ainda fez um balanço sobre a logística para aplicação das provas aos mais de 3,9 milhões de inscritos do Enem 2023, nas 27 unidades da federação, em 1.750 municípios, com mais de 9 mil locais de prova. “Todos os malotes foram entregues, no horário, às escolas. São, aproximadamente, 132 mil salas de aula de aplicação das provas, hoje”.

Na 25ª edição do exame, o ministro ainda destacou as novidades relacionadas à acessibilidade de candidatos com deficiência. “Esse ano, nós completamos 25 anos de Enem. É importante dizer que a novidade esse ano é que, na prova, tanto os gráficos, como as figuras serão coloridas para facilitar às pessoas que são daltônicas ou tenham alguns problemas [de visão]. O cartão resposta vai ser ampliado também para pessoas que têm problema de visão”.

O ministro também destacou o trabalho do Inep, responsável por conduzir o processo do Enem desde a sala de situação da instituição, onde todo o processo de realização do Enem é monitorado, desde o início da inscrição, passando pela aplicação da prova, até o término. “380 mil colaboradores estão envolvidos hoje na aplicação dessa prova, sejam coordenadores, aplicadores de prova, sejam da Polícia Militar, da Polícia Federal ou da Polícia Rodoviária Federal”, disse.

Agência Brasil

Celebrando 51 anos, Agrovale sedia competições com trilhas ao ar livre carregadas de diversão e aventura

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Mais de 1000 atletas e paratletas participaram dos circuitos da Agro Ciclo Bike, Corrida no Canavial e Campeonato Baiano de Ciclismo e Paraciclismo de Estrada.

O domingo (5) foi repleto de atividades para os amantes do esporte em Juazeiro. Celebrando 51 anos, a Agrovale abriu as portas para receber atletas e paratletas de todas as idades, que se inscreveram em competições com trilhas ao ar livre carregadas de diversão e aventura. Mais de 1000 pessoas compareceram aos circuitos da Agro Ciclo Bike, Corrida no Canavial e Campeonato Baiano de Ciclismo e paraciclismo de Estrada.

A Corrida no Canavial deu início às atividades esportivas, com cerca de 700 participantes inscritos nos percursos de 5 km e 10km. As modalidades contaram com premiações em diversas categorias, como feminino, masculino, PCD, além de premiação para os funcionários da Agrovale que também competiram.

Logo após, teve início a largada do Ciclo Turismo, com o Circuito Agro Ciclo Bike, que ofereceu aos 200 participantes um passeio de 25 km dentro dos canaviais da Agrovale. A atividade contou com atletas e paratletas que embarcaram em uma trilha sob duas rodas com direito a paisagens de tirar o fôlego.

O atleta Carlos Maurício ficou para acompanhar o circuito logo após ter participado da maratona de 10 km. Para ele, é importante não só participar, como também prestigiar o evento que ofereceu aos amantes do esporte um dia repleto de atividades.

“Participar do evento de hoje foi muito bom. Esse foi um evento muito organizado, tudo bem planejado. Foram várias atividades, como corrida, caminhada e ciclismo. Então, é muito importante participar desses eventos, principalmente com uma empresa grande como a Agrovale, e a gente está sempre disposto a fazer o melhor pelo esporte”.

Campeonato Baiano de Ciclismo de Estrada

Para encerrar as atividades com chave de ouro, a Agrovale sediou, pela terceira vez, a etapa única do Campeonato Baiano de Ciclismo de Estrada. Ao todo, 170 atletas participaram da competição, onde disputaram o título em um percurso eletrizante de 140 km. O campeonato também contou com um circuito de 20 km para cerca de 40 paratletas, na modalidade de paraciclismo.

Após o término das competições, o presidente da Federação Baiana de Ciclismo, Oscar Schmidt, agradeceu a parceria com a Agrovale, o Governo do Estado da Bahia, a Sudesb, a todo povo de Juazeiro e ao Programa “Faz Atleta”, além de fazer um balanço positivo do evento.

“Isso aqui é muita emoção porque a gente trabalha com paraciclismo, com pessoas que estão iniciando e com idoso, tudo isso hoje. Estamos com pessoas que gostam de pedalar, que são entusiastas, que vieram fazer o Agro Ciclo Bike, com a galera do paraciclismo, que veio fazer a etapa única, e trabalhamos com pessoas que fazem longa distância. Então, foi uma manhã de domingo sensacional, maravilhosa. Fechamos com chave de ouro nosso calendário”.

CLAS

‘Se acidentou por falta de cuidado da empresa”: Família de idoso que se acidentou na BA 210 acusa construtora por sinalização incorreta e cobra assistência da empresa

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Em contato com o PNB, Kelly Santos da Cruz, nora de Raimundo Belfort da Cruz, 67 anos, relatou uma situação que a família vem passando desde que o idoso de acidentou na última terça-feira (31), na BA 210, Juazeiro, imediações do lixão. .

Segundo Kelly Santos, o acidente foi ocasionado por uma sinalização errada feita pela Empresa SVC Construções Ltda, que vem realizando serviços na rodovia.

“Essa empresa colocou sinalizadores feitos de concreto e placas de madeira, o que é proibido pela legislação de trânsito, pois o correto é sinalizar com cones. Meu sogro vinha na moto e não conseguiu desviar de uma estrutura de concreto que estava na via sem ser sinalizada. Ele acabou se acidentando e está internado no Traumas, Petrolina, com 8 vértebras fraturadas. Terá que fazer uma cirurgia,.” relatou a nora.

Segundo Kelly, a empresa não prestou nenhuma assistência a vítima e está se negando a arcar com as despesas da cirurgia que não é realizada na região pelo SUS.

“Entramos em contato com a empresa que se negou a dar assistência a ele e ainda fazem gozação com a gente quando falamos sobre a sinalização incorreta. Queremos que a construtora assista meu sogro na cirurgia para que ele não precise se deslocar até Recife ou Salvador, locais onde a cirurgia é feita pelo SUS. Aqui na região é feita de forma particular. Queremos que a empresa arque, pois nós não temos recursos para sair de Juazeiro e ir para outra cidade. Que eles coloquem a mão na consciência, pois meu sogro está sofrendo muito, tem comorbidades, e se acidentou por falta de cuidado desta empresa,” cobrou a nora.

Até o momento, não conseguimos contato com a empresa.

Redação PNB

Enem 2023: índice de abstenção no Brasil é de 28,1%; abstenção está dentro da média, diz Inep

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O primeiro dia de aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, neste domingo (5), registrou ausência média nacional de 28,1%. Os dados são preliminares com base em 98% dos locais em que o exame foi realizado. Foram mais de 3,9 milhões de inscritos neste ano. Ao todo, fizeram o exame 71,9% dos candidatos, em mais de 132 mil salas de 1.750 municípios brasileiros. A abstenção foi similar à registrada no ano passado (28,3%). 

O balanço do dia de aplicação foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios, em coletiva de imprensa na noite deste domingo. Neste primeiro dia, os estudantes fizeram as provas de linguagens; códigos e suas tecnologias; e ciências humanas e suas tecnologias, além da redação.

Com cerca de 13,1% a mais de inscritos em 2023, o ministro da Educação comemorou o que chamou de reversão de tendência de queda de participação no exame, que é a principal forma de acesso para quem deseja uma vaga no ensino superior no país. “Tivemos cerca de 500 mil inscritos a mais comparado ao ano de 2022. É um esforço também que o governo tem feito para retomar que nossos jovens realizem o Enem, a esperança de fazer universidade”, destacou Camilo Santana. Neste ano, foram 3.939.242 inscrições confirmadas. No ano passado, foram registradas 3.476.105 inscrições.

Na 25ª edição do exame, pela primeira vez, os gráficos e as figuras das provas foram impressos em formato colorido para facilitar às pessoas que são daltônicas ou tenham problemas de visão. O cartão-resposta também foi ampliado também para pessoas com alguma deficiência visual.

Incidentes

Segundo o balanço apresentado por Santana, o primeiro dia de provas do Enem 2023 teve 4.293 candidatos eliminados por violações, como portar equipamento eletrônico, ausentar-se da sala antes do horário permitido (15h30), utilizar impressos e não atender orientações dos fiscais. Todas essas regras estão previstas no edital.

Também foram contabilizados 905 candidatos que tiveram problemas durante a aplicação das provas, que envolveram emergências médicas, interrupções temporárias de energia e desabastecimento de água.

Estudantes que foram prejudicados por condições climáticas e problemas de logística, e também aqueles que foram alocados em locais de prova em distância maior do que a previsão do edital (30 quilômetros), poderão solicitar a reaplicação das provas para os dias 12 e 13 de dezembro. Os casos de doenças e questões de saúde que impediram a realização da prova também dão direito à reaplicação. O requerimento será disponibilizado pelo Inep.

Foto do exame

O ministro e o presidente do Inep, Manual Palácios, também comentaram sobre as investigações envolvendo a imagem de uma prova de redação do Enem 2023 que circulou nas redes sociais e em grupos do WhatsApp durante a tarde. A Polícia Federal (PF) foi acionada para investigar o caso.

“Essas imagens passaram a circular após o início da aplicação, e a solicitação é de que a PF faça as investigações necessárias, porque os estudantes só podem sair com as provas a partir das 18h30. Então, qualquer momento anterior às 18h30, constitui infração”, observou Palácios, que descartou qualquer envolvimento de servidores do Inep.

De acordo com Camilo Santana, duas diligências da PF para identificar os responsáveis pela divulgação das fotos foram realizadas em Pernambuco e no Distrito Federal.

A imagem reproduzida na internet mostra a página 19 do caderno de provas do tipo 3, branco. Na fotografia, há o tema da redação: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”, bem como instruções aos candidatos para redigir a dissertação: como número de linhas da folha, uso de caneta preta e penalidade com nota zero quando houver fuga do tema proposto. A imagem mostra ainda quatro textos de apoio.

Pelas regras do Enem, descritas no edital deste ano, não é permitido o uso de eletrônicos no local de prova, nem postar fotos durante a avaliação. Os participantes flagrados tirando fotos das provas estão cometendo um crime e são, automaticamente, eliminados do Enem.

Redação PNB, com informações Agência Brasil

Desigualdades de gênero e raça sobrecarregam mulheres no cuidar; tema da redação do Enem vai ganhar política nacional em 2024

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Como em todos os anos, o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem ampla repercussão no país. Na tarde deste domingo (5), primeiro dia das provas do Enem 2023, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o tema do texto dissertativo exigido pelo exame: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua 2022, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens utilizam 11,7 horas. Ao detalhar a proporção do trabalho doméstico entre as mulheres, a pesquisa verificou que as pretas têm o maior índice de realização das tarefas (92,7%), superando as pardas (91,9%) e brancas (90,5%).

Essa situação, na avaliação de especialistas ouvidas pela reportagem, penaliza excessivamente as mulheres, principalmente negras, criando barreiras para entrada no mercado de trabalho em igualdade de condições, bem como para a participação na vida pública e em outros espaços sociais ainda dominado por homens.

“É uma realidade para a qual não se presta muita atenção, há uma naturalização de que a tarefa de cuidar das pessoas é algo que compete às mulheres, algo que se entende como uma natureza feminina. Isso tem a ver como uma forma que se organiza as tarefas de gênero na sociedade, a provisão de recursos, o que sobrecarrega as famílias”, aponta a socióloga Laís Abramo (foto), secretária nacional de Cuidados e Família, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Para ela, que está à frente de um grupo de trabalho (GT) para elaborar a Política Nacional de Cuidados, o tema ter sido cobrado na redação do Enem é algo muito necessário. “Sabemos da importância dessa prova em termos de democratização do acesso ao ensino superior e de que todos os temas colocados na redação são momentos de reflexão. Quando vi, fiquei muito contente”, comentou em entrevista à Agência Brasil.

A expectativa de Laís Abramo é que, em maio do ano que vem, o governo federal apresente propostas de um marco normativo que reconheça efetivamente o direito ao cuidado, e os direitos de quem cuida, além de fomentar a ampliação de políticas públicas já existentes e até mesmo a criação de novos direitos.

A jornalista e pesquisadora Ismália Afonso, oficial para os temas de gênero e raça do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, também destaca o alcance que o assunto ganhou ao ser cobrado na prova do Enem, “que tem uma força para pautar do debate público”. “Além disso, o tema da redação parte da ideia de que a gente olha para desigualdade, não se discute se o problema existe ou não. Isso nos coloca em outro patamar de discussão”, observa.

Autora do livro Nem trabalha nem estuda? Desigualdade de gênero e raça na trajetória das jovens da periferia de Brasília (Appris, 2018), a pesquisadora também argumenta que a invisibilidade do trabalho de cuidado feito por mulheres, não apenas no Brasil, é uma expressão da desigualdade de gênero, ou seja, da estrutura social que valoriza homens e mulheres de maneiras diferentes. “Homens não são preparados para naturalizar certos tipos de trabalho, enquanto mulheres são socialmente construídas para isso. Ainda que haja legislações que remunerem mulheres pelo trabalho de cuidar, a gente precisa fomentar uma mudança cultural”, defendeu em entrevista à Agência Brasil.

Referências internacionais

A retomada das políticas sociais por igualdade de gênero no país, que foram descontinuadas nos últimos anos, também busca colocar o Brasil no patamar de outros países latino-americanos que avançaram nos últimos anos. Um decreto editado pelo governo argentino, em 2021, passou a reconhecer o cuidado materno como tempo de serviço considerado para a concessão de aposentadoria.

“Estamos, desde o começo dessa discussão, olhando muito para as experiências internacionais. Existem vários países da América Latina que estão mais avançados na estruturação de políticas nacionais de cuidado”, aponta.

Laís Abramo cita uma experiência de Bogotá, capital da Colômbia, que instituiu os chamados Quarteirões do Cuidado, que são equipamentos públicos como lavanderias coletivas, cozinhas solidárias e restaurantes populares concentrados em um raio territorial pequeno, como forma mitigar o tempo e o esforço do trabalho de cuidado.

No Brasil, a secretária nacional de Cuidados e Famílias destaca, por exemplo, o pagamento adicional de R$ 150 aos beneficiários do programa Bolsa Família com crianças até 6 anos de idade, que foi instituído em março. “O cuidado é um direito humano. Todas as pessoas precisam de cuidado. E a gente entende que o cuidado é um trabalho, que implica muitas horas diárias ao longo da vida inteira. Você não pode fazer com que a provisão desse cuidado recaia sobre as mulheres de maneira não remunerada”, argumenta Laís Abramo.

Na próxima quarta-feira (8), em Brasília, o governo federal vai sediar um seminário internacional, envolvendo altas autoridades da área de assistência social dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), justamente para debater o fortalecimento de políticas públicas sobre o cuidado. O evento ocorre no contexto da presidência temporária do Brasil à frente do bloco regional sul-americano.

Propostas em debate

Entre as propostas que estão em debate no GT criado pelo governo federal está a ampliação da licença-maternidade para mães que estão fora do mercado de trabalho. A licença-paternidade, atualmente de apenas 5 dias para trabalhadores com carteira assinada, é considerada insuficiente por especialistas. Também está em estudo a ideia de instituir uma licença-parental, que seria um período de afastamento a ser dividido entre os pais ou responsáveis legais da criança.

Há também metas na área da educação que têm impacto direto na mitigação desse trabalho não-remunerado, como a meta de ampliar o acesso à creche para 50% das crianças de 0 a 3 anos. Atualmente, essa cobertura está em 35%. A ampliação da escola em tempo integral desde o Ensino Fundamental também é considerada medida fundamental para evitar que mulheres tenham que abdicar de trabalho ou carreira para cuidar dos filhos durante o turno em que não estão na escola.

Para Ismália Afonso, enfrentar esse desafio requer um leque amplo de medidas, inclusive um novo pacto social. “Precisamos atuar tanto do ponto de vista das políticas públicas quanto do ponto de vista de um novo acordo social, sobre quem faz o quê dentro das famílias, dentro do mundo trabalho não remunerado e dentro da estrutura social que atribui poderes diferentes para homens e mulheres”, diz.

Agência Brasil

Festa Literária de Uauá é encerrada com distribuição de livros e cortejo com vaqueiros

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No dia do encerramento da quarta edição da Festa Literária de Uauá-FLIU, a população da cidade do sertão baiano foi premiada com distribuição de livros, cortejo com vaqueiros, discussões sobre a importância do futebol na sociedade, a independência do Brasil na Bahia, apresentações para o público infantil e vários shows marcaram o sábado, 4, na cidade que fica a 420 quilômetros de Salvador.

O evento, que contou com mais de 50 atrações durante os três dias,  movimentou a cidade, que possui cerca de 24 mil habitantes. Entre as mesas de discussões, pela manhã, os jornalistas Nestor Mendes e Danilo Ribeiro falaram do Futebol como uma paixão nacional, trazendo Nelson Rodrigues e Lamartine Babo como personagens importantes para falar da importância do esporte no dia a dia da população.

No período da tarde, o historiador, pesquisador, diretor e ator Ricardo Carvalho e o jornalista Zé Raimundo levaram em consideração a importância dos vaqueiros de Pedrão na luta pela independência do Brasil na Bahia, ocorrida no dia 2 de julho de 1823.

Após a última mesa de discussão realizada, um cortejo literário com os vaqueiros e com distribuição de livros pelas ruas da cidade do sertão baiano, possibilitando a população se aproximar, ainda mais, da cultura regional.

E para encerrar a FLUI-2023, o palco Espaço A Casa dos Budas Ditosos recebeu as apresentações de Débora, Lulu e João de Ademar, Semiáridas, Ana Barroso e Fatel e o último grupo a participar foi o Encanto e a Poesia.

A quarta edição da Festa Literária de Uauá – FLIU, é uma realização da Uauá Iniciativas Culturais, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e Fundação Pedro Calmon, e da Prefeitura Municipal de Uauá.

Ascom

Deputado Zó aciona Inema para investigar mortandade dos peixes em Maniçoba

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Após tomar conhecimento pela comunidade, o deputado estadual Zó acionou a coordenadoria da unidade Sertão do São Francisco do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA, para disponibilizar equipe com o objetivo de investigar a causa da mortandade de peixes no Rio São Francisco, na comunidade de Guanhães, Distrito de Itamotinga, ocorrida desde sábado, 4 de novembro.

Várias lideranças procuraram o parlamentar para denunciar esta tragédia ambiental com alguns indicativos da causa, mas nada pode ser afirmado sem que haja uma investigação técnica.

“Já tratei com o Inema aqui em Juazeiro e também em Salvador. É uma imagem que nos incomoda, ver uma quantidade elevada de peixes mortos do nosso rio São Francisco. Desde hoje cedo recebo vídeos e fotos. São cenas muito tristes. Amanhã, devo procurar o secretário do Meio Ambiente para que ele disponibilize toda a sua estrutura para que a origem desta tragédia ambiental seja revelada e assim os culpados sejam devidamente processados”, declarou o Deputado Zó.

Ascom

Deputado estadual Roberto Carlos anuncia parceria estratégica para Hospital de Abaré

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Em uma reunião decisiva, o deputado Estadual Roberto Carlos, que também ocupa o cargo de Vice-líder do Governo, anunciou uma parceria fundamental para o futuro do hospital municipal de Abaré. A reunião contou com a presença da Secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, e do prefeito de Abaré, FernandoTolentino, e teve como foco principal a discussão sobre o aprimoramento do atendimento médico na região.
A Secretária de Saúde se comprometeu a enviar uma equipe técnica da secretaria na próxima terça-feira (07), que realizará um levantamento abrangente das atuais instalações do hospital municipal. Este levantamento servirá como base para futuras melhorias e restruturações, com o objetivo de oferecer uma ampla gama de novos procedimentos médicos na unidade de saúde. O hospital está destinado a se tornar um centro de referência regional em atendimento médico, proporcionando aos moradores de Abaré e regiões circunvizinhas acesso a serviços de saúde de alta qualidade.
O Deputado Roberto Carlos elogiou o comprometimento do Governo do Estado e a dedicação do prefeito de Abaré em busca do aprimoramento da saúde pública local. Esta parceria estratégica está focada em garantir que os cidadãos de Abaré recebam o atendimento médico que merecem. A saúde da comunidade é uma prioridade constante e o deputado reforçou seu compromisso em continuar a trabalhar incansavelmente para fortalecer o sistema de saúde e garantir um acesso mais eficaz e acessível aos cuidados médicos. “A união de esforços entre as esferas estadual e municipal promete trazer uma nova era de saúde e bem-estar para Abaré e seus moradores”, ressaltou o deputado Roberto Carlos.
Ascom