Preto no Branco

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Serviço Social da UPAE/IMIP alerta sobre os riscos de queimaduras durante os festejos juninos

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PalestrantesA equipe do Serviço Social da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE/IMIP) realizou, nesta quarta-feira (22), uma atividade educativa com os pacientes do serviço ambulatorial, que teve como objetivo orientar sobre os riscos de queimaduras durante os festejos juninos.

 

Além de dicas para evitar acidentes, principalmente com crianças, as pessoas foram informadas sobre o que fazer diante de uma queimadura. “É uma prática da unidade de saúde desenvolver essas ações educativas. Desse modo, buscamos trabalhar com a prevenção e a orientação”, esclarece a coordenadora do Serviço Social, Nazaré Cunha.

O trabalho educativo, com palestras e entrega de panfletos, teve como base as informações abaixo:

Prevenção

Os acidentes típicos do mês de junho, que envolvem fogueiras e fogos de artifício, podem ser evitados com alguns cuidados simples como: não carregar bombinhas no bolso; nunca acender rojões próximos ao rosto; não reaproveitar bombinhas ou rojões que falharam; prender o rojão em uma armação e afastar-se na hora de acender; não associar bebida alcoólica ao uso de fogos e manter as crianças a uma distância segura das fogueiras e do disparo de fogos.

Além disso, os adultos ou responsáveis devem ficar atentos às recomendações dos fabricantes de fogos, evitando comprar os de fabricação caseira ou clandestina. Vale ressaltar que não se deve soltar fogos perto de hospitais, sob copas de árvores ou perto de fiações elétricas; como também nunca apontar para pessoas e verificar se não existem materiais combustíveis nas proximidades.

Primeiros Socorros

Se não for possível evitar os acidentes, mesmo com a prevenção, é importante saber que, no geral, existem três tipos de queimaduras que exigem cuidados diferenciados. Tanto no caso da de primeiro grau, em que a pele fica avermelhada, quanto na de segundo grau, em que há formação de bolhas e a dor é mais intensa, e de terceiro grau, mais grave, é aconselhável lavar a região afetada em água corrente por pelo menos cinco minutos para esfriar a pele, e, em seguida, buscar atendimento médico imediato.

O paciente queimado não deve remover, por conta própria, tecidos, pólvora, papel ou qualquer objeto que estiver grudado na pele, para não piorar a lesão. Só o médico saberá como fazer isso da melhor forma. Outras dicas importantes são: nunca furar as bolhas, não tocar a área afetada e jamais usar gelo, manteiga, pomadas, borra de café, clara de ovo, creme dental ou qualquer outro produto doméstico. Esse tipo de ação pode piorar a lesão ou causar infecções muito graves.

Em caso de acidente grave

Em caso de acidente grave com queimadura, deve-se entrar em contato com SAMU (192) ou Corpo de Bombeiros (193). Os serviços têm como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Funcionam 24 horas, todos os dias da semana e a ligação é gratuita.

Assessoria de Comunicação
UPA24h/UPAE – Petrolina – PE

Motivos para você sair de casa. (Semana de 23/06 a 30/06)

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*Programação sujeita a alterações

Confira a programação do São João do Vale clicando aqui.

Quinta-feira (23)

  • Pocket Show de Alan Cléber no Juá Garden Shopping

Mais informações clique aqui

  • Chicodelic /// 2016

Página do evento

Domingo (26)

  • Trup Errante e Coletivo Passarinho (re)apresenta: Amaranta a atriz que vai e vem.

“Amaranta, a atriz que vai e vem” volta aos palcos do Janela 353 e se apresenta pela última vez neste domingo, 26 de Junho  ás 19 horas.

“Amaranta a atriz que vai e vem” interpretada por Rafael Moraes que brinca de ser “tantas outras” nessa fabulosa história que nos emociona, e que também denuncia a negação das mulheres ao longo da história. Thom Galiano assina a encenação, que traz aos palcos o trabalho visual de Wechila Andrande e Diego Ravelly. Criação e execução de iluminação de Carlos Tiago. Sonoplastia e assistência de direção Raphaela de Paula.

A Trup Errante em parceria com o Coletivo Passarinho e a Associação Raízes, promovem a campanha #EuVouAoTeatro que visa a valorização do fazer artístico e a formação de plateia no Vale do São Francisco. O espetáculo será apresentado neste domingo, dia 26  de junho ás 19 horas no espaço cultural Janela 353.

Especialista em Gestão de Negócios orienta como ter sucesso profissional neste momento de crise econômica

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VALNEILSON SILVAA crise é um momento definitivo para a vida profissional. Este é um período que, apesar de ser muito difícil, pode trazer consigo muitas oportunidades de crescimento para a carreira e para os negócios, principalmente para os profissionais que buscam se destacar no mercado.

O especialista em Gestão de Negócios e diretor-administrativo do Instituto Reccupere, Valneilson Silva, preparou três dicas orientando o que um profissional nunca deverá fazer nesse momento de crise econômica que vive o país.

Segundo o especialista, os profissionais devem evitar a acomodação, a chamada Zona de Conforto. “É bastante comum na atual crise, o profissional procurar se proteger em uma “capsula” e “garantir” uma estabilidade profissional e nos negócios. É importante não cometer este erro. Os profissionais devem aproveitar seus potenciais para realizarem seus sonhos”, afirmou.

Outra dica, para Valneilson, é não ousar em mudanças profissionais sem planejamento estratégico. “Este é um erro cometido por quem vai na contramão do primeiro erro, o de se acomodar. É aquele profissional que deseja ousar mudança profissional ou abrir seu próprio negócio sem o mínimo de planejamento. Oriento que não se faça mudanças profissionais sem um plano de negócio ou plano de carreira. Planejamento estratégico é essencial para quem quer crescer, mesmo na crise”.

O especialista orienta ainda que os profissionais não devem ouvir conselhos de pessoas que não possuem experiência com o mercado. “Neste mar de incertezas de mercado que navegamos, vemos com frequência profissionais angustiados sobre o futuro consultarem amigos, familiares e parentes sobre conselhos de carreira por motivos de confiança e laços afetivos. Este é um erro que fatalmente te levará ao fracasso. O ideal é procurar profissionais qualificados e pessoas com experiência de mercado. Uma consultoria empresarial e de carreira especializada ajudará bastante a ter sucesso na crise”, argumentou.

Sobre o Instituto Reccupere: O Instituto Reccupere é uma empresa especializada em Inteligência Financeira Corporativa do Vale do São Francisco e atua em Juazeiro e Petrolina há quatro anos, porém tem mais de 10 anos de experiência no mercado. O objetivo central do Instituto é transformar o talento dos profissionais em resultado positivo na carreira e nos negócios.

VALNEILSON SILVA

Produtores de caprinos e ovinos da região recebem apoio da EMBRAPA para melhorar a produção de carne e leite

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Embrapa, Sebrae e diversos parceiros iniciam atividades que vão melhorar a qualidade e a produção de carne e leite de caprinos e ovinos nos municípios de Juazeiro e Curaçá.

Visita dos pesquisadores a Fazenda Icó Juazeiro-BA

Em Juazeiro, os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos que tem sede na cidade de Sobral-CE estão desenvolvendo um projeto de caracterização de arranjos produtivos locais e validação de tecnologias para aumentar a produção de carne de ovinos e caprinos. Coordenado pela pesquisadora Lisiane Dorneles de Lima, esse projeto esta acontecendo em consonância com o programa Bioma Caatinga. O objetivo dessa junção é aumentar os ganhos dos criadores com a produção de carne de caprinos e ovinos naquela região.

A Importância da parceria

Robério Araújo - coordenador do Programa Bioma CaatingaPara o técnico do Sebrae e coordenador geral do programa Bioma Caatinga, Robério Araújo, essa parceria possibilita, que a Embrapa, junto com os técnicos contratados pelo Bioma Caatinga, possam validar as tecnologias que estão sendo implementadas em nossa região com o foco em aumentar a produtividade e definir as tipologias de sistemas de produção aqui existentes. “Aqui no norte da Bahia, nós temos diversas regiões que tem uma certa diferenciação do como produzir o caprino e o ovino. A ideia é que os pesquisadores da Embrapa estejam aqui conosco para que essas tecnologias possam ser validadas e que a Embrapa também tenha a oportunidade de realizar o que eles chamam de pesquisas participativas, verificando como o produtor está inserido junto a essas inovações que há muito tempo estão sendo desenvolvidas” comentou Robério. Para Robério Araújo, é importante trabalhar junto a uma empresa de pesquisa como a Embrapa, porque ela contribui para que melhore ainda mais o sistema de produção dos caprinos e ovinos da região. “Vai ser muito bom ter a Embrapa Caprinos e Ovinos de forma efetiva e no dia a dia junto com o produtor. Os pesquisadores estiveram conosco na região de Itamotinga e eles puderam observar que realmente nós vivemos desses animais. Então a ideia é de que realmente a gente fortaleça a presença das duas empresas, A Embrapa Caprinos e Ovinos e o Sebrae, junto ao produtor”, frisou Robério Araújo.

Por que Juazeiro foi escolhido?

Lisiane Dorneles - Pesquisadora da EmbrapaO projeto da Embrapa Caprinos e Ovinos tem abrangência nacional e nesse primeiro momento vai acontecer em três polos produtivos que estão localizados nos municípios de Tauá, no Ceará, Campo Grande no estado de Mato Grosso do Sul e em Juazeiro, na Bahia. O município de Juazeiro foi escolhido por ser um polo produtivo de caprinos e ovinos e por ter um parceiro como o Sebrae que já desenvolve um projeto de melhoramento da cadeia produtiva, que é o programa Bioma Caatinga em parceira com o Banco do Brasil e Fundação banco do Brasil. Para a pesquisadora Lisiane Dorneles de Lima, a parceria do Sebrae é fundamental para o sucesso do projeto. “O objetivo é propor modelos sustentáveis específicos para cada região. Existe muita diferença em relação a clima, solos, espécies, a tipos genéticos, ao modo de criação do produtor e ao perfil do produtor. Tem o produtor pequeno e tem o produtor mais significado. Então a gente quer propor modelos de produção sustentáveis para cada perfil de sistema de produção”, explicou Lisiane Dorneles. Para isso, os pesquisadores da Embrapa, juntamente com os técnicos do Programa Bioma Caatinga, vão fazer um levantamento dos sistemas de produção e após esse diagnóstico, serão definidas as tecnologias que deverão ser aplicadas nas propriedades para melhorar a produção do rebanho de cada produtor.

Melhor produção de leite e queijo de cabra

Daniel Maia Nogueira - pesquisador da EMBRAPAA outra parceria iniciada é entre o Sebrae e a Embrapa Semiárido, que tem sede em Petrolina-PE. Esse trabalho conjunto visa melhorar a produção de leite e queijo de Cabra. A ideia é somar os esforços que estão sendo desenvolvidas pelo o Programa Bioma Caatinga, nas comunidades de São Bento, no município de Curaçá e Cacimba do Silva, em Juazeiro, com o projeto Mais Leite, de autoria do pesquisador da Embrapa Daniel Maia Nogueira.

A pesquisa de Daniel Maia, vai atuar na parte de produção de forragem, na avaliação de dietas alimentares para aumentar o rendimento de leite e queijos de cabra, na questão sanitária e na questão custo de produção para saber quanto custa produzir um litro de leite. “O papel da Embrapa é aplicar as tecnologias para aumentar a produção do leite, orientar para que seja feita uma ordenha higiênica para melhorar a qualidade do produto e identificar doenças que estão atingindo o rebanho. Já do Sebrae esperamos apoio na capacitação dos produtores para que eles realizem um bom gerenciamento da sua propriedade e comercializem o queijo e o leite garantindo um melhor lucro”, concluiu o Pesquisador da Embrapa Semiárido.

Josenaldo Rodrigues

Brinque o São João, mas não brinque com fogo. Veja essas dicas do Corpo de Bombeiros da Bahia:

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fogos

Esse período junino tem gosto de milho verde, tem forró, arrasta- pé, fogos e fogueiras e também o risco de queimaduras. Todo cuidado é pouco na hora de manusear os fogos de artifício. As maiores vítimas das queimaduras são crianças desacompanhadas dos pais e pessoas alcoolizadas. Outro perigo está na cozinha, quando as pessoas acabam vítimas de panelas quentes.

Um dos grandes problemas do período junino é a imprudência dos pais, que dão fogos as crianças e não ficam por perto na hora de soltá-los.

Até um traque de massa pode oferecer perigo, se não manuseado corretamente. As fogueiras também representam um grande perigo para adultos e crianças mais afoitos. Elas devem ser apagadas ao fim da noite, já que é comum o registro de acidentes no pós festa, quando as crianças brincam em volta dela e acabam se queimando.

Aproveitar a festa com responsabilidade é o ideal para evitar acidentes, mas é bom saber como agir em caso de queimaduras. Veja essas dicas do Corpo de Bombeiros da Bahia:

As Queimaduras possuem 3 tipos diferentes: as de *Primeiro*, as de *Segundo* e as de *Terceiro Grau*.

*As de Primeiro grau*, são aquelas que atingem a primeira camada da pele, deixando apenas um tom avermelhado e podem ser facilmente tratadas em casa.

*As de Segundo grau*, atingem a derme e a epiderme. A pele fica avermelhada, com manchas e já aparecem a formação de bolhas causando dor e inchaço.

*As de Terceiro grau*, atingem todas as camadas da pele inclusive os ossos, geralmente não causam nenhuma dor, e a pele fica preta devido à carbonização dos tecidos.

*Tratamento:*

*1 passo* – coloque o local afetado debaixo da água fria (nos casos das crianças assustadas, a depender do local queimado, coloque-a no chuveiro com roupa e tudo).

*2 passo* – avalie rapidamente o grau da queimadura.

*3 passo* – aplique um curativo no local afetado (não use esparadrapo, pois a cola na hora da retirada pode arrancar pedaços da pele)

*4 passo* – não esquecer de sempre procurar os cuidados médicos.

O que *NÃO FAZER*:

– *NÃO PASSAR* gelo, ovo, oleo de cozinha;
– *NÃO PASSAR* pasta de dente ou nenhum outro creme;
– *NÃO PASSAR* pó de café (pode prejudicar ainda mais )
– *NÃO RETIRAR* as roupas grudadas no corpo ( pois pode haver desprendimento da pele )
– *NÃO ESTOURAR* as bolhas (pois se estourar estará sujeito a infecções).

Mantenha a atenção 100% em seu filho, agora que você já conhece algumas das instruções básicas de como proceder, é só curtir…..

Bom São João a todos!!

CORPO DE BOMBEIROS DA BAHIA

 

Uso de fitoterápicos e plantas medicinais cresce no SUS

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Política nacional implantada pelo Ministério da Saúde completa 10 anos atendendo a 16 mil pessoas e garantindo o uso sustentável da biodiversidade brasileira; selo e carimbo são lançados

Os brasileiros estão, cada vez mais, apostando em tratamentos à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos: entre 2013 e 2015 a busca por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou, crescendo 161%. Há três anos, cerca de 6 mil pessoas procuraram alguma farmácia de atenção básica para receber os insumos; no ano passado essa procura passou para quase 16 mil pessoas. A iniciativa, criada pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país, já está presente em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios brasileiros.
“Os fitoterápicos têm uma participação importante no mercado de medicamentos porque eles refletem também nossa cultura, nossa tradição e História. Além disso, são medicamentos de baixo custo aos quais parte da população está habituada, pois aprendeu a usá-los com seus avós e pais. É importante que possamos ampliar o acesso a fitoterápicos no SUS”, afirmou o ministro Ricardo Barros nesta quarta-feira (23) durante o evento que marcou uma década da política no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).
Saiba mais sobre a política nacional de fitoterápicos acessando a Web Rádio Saúde aqui e aqui.
Na celebração foi lançado carimbo comemorativo e selo personalizado em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). As duas mil unidades do selo serão distribuídas em correspondências do Ministério da Saúde. O carimbo ficará disponível pelos próximos 30 dias na agência dos Correios da Câmara dos Deputados; após esse prazo, ele será integrado ao acervo do Museu Postal da ECT.
INDICAÇÕES – Em média, por ano, a política beneficia 12 mil pessoas, as quais utilizam medicamentos fitoterápicos industrializados, fitoterápicos manipulados, drogas vegetais e planta medicinal fresca. Atualmente, o SUS oferta doze medicamentos fitoterápicos. Eles são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.
De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climatério, respectivamente.
Os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos convencionais, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, e também para garantir  a qualidade do insumo. Cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais o controle desses medicamentos.
PROGRAMA NACIONAL – Em 2006 foi publicada a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Decreto nº 5.813/2006), que está completando 10 anos de sua publicação. Suas diretrizes foram, em seguida, detalhadas no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) (Portaria Interministerial nº 2.960/2008). O objetivo da Política e do PNPMF é “garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional”.
INVESTIMENTOS – Desde 2012, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, investiu mais de R$ 30 milhões em 78 projetos de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS.
Os projetos têm o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva nos municípios, estados e Distrito Federal, especialmente a oferta de fitoterápicos aos usuários do SUS. Os 78 projetos que já receberam recursos federais estão distribuídos por todas as regiões do país e foram estruturados a partir dos editais do Ministério da Saúde. Até o momento, são 31 iniciativas de arranjo produtivo local, 44 de assistência farmacêutica e três de desenvolvimento e registro sanitário de medicamentos fitoterápicos da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) por laboratórios oficiais públicos.
CURSO PARA MÉDICOS – O Ministério da Saúde realizou, em 2012 o primeiro curso de Fitoterapia para Médicos, na modalidade de Educação à Distância (EAD). A primeira turma capacitou 300 profissionais de todas as regiões do país. Neste ano, uma segunda turma deverá fazer o curso, com previsão de 600 vagas para médicos de todo Brasil. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o tema e sensibilizar profissionais de saúde e população para esta opção terapêutica, permitindo o acesso da população brasileira aos fitoterápicos com eficácia, segurança e qualidade.
Além disso, o Ministério da Saúde, por meio de eventos, busca promover a integração entre os setores produtivo, serviços de saúde, academia, Anvisa e demais ministérios, a fim de identificar as potencialidades para produção de medicamentos fitoterápicos.
NAS FARMÁCIAS – Atualmente, o mercado brasileiro comercializa diversos medicamentos fitoterápicos, simples e associados, com atuação em várias áreas do organismo humano. Para o Sistema Nervoso Central, por exemplo, são comercializados a Passiflora sp.,Valeriana officinalis, Hypericum perforatum, Piper methysticum e Melissa officinalis.
Grupos de pesquisa sobre saúde mental vêm realizando estudos com medicamentos fitoterápicos indicados para tratamentos de doenças psiquiátricas, os quais demonstram resultados positivos. Por exemplo, estudos demonstram a superioridade da Passifloraincarnata em relação ao placebo no tratamento de sintomas da ansiedade, sendo suas conclusões classificadas como preliminares.
Posição semelhante é encontrada na monografia da Comunidade Europeia, que considera preliminares as evidências de eficácia ansiolítica da Passiflora, porém reconhece seu uso estabelecido tradicionalmente para “alívio de sintomas discretos de estresse mental e auxílio ao sono”.
Agência Saúde

Coordenador da Polícia Civil em Juazeiro sofre acidente na BR 235

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O delegado e coordenador da Polícia Civil em Juazeiro, Elery Gregório, sofreu um acidente na noite de ontem (22) na BR 235, trecho que liga Remanso a Petrolina.

O policial conduzia o veículo que bateu em um animal solto na pista, provocando o grave acidente, que provocou a amputação de uma mão do delegado.

Segundo informações de amigos, Elery Gregório encontra-se hospitalizado em Juazeiro e seu quadro de saúde é estável.

O “Tricolor das Carrancas realiza jogo-treino hoje (23)

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O Juazeiro Social Clube realizará um jogo – treino hoje a partir das 16 horas no Estádio Paulo de Souza Coelho, contra a equipe do Petrolina Futebol Clube, onde comissão técnica fará mais uma avaliação dos atletas que estão sendo observados pelo técnico Rodrigo Chagas, agora o foco é total para a estreia na Série B contra o Atlântico, no dia 10/07, no Estádio Pituaçú em Salvador-Ba.

Ascom J.S.C

A distorção da “coisa pública e o oportunismo das elites” por Jota Menezes

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É uma herança colonial do patriarcado: Desde 1500, persevera no Brasil uma cultura perniciosa dos “donos do poder” se apropriarem dos bens públicos, como se o patrimônio lhes pertencessem por autorização divina, como faziam os reis absolutistas do século XVIII. Do alto de seus tronos, com ombreiras erguidas e peitos de pombo, bradavam o que bem queriam e tomavam decisões, muitas delas as mais absurdas, apenas para satisfazer seus egos inflados e suas vontades. Qualquer opinião contrária à filosofia da Coroa era tida como subversão e o autor da opinião era punido com prisão ou morte. Essa herança maldita fora replicada no Brasil Colônia e se perpetuou na cultura republicana das elites. Porém, não é só isso, outra forma de violência institucional é a apropriação de espaços e cargos públicos para a manutenção de privilégios.

Às vezes, soberanos os fazem de forma direta, são oportunistas e carreiristas de primeira ordem, em outras são escorregadios como serpentes,“dão o bote” na hora precisa de suas necessidades materiais e politiqueiras. O jornalista, escritor e humorista Aparício Torely (1895-1971), o “Barão de Itararé”, dizia com sapiência: “no Brasil, a vida pública começa na privada”. A frase é de uma simplicidade explícita, contudo, carrega em sua essência uma verdade cortante: muitos políticos são mal intencionados e enxergam na vida pública uma oportunidade de se locupletarem de recursos, os quais não lhes pertencem. Misturam a vida privada com a pública e se beneficiam dos dois modos. A história do Brasil é repleta de exemplos, os mais variados dessa prática cultural nefasta.

Interessante notar que o eleitorado e a população acabam naturalizando esse mau costume. Ouve-se, nos programas de rádio, jornais e blogs de hoje e nas conversas de botequins dos correligionários, frases como: e a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) vai ficar com quem? Que partido indicará o novo Superintendente da Sudene? A que liderança o governo dará o controle de órgão tal? Se olharmos com frieza, tendo como parâmetro a responsabilidade de tratar a “coisa pública” com transparência e retidão, essa postura é absurda. Loteiam-se os cargos públicos como se classificasse gado para distribuir com os “notáveis” das elites brasileiras ou grupos econômicos que usando de lobby, tráfego de influência ou pressões (como fazem as empreiteiras que patrocinam campanhas políticas).

É o famoso toma lá dá cá, típico dos vícios das “Republiquetas de Bananas”. No Nordeste, é possível contar nos dedos as famílias que usufruem desses privilégios. Não há no mundo nenhum caso como o brasileiro, em que políticos considerados “conservadores” ou tradicionalistas que se aboletam do poder político e econômico, apropriam-se das instituições como carrapatos, por meio de negociatas em Brasília e nas capitais estaduais. Utilizam-se das benesses e vantagens econômicas e politiqueiras para “engordar” seu capital e o curral eleitoreiro. No livro “O Poder dos Donos” de Marcel Burzstyn (1984) , o autor explicita esse cenário imoral de maneira didática. Essa é uma herança que se inicia nas Capitânias Hereditárias, lá por volta de 1530, amplia-se no Nordeste com as Sesmarias, simbolizadas nos Garcias D’ávila (1508-1609), que chegaram a dominar, através de gerações, o maior latifúndio da história da América Latina, com terras que iam de Salvador até o Rio Grande do Norte. Essa cultura atravessou séculos e está ainda muito viva no século XXI e não se restringe apenas à questão fundiária, quando se observa os barões da mídia no Brasil e sua plutocracia, percebe-se como o “Coronelismo” dos séculos XIX e XX chegou revigorado ao XXI. A “queda de braço”, entre as elites do Nordeste, não era mais só pelos recursos da Sudene ou pelos despojos da “indústria da seca”, os quais chegaram a receber na década de 1970, uma reprimenda, acredite, do ditador Garrastazu Medici (1905-1985), que ficara estupefato com a “ganância” dos clãs da região em torno das verbas federais destinadas às questões sociais. Nem é preciso dizer que a SUDENE (1959) é uma criação do economista paraibano Celso Furtado (1920-2004), cuja intenção era reverter a situação socioeconômica da região, tida como a mais pobre do País. Furtado sonhava em melhorar a autonomia regional do Nordeste, não só em relação aos estados, mas, sobretudo, mitigar a dependência social das populações, por meio da criação de oportunidades de trabalho e melhoria de renda das famílias.

Os velhos coronéis, acusando o projeto do economista de “coisa de comunista”, como fizeram com Paulo Freire (1921-1997) e Josué de Castro (1908-1973), ambos, mentores de projetos inovadores nas áreas de educação e combate à fome e de libertação da estrutura colonial alienante, portanto, contrárias às visões conservadoras dos coronéis que lutavam para a manutenção da dependência, instigando o povo a se manter preso à velha estrutura agrária, cuja lógica é a de manter a “distribuição da ração em períodos de seca” que não estimula a ascensão social, nem tampouco liberta os sertanejos das amarras da independência em detrimento do status quo das oligarquias.
Houve uma sofisticação da estratégia político-econômica. Ela já era bem visível durante as décadas de 1970 e 1980, respectivamente com uma nova configuração. Os Coronéis,com suas atitudes arcaicas de conservação do mandonismo local, não haviam sido totalmente desaparecidos, contudo, novas gerações de burocratas, descendentes desses “feudalistas do Nordeste do Brasil”, ocupavam postos importantes em órgãos governamentais em âmbito estadual e federal. Do mesmo modo, em “empurrados goela à dentro” em cargos políticos no nas Assembleias Legislativas, Congresso Nacional, Senado ou como chefes do executivo das prefeituras das capitais ou interioranas.

Há toda uma lógica perversa para esse continuísmo e ela se empodera na filiação e na alienação, levando as “velhas raposas”, manipuladoras do poder, à condição de lendas “vivas ou mortas e benfeitores do progresso e da justiça social”. Os filhos, netos e bisnetos desses clãs seguem, perpetuando a fórmula, inaugurada pela Corte Portuguesa nos primórdios da invasão de Pindorama. Essa realidade só irá mudar, segundo o professor/Doutor, titular em Direito da USP, por meio de lutas que confrontem esse poder ilegítimo dessas forças retrógradas, o segundo é confrontar o poder da grande imprensa que, no Brasil, opera em direção contrária aos interesses democráticos e a favor de um projeto neoliberal compactuado com as elites.

Jota Menezes é jornalista profissional, professor de História e Mestre em Educação, Cultura e Território Semiárido.